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O funeral do oba-oba

O argentino Messi passeou na área da seleção brasileira como se bailasse numa gafieira. Nunca foi tão fácil, nunca foi tão ridículo. Maradona fez o comentário definitivo: “O Brasil nunca foi tão pequeno”.

É – ou deveria ser – o golpe fatal nesse Brasil que acha que vai progredir sem trabalhar, nesse jeito Dunga de surfar na mística, na magia canarinho. E na ideologia oba-oba que consagra os salamaleques de Ronaldinho Gaúcho.

Imaginem se os argentinos dizem coisas como “vamos jogar com alegria”, ou se elogiam um jogador porque ele “fez uma graça”. Ou se endeusariam um Robinho por causa de umas “pedaladas”.

O Brasil ainda não entendeu que não é pentacampeão por ser gaiato. Aliás, sempre que quer ser gaiato, perde. Como os mercenários de 2006 que Parreira pôs em campo para “dar espetáculo”.

Os brasileiros precisam parar de achar a maior graça no Ronaldinho Gaúcho olhando para um lado e tocando a bola para o outro. Um trejeito é só um trejeito. Contra a Argentina, ele fez isso e a bola saiu, ridícula, pela linha lateral. Chega de empáfia.

O Brasil precisa parar de se pendurar em símbolos. Dunga, o medíocre, ergueu uma taça como jogador, e isso não deveria obrigar os brasileiros a agüentá-lo como (mau) aprendiz de feiticeiro no cargo de técnico.

O sujeito ainda se acha no direito de ser estúpido com os jornalistas e de desfilar a moda cafona da filha no banco de reservas. São uns iluminados, uns agraciados por mandatos divinos, que só precisam fazer uma boa pose. Ou “uma graça”.

Chega dessa gente. Impeachment neles, nem que seja por malversação de estilo.

Fonte: Guilherme Fiúza

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