Gás da Bolívia
Brasil precisa ter plano B
A explosão de um gasoduto na Bolívia e a redução de 10% no fornecimento de gás natural para o Brasil não vão trazer problemas para o país, ao menos por enquanto. Mas isso não quer dizer que o governo brasileiro não deva ficar preocupado e ter um plano de contingência bem elaborado.
Estas são as opiniões do professor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE).
– O corte de 10%, que representa 3 milhões de metros cúbicos por dia, é administrável sem racionamento. O governo pode usar as hidrelétricas, já que tivemos sorte e os reservatórios estão cheios, ou as usinas térmicas a óleo. Mas o cenário pode piorar – disse ele.
A piora para Adriano Pires é a situação política na Bolívia degringolar e o governo boliviano ter de aumentar o corte de gás. Hoje, o gás que vem dos nossos vizinhos representa 50% do consumo brasileiro, 70% do de São Paulo e 100% da região sul.
– O corte de gás pode subir e, neste caso, o governo brasileiro teria de ter um plano de contingência muito bem elaborado, para que o país não sofresse problemas.
Na opinião do professor, outras duas ações que o governo brasileiro deveria por em prática são informar a real situação da Bolívia e do que pode acontecer com o fornecimento de gás, “para ninguém ser pego de surpresa e acordar sem gás natural”, e enviar um interlocutor para a Bolívia, discretamente, para ajudar o Evo Morales a negociar, “mas esse governo não faz nada com discrição”, disse Pires.
Pois é, mas precisa começar a agir nesta situação do gás.
Fonte: Míriam Leitão
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