Arquivo do mês: setembro 2008

MANCHETE do dia 7.set.08

O GLOBO – Parlamentares admitem ineficiência no controle da Abin

FOLHA DE SÃO PAULO – CPI deve ouvir suspeito de coordenar escutas na PF

TRIBUNA DA IMPRENSA – Oposição pede que MP também investigue

A TARDE – Três candidatos empatam e segundo turno fica indefinido

CORREIO BRAZILIENSE – Abin: o retrato do descaso na inteligência

DIÁRIO DE NATAL – Aumenta a presença de estudantes de baixa renda na universidade

ZERO HORA – Novo plano de Defesa de Lula expõe rivalidade com a Venezuela

JORNAL DO BRASIL – A lucrativa indústria das ONGs

ESTADO DE SÃO PAULO – Novo aeroporto de São Paulo terá controle privado

JORNAL DO COMMERCIO – Médicos esvaziam as emergências

TRIBUNA DO NORTE – Partidos não repetem alianças de Natal em cidades do interior

ESTADO DE MINAS – Abin: Bisbilhoteira e sucateada

Poesia

O amor calado

Ainda que o canto desça, de atropelo
como abelhas no enxame alucinante
em torno a um tronco, e me penetre
pelo ouvido, em sua música incessante,

juro a mim mesmo: nunca hei de escrevê-lo.
Hei de fechá-lo em mim como diamante
dentro da pedra feia. Hei de escondê-lo
na minha alma cansada e navegante.

E nunca mais proclamarei que te amo.
Antes o negarei como os namoros
secretos de menino encabulado.

Que se cale este verso em que te chamo.
Cessem para jamais risos e choros.
Meu amor mineral é tão calado!

Odylo Costa, filho

O Poeta

Odilo Costa Filho (São Luís, 1914 — Rio de Janeiro, 1979) foi um jornalista, cronista, novelista e poeta brasileiro, e membro da Academia Brasileira de Letras. Filho do casal Odilo Costa Moura Costa e Maria Aurora Alves Costa, transferiu-se ainda criança do Maranhão para o Piauí, onde fez estudos primários e secundários em Teresina, os primeiros no Colégio Sagrado Coração de Jesus e os segundos no Liceu Piauiense.

Desenvolveu, assim, dupla afetividade de província, fraternalmente desdobrada entre as duas cidades, e estendida a Campo Maior, no Piauí, onde nasceu sua mulher, D. Maria de Nazareth Pereira da Silva Costa, com quem se casou em 1942, sob a bênção de três poetas: Manuel Bandeira, Ribeiro Couto e Carlos Drummond de Andrade, padrinhos do casamento.

Mas já aos 16 anos, em março de 1930, Maranhão e Piauí ficaram para trás e Odilo Costa Filho, em companhia dos pais, fixou-se no Rio de Janeiro, bacharelando-se em Direito, pela Universidade do Brasil, em dezembro de 1933.

Picasso

Picasso - A vida
A vida (1903)

É um dos trabalhos mais importantes da chamada “fase azul”, pintado em 1903. Aqui, convergem o amor, a maternidade, o desamparo , a melancolia: a vida.

O Pintor

Picasso foi uma das personalidades mais controvertidas e importantes da arte moderna e contemporânea. Seu talento inigualável permitiu que transgredisse todas as normas da linguagem artística, criando a sua própria e transformando-a, por sua vez, em mais uma a ser questionada.

Em suas diferentes fases criativas o pintor e escultor espanhol nunca deixou de lado sua determinação de descobrir todas as possibilidades teóricas e práticas da arte.
O pai de Picasso era pintor e mestre desenhista, o que possibilitou que o artista malaguenho tivesse, ainda muito jovem, acesso aos lápis e pincéis.

Seu primeiro quadro foi pintado aos 8 anos e assinado como Pablo Ruiz. Na adolescência vivia desenhando e ajudava o pai nas pinturas.Picasso entrou para a Academia de Arte da cidade, sendo aprovado com brilhantismo nos exames. A essa altura já tinha tido a oportunidade de conhecer os grandes mestres no Museu do Prado, em Madri.

