Arquivo do mês: setembro 2008

Toulouse-Lautrec

Toulouse Lautrec - The Female Clown - 1895
The Female Clown (1895)

O Pintor

Henri-Marie-Raymonde de Toulouse-Lautrec-Monfa nasceu em Albi, França. Pintor e artista gráfico (24/11/1864-9/9/1901). Responsável pelo reconhecimento da litografia e do cartaz como obras de arte. De família aristocrática, desde a infância recebe educação artística, bem como assiduamente pratica esportes até os 14 anos, quando num acidente quebra o fêmur esquerdo e, menos de um ano depois, o direito.

Por causa de uma deficiência na metabolização do cálcio, os membros inferiores ficam atrofiados, o que o faz mancar para o resto da vida. Tem aulas na juventude com Bonnat e Cormon, dois artistas competentes, e em 1885, aos 21 anos, abre o próprio estúdio em Montmartre.

Torna-se pintor contra a vontade da família e para sobreviver desenha em periódicos ilustrados. Ilustra temas esportivos, produz cartazes de peças de teatro e de cabarés, como o Moulin Rouge, e retrata a vida nos cafés, circos, bordéis, em obras como The Bar, 1898; At the Moulin Rouge, 1892; At the Races, 1899.

Coleciona litografias do pintor espanhol Francisco de Goya (1786-1828) e recebe influência de Degas, cujo trabalho se assemelha às gravuras coloridas japonesas.

Em 1899 sofre um colapso nervoso em virtude do consumo excessivo de álcool e sífilis. Passa vários meses num sanatório, mas volta a beber no ano seguinte. Executa pinturas cada vez mais sombrias até morrer, no castelo da família, em Malromé, interior da França.

LICENÇA MATERNIDADE

Lula da Silva deu mas não deu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira a lei que amplia o prazo da licença-maternidade de quatro para seis meses. Para que as mães obtenham o novo benefício, elas terão que negociar com as empresas a ampliação, já que a medida é opcional para os patrões. A nova legislação passa a valer a partir de 2010.

Culto da Personalidade

O PT nacional está distribuindo um jingle para ser usado em todo o Brasil, vinculando a imagem de seus candidatos à de Lula. Em um minuto e meio de musiquinha, o nome do presidente é mencionado 27 vezes.

Renata Lo Prete (painel@uol.com.br)

Artigo saído hoje na Folha de São Paulo

Alto lá, Lulalá!

É precipitado dizer que as campanhas municipais têm se curvado à influência de Lula.Muitos se impressionam porque candidatos da base do presidente lideram as pesquisas em 20 das 26 capitais. Esquecem, porém, que ela já administra 21. Do ponto de vista estritamente numérico, o Planalto ainda não tem muito a celebrar.

Pouco se falou, também, que os partidos pró-Lula lançaram 94 nomes para prefeito nas capitais. 94! (Apenas em Teresina a coalizão se uniu em torno de um postulante.)

Não há, e dada a quantidade, nem poderia haver homogeneidade na relação de Lula com todos os candidatos de PT, PMDB, PSB, PDT, PC do B, PTB, PR, PP, PRB, PV, PSC, PMN, PHS, PT do B, PTC e PRTB.

Micarla de Souza, que desponta em Natal, por exemplo, é ligada a José Agripino Maia (DEM), um dos mais ferrenhos críticos do governo federal. Contudo, por ser filiada ao PV, ela foi parar na lista das “barbadas” lulistas nas capitais.

Do mesmo modo, como atribuir ao presidente a ascensão de Eduardo Paes? Só porque o ex-pefelista e ex-tucano (além de verdugo na CPI dos Correios) aderiu ao PMDB? No Rio, Lula fechou desde o início com Marcelo Crivella (PRB) -e é este quem tem caído nas pesquisas.

Ou tome-se Belo Horizonte. O presidente só desceu do muro depois que Márcio Lacerda (PSB), cria do tucano Aécio Neves, decolou. Era Jô Moraes (PC do B) quem distribuía santinhos do petista.

Lula esbanja popularidade, mas o diferencial do voto nos municípios por enquanto é local: bem avaliado, o prefeito garante a dianteira (sua ou de seu representante); mal avaliado, cede terreno à oposição.

O único “efeito Lula” palpável até aqui precedeu a campanha e dela independe: a articulação que pôs 16 partidos no colo do presidente.O “efeito Lula” eleitoral só será comprovado no segundo turno, se aplicadas surras no carlismo em Salvador e no nome de Serra (Gilberto ou Geraldo) em São Paulo.

Melchiades Filho, jornalista (mfilho@folhasp.com.br)

+ Fernando Barbosa Lima +

Numa cama do Pró-Cardíaco, na sexta-feira, Fernando Barbosa Lima morreu. Não teremos mais produções inovadoras, de talento, imagens e seqüência rápidas e inteligentes, não podemos contar mais com suas idéias brilhantes. Ele passou, seguiu o seu destino humano. Mas deixa um rastro de realizações e avanços.

Como homem de televisão, estava muito adiante de seu tempo. Em cada tela, em cada programa de hoje, está o ritmo moderno de filmagem, está a contribuição do que produziu e deixou como legado eterno. A televisão viveu com ele grandes momentos de arte.

Pedro do Coutto, jornalista

INFORMAÇÃO

Ausência discutida

O presidente do Senado, Garibaldi Alves, faltou ao palanque presidencial no desfile de Sete de Setembro. Ficou no Rio Grande do Norte, em campanha para as próximas eleições, ainda que se desculpasse por conta de respeitável resfriado. O presidente Lula não gostou.

Carlos Chagas, jornalista

FRASE DA 2/9

“A paz está ameaçada nas palavras de McCain quando se refere ao Irã e ao seu suposto poderio atômico”.

Enrico Bianco, artista plástico

MERCADO

Socorro multibilionário

Mais uma vez o governo americano interveio para impedir o agravamento da crise. Não adianta falar em risco moral, porque prevalece a disposição de evitar o desastre maior. Regulamentar o sistema financeiro globalizado pode ser difícil, mas faz mais sentido do que confiar na autocorreção do mercado.

(Editorial do Estadão)

OPINIÃO

Defender o fumo é defender veneno

Francamente, não poderia ter sido pior (e mais infeliz) a declaração do presidente Lula durante entrevista de quarta-feira no Palácio do Planalto, defendendo o fumo em qualquer lugar. Atitude absolutamente incrível. Vai repercutir negativamente para ele, em particular, e para o governo, de um modo geral. Talvez reflita nas eleições de outubro.

Pedro do Coutto, jornalista

Governo tonifica em 32% os gastos com publicidade

Os povos mais bem governados são, geralmente, os povos que pensam pouco.

Lula, como se sabe, é um governante popularíssimo. E parece decidido a impedir que a aprovação seja confundida com desinformação.

Para deixar as coisas tão claras quanto as gemas, o governo aumentou a verba destinada a propagandear o cesto de ovos.

Em 2009, ano em que Lula vai levar mãe Dilma à vitrine, o governo elevará de R$ 139,2 milhões para R$ 184 milhões a rubrica do orçamento destinada à publicidade.

A Secretaria de Comunicação Social alega que o tônico de 32,18% é necessário porque o governo implementará novas ações de comunicação.

Fonte: Josias de Souza