Arquivo do mês: setembro 2008
ECONOMIA
PIB vai a 6,1%; BC, dividido, sobe juros
O aumento da taxa de investimento, os gastos de governos e a agropecuária fizeram o Produto Interno Bruto (conjunto de bens e serviços produzidos no país) crescer 6,1% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2007, acima das previsões mais otimistas. Bancos, empresários e governo esperam expansão de até 5,5% este ano. Por 5 votos a 3, o BC subiu os juros em 0,75 ponto, para 13,75%.
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MANCHETES de hoje_11.set.08
O GLOBO – Bolívia: explosão em gasoduto reduz fornecimento ao Brasil
GAZETA MERCANTIL – Copom eleva juro em 0,75 ponto para 13,75%
JORNAL DO COMMERCIO – Campanha mais livre na internet
TRIBUNA DO NORTE – PM terá mais reforço e suspeito de assalto a residências é preso
ESTADO DE MINAS – Sabotagem na Bolívia corta gás do Brasil
FOLHA DE SÃO PAULO – Dividido, BC sobe juro em 0,75 ponto
TRIBUNA DA IMPRENSA – Bolívia reduz fornecimento de gás ao Brasil
VALOR ECONÔMICO – TSE libera propaganda nas páginas dos partidos na internet
A TARDE – Banco Central eleva a taxa de juros para 13,75% ao ano
CORREIO BRAZILIENSE – Araponga teve acesso a papéis secretos em operação da PF
DIÁRIO DE NATAL – Donos de ônibus cobram segurança mas barram PMs
ZERO HORA – Conflagrada, Bolívia corta 10% do envio de gás para o Brasil
JORNAL DO BRASIL – Grampo leva PF a investigar PF
ESTADO DE SÃO PAULO – BC racha, mas juro sobre 0,75 ponto
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Poesia
A Tumba de Edgar Poe
Tal que a Si-mesmo enfim a Eternidade o guia,
Poeta suscita com o gládio erguido
Seu século espantado por não ter sabido
Que nessa estranha voz a morte se insurgia!
Vil sobressalto de hidra ante o anjo que urgia
Um sentido mais puro às palavras da tribo,
Proclamaram bem alto o sortilégio atribu-
Ído à onda sem honra de uma negra orgia.
Do solo e céu hostis, ó dor!
Se o que descrevo –
A idéia sob – não esculpir baixo-relevo
Que ao túmulo de Poe luminescente indique,
Calmo bloco caído de um desastre obscuro,
Que este granito ao menos seja eterno dique
Aos vôos da Blasfêmia esparsos no futuro.
Mallarmé
O Poeta
Stéphane Mallarmé, poeta francês que figura entre os iniciadores do simbolismo. Nasceu em Paris e cursou bacharelado em Sens.Mallarmé começou a publicar seus poemas na revista “Parnaso Contemporâneo”, editada na capital francesa na década de 1860, quando ele se mudou para o interior da França com o objetivo de ensinar inglês nas escolas da região.
Dos 21 aos 28 anos o poeta viveu com a família em três cidades: Tournon, Besançon (terra de Victor Hugo) e Avignon. Anos depois, Mallarmé conheceu os poetas Rimbaud e Paul Verlaine. Mallarmé se utilizava dos símbolos para expressar a verdade através da sugestão, mais que da narração. Sua poesia e sua prosa se caracterizam pela musicalidade, a experimentação gramatical e um pensamento refinado e repleto de alusões que pude resultar em um texto às vezes obscuro.
Mallarmé destacou-se por uma literatura, em que se mostra ao mesmo tempo lúcida e obscura. É por isso considerado um poeta difícil e hermético. Em suas famosas tertúlias literárias, em sua casa, em Paris, na rue de Rome, reunia-se a elite intelectual da época para sessões de leitura e conversas sobre arte e literatura. Entre os convidados, André Gide e Oscar Wilde.