Expôs seus primeiros quadros naturalistas no final de 1894, em Barcelona, e mais tarde apresentou 150 desenhos no Els Quatre Gate, na mesma cidade.

O primeiro quadro assinado como Pablo Picasso data de 1901. O feio, a velhice e a pobreza eram temas recorrentes em suas obras, predominando nas telas a cor azul, que também foi o nome que recebeu esse primeiro período de criação.

No começo de 1907 mudou-se para Paris e teve a oportunidade de conhecer Apollinaire e Gertrude Stein, tendo ela comprado vários de seus quadros. As obras desses anos pertencem ao chamado período rosa e estão voltadas para a vida dos artistas de circo.

Nessa época Picasso também conheceu os pintores Matisse, Derain e Braque.Em 1907 o pintor se dedica ao estudo da obra de Cézanne e às esculturas africanas do museu de Antropologia. Cria então As Senhoritas de Avignon, considerado o primeiro quadro cubista.

Picasso dedicou os anos seguintes ao desenvolvimento das teorias de Braque sobre o tratamento dos volumes e formas na obra de Cézanne. Pouco tempo depois o manchand Kahnweiler oferece-lhe um primeiro contrato para adquirir grande parte da produção que o pintor tinha apresentado com Braque numa exposição coletiva.

Aos quadros cubistas seguiu-se a fase do chamado cubismo analítico, ou de figuras facetadas. Picasso lançou-se também à realização de esculturas controvertidas, no estilo de suas pinturas, entre elas A Guitarra. Seu trabalho com Braque teve então tal integração que era difícil (e continua sendo) identificar a obra de um e de outro.

Os anos seguintes Picasso passou em Munique, Budapeste e Londres. Diante da eclosão da guerra, sua situação na França ficou muito difícil. É quando decide expor em Nova York, tendo uma recepção muito boa por parte do público.Transformado em pintor sucesso, iniciou uma série de naturezas-mortas, que deixaram entusiasmados tanto os críticos quanto os colecionadores.

Trabalhou também com Cocteau desenhando a cenografia e as máscaras de suas obras de teatro.
Com o nascimento do primeiro filho, Picasso começou a pintar retratos de mãe e filho, que receberam o nome de quadros clássicos (período clássico), sem abandonar suas obras cubistas.

A primeira exposição surrealista, realizada em 1925, teve sua participação, embora Picasso tenha preferido depois seguir seu próprio caminho. Uma série de gravuras e o quadro Guernica foram as obras mais significativas dos anos seguintes.

Em Nova York realiza-se sua primeira retrospectiva no Museu de Arte Moderna e já no início dos anos 40 concedem-lhe uma sala especial no Salão de Outono. Também foram realizadas exposições especiais de suas cerâmicas e fascinantes cabeças de madeira.

Logo não haveria mais um museu importante onde não se expusessem suas obras ou lhe prestassem homenagens.Picasso, criador incansável, não parou de trabalhar até a noite anterior à sua morte, no dia 6 de abril de 1973. Sua obra não está apenas entre as mais importantes do século XX: junto com a de Van Gogh é a mais valorizada no mercado mundial de arte.

Crise americana – Míriam Leitão comenta…

Saída para evitar um estrago maior

A notícia do New York Times foi confirmada. O governo americano está mesmo preparando um pacote de intervenção nas duas grandes resseguradoras hipotecárias americanas; Fannie May e Freddy Mac.

Isso era esperado, mas não deixa de ser curioso que na capital do liberalismo econômico, o governo está prestes a resgatar instituições financeiras que tomaram decisões equivocadas. Na atual crise, o Departamento do Tesouro e o banco central americano, o FED, já fizeram isso. Mas não nessa proporção. Os ativos das duas empresas somam inacreditáveis 5 trilhões de dólares.

A unica saída honrosa será transformar em pó as ações dos investidores e salvar as instituições apenas pela sua importância na garantia do funcionamento do sistema. Isso significa que perderiam seus ativos quem investiu nas empresas, mas se salvaria seu papel como ressegurador do mercado hipotecário. Se for isso, será como foi o Proer no Brasil.

