Arquivo do mês: abril 2008
POESIA
Geometria dos ventos
Eis que temos aqui a Poesia,
a grande Poesia.
Que não oferece signos nem linguagem específica,
não respeita sequer os limites do idioma.
Ela flui, como um rio.
Como o sangue nas artérias,
tão espontânea que nem se sabe como foi escrita.
E ao mesmo tempo tão elaborada
– feito uma flor na sua perfeição minuciosa,
um cristal que se arranca da terra
já dentro da geometria impecável da sua lapidação.
Onde se conta uma história,
onde se vive um delírio;
onde a condição humana exacerba,
até à fronteira da loucura,
junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,
à sombra de Eva Braun,
envolta no mistério ao
mesmo tempo fácil e insolúvel da sua tragédia.
Sim, é o encontro com a Poesia.
Rachel de Queiróz
(Poesia feita em homenagem ao poema “Geometria dos Ventos” de Álvaro Pacheco)
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Roberto Aguiar é nomeado novo reitor da UnB
O secretário da SESu (Secretaria da Educação Superior), Ronaldo Mota, anunciou nesta terça-feira (15) o novo reitor interino da UnB (Universidade de Brasília). Será Roberto Aguiar, professor aposentado de direito e ex-secretário da Segurança Pública do governo Cristóvam Buarque no Distrito Federal.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, também participou da coletiva. A nomeação será publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (16). Aguiar encabeçava a lista tríplice votada pelo Conselho Universitário formado por professores, alunos e servidores – na tarde desta terça.
Fonte: Uol News
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Frase da vez_3/15
“Se a desfaçatez matasse, o Congresso estava juncado de cadáveres.”
Millôr Fernandes
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ANP
É o cargo que importa!
O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Haroldo Lima, ainda não entendeu o que ele fez de errado. Acha que pode fazer qualquer declaração, como qualquer pessoa. Quando ele deixar de ser o diretor geral ele poderá falar o que quiser, mas enquanto for chefe do órgão regulador do petróleo ele não pode falar sobre algo que ocorre numa empresa de petróleo.
O triste é perceber que nada pode acontecer com ele: Haroldo Lima foi escolhido por razões políticas e nao por qualificação técnica; tem padrinhos e continuará tendo. A CVM não tem autoridade sequer para fazer uma investigação administrativa sobre ele porque ele não é dirigente de empresa aberta. Então é isso: falou e disse e fica por isso mesmo.
Fonte: Míriam Leitão
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John Lennon – Jealous Guy
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Janaína Leite: BNDES perdoou dívida de Nassif
O blog Arrastão, da jornalista Janaína Leite, revelou mais um caso de cortesia do BNDES com o dinheiro do público: a instituição perdoou uma divida de R$ 1.901.297,34 da empresa Dinheiro Vivo, do jornalista Luís Nassif. “Eu teria de trabalhar 272 meses na Folha de S.Paulo”, diz Janaína. “Isso é o equivalente a 23 anos do meu trabalho. E do seu?” Ela informa que se levar em conta o total da dívida, com débitos de R$ 4.284.736,19, “seriam necessários 612 meses de suor. Uns 51 anos, praticamente bodas de ouro com o meu trabalho.
E com o seu?”
Fonte: claudiohumberto.com.br
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Frase da vez_2/15
“O problema é que o Brasil é de cabeça para baixo, de trás para diante e pelo avesso.”
Tom Jobim
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Inos Corradin
Equilibrista com chapéu de papel.
Corradin nasceu na Itália, na cidade de Vogna. Na década de 50, aos 21 anos, chegou ao Brasil, instalando-se em Jundiaí, interior paulista, na casa de parentes. Convidado para trabalhar em um projeto pioneiro na época, o Atelier Cooperativa, Inos muda-se para o bairro da Vila Mariana, em São Paulo.
Dois anos depois, Corradin percebeu a necessidade de viajar, de mudar de ambiente. E foi parar na Bahia.Inos utiliza pretextos da natureza para desenvolver uma filosofia da cor, uma cultura plástica e uma cultura de sentimentos através dos quais é capaz de revelar o mundo de um modo único e inimitável. Reinicia sua carreira em 1964 e 1965 expondo individualmente.
