Arquivo do mês: fevereiro 2008
Com lucro de R$ 8,4 bi, Itaú ultrapassa o Bradesco
Num instante em que mega-bancos dos EUA e da Europa dobram os joelhos diante da crise do mercado imobiliário, as casas bancárias do Brasil dão uma lição ao mundo: banco que é banco só se arrisca quando não há o menor perigo.
Ainda outro dia, o Bradesco encantava o país com o anúncio de seu lucro no ano da graça de 2007: notáveis R$ 8,01 bilhões. Pois nesta terça (12), o Itaú provou que, no setor bancário, muito mais ainda é muito pouco.
O Itaú anunciou lucros de R$ 8,474 bilhões. Quase o dobro (96%) do resultado que obtivera em 2007: R$ 4,309 bilhões. Coisa que não se via há duas décadas. Parte do estrepitoso resultado está escorada na carteira de empréstimos. Que continua apontando para o alto.
Não é sem razão que o Brasil, com seus juros extraordinários, continue sendo um país tão rico em pobres.
Fonte: Josias de Souza
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FRASE DA VEZ_3/12
“Perdi vários amigos, ou indivíduos que possam ter semelhante nome, em defesa da coisa pública. Não me fizeram falta.”
Graciliano Ramos, escritor brasileiro
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Garibaldi defende divisão equânime dos postos da CPI
O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), defendeu, ao chegar ao Congresso Nacional na tarde desta terça-feira (12), a “divisão equânime” dos postos de direção da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará o uso dos cartões corporativos.
– Deveria haver um acordo para que os postos de direção da CPI fossem repartidos igualmente. O governo aponta o presidente e a oposição aponta o relator ou vice-versa – disse Garibaldi.
O presidente do Senado disse que solicitou ao líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), que levasse esse apelo ao comando do governo ou ao próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
O impasse acerca da indicação de presidente e relator da comissão fez com que os líderes da oposição anunciassem que obstruirão os trabalhos no Senado logo após a votação das matérias acordadas na reunião de líderes realizadas na manhã desta terça-feira. A oposição considera inaceitável que os partidos da base do governo indiquem os dois postos de direção.
Garibaldi afirmou que respeita a decisão da oposição, mas que fará o que estiver a seu alcance para garantir que as discussões sobre a instalação da CPMI dos cartões corporativos não paralisem os trabalhos do Senado.
– A CPI é importante, é uma exigência da sociedade, mas não podemos ficar parados na expectativa de que a oposição componha com o governo para que possamos funcionar – disse.
Na reunião desta terça-feira, houve consenso em relação à votação de três matérias: o projeto de resolução que trata do afastamento preventivo dos cargos de corregedor do Senado, membro da Mesa, presidente de comissão e membro do Conselho de Ética de senador que responda a processo por quebra de decoro parlamentar (PRS 37/07); um acordo internacional do Brasil com Gana sobre serviços aéreos (PDS 221/07); e o projeto que desobriga a União a recorrer a instâncias superiores em todos os processos em que for ré.
Fonte: Agência Senado
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Justiça: Jefferson confirma repasse de R$ 4 mi
Em depoimento que prestou há pouco à 7ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro, o presidente do PTB Roberto Jefferson voltou a confirmar o repasse de R$ 4 milhões feito pelo PT ao partido presidido por ele. Apesar de reforçar a denúncia, Jefferson novamente se recusou a falar quem teria feito os pagamentos. O autor das denúncias do mensalão disse que cobrou recibos de Silvio Pereira e José Genoíno “porque se tratava de muito dinheiro para um caixa dois.”
Durante o depoimento, o ex-deputado descreveu o cafezinho da Câmara como “um escândalo”. Jefferson aproveitou a audiência para criticar o Ministério Publico. O ex-deputado chamou os procuradores de “meninos” e disse que “Lula é quase um monarca”. Questionado se aceitaria fazer delação premiada, Jefferson disse que essa é uma estratégia para vagabundos.
Fonte: claudiohumberto.com.br
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Conheça os gatos da casa-museu de Ernest Hemingway
O romancista norte-americano Ernest Hemingway (1899-1961), autor de “Por Quem os Sinos Dobram”, “Adeus às Armas” e “O Velho e o Mar”, morou na ilha norte-americana de Key West (ponto ao Sul dos Estados Unidos, a apenas 90 milhas, ou 162 km, de Cuba), de 1931 a 1940. Ele escolheu uma casa construída em 1851, em estilo colonial espanhol, feita com pedras nativas e distante cerca de 100 metros do mar.
Quando vivia na casa, Hemingway tinha pelo menos 50 gatos. Muitos deles tinham um gene dominante que fazia com que tivessem dedos a mais nas patinhas.
Esses bichanos seriam descendentes de um gato que teria sido trazido de Boston por um capitão de navio amigo de Hemingway (naquela época, a única maneira de chegar à ilha era de barco). Segundo a tradição dos marinheiros, os gatos de dedinhos a mais trazem boa sorte.
Atualmente a casa de Hemingway é um museu, onde vivem cerca de 60 descendentes daquele felino original e, como a ilha é pequena e os gatos cruzam entre si, muitos deles ainda têm dedos a mais.
