Arquivo do mês: agosto 2007
Comentário (III)
Bravatas fora de hora
“A naturalidade com que o político Lula fala em público causa admiração em todos os que o escutam. Tenho a certeza de que o cidadão brasileiro, do mais humilde ao mais privilegiado, jamais ouviu um presidente da República dizer coisas tão fantásticas e surrealistas. É inacreditável que, numa época em que todos estão cada vez mais enredados na teia da globalização, o presidente Lula diga que o Brasil nada tem que ver com a crise financeira que abala as economias do Primeiro Mundo. Tenho a mais absoluta certeza de que o menos esclarecido dos brasileiros sabe que de alguma forma nós estamos expostos ao fogo cruzado do sobe-e-desce do mercado financeiro mundial. Todos estão certos de que a economia brasileira corre algum tipo de risco e pode ser atingida por uma crise perdida disparada lá de fora. Não é hora de bravatear”.
Wilson Gordon Parker (wgparker@oi.com.br)
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Ao Debate (2):
CPMF: Novela de horror
“Com o passar de mais um capítulo da novela de horror chamada CPMF, com mais uma renovação, pura e simplesmente, indaga-se se não estaria passando da hora de o povo, isto é, nós, os não-aloprados, nos reunirmos nas praças públicas, principalmente em frente ao Congresso Nacional, armados de panelas e exigir, em uníssono e com determinação, o fim desse câncer que há mais de uma década corrói o bolso dos brasileiros – ricos e pobres -, além de exibir explicitamente desvio de finalidade e pulverização criminosa de recursos. Está lançada a idéia. Puxo o cordão”.
Hélio Fontanella (heliofontanella@oi.com.br)
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Comentário (II)
Está faltando oposição no Brasil
“Lula tem de ser metabolizado democraticamente e desassimilado futuramente nas urnas, se for isso o que o povo quiser. Mas para que se efetive o processo metabólico é preciso que exista oposição. No Brasil de hoje, temos o crime organizado, a corrupção organizada, mas nos falta uma oposição organizada. A oposição em nosso país foi cooptada e desorganizada por Lula e pelo PT. E não encontrou em si mesma força e brio suficiente para reagir e entrar novamente em forma. A única oposição formal ao governo que existe hoje no Brasil não está no Congresso nem nos partidos, está na imprensa livre”.
Gilberto de Mello Kujawski, escritor e jornalista (gmkuj@terra.com.br)
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FRASE DA VEZ_2/19
“Só os ‘inocentes’ podem acreditar que o atual governo e o PT estejam realmente preocupados em fazer uma reforma política”.
Denis Lerrer Rosenfeld, doutor pela Universidade de Paris 1 e professor titular de filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
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Piora a situação de Renan Calheiros
“Em apenas duas palavras – “ficou pior” -, o corregedor do Senado, Romeu Tuma, definiu com precisão a situação do colega Renan Calheiros, o presidente da Casa atingido por diversas acusações substantivas que o desqualificam inequivocamente para o exercício do cargo, ou mesmo do mandato. O sucinto diagnóstico de Tuma seguiu-se ao depoimento de cerca de três horas que lhe prestou, em Maceió, o ex-deputado alagoano e usineiro João Lyra, antigo aliado de Calheiros. Hoje, se odeiam. Lyra repetiu ao corregedor o que dissera à imprensa, confirmando a revelação da revista Veja de que os dois políticos formaram o que ele veio a chamar de “sociedade secreta” para a compra de duas estações de rádio, no valor de R$ 2,5 milhões.
Primeiro no negócio, depois na gestão das emissoras, Calheiros operou por meio de “representantes”, conforme o eufemismo de Tuma para laranjas, um dos quais é o empresário Tito Uchôa, primo do senador, e outro, seu filho “Renanzinho”. O que tornou a situação pior para o concessionário clandestino de um serviço público de radiodifusão não foram apenas as palavras de Lyra, cuja folha corrida é arquiconhecida em Alagoas. É verdade que trouxe à tona mais um fato desabonador para Calheiros ao contar que na campanha de 2002 ele usou, sem pagar, aviões e helicópteros de uma empresa de táxi aéreo do então amigo, mas omitiu o fato na prestação de contas à Justiça Eleitoral, o que pode ser caracterizado como uma forma de caixa 2″.
(Agência Estado)
OPINIÃO: Renan Calheiros, parceiro e amigo de Lula da Silva, apodrece em vida. Este cadáver putrefato é conservado com o formol da falta de vergonha do lulismo-petismo que descaradamente obedece às ordens do Planalto, amparando-o, como se viu no voto do senador Tião Viana pelo arquivamento do processo da Schincariol. A defesa que o Presidente faz de Renan dá até para desconfiar que seja verdade o boato de sua submissão a chantagens do Senador alagoano – useiro e vezeiro nesta prática – que possui provas irrefutáveis que comprometem o Presidente. Se este ti-ti-ti maldoso conferir com a verdade, será uma vergonha nacional termos como Chefe da Nação alguém envolvido com bandidos e maracutaias… MIRANDA SÁ
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Desidratação ética galopante
“Há que se entender que, mais responsável do que os seguidores de Freud, por esse processo de desidratação ética galopante, é nosso espaço público-político, onde agentes dos poderes de Estado exibem os padrões de comportamento mais deploráveis e degradantes, ostentando ao extremo, perante a sociedade, sua sólida imunização interna contra quaisquer respingos de sentimentos de culpa – o que faz com que mensalões, valeriodutos, sanguessugas, propinodutos, dossiês, malas cheias de dinheiro, dólares na cueca, Land Rover e tudo o mais se tornem verdadeiros galardões de prosperidade e sucesso.Do jeito que a coisa vai, talvez tenhamos que reeducar as novas gerações, ministrando-lhes aulas de culpa, treinamentos de remorso, exercícios de arrependimento, além de tratamento intensivo para inoculação de vergonha”.
