Arquivo do mês: fevereiro 2008

José Dirceu nega o uso de cartão e critica oposição

Mencionado no caso dos cartões de crédito por ter usado, numa viagem a São Caetano do Sul (SP), automóveis alugados pelo Planalto de uma locadora cuja existência não foi, por ora, comprovada, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) se defende: “Não usei cartão corporativo nos 30 meses que passei no governo”. Afirma que era a presidência quem organizava os seus deslocamentos e realizava os pagamentos. Em entrevista ao blog, Dirceu aproveita para alfinetar os adversários do governo. Acha legítimo que se queira investigar a utilização de cartões nas gestões tucanas de FHC e José Serra, “na medida em que a oposição transforma isso em discussão política”. Abaixo, a entrevista:

– Qual a sua participação no aluguel dos carros?
Não usei cartão corporativo nos 30 meses que passei pelo governo. Decidi não usar. Tomei conhecimento disso agora. Não sabia. O inquérito era sigiloso. Vazou. Tudo bem. Pelo que entendi, a investigação é sobre a irregularidade fiscal. O próprio TCU afirma que não pode dizer que os carros não foram alugados.

– Os auditores enviaram a documentação ao Ministério Público sob a alegação de que, sem poderes para quebrar sigilos, não tinham como atestar a regularidade da transação.
Isso tudo tem como checar. A Secretaria de Administração da presidência deve ter feito algum tipo de tomada de preço ou de leilão eletrônico.

– Se fosse carta convite, não dispensaria o uso do cartão?
Talvez. Pode ser que a empresa tivesse cadastro regular, para uso de cartão corporativo. Vou me informar sobre tudo isso ao longo desta semana. Vou a Brasília e vou procurar me informar.
– Houve a viagem a São Caetano do Sul?

Tenho que ver na minha agenda. Está tudo no arquivo da C
asa Civil, tenho que pedir formalmente. Não pode ser informalmente.
– Mas acha que houve a viagem?
É bem provável que tenha acontecido.

– Por que foram alugados dois carros?
O segundo carro era para a escolta. Pela norma da presidência, uma escolta acompanha o ministro-chefe da Casa Civil. Era assim antes e continua até hoje.

– Não tem idéia do motivo da viagem?
Não. Tenho que checar.
– Quem define se o pagamento deve ser feito por cartão ou fatura?
Isso é a Secretaria de Administração que faz, por solicitação do Gabinete de Segurança Institucional.

– Há um funcionário que faz os pagamentos das despesas referentes ao ministro?
Isso mesmo. No caso do Gabinete Civil não é o ministro quem cuida disso. Tem uma estrutura burocrática que solicita avião para o ministro viajar, compra passagem e providencia os deslocamentos.

– Acha razoável que esse tipo de gasto seja sigiloso?
Só pela questão de segurança. Se existe a preocupação de segurança da autoridade, revelar qual é a empresa que aluga carros impõe um risco. Mas precisa discutir os limites disso. Para usar cartão corporativo, assim como a verba indenizatória dos parlamentares, tem que ser público.
– Se houve irregularidade, então, não é de sua responsabilidade.

Exatamente. Eu não usava cartão e não era eu que fazia a despesa. O pedido de deslocamento é feito pela chefia de gabinete e toda a montagem é feita, em função da segurança, pelo Gabinete de Segurança Institucional.

– Acha que o assunto dos cartões está sendo bem conduzido?
Conheço vários dos servidores que são responsáveis por cartões. São pessoas que, em muitos casos, já trabalhavam lá. Estão sendo muito expostas. Há um setor da sociedade que, para o bem ou para o mal, está muito radicalizado. A exposição desses funcionários é um processo cruel. Mas talvez seja esse o preço do controle. Sou favorável a que haja transparência.

– Os cartões são necessários?
Sem dúvida. Vejo algumas pessoas falando que é melhor voltar ao procedimento anterior. É bobagem. O dinheiro virou eletrônico. O problema é saber usar. No caso dos ministros, alguns usaram para pagar almoços e jantares. Aí tem um outro problema. Os salários são muito baixos.

Promotores e delegados podem ganhar R$ 25 mil. O presidente, os ministros, os deputados e os senadores não podem. Aí são tratados como se tivessem privilégios ou se estivessem assaltando os cofres públicos. Por que a verba indenizatória [do Legislativo] virou um problema? Porque ela começa a substituir o salário. Prefiro que se pague bem para todo mundo. Fui ministro durante 30 meses e meu salário líquido não passava de R$ 7 mil. E eu não usava o cartão.

– A oposição está tratando a questão de forma adequada?
A oposição está fazendo disso uma crise contra o governo. Mas é uma faca de dois gumes. Isso afeta o Legislativo, o Judiciário, o Ministério Público. É geral.

