Arquivo do mês: agosto 2007

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Corretora

O relator do inquérito do mensalão no Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Enivaldo Quadrado, dono da corretora Bônus Banval, por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia do procurador Antonio Fernando de Souza, repasses do esquema do mensalão ao PP foram intermediados pela corretora.

Para o relator, a conduta do dono da corretora indica que ele teria pleno conhecimento do esquema. “Enivaldo Quadrado enviou seu motorista à agência do Banco Rural munido de uma bolsa para guardar o numerário recebido”, declarou Joaquim Barbosa.

O voto do relator ainda será submetido ao plenário do Supremo.

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Fonte: Portal G1

“Grafite no museu vira arte contemporânea”

Um artista duplicado ou duas metades que se completam. Os grafiteiros e artistas plásticos Gustavo e Otávio Pandolfo, conhecidos como osgemeos, transformaram a arte feita nas ruas de São Paulo em grandes obras que ganharam espaço em galerias de arte e museus do Brasil e do exterior.

Em viagem pela Europa, já são incontáveis as latinhas de spray usadas em grafites em muros, fábricas, castelos, museus e galerias. Desde julho na Espanha, depois de passar um mês na Escócia, os irmãos gêmeos embarcam para mais uma exposição, desta vez na Galeria Patricia Armocida em Milão, Itália. Mas como a dupla tornou-se tão popular?

Quer quiser saber mais desses artistas clique aqui leia toda entrevista que está publicada na Uol Diversão e Artes.

Durante todo o dia postarei alguns exemplos de grafites nesse blog. Apreciem…

Ao Debate (3):

“Alô, Ministério Público, não seria o caso de enquadrar criminalmente os médicos e os responsáveis pela saúde pública em todo o Nordeste, quer por omissão de socorro, quer por falta de leitos hospitalares, atendimento adequado, remédios, transporte, para que não se repitam as cenas deprimentes a que assistimos, com inúmeras mortes, em 91 dias de completo desleixo das autoridades?”

Altino Rossi (altino.rossi@gmail.com)

UM GIRO PELO SUPREMO

Zé Dirceu e a turma

“Só mesmo os ingênuos (ou petistas) poderiam esperar algo diferente dessa primeira negação de processo contra Zé Dirceu, Genoino, Silvinho e Delúbio. Entretanto, bastaria uma pergunta para incluir o Zé Dirceu logo de cara: se ele não tivesse culpa no cartório, teria ficado com medo das ameaças do Roberto Jefferson e pedido demissão do cargo? Largaria o osso? Claro que não! Estou duvidando que os ministros terão peito para encarar o patrão, o Burla”.

Laércio Zanini (arsene@uol.com.br)

Farsa em quatro atos

“Primeiro ato: Dirceu sai colhendo assinaturas para pedir anistia da cassação dos seus direitos políticos. Segundo ato: o STF incrimina alguns mensaleiros e libera outros, entre os quais Dirceu, claro! Terceiro ato: a cassação dos direitos políticos de Dirceu fica assim automaticamente invalidada, ele não necessita mais de anistia, mas ainda vai usar os milhares de assinaturas colhidas de militantes como coroamento de sua inocência. Ato final: a democracia é engolida e digerida pelo PT. Desce o pano e se apaga a luz. Uma salva de vaias…”

Mara Montezuma Assaf (montezuma.fasa@gmail.com)

Salva de vaias

“Uma salva de vaias para o STF! Depois de tantos escândalos neste governo, o STF finalmente vai “legalizar” a impunidade!”

Anônimo

Grand finale

“Digno de um grand finale gangsteriano. Com a palavra, os pizzaiolos do STF. A Suprema Corte brasileira, infelizmente, segue na contramão das Cortes americana e européia, estas, sim, dignas de credibilidade e respeito!” Lauro Fujihara (laurofujihara@terra.com.br)Quosque tandem
“Prezados políticos, favor dar recibo quando do recebimento de propina ou corrupção, senão os ministros do STF não terão como incriminá-los. A maioria dos ministros desse STF foi indicada pelo Lulla. Quosque tandem abutere, Lulla, patientia nostra?”

