Fábrica de idéias esquisitas no Ministério da Fazenda

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Parece que há uma fábrica de idéias esquisitas no Ministério da Fazenda. Todo dia surge uma coisa esquisita, como a que mostra hoje a jornalista Cláudia Safatle, do jornal Valor Econômico, sobre a desoneração da folha de pagamentos.

 

Se a empresa tiver com muita dificuldade financeira, ela terá desoneração por parte do governo. Ao invés de ser para todo mundo, inclusive para aquelas que estão bem e que poderiam empregar mais, será apenas para quem estiver com problemas, premiando a incompetência.

 

A empresa terá que comprovar ao sindicato que está com dificuldade financeira. Aí ela terá uma desoneração.

 

Depois de provar a dificuldade financeira, a empresa combina com o sindicato uma redução da jornada de trabalho. Mas sem diminuição dos salários. Então, na prática, é como se ela tivesse aumento de custos e os trabalhadores tivessem aumento de salário, porque vão trabalhar menos e ganhar a mesma coisa.

 

O governo abrirá mão de tributos da previdência e de outros que compõem o Sistema S. Além disso, reduziria também o FGTS, caindo de 8% para 1%.

 

A redução da folha deveria ser feita para toda a economia, pois assim tornaria os setores dinâmicos ainda mais dinâmicos. O problema é que a arrecadação está caindo com a crise e os custos fixos do governo aumentaram nos últimos anos, por conta de uma série de aumentos de gastos, como nos salários do funcionalismo. Agora, falta dinheiro para fazer o que é certo.

 

Ontem, a reunião com Lula e as centrais sindicais não avançou e na semana que vem eles vão se encontrar com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Espero que não seja para levar adiante o que mostra hoje a reportagem do Valor.

 

Fonte: Miriam Leitão

 

 

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