Os donos dos bancos perderam os bancos, mas quem pôs o dinheiro nos bancos não perdeu. É preciso também punir os administradores irresponsáveis. Vamos ver o caminho pelo qual eles vão seguir.

Dependendo do caminho pode ser o maior caso de “dano moral” da história financeira, em outras palavras, ensinará a todos os bancos e instituições financeiras que podem fazer qualquer maluquice que papai Banco Central vai salvá-lo, um capitalismo com lucro e sem riscos, o pior mundo para os contribuintes.

ASSIM PODE…

Não devemos estranhar a atitude do presidente Lula, que violou a lei ao fumar em seu gabinete, na frente de jornalistas, nem a sua declaração de que defende o fumo em qualquer lugar. Lula também defende Severino Cavalcanti, José Dirceu, Delúbio Soares, Gilberto Carvalho, José Genoino e tantos outros aloprados…

José Carlos Costa (policaio@gmail.com)

FRASE DA VEZ_2/6

“O pessoal da estrelinha vermelha quer privatizar os aeroportos? Dá para incluir a Bancoop no rol de privatizáveis?”

Pedro Luiz Dias (plugal01@gmail.com)

DÚVIDA

A aposentadoria máxima do INSS é de 4 mil e 150 reais. O problema, no entanto, é descobrir onde estará o limite de ruptura entre as dívidas dos que vivem de salário e os juros cobrados pelo mercado. Tem elasticidade, como os fatos comprovam. Mas não pode estar muito longe.

Pedro do Coutto, jornalista

Comentário (II)

Impossibilidades possíveis

Certas coisas, só no Brasil. Como dizia mestre Gilberto Freire, neste país das impossibilidades possíveis, o carnaval ainda acabaria caindo na Sexta-Feira Santa. Será possível a existência de órgãos de informação, segurança, inteligência, espionagem ou que outro nome se lhes dê, proibidos de vigiarem prováveis, possíveis ou hipotéticos inimigos?

Faz parte do jogo acompanhar as atividades dos adversários. Em muitos casos, trata-se de questão de sobrevivência das nações a que servem. Como ficaria a CIA, o FBI, o MI-6, o KGB, o Mossad e penduricalhos, se impedidos de colher informações, mesmo censurando telefones e sucedâneos? Autorizados pela Justiça, sem dúvida. Quando imprescindível, por certo.

Carlos Chagas, jornalista

HISTÓRIA

“Cada país é um país”

Miriam Leitão resolveu entrevistar pela centésima vez Celso Amorim, chamado de chanceler. Não houve nada de importante. Quando chegaram ao petróleo, o chanceler fez a frase genial, inédita e imorredoura: “Cada país é um país”. Criou a frase na hora?

Estavam no antigo Palácio Presidencial, Mirian Leitão, culta e imperdível, devia ter contado aos telespectadores: aqui trabalhava o presidente da República, até 1896. Em1896, governava o País Prudente de Moraes. Teve que fazer operação gravíssima, passou o cargo ao vice, o baiano Manuel Vitorino. Assim que Prudente foi para o hospital, Vitorino mudou tudo. Demitiu todo o ministério, nomeou seus ministros.

Mas o mais grave: sem autorização de ninguém, comprou o Palácio das Águias (depois Palácio do Catete, pois ficava nessa rua) e se instalou ali. Prudente, muitos diziam que não voltaria.
Recuperado, desceu de Petrópolis (num trem da Leopoldina, ainda não havia estrada), reassumiu no Catete, que não conhecia. Onde era o palácio presidencial instalou a chancelaria.

Hélio Fernandes, jornalista

Morris Albert – Fellings

MAURÍCIO ALBERTO KAISERMANN, o Morris Albert que faz 57 anos amanhã.

Músico (guitarrista) e compositor “pop”; toca em diversas bandas; é o brasileiro que mais disco vendeu no mundo; autor de sucessos como “Feelings” (1975, COPACABANA BEVERLY DISCOS, mais de 300.000 de cópias), “Leave Me” (1975), “Conversation” (1977), “She’s My Girl” (1978), “Gonna Love You More” (1979) e outras canções compostas em inglês.