Salvador B. Neto (barradasaia@hotmail.com)

Rapa nos cofres públicos

“Da forma como os advogados dos mensaleiros colocam as coisas, vão acabar processando o Estado por calúnia, difamação e receber pensão vitalícia por perseguição política. Acho melhor darmos já a pensão para eles, R$ 10 mil por mês a cada um para o resto da vida, e proibi-los de qualquer cargo público. Sai mais barato do que eles voltarem (serão absolvidos, lógico, né?) lá e fazerem o rapa nos cofres públicos”.

Silvio Baptista (baptista.silvio@hotmail.com)

Fundo do poço

“Estamos realmente no fundo do poço. Até no Supremo existem coisas estranhas”.

Mauro Lacerda de Ávila, advogado (lacerdaavila@uol.com.br)

Comentário (III)

Videoconferência

“Parabéns ao governador José Serra pelo artigo no Estadão, “Justiça e novas tecnologias”, no qual defende o uso da videoconferência na prática jurídica. S. Exa. está entre as poucas pessoas no poder que têm uma visão atualizada do benefício oferecido pelas teletecnologias. É na revolução digital trazida pela ciência da informática que se nota mais a diferença entre as gerações e o prejuízo que isso traz à economia e ao progresso. Bem diz o governador Serra que esta tecnologia assegura a observação de expressões faciais e de voz de quem participa do interrogatório. Na realidade, não apenas assegura, mas supera a entrevista presencial pelas amplas possibilidades de análise que os recursos de zoom e gravação permitem. Há sólida experiência mundial neste terreno oferecida pela prática da telepsiquiatria”.

György Miklós Böhm, professor emérito da FMUSP, criador das disciplinas de Informática Médica e Telemedicina da Fusp, ex-presidente do Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde (gyorgybohm@terra.com.br)

FRASE DA VEZ_6/27

“Um juiz manda prender e outro, soltar (Lalau). Um juiz manda lacrar e outro, abrir (hotel do Maroni). Qual o custo destes desmandos? Não há coerência na Justiça?”

Milton Bulach (bulach@estadao.com.br)

Ao Debate (2):

Meros humanos

“As notícias sobre troca de mensagens e interesses menos nobres que poderiam motivar votos no STF nos fazem refletir sobre o transtorno que representa para países com governos autoritários a imprensa livre. Pessoas que até há bem pouco tempo eram vistas como seres acima do bem e do mal são desnudadas diante da opinião pública, têm suas mazelas expostas – votam hoje de olho no benefício que poderão alcançar amanhã. Nesse contexto de decisões suspeitas, invertem-se as posições de réus e vítimas, acusando-se quem informa e esquecendo a gravidade do fato noticiado. Diante desse quadro, antevejo as lutas que nossa imprensa poderá ter de enfrentar para se manter independente, se a moda de fechar rádios, televisões e jornais vier a contaminar nossas autoridades”.

Cayubi Gomes (caiubylgomes@yahoo.com.br)

Justiça, ainda que tarde

A indicação de um livro por Carlos Chagas não deve ser desprezada por quem quer tomar conhecimento, através da leitura, dos fatos que escreveram a História Republicana do Brasil. Chagas, ele próprio, como arquivo vivo da vida política tem direito de avaliar o que é bom para nos informar. Neste caso, encontrando uma conotação dialética da “Carta aos brasileiros” (1977) com o “Manifesto dos mineiros” (1943) esclarece algo que tem muito cego que não quer enxergar, a força do liberalismo na nossa cultura política. Da minha parte, só para chatear (palavra usada pela única advogada atuante no processo do Mensalão), sugiro um cotejo entre os dois documentos democráticos e a chamada “Carta de Recife” (2002) que reconheceu a firma da traição de Lula da Silva e do núcleo dirigente do PT aos 20 e tantos anos de lutas da militância petista… Vejamos o que Carlos Chagas escreveu:

