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JANIO DE FREITAS analisa o roubo, muito suspeito, da Petrobras.

As galinhas informáticas

Não está excluída a hipótese de que a conclusão das investigações do roubo da Petrobras seja temporária

ENTRE AQUELES que de fato fazem a Petrobras, e não estão lá por negócios políticos ou para negócios financeiros, pessoas de relevo não subscrevem a conclusão oficial de que computadores e componentes tenham sido levados em roubo comum, por ladrões de galinhas que substituíram as penosas pela informática petroleira.Não está excluída a hipótese de que a conclusão das investigações venha a mostrar-se temporária. Mas, por ora, lembra um precedente de igual fragilidade.

Foi o pretenso achado dos fuzis roubados em assalto a um quartel do Exército no Rio. A descoberta das armas não teve explicação, só alegação; deu-se sem problemas e sem prisão dos assaltantes e dos depositários; e entregou ao quartel armas que saíram bem conservadas, por serem da Casa de Guarda, e chegaram com ferrugem e ares de longo abandono, imprestáveis.
As tais “razões de Estado” prestam-se a muito conveniências.

E não discriminam entre armas, petróleo, computadores, gravações de presidente negociando privatização, projetos nucleares ditos paralelos, negócios preestabelecidos para compras militares, e muito, muito mais. Onde faltarem razões para convencimento, cabem as razões de Estado.

Clique aqui para ler na íntegra.

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