Arquivo do mês: agosto 2007

ENQUANTO ISSO, NO STF…

 

NÃO SABIA DE NADINHA DA SILVA…

“Quero dizer a vocês, com toda a franqueza, eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento. Estou indignado pelas revelações que aparecem a cada dia, que chocam o país. O PT foi criado justamente para fortalecer a ética na política.”

Com essas palavras, o presidente da República inaugurou, em agosto de 2005, a sua fase Lula “não sabia de nadinha” da Silva. Corria o 91º dia da crise do mensalão. Respirava-se em Brasília uma atmosfera intoxicada por revelações que surgiam em catadupas.

COMENTÁRIO (V)

“O advogado de Dirceu, competente, articulado, levou Dirceu aos céus, atacou as conclusões do relator e do procurador geral, revoltado “com as acusações contra o meu cliente”. (Dirceu). Falou que Dirceu em “40 anos não tem mácula, nem mancha, nunca foi acusado de nada”. Estava certo em parte. Quando começaram as acusações contra Dirceu, ele ultrapassou tudo o que não fez em 40 anos.”

Hélio Fernandes, jornalista e editor da Tribuna da Imprensa

Mensaleiros e margaridas

Como de costume, Cantanhêde escreve e assino embaixo. É de destacar a inteligente visão dos “três mundos, três interesses”, presentes no preclaro e ilustre plenário do Supremo Tribunal Federal. Vamos ler. Aspas para o artigo:

“O procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, falou em bom português sobre “quadrilha”, “submundo do crime”, “núcleo central da organização criminosa”. Já os advogados, que falaram um atrás do outro, num lento e morno jorrar de palavras, insistiam nas palavras “inepto” e “inépcia” para desqualificar o trabalho do procurador. Em geral, entonação ensaiada, gestos discretamente teatrais. No particular, foco para o advogado de Silvinho Pereira, aquele do Land Rover, empenhado em convencer que seu cliente não tinha cargo no governo, era um nada no PT. Só não explicou o que fazia, então, em reuniões na Casa Civil com bancos, empresas privadas, até empresas internacionais. A dúvida continua.

Mas a grande estrela estava ausente: José Dirceu, apontado como o chefe de todo o esquema, que o mesmo procurador classificou de “promiscuidade” entre membros do governo, líderes de partidos e bancos privados, tudo movido a dinheiro, para então ironizar: “Será que foi um surto de filantropia político-partidária?” Ficou evidente o contraste entre o tom vetusto dos ministros, a forma coloquial do procurador e o malabarismo verbal dos advogados. Três mundos, três interesses.

E não há comparação entre as CPIs no Congresso e os julgamentos no Supremo. Nas CPIs, todos falam, se interrompem, se xingam, os celulares tocam sem parar e as conversas correm soltas em ambientes lotados. No Supremo, o linguajar é sóbrio, ninguém interrompe ninguém, há um surpreendente silêncio e sobraram cadeiras até mesmo na bancada de imprensa. Também não havia manifestante, nenhum “cara-pintada” em defesa da ética pública. Brasília amanheceu com um megacongestionamento, mas por outro motivo: a Marcha das Margaridas, que reuniu 15 mil trabalhadoras rurais na Esplanada dos Ministérios”.

Eliane Cantanhêde, jornalista (elianec@uol.com.br)

OPINIÃO: Não uma “opinião”, mas uma informação – que é um direito da cidadania. Corre à boca pequena em Brasília que empresas estatais e Ongs ligadas ao PT que recebem verbas oficiais financiaram a “marcha das margaridas”. Foi uma manifestação da “elite estatal”… MIRANDA SÁ

Defesa de Duda Mendonça alega crime tributário já extinto

Tales Castelo Branco, que defende o publicitário José Eduardo Cavalcanti Mendonça, o Duda Mendonça, afirmou aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), entre outras coisas, que não houve crime de evasão de divisas por parte de seu cliente.

É o segundo dia de sessão em que o Supremo analisa se recebe a denúncia e instaura ação penal contra os 40 acusados de participação em um esquema de desvios de verbas públicas e de compra de apoio político no Congresso Nacional.

Contra Mendonça, o crime seria tributário, com o não pagamento de imposto sobre o dinheiro, afirmou Castelo Branco. “Esse crime se extinguiu com a quitação do imposto”, continuou o defensor.

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Fonte: Última Instância/Revista Jurídica

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FRASE DA VEZ_4/23

“Não há base na afirmação de José Dirceu que seu julgamento é um fator político ou ideológico.”

Joaquim Barbosa, relator do caso do Mensalão

Defesa dividida fortalece a acusação

Opinião da jornalista Miriam Leitão sobre o julgamento, que já está no seu final.

Os vários defensores que falaram ontem e hoje no Supremo Tribunal Federal se dividiram. E isso enfraqueceu a defesa.

Todos tentaram desqualificar, como era natural, a peça da Procuradoria Geral da República, mas alguns negaram haver mensalão outros pediram para se separar joio de trigo, ou seja, admitem a existência do mensalão, querem apenas livrar os seus clientes.

Foi o que fez o advogado de Jacinto Lamas. O advogado de Roberto Jefferson disse que seu cliente era a principal testemunha do crime e não réu. E o defensor de Duda Mendonça disse que ele não sabia a origem ilegal do dinheiro e que esta foi a única forma de receber.

Ou seja, alguns acham que não houve o crime, outros dizem que sim existe, mas seus clientes não participaram dela.

Isso fortalece a acusação.

Fumaça encobre visão do Congresso Nacional, em Brasília

ESSA FOTO VEIO BEM A CALHAR COM A ATUAL SITUAÇÃO QUE “PAIRA” NAQUELA CASA!

Fonte: Uol Notícias

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Ursa panda dá à luz em cativeiro em zoológico de Viena

A panda gigante Yang Yang sustenta na boca o seu filhote que nasceu em cativeiro no zoológico de Schönbrunn, em Viena, na Áustria.

Fonte: Uol Notícias

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