Os gatos geralmente têm cinco dedos nas patas da frente e quatro nos das de trás. Mas os que têm polidactilia geralmente contam com dedos a mais nas patinhas da frente, e às vezes também nas de trás.
A polidactilia não impede os gatinhos de terem uma vida normal, mas eles não gostam muito quando alguém tenta segurar as patinhas diferentes.
Os gatos de Hemingway (muitos deles batizados com nomes de gente talentosa como Simone de Beauvoir e Pablo Picasso) têm uma rotina de dar inveja: vivem em casinhas nos fundos da casa, comem bem e dormem a maior parte do dia enquanto são observados pelos turistas do mundo todo. A manutenção deles é feita com parte do dinheiro arrecadado pelo museu.
Quando não estão dormindo ou comendo, os gatos de Hemingway caçam bichinhos nos muitos canteiros da casa. Os muros da casa-museu são cercados por uma tela inclinada para dentro, para impedir que os gatinhos fujam. Mas será que eles querem abandonar esse paraíso?

Como todos os gatos, eles adoram descansar nos jardins da casa-museu
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Jefferson diz que vai aparecer até botox no cartão corporativo
O presidente do PTB, Roberto Jefferson, afirmou nesta terça-feira que o escândalo envolvendo os cartões corporativos do governo federal é pior que o mensalão. Segundo ele, a transparência que o governo alega ter em relação aos dados do cartão é “pior do que lingerie de bordel”.
“O cartão é muito pior. Ele dizem que há transparência, mas saque de dinheiro na boca do caixa com cargo comissionado, cabo eleitoral, militante de partido nomeado para a máquina púbica, para sacar dinheiro com cartão, e explicar depois que a despesa é uma coisa normal, isso é que eles chamam de transparência?”, questionou o petebista.
Leia na íntegra aqui
Fonte: Folha Online/Cirilo Junior
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Unidos pelo cartão corporativo
Abrindo aspas para o deputado Fernando Gabeira
“O pequeno grupo independente da Câmara dos Deputados tem hoje uma difícil missão: definir seu papel na proposta de CPI acordada pelo governo e o PSDB. O primeiro aspecto que se deve ressaltar: toda vez que uma nova CPI se instala, as mesmas pessoas são convocadas a colher assinaturas, algo difícil, as vezes até constrangedor. Quando se falou, pela primeira vez, numa CPI dos cartões corporativos, nossos nomes foram apontados como os responsáveis pela busca de assinaturas.
No entanto, ao firmar um acordo com o governo, o PSDB esqueceu, precisamente, de ouvir aqueles que se encarregam de colher assinaturas; isto é, os que tornam viável uma CPI, obtendo a adesão de 171 parlamentares e, nos últimos momentos, evitando que alguns retirem seu nome, por pressão do governo. Não fomos ouvidos porque não somos mais necessários. Se o governo e o PSDB, com apoio do DEM, fazem um acordo, automaticamente as assinaturas vão aparecer, uma vez que é dado o sinal verde de cima, das lideranças e do Planalto.
Nada temos contra uma CPI mista. Nossa intenção era de criá-la. No entanto, não concordamos com a tese de uma CPI “civilizada”, que deixe de fora, deliberadamente, pontos importantes da investigação. Isso só vai ampliar a desconfiança da sociedade e fortalecer a tese de que são todos farinha do mesmo saco. Lutando contra governo e PSDB, como fizemos com a candidatura da Terceira Via, não chegamos além de 80 nomes. Aliás, o PSDB, através dos governadores Serra e Aécio, fez um acordo para eleger o presidente da Câmara, contra nosso pequeno grupo.
O próprio deputado Carlos Sampaio votou no candidato do PT, obtendo o cargo de Ouvidor na atual mesa da Câmara. Diante dessa novidade, a união dos grandes partidos da oposição com o governo, o caminho fica mais estreito, pois uma das vantagens para eles é exatamente a nossa exclusão. Aliás, não temos essa importância, a ponto de se preocuparem conosco. É que com a nossa exclusão excluem, na verdade , a expectativa de transparência que existe na opinião pública.
Derrubada a tese de segurança para proteger gastos presidenciais, ressurge a tese da proteção à privacidade familiar de todos os presidentes.
É possível respeitar, simultaneamente, segurança e privacidade, apurando o que houve, de fato, e definindo regras claras para o futuro. Eis nossa tarefa. Mais uma vez, tentaremos remar contra a maré.”
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Cartão – Lula busca pacto com PSDB e evita pressão da base
Ao investir num acordo com a oposição para realizar uma CPI mista dos cartões corporativos, o governo Luiz Inácio Lula da Silva fez um aceno de paz para o PSDB, segundo apurou a Folha. Lula sinalizou que não interessaria aos petistas nem aos tucanos entrar de novo em guerra total no Congresso, como na batalha da CPMF.
Lula avaliou que seria alto o custo de abafar uma CPI mista. Deputados da base de sustentação do governo costumam usar as oportunidades de CPI para ameaçar assinar o requerimento e obter cargos ou verbas para não dar gás à investigação.
Assinante da Folha leia mais: “Lula busca pacto com PSDB e evita pressão da base“
Fonte: Folha de S. Paulo/Kennedy Alencar
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FRASE DA VEZ_2/12
“Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca.”
Darcy Ribeiro, antropólogo, educador, escritor e político brasileiro
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