Seus comentários críticos sobre literatura, arte e música estimularam enormemente aos escritores simbolistas franceses, assim como aos artistas e compositores da escola impressionista, que ao final do século XIX desenvolveram uma arte espontânea em oposição ao formalismo da composição.
Também escreveu penetrantes artigos sobre a moda feminina de seu tempo. Mallarmé desempenhou um papel fundamental na evolução da literatura no século XX, especialmente nas tendências futurista e dadaístas. Está entre os precursores da poesia concreta ao lado de Guillaume Apollinaire (1880-1918) e o escritor americano Ezra Pound (1885-1972).
Stéphane Mallarmé morreu em 1898, em Paris, sem ter chegado a concluir a grande obra de sua vida. A Grande Obra, com letra maiúscula, é um projeto que ele revela em cartas, em correspondências a amigos. Três anos antes de sua morte ele escreve ainda um poema falando deste sonho, de constituir uma Grande Obra, no sentido quase que alquímico da palavra.
Um livro em vários volumes que totalizasse o mistério órfico da terra. Mallarmé morreu angustiado sem atingir seu objetivo, mas deixou admiradores em todo o mundo e suas obras continuam a ser reeditadas, mais de 100 anos após a sua morte. A Grande Obra, para ele, seria um livro com a estrutura de uma obra arquitetônica, ligada numa espécie de sintonia com o universo”.
A “Grande Obra” que Mallarmé sonhava, no entanto, não significava reunir todos os seus escritos, mas escrever uma nova obra o que para a sua grande frustração, morreu sem realizar.Um dia antes de morrer, Mallarmé pressentiu a chegada da morte. Pediu à mulher Marie e à filha Geneviève que queimassem todos os seus escritos, como fizeram Franz Kafka e o poeta Virgílio. Ele morreu asfixiado no dia seguinte. Mas, felizmente, elas não cumpriram o desejo dele.
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ÚLTIMAS
BC eleva juros para 13,75
O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, decidiu elevar a Selic (taxa básica de juros) em 0,75 ponto percentual, de 13% para 13,75% ao ano.Essa foi a quarta elevação seguida dos juros. Na reunião de abril, a taxa subiu de 11,25% para 11,75%, na de junho, saiu de 11,75% para 12,25%, e, na de julho, foi de 12,25% para 13%.
UolNews
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Excerto de artigo no Estadão de hoje
Impunidade de raiz
A Justiça tarda e, não raro, falha; ouve-se muito por aí a propósito das razões da impunidade no Brasil. O argumento, embora real, vira pó na boca de qualquer uma das autoridades que constantemente ignoram decisões judiciais, com especial destaque para a corrente indolência em relação ao cumprimento da sentença do Supremo Tribunal Federal sobre a contratação de parentes no poder público.
Estamos prestes a entrar a terceira semana desde que o STF baixou um “cumpra-se” no princípio constitucional da impessoalidade no serviço público, em vigor há 20 anos, e até agora a regra geral é a da solene indiferença. Descontadas ousadias explícitas – como as do prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, e do governador do Paraná, Roberto Requião, que protegeram os parentes nas lacunas da sentença -, as demissões foram exceções.
Nada fora do previsto, diga-se. Estava perfeitamente desenhado no horizonte esse cenário. O Judiciário deu-se 90 dias de prazo por intermédio do Conselho Nacional de Justiça e o Executivo de um modo geral não deu pelota. O Legislativo, mais visado, move-se à velocidade de um paquiderme: a cada notícia na imprensa sobre o tema, um passo.
Dora Kramer, dora.kramer@grupoestado.com.br
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Comentário (II)
Unger: o ministro bombril
O ministro do Futuro parece não ter limites em sua tentativa de abraçar o governo e o mundo. Também declarou estar a um passo da criação de um novo órgão fundiário para investigar e regularizar a posse de terras na Amazônia, já que apenas 4% das propriedades estão legais. É a malfadada redundância que atinge o Brasil desde o Descobrimento.