– Acha que a oposição explora indevidamente o tema?
Acho que sim, mas vai parar.
– Por que?
Por que eles têm os governos dos Estados e o problema não é apenas federal. A imensa maioria dos Estados e o governo federal ainda precisam passar por uma reforma administrativa: definir carreiras, fazer concursos, resolver os problemas salariais, de planejamento, de controle e das terceirizações.

– O que acha que deve ser feito?
Precisa levantar os problemas e corrigir. O ideal é que se fizesse uma discussão ampla sobre a organização do Estado brasileiro. Isso precisa acontecer.

– Houve abusos?
No caso da ministra Matilde [Ribeiro] não considero que tenha havido má-fé. Conheço a vida que ela leva. Ela mesma reconheceu que cometeu um erro e pediu para sair. Acho que serviu para produzir aperfeiçoamentos. É correta a decisão de ministros não terem cartão corporativo.


Ministro não tem tempo para tratar dessas coisas. Ele tem que ter uma unidade no ministério que cuide disso, com regras rígidas.
– Defende a investigação da era FHC e do governo José Serra, em São Paulo?
Na medida em que a oposição transforma isso em discussão política, claro que sim. Vivemos um problema: não se consegue encontrar com a oposição pautas comuns. É ruim. Tudo bem que a oposição fiscalize, que manifeste suas contrariedades. Mas o país precisa andar.

– Qual é o exagero no caso dos cartões?
Não precisa de CPI. O TCU e a CGU estão fazendo uma verdadeira devassa. Não pode é transformar a devassa em caça às bruxas, expondo funcionários indevidamente. Ao expor os nomes desses funcionários nos jornais, todo mundo acha que fizeram tudo errado, que também compraram tapioca, que foram na butique…

– Qual seria o encaminhamento adequado?
O TCU e a CGU apuram e as pessoas têm que responder individualmente pelo uso dos cartões. Cada caso é um caso. Isso pode ser feito sem CPI. O próprio governo está fazendo. Não teve um ministro que devolveu R$ 30 mil? Ele disse: já que tem dúvida, devolvo tudo e depois a CGU diz se está correto ou não. Se não tiver problema, restitui o dinheiro.

Por Josias de Souza às 21h22

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FRASE DA VEZ_4/10

“A palavra “direitos” aparece em nossa Constituição nada menos que 74 vezes, enquanto a palavra “deveres” apenas cinco”.

Pedro Malan, economista

ÚLTIMAS

PPS contra o sigilo dos cartões

Amanhã ( dia 11), o PPS vai por em prática uma série de ações para derrubar o sigilo nos gastos dos cartões corporativos do PT-governo. O partido legenda enviará ao Planalto pedido de informações requerendo os nomes de todos os titulares dos cartões corporativos, desde 2001, quando começaram a ser usados. “Queremos a prestação de contas de todos os gastos, inclusive dos saques e as respectivas notas de comprovação de despesa”, diz o líder do PPS na Câmara, deputado Fernando Coruja (SC). O parlamentar adiantou que se for negadp o pedido, o partido acionará a Justiça para ter acesso às informações

POESIA

A Idéia

De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!

Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe,

Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica …

Quebra a força centrípeta que a amarra,

Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.

Augusto dos Anjos

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no Engenho Pau d’Arco, Paraíba, no dia 20 de abril de 1884. Aprendeu com seu pai, bacharel, as primeiras letras.
Em 1903, matricula-se na Faculdade de Direito do Recife, formando-se em 1907. Ali teve contato com o trabalho “A Poesia Científica”, do professor Martins Junior. Formado em direito, não advogou; vivia de ensinar português. Casou-se, em 04 de julho de 1910, com Ester Fialho.

Nesse ano, em conseqüência de desentendimento com o governador, é afastado do cargo de professor do Liceu Paraibano. Muda-se para o Rio de Janeiro e dedica-se ao magistério.
Seu único livro, “Eu”, foi publicado em 1912. Surgido em momento de transição, pouco antes da virada modernista de 1922, é bem representativo do espírito sincrético que prevalecia na época, parnasianismo por alguns aspectos e simbolista por outros.

Praticamente ignorado a princípio, quer pelo público, quer pela crítica, esse livro que canta a degenerescência da carne e os limites do humano só alcançou novas edições graças ao empenho de Órris Soares (1884-1964), amigo e biógrafo do autor. Cético em relação às possibilidades do amor (“Não sou capaz de amar mulher alguma, / Nem há mulher talvez capaz de amar-me”), Augusto dos Anjos fez da obsessão com o próprio “eu” o centro do seu pensamento.

Não raro, o amor se converte em ódio, as coisas despertam nojo e tudo é egoísmo e angústia em seu livro patético (“Ai! Um urubu pousou na minha sorte”). A vida e suas facetas, para o poeta que aspira à morte e à anulação de sua pessoa, reduzem-se a combinações de elementos químicos, forças obscuras, fatalidades de leis físicas e biológicas, decomposições de moléculas.

