CARTÕES CORPORATIVOS (III)
1 – O governo avalia a possibilidade de trocar o cartão de crédito corporativo pelo pagamento de diárias, quando os ministros estiverem em viagem pelo País. Para cobrir os gastos dos ministros em Brasília, também planeja recriar a chamada verba de representação, extinta no governo Fernando Collor (1990-1992). “O ministro viaja, recebe uma diária e pronto”, afirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
2 – Surgimento de novos casos envolvendo o uso de cartões corporativos para retiradas de dinheiro vivo acirra disputa entre governo e oposição. A queda-de-braço é pela criação da CPI que vai investigar o caso. PSDB e DEM insistem na abertura de uma comissão de inquérito mista. O Planalto quer restringi-la ao Senado e ampliar o leque de apuração para incluir também gastos feitos durante o governo FHC.
3 – A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) gastou no ano passado R$ 11,58 milhões com cartões corporativos, dos quais R$ 10,55 milhões de verba secreta. Cerca de 50 arapongas movimentaram R$ 1 milhão. Dez deles sacaram quase R$ 500 mil, o mesmo que as agências Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Nacional de Telecomunicações (Anatel) juntas, e muito mais que o Comando da Marinha (R$ 65,7 mil) e o Ministério da Cultura (R$ 62 mil).
4 – O senador Adelmir Santana (DEM/DF) apresentou quatro projetos de lei ao Congresso para mudar as regras do setor de cartões de crédito. Seu objetivo é reduzir os custos dos comerciantes e os preços cobrados por produtos e serviços dos consumidores finais. Um dos projetos quer o compartilhamento das máquinas usadas pelos comerciantes.
Comentários Recentes