“Chegou às livrarias uma obra imperdível, editada pela Lettera, sob coordenação do publisher Cassio Schubsky. Trata-se de “Estado de direito, já! – Os trinta anos da carta aos brasileiros”. Além de reeditar e comemorar o lançamento de um dos mais contundentes manifestos políticos da História da República, de autoria do jurista Goffredo Telles Júnior, o livro apresenta depoimentos de participantes e de contemporâneos daquela que foi a primeira reação ordenada da sociedade contra a ditadura militar.
Lida pelo autor no pátio das Arcadas, a 8 de agosto de 1977, a “Carta aos brasileiros” iguala-se a outro documento mais antigo, o “Manifesto dos mineiros”, de 1943, também de protesto contra a ditadura, mas a do Estado Novo. A política tem dessas coisas, já que os dois documentos se equivalem em bravura, ética e profundidade na defesa dos ideais democráticos e libertários.
Apesar da censura, a “Carta aos brasileiros” foi publicada por jornais que ousaram demonstrar coragem. Já o “Manifesto dos mineiros” circulou no País inteiro apenas através de cópias. Mesmo assim, até agora, leu-se mais sobre a reação dos liberais de Minas do que dos juristas de São Paulo.
Dirão alguns porque os mineiros são mais espertos, ocupando espaços com humildade e competência, ao tempo em que os paulistas, férreos e intransigentes, imaginam que a nação deve reconhecê-los, em vez de se darem a conhecer. Importa menos, porque a lacuna acaba de ser preenchida. O grito de inconformismo é o mesmo. Dirá o filósofo de botequim que nada melhor do que o tempo, para passar. Foram dois momentos sublimes na crônica da resistência democrática. Tomara que nunca mais “precisem repetir-se”.

Carlos Chagas, jornalista

FRASE DA VEZ_5/27

“Não sei por que estão citando o meu nome. Sou um pobre juiz. A indicação é um tema do presidente da República”.

Carlos Alberto Menezes Barreto, juiz de Direito

TOME NOTA:

1 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidará entre hoje e amanhã o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Carlos Alberto Menezes Direito para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). A indicação não foi formalizada porque Lula não o conhece pessoalmente. De perfil conservador e técnico, Direito arregimentou forte apoio político para preencher a vaga aberta com a aposentadoria de Sepúlveda Pertence.

2 – O cenário global mais instável, a economia do País aquecida e o aumento da inflação – na esteira da alta mundial dos preços dos alimentos – levam analistas do mercado financeiro a prever que a taxa básica de juros brasileira, após período de queda regular, pode se estabilizar. De setembro de 2005 para cá, a Selic caiu de 19,75% ao ano para os atuais 11,50%.

3 – O ministro do STF Joaquim Barbosa, relator no caso do mensalão, disse que a sessão mais difícil do julgamento será hoje. A Corte começará a apreciar os supostos crimes na relação entre o grupo do ex-ministro José Dirceu e a base aliada no Congresso. Barbosa disse que não está “interessado em pressão política”. “As dificuldades naturais do caso estão sendo superados”, afirmou.

4 – Dos 81 integrantes do Senado, a pesquisa ouviu 67, e 24 deles (35,8%) acreditam que já é possível a cassação do presidente da Casa por quebra do decoro parlamentar, 13 são contra, 10 estão indecisos e 20 não responderam. Os senadores foram ouvidos com o compromisso de sigilo das repostas.

5 – Os primeiros dias do julgamento do mensalão pelo STF deixam claro que não há relação entre os votos dos ministros e a orientação política dos presidentes que os nomearam. Dos 10 em atividade atualmente, seis foram nomeados pelo presidente Lula. Apear disso, o PT sofreu vitórias e derrotas desde quarta-feira, quando a denúncia começou a ser apreciada.

6 – A valorização real do salário mínimo foi mais eficaz para a redução da desigualdade do que o Bolsa Família, principal programa do governo Lula, revela estudo da UFRJ. De 1995 a 2005, o mínimo cresceu 45% acima da inflação.

7 – STF retoma hoje análise das denúncias contra integrantes dos partidos da base governista e do grupo comandado por Dirceu.

8 – Oposição decide abrir o voto no conselho, e estratégia dos aliados do presidente do Senado, que querem votação secreta, deve naufragar.

9 – Aécio Neves tem um plano para 2010. Ainda que a prudência mineira somada à diplomacia tucana o impeçam de ser explícito, o governador de Minas Gerais, no segundo mandato e com níveis invejáveis de popularidade, revela a intenção de minar, aos poucos, a coalizão de Lula, que engloba 11 partidos.