Arquivo do mês: agosto 2007

Ao Debate (3):

A ANS e a privacidade

“Por resolução da ANS, em atendimentos médicos, para cada consulta efetuada será preenchida uma guia com 39 informações. Para outros procedimentos, outras guias. Além da montanha de papéis manualmente preenchidos (com que competência irá lidar com esse material?), do uso gratuito e imposto do trabalho alheio, a ANS vai-se apoderar de um dado sigiloso, o código diagnóstico dos pacientes. Será que sou apenas eu a achar altamente perturbador este avanço sem limites do Estado em minha rotina, em meu trabalho e em minha intimidade?”

Carlos Serafim Martinez (gymno@uol.com.br)

MAR VERMELHO

Fonte: fotoserumos.com/LL

Eu também vou reclamar

Raulzito também “cansou”!

Mudou alguma coisa de lá pra cá?

Comentário (V)

Orgulho e desprezo

“Neste ano vivemos momentos de muito orgulho no Pan e estamos agora no Parapan vivendo outros ainda maiores, pelos atletas que com sua humildade e sem privilégios nos emocionam com suas conquistas nas competições. Pois nos esportes as leis são iguais para todos e os participantes disputam as competições em igualdade de condições. Tanto no Pan como no Parapan estas conquistas nos sensibilizaram e continuam nos emocionando, dando orgulho de sermos brasileiros e cidadãos do mundo. Porém, pelos políticos no governo atual e no Congresso, que só fazem leis em benefício próprio, e seus asseclas objetivando assaltar o erário com falcatruas, corrupção e nepotismo, só sentimos desprezo. Como brasileiro, esportista e respeitoso das nossas leis, cansei!”

José Roberto Borsari (jrborsari@terra.com.br)

Vamos rir? (2)

“O céu de brigadeiro começou a escurecer um pouco. Já estava na hora. O Brasil estava sendo arrastado pelo resto do mundo e o bravateiro achava que era obra dele. Agora vai achar os culpados na “oposição” que ele anda procurando e não encontra. Tarefa difícil é achar cobras num galinheiro”.

Francisco Samuel Fiorese (samucafiorese1@yahoo.com.br)

Comentário (IV)

O papel da imprensa

Sem sombra de dúvida, a imprensa desempenha papel crucial neste país. Quando as instituições, sobretudo o Judiciário, são inoperantes, é a imprensa que desvenda casos escabrosos. Muitas vezes, os jornalistas elaboram verdadeiros inquéritos policiais, dando tudo de bandeja para o promotor oferecer a denúncia. No âmbito institucional, podemos asseverar que a imprensa representa um quarto poder: o poder do cidadão, máxime do fragilizado, sem voz nem vez, que assiste inerme à vulneração do seu direito.

Ainda bem que temos uma boa imprensa no Brasil, ao menos no que tange às investigações e denúncias de corrupção. Como se descobririam, por exemplo, as iniqüidades perpetradas por juízes, uma vez que compete a eles punir a conduta dos criminosos, senão pela atuação da imprensa independente? Os celerados deste país (e são tantos) temem mais a imprensa do que qualquer outra entidade. E é bom que seja assim. Oxalá nossa imprensa continue impávida na sua vocação cívica de ajudar a debelar a corrupção que vilipendia o erário e destrói a sociedade.

Edson Luiz Sampel (esampel@yahoo.com.br)

Ao Debate (2):

“O senador Renan Calheiros fez pelo menos seis vôos durante a campanha de 2002 sem pagar pelo uso das aeronaves, segundo documentos da empresa de táxi aéreo Lug. Renan não declarou o uso de aviões e helicópteros da Lug na prestação de contas à Justiça Eleitoral nem nos gastos nem nas doações. Segundo Hélio Telho, ex-procurador regional eleitoral, essa prática caracteriza caixa dois”.

Leonardo Souza, jornalista (de Maceió)

FRASE DA VEZ_5/18

“Ao falar do próprio Calvário (aí se comparando a Cristo), o presidente do Congresso comete quebra de decoro espiritual, assim como, ao referir-se a beber cicuta (aí se comparando a Sócrates), comete quebra de decoro intelectual. Escolham-se mais dois relatores no Conselho de Ética”.

Mauro Chaves, jornalista e escritor (mauro.chaves@attglobal.net)

Ao Debate (2):

Roubar pode…

“Não foi a Justiça que descobriu o rombo de R$ 169 milhões nas obras do TRT de São Paulo. Se não tivesse brigado com o genro, Lalau já teria amealhado o seu primeiro bilhão e a Justiça nem desconfiaria. Agora, a juíza carioca que resolveu despachar na calçada, porque a Vara onde trabalha fecha cedo por medo da violência (?), pode ser punida e até perder o cargo. Fica a lição para S. Exas.: roubar pode, mas, para trabalhar, trabalhe com parcimônia e discrição!”

Álvaro Tadeu Silva (alvarotadeu@zipmail.com.br)

FRASE DA VEZ_4/18

“Da inapetência do presidente para enfrentar problemas, dá prova (a milionésima, aliás) a frase sobre a crise aérea: ‘Acho que está resolvida em parte’”.

Clóvis Rossi, jornalista (crossi@uol.com.br)