Supremo chiquérrimo

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Abrimos aspas para Jabor e seu texto, hoje, light! É porque hoje é sábado!

“Um cronista social diria que o Supremo Tribunal Federal esteve “chiquérrimo”. É verdade: em meio a essa geléia geral da política, aqueles homens e mulheres com suas capas negras dão ao país um show de seriedade e elegância.

O Supremo já foi criticado quando pairava acima da nacionalidade, como as asas de urubus flutuando – além das crises e do processo político. Agora, não: estes dias têm sido dias de águias, nobres, dando-nos uma lição de democracia.

Como é emocionante ver a harmonia do funcionamento sereno da magistratura principal do país: a minuciosa e profunda relatoria de Joaquim Barbosa, os pareceres discretos, sem retórica, presidido pela fina discrição de Ellen Gracie.

E não se trata de um tribunal de punição: a importância das sessões que correm não é por razões punitivas nem por motivações políticas. Estamos assistindo a um momento histórico, um daqueles momentos em que, depois de uma epidemia de horrores, alguma coisa se reforma, alguma coisa floresce.

Esperamos que este comportamento influencie a outra casa da praça – o Legislativo, e seu decoro, sua ética.

Como é bom poder elogiar alguma coisa no Brasil.”

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