Esse órgão já existe, é o Incra, que pertence ao ministério da Reforma Agrária. Se não funciona, se deixa desejar, que seja aprimorado, reformado, até revolucionado. Mas criar outro, superposto, subordinado à presidência da República, com todo o respeito, é bobagem.
As incursões de Mangabeira Unger no quintal de seus colegas de ministério estão virando piadas. Qualquer dia desses ele vai sugerir a criação de uma nova Polícia Federal, desligada do ministério da Justiça, formada para atuar na estratosfera. Suas idéias fossem exeqüíveis, seria o “ministro Bom-Bril”, aquele das mil e uma utilidades.
Carlos Chagas, jornalista
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FRASE DA 2/10
“Partidos não existem, candidatos não se esforçam”
Hélio Fernandes. jornalista
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Opinião
Independente do nível medíocre de quase todas as campanhas políticas neste paupérrimo 2008, é de se lamentar que todos os candidatos passem ao largo de um dos maiores desafios de nossos dias – a relação dos poderes públicos com os maiores de 60 anos, sejam aposentados, pensionistas ou teimosos e sortudos integrantes do mercado de trabalho.
Pedro Porfírio, jornalista
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Elis Regina
“Se eu quiser falar com Deus”, música de Gilberto Gil, nessa versão gravada a capela por Elis.
Para muitos, Elis foi a maior cantora brasileira de todos os tempos. Incomparável em técnica e garra, a “Pimentinha”, o “Furacão Elis”, como era chamada, lançou compositores como João Bosco e Aldir Blanc, Renato Teixeira, Fátima Guedes. A primogênita do casal Romeu Costa e Ercy Carvalho Costa foi a primeira pessoa a inscrever sua voz como instrumento na Ordem dos Músicos.
Em 1980, o show “Saudade do Brasil” reuniu no palco 24 músicos e bailarinos. No ano seguinte, fez o espetáculo “Trem Azul”, com cenário de Elifas Andreato. Teve morte repentina, em 19 de janeiro de 1982. Foi velada no Teatro Bandeirantes, e vestia a camiseta proibida pela ditadura militar no show “Saudade do Brasil”: a bandeira brasileira, com seu nome escrito no lugar de “Ordem e Progresso”.
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Gás da Bolívia
Brasil precisa ter plano B
A explosão de um gasoduto na Bolívia e a redução de 10% no fornecimento de gás natural para o Brasil não vão trazer problemas para o país, ao menos por enquanto. Mas isso não quer dizer que o governo brasileiro não deva ficar preocupado e ter um plano de contingência bem elaborado.
Estas são as opiniões do professor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE).
– O corte de 10%, que representa 3 milhões de metros cúbicos por dia, é administrável sem racionamento. O governo pode usar as hidrelétricas, já que tivemos sorte e os reservatórios estão cheios, ou as usinas térmicas a óleo. Mas o cenário pode piorar – disse ele.
A piora para Adriano Pires é a situação política na Bolívia degringolar e o governo boliviano ter de aumentar o corte de gás. Hoje, o gás que vem dos nossos vizinhos representa 50% do consumo brasileiro, 70% do de São Paulo e 100% da região sul.
– O corte de gás pode subir e, neste caso, o governo brasileiro teria de ter um plano de contingência muito bem elaborado, para que o país não sofresse problemas.
Na opinião do professor, outras duas ações que o governo brasileiro deveria por em prática são informar a real situação da Bolívia e do que pode acontecer com o fornecimento de gás, “para ninguém ser pego de surpresa e acordar sem gás natural”, e enviar um interlocutor para a Bolívia, discretamente, para ajudar o Evo Morales a negociar, “mas esse governo não faz nada com discrição”, disse Pires.
Pois é, mas precisa começar a agir nesta situação do gás.
Fonte: Míriam Leitão
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