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Senadores convocam Dilma para explicar o dossiê
A oposição surpreendeu o governo, de novo, na Comissão de Infra-estrutura do Senado. Aprovou-se um requerimento que convoca a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para dar explicações sobre o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.
A mesma comissão já havia aprovado um outro pedido de convocação da ministra. O motivo alegado, porém, era outro. Dilma falaria sobre o andamento das obras do PAC. Dessa vez, o requerimento menciona especificamente o dossiê.
O novo pedido de convocação foi apresentado pelo senador Mário Couto (PSDB-PA). Teve a adesão instantânea do presidente da comissão, o também tucano Marconi Perilo.
Aproveitando-se de novo cochilo do consórcio governista, majoritário na comissão de Infra-estrutura, Perilo levou o pedido do colega a voto num instante em que estavam presentes apenas três senadores oposicionistas. Foi uma votação no estilo vapt-vupt. Quando o governo se deu conta, Dilma já estava, de novo, convocada.
Romero Jucá (PMDB-RR), o líder de Lula, esperneou. Mas nao teve jeito. Marconi Perilo encerrou a sessão antes que fossem analisados dois pedidos de Jucá. Num deles, pedia a transformação da primeira convocação – aquela destinada a ouvir a minsitra sobre o PAC- em mero convite. Noutro, solicitava o cancelamento do requerimento urdido para inquirir Dilma sobre o dossiê.
Ao tomar conhecimento da manobra, Ideli Salvatti (SC), líder do PT, classificou-a de “repetição de um golpe”. Alega que dossiê não é um tema afeto à comissão de Infra-estrutura. O requerimento, segundo ela, fere o regimento que rege o funcionamento do Senado. Prometeu recorrer ao plenário do Senado, para derrubar o requerimento de Mário Couto.
Fonte: Josias de Souza
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Abrindo aspas para Lúcia Hippólito:
Falta combinar com os russos
A reunião da oposição ontem em São Paulo mostrou que, por razões inteiramente distintas, Planalto e oposição estão concordando em não mexer nas regras eleitorais. Quem diria…Do lado da oposição, há muito tempo Fernando Henrique alerta para o risco. Extinguir a reeleição e adotar mandato de cinco anos pode agradar a José Serra e Aécio Neves, organizando a fila tucana, mas abre caminho para o presidente Lula tentar o terceiro mandato já em 2010 – e com grandes chances de vitória.
Do lado do Planalto, começa-se a construir um raciocínio muito semelhante, pelo menos nas premissas. Adotar os cinco anos sem reeleição é organizar a fila para o PSDB, entregando de bandeja uma solução que agrada a José Serra e Aécio Neves. Com cinco anos, se conseguir o terceiro mandato – o que não é nada simples, do ponto de vista constitucional – o presidente Lula deixa o poder em 2015 ou 2016 (se houver prorrogação de um ano). No entanto, a permanecerem as regras atuais – quatro anos com uma reeleição –, Lula deixa o cargo em 2010 e volta em 2014, sendo reeleito em 2018. Portanto, deixaria a Presidência da República em 2022. Bom à beça.Para tanto, nas eleições de 2010, ou bem a oposição elegeria seu candidato, ou Lula elegeria um poste, apenas para esquentar lugar.
Evidentemente, em 2014 o poste devolveria alegremente a Presidência da República a Luiz Inácio Lula da Silva. Bom, como todos os exercícios táticos, é preciso combinar com o adversário, com o eleitorado e com a situação econômica, em grande parte responsável pelos estratosféricos índices de popularidade do presidente. Índices que sustentam toda esta construção político-eleitoral. São inúmeras as variáveis a serem controladas, mas o essencial é que parece que oposição e Planalto estão convergindo no respeito às regras vigentes. Por razões inteiramente distintas e visando a objetivos também inteiramente distintos.
Mas o Planalto não abrange toda a base governista. É preciso combinar também com os amigões do presidente Lula, como o deputado Devanir Ribeiro, que com seu projeto de terceiro mandato pretende se cacifar para a reeleição como deputado em 2010, pegando carona em cauda de cometa.
Ou como o atual prefeito de Recife, João Paulo, petista que pretende ser governador de Pernambuco, contra o atual governador Eduardo Campos.Enfim, como dizia Garrincha, falta combinar com os russos.
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