Tal materialismo, longe de aplacar sua angústia, sedimentou-lhe o amargo pessimismo (“Tome, doutor, essa tesoura e corte / Minha singularíssima pessoa”). Ao asco de volúpia e à inapetência para o prazer contrapõe-se porém um veemente desejo de conhecer outros mundos, outras plagas, onde a força dos instintos não cerceie os vôos da alma (“Quero, arrancado das prisões carnais, / Viver na luz dos astros imortais”).

Com o tempo, Augusto dos Anjos tornou-se um dos poetas mais lidos do país, sobrevivendo às mutações da cultura e a seus diversos modismos como um fenômeno incomum de aceitação popular. Vitimado pela pneumonia aos trinta anos de idade, morreu em Leopoldina em 12 de novembro de 1914.

FRASE DA VEZ_3/10

“O dinheiro é melhor do que a pobreza, ainda que apenas por razões financeiras.”

Woody Allen, cineasta

DEBUSSY

Suite Bergamasque, Estampes, Children`s Corner

Claude Debussy (1862-1918) – Debussy é um compositor de enorme importância não só na música francesa. Seu papel como renovador da linguagem harmônica, cujo vocabulário ampliou-se devido às novas concepções na formação e encadeamento dos acordes, foi fundamental para a música moderna e, mesmo que tenham sido consideradas por seus contemporâneos como subversivas dos princípios tradicionais, eram apenas um ousado e inteligente alargamento desses princípios e uma conseqüencia lógica dos trabalhos de Chopin, Liszt e Mussorgsky.

Quanto ao ritmo, também foi ponto de partida para muitos compositores do século XX. Bartók, Stravinski e Villa-Lobos devem muito a ele.

MODIGLIANI

MODIGLIANI
Seated Nude on Divan 1917

Nascido na região da Toscana numa família judaica era o quarto e último filho de Flaminio Modigliani. Ainda menino demonstrava interesse pela pintura, no que foi incentivado por sua mãe, Eugenia Garsin, com quem visitava museus de arte e que o matriculou, como aluno, no estúdio de Guglielmo Micheli.

Como outros pintores e artistas, viveu a experiência da extrema pobreza. Por meio dos companheiros de arte, conheceu o poeta polaco Leopold Zborowski, que se tornaria seu melhor e mais devotado amigo, além de incentivador e marchand. Em 1917, Zborowski consegue, para Modigliani, uma exposição individual na galeria Weil. A exposição durou apenas um dia, pois se transformou num escândalo graças ao nus expostos na vitrine da galeria.

Sua esposa Jeanne Hébuterne (1918)foi sua grande musa com quem teve uma filha, Jeanne, em 1918. Complicações na saúde fazem o pintor viajar para o sul da França com a esposa e a filha, a fim de recuperar-se. Retorna a Paris ao final de 1918.

Na noite de 24 de janeiro de 1920, aos 36 anos, Modigliani morre de tuberculose, agravada pelo consumo excessivo de álcool e drogas (haxixe). Foi sepultado no célebre Cemitério do Père-Lachaise.

No dia seguinte à morte do pintor, sua esposa Jeanne, grávida de nove meses, suicidou-se ao atirar-se do quinto andar de um edifício.

Calçada da Fama

PLANETA SARNEY

Coisas do Maranhão!

Para nascer, Maternidade Marly Sarney !
Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou, Roseana Sarney !


Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney!

Para pesquisar, vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney!

Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney.

Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário !

Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor).

Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas’maravilhosas’ rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.

Não gostou do que leu ? Quer reclamar?

Então dirija-se ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney e informe-se onde está localizada a Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney…

Fonte: Ricardo Noblat

Fonte: chargeonline.com.br/Angeli

PSDB quer derrubar MP da TV Brasil

Derrubar a medida provisória que cria a TV Brasil está entre as prioridades do PSDB. Os tucanos acreditam que pelo fato de o governo ter maioria na Câmara o projeto não terá dificuldade para ser aprovado na Casa. Por isso, a expectativa se concentra no destino que o Senado vai dar à MP. “Essa MP não tem ambiente para passar aqui no Senado. O governo quer instrumentalizar o meio de comunicação e não vai conseguir”, afirmou o presidente da legenda, senador Sérgio Guerra.

O líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP), avisou que o partido começará questionando a própria admissibilidade da matéria, que não respeita os requisitos constitucionais de relevância e urgência exigidos para a edição de MPs. O tucano argumentou ainda contra a necessidade de abrir crédito extraordinário de R$ 50 milhões, também via medida provisória, para instalação da televisão “chapa-branca lulista”.

Fonte: claudiohumberto.com.br