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Ao deixar hospital, Alencar diz que pacote do governo é remendo

Ao deixar neste domingo o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o vice-presidente José Alencar afirmou que o pacote anunciado pelo governo federal para compensar a perda de arrecadação com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) é remendo.
“Tudo isso que se faz são remendos. Um dos fatores mais importantes de estabilidade monetária é o equilíbrio orçamentário. Não se pode brincar com o orçamento. Daí a razão pela qual a responsabilidade fiscal tem sido um fator de maior relevância no controle da inflação.”

Alencar recebeu alta na manhã de hoje após sessão de quimioterapia. Segundo o hospital, a internação foi necessária para dar continuidade ao tratamento iniciado pelo vice-presidente após cirurgia realizada em outubro do ano passado para retirada de um tumor no abdome.
Sobre seu estado de saúde, ele disse que está “tudo bem” e que se encontra em tratamento por causa do tumor. O tratamento será retomado após três semanas, quando Alencar deve retornar ao hospital para uma nova etapa de quimioterapia. Ele deve retornar nesta segunda-feira a Brasília.

Reforma tributária

Alencar disse ainda que o governo deve se comprometer com a urgência da reforma tributária. “Ela precisa sair. O governo já está preparando, por ordem do presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] e através do Ministério da Fazenda. Essa proposta tem que ser discutida na esfera do Confaz [Conselho Nacional de Política Fazendária], do qual participam os secretários de Fazenda de todos os Estados.”

Segundo ele, a intenção do governo é “simplificar o sistema tributário nacional” e recriá-lo de uma forma que não prejudique nenhum Estado. “Obviamente que essa simplificação traz mudanças que devem ser adaptadas para não prejudicar determinados Estados.”

Para Alencar, somente a reforma poderia “consertar as coisas erradas do sistema tributário brasileiro”. “No momento em que se chegar a um acordo com relação a isso, será mandada para o Congresso Nacional em forma de mensagem do Executivo, provavelmente com o aval dos 27 governadores, para que o Congresso vote o mais rapidamente possível.”

Fonte: Agência Folha

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