Arquivo do mês: fevereiro 2008

CARTÕES CORPORATIVOS

Tesoureiros do PT sacam com cartões

Dirigentes regionais do PT estão entre os usuários de cartões corporativos do governo federal, incluindo três tesoureiros de diretórios estaduais. A prática não é ilegal, mas pode dar margem a conflitos de interesse, de acordo com uma reportagem de Fábio Zanini publicada hoje na Folha de S.Paulo. O levantamento feito identificou 46 petistas em cargos de confiança em oito ministérios e na Presidência que usaram cartões de 2005 a 2007. Neste período, gastaram R$ 719 mil –61,5% em compras e 38,5% em saques.

No Amazonas, por exemplo, o superintendente estadual da Secretaria da Pesca, Estevam Ferreira da Costa, usa cartão corporativo para cuidar das finanças da pasta. Em 2007 ele sacou R$ 8.900 com cartão, a maior parte para comprar combustível para barcos, segundo disse. Em Tocantins, o tesoureiro estadual do PT gastou R$ 3.889 com cartão (89% em saques). A dupla função de tesoureiros é conseqüência do loteamento da administração federal cujos aparelhados detêm 44% de todos os cartões do governo.

MANCHETES do dia_15.fev.08


ZERO HORA – Ministro admite envio de carne sem controle

A TARDE – PF e Abin apuram se furto na Petrobras é caso de espionagem

DIÁRIO DE NATAL – Edital do Aeroporto de São Gonçalo será publicado dia 22

TRIBUNA DA IMPRENSA – PT trabalha nos bastidores para abortar CPI

JORNAL DO BRASIL – O povo desafia o tráfico

FOLHA DE SÃO PAULO – PF investiga furto de dados estratégicos da Petrobras

GAZETA MERCANTIL – Reajuste de 5.000% em Cumbica preocupa aéreas

CORREIO BRAZILIENSE – Concursos ameaçados

VALOR ECONÔMICO – Ganho com CSLL de bancos será menor que o previsto

ESTADO DE MINAS – Espionagem na Petrobras

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Leite sob suspeita

O GLOBO – Informações sigilosas da Petrobras são roubadas

O ESTADO DE SÃO PAULO – PF investiga roubo de segredos da Petrobras

TRIBUNA DO NORTE – Impasse atrasa criação da CPMI dos Cartões
Corporativos

FRASE DA VEZ_3/14

“Cartão corporativo na administração pública pode ser legal, mas é antijurídico; prático, mas impróprio. Apesar de criado por lei, o cartão corporativo choca-se com os princípios de moralidade e juridicidade”.

Antonio Sebastião de Lima, professor de Direito

OPINIÃO

Para o lugar de Dona Matilde

Segundo noticia O Globo, o PT está anunciando que “o novo ministro da Igualdade Racial não sairá da sociedade: podem ser os deputados Vicentinho (PT_SP), Luiz Alberto (PT-BA) ou Edson Santos (PT-Rio)”. Se nenhum deles “é da sociedade”, de onde seriam? Do curral?

Sebastião Nery, jornalista

Comentário (I)

O futebol dos Cartões F.C.

Apesar de o dono do campo e da bola parecer também o empregador do juiz e o árbitro das regras do jogo, é possível que a CPI desvende boa parte dos horrores praticados à sombra dos cartões corporativos. Sessões de botox pagas com recursos públicos poderão ser identificadas, menos pelo dinheiro despendido, mais pelo absurdo intrínseco, igual ou maior do que a aquisição de material de construção, jogos de camisas de futebol de salão, perfumes e cosméticos de toda ordem e sucedâneos.

Carlos Chagas, jornalista

FRASE DA VEZ_2/14

“O Brasil está com quase 10 milhões de desempregados. Para ser exato, 9 milhões e 600 mil pessoas sem encontrar emprego”.

Hélio Fernandes, jornalista

ÚLTIMAS

Oposição levantou assinaturas para a CPI

Depois que o presidente do Senado, Garibaldi Alves, devolveu o requerimento no final da tarde de hoje, o líder do PSDB, Arthur Virgílio correu para coletar de novo assinaturas para o pedido de CPI. Apesar de a maioria dos senadores ter viajado, Virgílio conseguiu superar o número necessário, com 27 adesões. “Parecia uma missão impossível, eu próprio duvidava que conseguiria ainda hoje”, afirmou o tucano. O requerimento foi protocolado com o apoio de 28 senadores.e 189 deputados.

