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CARGOS PARA OS AMIGOS

O governo precisa de apoio dos deputados e senadores. O método tradicional para conquistar este apoio sempre foi a distribuição de verbas e cargos. Como as verbas vão ficar um pouco mais escassas, com a queda da CPMF, o que vai funcionar como moeda de trocas? Cargos, muitos cargos. Ontem, o ministro José Múcio anunciou que começaria a ocupação completa dos quadros de segundo escalão. Trata-se de uma falsa economia. Em primeiro lugar, porque os amigos do governo vão receber bons salários, sobrecarregando a folha de pagamentos.

O mais importante é que muitos não têm competência e é preciso adicionar o prejuízo pelas bobagens que vão fazer no cargo. E contar, sobretudo, com o financiamento de seus partidos, através de superfaturamento das obras. Somando salários, prejuizos com incompetência e corrupção, podemos dizer que ao perder a CPMF, o governo parte para uma solução também dispendiosa para o contribuinte e os cofres públicos.

Num 2008 que começou com a mentira de que não decretariam pacotes, pelo menos uma verdade podemos deduzir: se houver escândalos de corrupção, ninguém tem direito de dizer que não sabia. Todos os elementos estão reunidos para o assalto à máquina pública. Os órgãos mais visados são precisamente aqueles que movimentam mais dinheiro. Especialmente os que tratam das estradas, onde o superfaturamento corre solto.

O governo não tem como atrair adeptos entre os deputados. Não consegue formular um programa que seja a base de uma virada construtiva. Uma vez trilhado o caminho do mensalão, compreendeu que o mais fácil é comprar votos. Temos de estar preparados para grandes confrontos. Ou então deixar que saqueiem o Brasil, à sua vontade.

Fonte: Blog do Fernando Gabeira

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