Meu Deus, meu Deus! Falta mais o quê?

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“O Ministério da Defesa precisará de argumentos indefensáveis para justificar por que a Presidência da República resolveu contratar, por exatos R$ 2 milhões 202 mil 975 reais e 60 centavos, uma “empresa especializada para a realização logística das ações comemorativas da Semana Cívica e do Desfile de Sete de Setembro”. Chama-se João Palestino Eventos a empresa terceirizada para substituir as Forças Armadas em sua tradicional missão. A firma, do interior de Goiás, é especializada na promoção de rodeios a vaquejadas. Seu dono é o empresário Sidney Farina.

A empresa já esteve envolvida na acusação de superfaturamento em serviços – conforme denúncias no Tribunal de Contas de Goiás. Aluga palanques e arquibancadas para eventos pecuários no Centro Oeste. A João Palestino é conhecido para organização do evento Cowboy do Asfalto. Outra fama da empresa é sua generosidade em campanhas eleitorais. Ela foi uma das financiadoras do PR (Partido Republicano – do vice-presidente da República). O beneficiado no último pleito foi o deputado Sandro Mabel, quase cassado por corrupção na Câmara. Goiás também é o estado natal de outro petista importante: o ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares.

O processo de contratação da empresa para fazer o que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica sempre fizeram, com orçamento próprio e baixo custo, ocorreu em altíssima velocidade. O edital de licitação saiu publicado no Diário Oficial da União de 16 de julho. Uma semana depois já se sabia quem ganhou. No dia 2 de agosto, o Diário Oficial publicou o resultado do “Julgamento de Recursos”. No dia seguinte (3), o contrato foi assinado. Graças ao curtíssimo prazo entre a assinatura do contrato e o julgamento da licitação e seu eventual recurso, nenhum eventual concorrente se manifestou”.

Jorge Serrão, jornalista, radialista e publicitário edita o Alerta Total

OPINIÃO: O texto-denúncia do jornalista, radialista e publicitário Jorge Serrão, criador de editor do Blog “Alerta Total”, é muito sério. Vale a pena conferir, porque se trata da quebra de uma tradição quase centenária da organização da parada militar do Dia da Independência ser de responsabilidade das forças armadas. Tudo indica que a decisão governamental é para favorecer mais um “aloprado” da extensa e gulosíssima lista de colaboradores do caixa dois do PT-partido. É triste ver-se que não aparece um chefe militar para denunciar este fato e reclamar com o novo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Afinal, as FFAA não podem continuar pagando eternamente pelos mal-feitos do regime militar instaurado em 1964; hoje são garantidoras da Constituição e defensoras da soberania nacional e por isso merecem o respeito do PT-governo. MIRANDA SÁ

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