Em carta ao PSDB, FHC diz que não receia a CPI

Há dois dias, em diálogo telefônico com um deputado tucano, Fernando Henrique Cardoso fizera piada da encrenca dos cartões. “Não tem com que se preocupar. As roupas da Ruth era eu mesmo quem pagava”. Depois, em público, fizera restrições à inclusão de sua gestão no balaio das investigações. Classificou a providência como “arbitrária.”

Nesta quinta-feira (14), FHC remeteu uma correspondência eletrônica ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Diante da inevitabilidade da CPI, pedida formalmente pela oposição, o ex-presidente sustenta que não vão achar irregularidades em sua gestão. Anotou: “Nem eu nem minha família jamais usamos recursos públicos para sufragar nossas despesas pessoais.”

Teve o cuidado de lavar as mãos em relação às demais despesas: “Quanto aos gastos normais da máquina pública, inclusive no que diz respeito aos incorridos na manutenção dos palácios, nunca foram objeto de determinações específicas nossas. Se, eventualmente, não seguiram as regras e trâmites normais, é bom que isso seja identificado e esclarecido, para que os erros não se repitam.”

É improvável que Lula tenha ordenado a seus ministros que usassem o cartão corporativo para deixar dinheiro público no free shop ou na tapiocaria. Nem por isso o presidente livra-se do ônus político das malfeitorias praticadas em seu governo. Assim, deve-se louvar a carta de FHC. Mas só aos ingênuos é dado supor que o ex-presidente vai desfilar no palco dos cartões como um neo Pilatos caso venham a ser identificadas malversações praticadas em sua gestão.

Fonte: Josias de Souza

FRASE DA VEZ_1/14

“O pessimista é uma pessoa que, podendo escolher entre dois males, prefere ambos.”

Oscar Wilde, escritor irlandês

Atores vão ao Senado para criticar transposição do rio São Francisco

Artistas que defendem o fim das obras de transposição do rio São Francisco ocuparam nesta quinta-feira a tribuna do Senado e atacaram o governo. O ator Carlos Vereza disse ser difícil confiar em uma gestão que envolve suspeitas de mau uso de cartões corporativos. Já o ator Osmar Prado chorou e acabou silenciando a platéia formada por parlamentares e intelectuais, enquanto a atriz Letícia Sabatella pediu que o debate sobre as obras não se transformem em um teatro.

“Me perdoe, mas não confio na atual estrutura governamental, ela não passa confiabilidade. Como não passam confiabilidade os cartões corporativos e os gastos pessoais [também] não passam confiabilidade”, disse Vereza, que subiu à tribuna acompanhado pelos atores Prado e Letícia.

Antes dele, Osmar Prado chorou ao lembrar da greve de fome feita pelo bispo dom Flávio Cappio em protesto às obras de transposição do São Francisco. “Não é uma representação”, disse o ator, enxugando as lágrimas e silenciando a platéia. “Admiro a coragem do bispo de doar sua própria vida em benefício do povo e que tem a coragem que falta aos dirigentes”, disse ele.

A primeira a discursar, na tribuna, foi Letícia Sabatella. Emocionada, a atriz apelou aos deputados e senadores presentes no plenário. “Espero que o debate [feito hoje] não seja um teatro”, afirmou ela.
O debate sobre a transposição do rio São Francisco provocou hoje várias discussões no plenário do Senado. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) foi alvo de críticas de artistas. Antes, ele atacou d. Cappio, presente à sessão. “É preciso que os críticos tomem juízo”, disse o deputado, que havia brigado por meio da imprensa com Letícia Sabatella.

Ao discursar no plenário, Gomes dirigiu-se ao bispo de forma imperativa. “Bispo, olhe para mim.” Segundo o ator Carlos Vereza, quando o religioso olha para cima é porque ele está meditando, não é descaso com o interlocutor. O debate se estende e envolveu parlamentares, o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), intelectuais e artistas.

Fonte: Folha Online

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