Mauro Chaves, jornalista e escritor (mauro.chaves@attglobal.net)
OPINIÃO: É isso aí, Mauro, temos que repisar na consciência dos brasileiros os fatos históricos que desmoralizaram “o modo petista de governar”, antes que a contra-informação consiga varrer para debaixo do tapete a verdade dos acontecidos do primeiro mandato de Lula da Silva para cá. A parte da organização criminosa que foi flagrada – graças a denúncia do picareta Roberto Jefferson – está sendo julgada no STF a pedido da Procuradoria-Geral da União. Esperamos que estes corruptos não fiquem impunes… MIRANDA SÁ
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Nova consciência sobre a vida social
“No grau de consumo estará a ruína da cidade. O aquecimento global, a supressão das florestas e a poluição da natureza inviabilizam alongar indefinidamente o padrão de vida baseado no elevado dispêndio, quase desperdício, de energia. Vem aí um xeque-mate na civilização perdulária. Será possível às famílias chinesas e indianas manterem dois carros e um aparelho de ar-condicionado cada? Certamente, não. Modificações no padrão de consumo e no modo de produção serão exigidas para oferecer futuro sustentável à humanidade.
A habitação será diferente, o transporte mudará, o cotidiano será distinto. Haverá nova consciência, coletiva, sobre a vivência humana e o usufruto possível da natureza.Certas regiões da Europa não distinguem a zona rural da urbana. Melhorias públicas, infra-estrutura viária, comunicação, uma série de investimentos permitem afirmar que o campo foi urbanizado.
Ora, para que morar no centro poluído, se no arrabalde se encontram as mesmas comodidades, com a vantagem da melhor qualidade de vida? Valoriza-se boa parte do interior brasileiro graças à redução de sua distância, física, pela tecnologia de comunicação. Melhores estradas, ônibus na porta, emprego próximo. Na era pós-moderna, com a decisiva ajuda da tecnologia das comunicações, a cidade se aproxima do campo.
Xico Graziano, secretário do Meio Ambiente de São Paulo (xico@xicograziano.com.br)
OPINIÃO: Sempre acompanhamos a seriedade com que Xico Graziano trata da realidade nacional, principalmente na sua praia, a ecologia. Lendo-o a gente sente vontade de estudar este tema tão abrangente, que vai da geografia humana até a futurologia, passando evidentemente pela sociologia “pura”, isto é, livre da craca da politicagem parlamentarista e da intervenção parasitária do governismo, com seus assessores hospedeiros de idéias e propostas “novas”. Só através do conhecimento ocuparemos o lugar do oportunismo e da incompetência do lulismo-petismo, que se mostra incapaz de resolver problemas atuais mais simples, quanto mais de projetar o futuro do país. MIRANDA SÁ
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FRASE DA VEZ_1/19
“Estamos no olho do furacão e tentamos garantir tudo o que é possível agora”.
Flávio Crosa, diretor de vendas da gaúcha Agrale
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Perguntar não paga imposto…
(In)Coerência
“Os analistas financeiros são como os exegetas das Centúrias de Nostradamus, só são capazes de “prever” o já acontecido e entortam os “escritos” para acomodarem os fatos. Mas o que me move não é isso. A minha intenção é a de pedir coerência: até três dias atrás, o dólar baixo prejudicava as exportações. Agora, o dólar alto é que prejudica… Não é melhor parar de chorar, lembrar que a nossa moeda é o real e começar a trabalhar?
Cacalo Kfouri (cacalo.kfouri@uol.com.br)
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Ao Debate:
Bolsa-cachaça
“Os donos de botecos estão felicíssimos com a Bolsa-Família, instituída por Lulla: triplicaram a venda de cachaça. Para os cafeicultores foi um aumento de custos altíssimo. Tivemos de importar mão-de-obra do Nordeste para fazermos a colheita. Eu, pessoalmente, já arranquei 80 mil pés de café e pretendo acabar com o restante tão logo este restante passe dos seis anos. Arrendei as terras onde foram arrancados os cafezeiros para uma usina de álcool. Eles pagam bem e me conservam as cercas em excelente estado. Pena é que estão reduzindo as codornas, os urus e inhambus. Eu não permito caçar em minha propriedade, tenho 21 alqueires de mata virgem. Monte Santo de Minas é um município cuja produção de café é uma das de melhor qualidade do mundo. Isto vai acabar! E viva o Lulla! Está promovendo o desemprego e acabando com o café. Café também é bebida das zelites, uai!”
Ronald Martins Da Cunha, quase ex-cafeicultor (ronald.cunha@netsite.com.br)
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