Arquivo do mês: agosto 2007

Relator analisa denúncia contra Dirceu por corrupção

Relator do inquérito do mensalão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa vai decidir se aceita a denúncia da Procuradoria-Geral da República por corrupção ativa contra o ex-ministro José Dirceu.

Além do ex-homem forte do governo Lula, apontado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, como o chefe do esquema do mensalão, o relator também vai decidir se aceita denúncia contra o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e contra o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira.

O relator também analisa denúncia pelo mesmo delito contra Marcos Valério, Ramon Hollerbarch, Cristiano Paz, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Todos integrariam, segundo a denúncia, o chamado “núcleo publicitário-financeiro do esquema”.

Fonte: G1/Entrelinhas/ Lísia Gusmão e Mirella D’Elia

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SERÁ QUE AGORA VAI, ZÉ??

Relator trata de item da denúncia que fala sobre corrupção ativa, imputada a José Dirceu, Delúbio Soares e Sílvio Pereira.

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Até agora são esses…esperemos que venham mais…

Ramon Hollerbach, publicitário

Processado por: corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro
Versão: argumentou não ter sido narrado na denúncia o vínculo entre os acusados e que não poderia cometer crime de peculato porque não ostentava função de funcionário público.

Rogério Tolentino, publicitário

Processado por: lavagem de dinheiro
Versão: alegou que não era sócio de nenhuma empresa ligada a Marcos Valério.

Simone Vasconcelos, ex-diretora da SMPB

Processada por: lavagem de dinheiro
Versão: para a defesa, há “defeitos técnicos” na acusação formal. O advogado considera a denúncia inepta “por falta de descrição da conduta individualizada de cada um dos denunciados”. A defesa afirmou ainda que grande parte das provas foram obtidas de forma ilícita.

Valdemar Costa Neto, deputado federal pelo PR

Processado por: formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Versão: disse que a Procuradoria da República não denunciou outros envolvidos citados e que não há motivos para o recebimento da denúncia.

Vinícius Samarane, dirigente do Banco Rural

Processado por: lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira
Versão: afirmou ser comum o saque de dinheiro no ramo publicitário para pagar fornecedores e que todos os empréstimos citados na denúncia foram registrados pelo Banco Central.

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Continuação…

Paulo Rocha, deputado federal do PT

Processado por: lavagem de dinheiro
Versão: disse que não praticou lavagem de dinheiro e alegou ausência de justa causa para denúncia.

Pedro Corrêa, ex-deputado federal pelo PP

Processado por: formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Versão: disse ter sido acusado só porque presidia o PP e que não tem relações com as empresas citadas. Afirmou que obteve recursos do PT para pagar honorários advocatícios para um do membros do PP.

Pedro Henry, deputado federal pelo PP

Processado por: formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Versão: afirmou que foi absolvido pela CPI dos Correios, que investigou o caso do mensalão.

Professor Luizinho, ex-deputado federal do PT

Processado por: lavagem de dinheiro
Versão: segundo ele, os atos descritos na denúncia tinham como finalidade obter recursos para campanhas eleitorais.

Continuação dos réus…

João Paulo Cunha, deputado federal pelo PT

Processado por: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato
Versão: argumentou que a denúncia não descreve os crimes de lavagem de dinheiro. Alegou “atipicidade da denúncia” e ausência de justa causa quando a peculato. Segundo ele, denúncia não apresenta provas.

José Janene, ex-deputado e ex-tesoureiro do PP

Processado por: formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Versão: alegou em sua defesa que votou “em dissonância” com o governo na Câmara Federal, o que seria uma prova de que não tem envolvimento com o esquema do mensalão.

José Luiz Alves, ex-chefe de gabinete de Anderson Adauto

Processado por: lavagem de dinheiro
Versão: afirmou ter sido incumbido por Anderson Adauto de efetivar retiradas e mencionou ter efetuado quatro saques e não 16 como consta da denúncia.

José Roberto Salgado, dirigente do Banco Rural

Processado por: lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira
Versão: afirmou ser comum o saque de dinheiro no ramo publicitário para pagar fornecedores e que todos os empréstimos citados na denúncia foram registrados pelo Banco Central.

Kátia Rabello, dirigente do Banco Rural

Processada por: lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira
Versão: afirmou ser comum o saque de dinheiro no ramo publicitário para pagar fornecedores e que todos os empréstimos citados na denúncia foram registrados pelo Banco Central.

Luiz Gushiken, ex-ministro da Secretaria de Comunicação

Processado por: peculato
Versão: disse que não eram da de sua alçada os recursos do fundo da Visanet, citado pela denúncia como uma das fontes de recursos para o esquema.

Marcos Valério, publicitário

Processado por: corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro

Versão: para os advogados de Valério, há “defeitos técnicos” na acusação formal. Segundo a defesa, a denúncia é inepta “por falta de descrição da conduta individualizada de cada um dos denunciados”. Os advogados afirmaram ainda que grande parte das provas foram obtidas de forma ilícita.

Continuação dos réus…

Enivaldo Quadrado, dono da corretora Bonus-Banval

Processado por: formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

Versão: alegou ausência de justa causa para a instauração de ação penal contra si.

Geiza Dias, ex-auxiliar da diretoria da empresa de Marcos Valério

Processada por: lavagem de dinheiro
Versão: afirmou que nunca soube de pagamentos a parlamentares como diz a denúncia. Disse ainda que nunca questionou seus superiores em relação a valores sacados.

Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil

Processado por: peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Versão: afirmou que não participava de decisões relacionadas ao fundo Visanet.

Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do PL

Processado por: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

Versão: Afirmou ser absolutamente inocente e que a denúncia não esclareceu o que ele teria recebido em troca de apoio. Disse que, como não é parlamentar, não poderia votar a favor do governo.

João Cláudio Genu, ex-assessor do PP

Processado por: formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Versão: alegou que não se encontra suficientemente descrito na denúncia e que não tinha conhecimento da quantidades citadas.

João Magno, ex-deputado federal do PT

Processsado por: lavagem de dinheiro
Versão: disse ter agido de boa fé ao receber recursos da empresa SMPB (empresa de Marcos Valério) e afirmou que a denúncia é genérica.

Os réus do Mensalão

Até agora, serão submetidos a ação penal 30 dos denunciados. Publicaremos em ordem alfabética…

Anderson Adauto, ex-ministro dos Transportes

Processado por: lavagem de dinheiro
Versão: alegou “atipicidade da conduta” apresentada na denúncia.

Anita Leocádia, ex-assessora do deputado Paulo Rocha

Processada por: lavagem de dinheiro
Versão: alegou que não tinha conhecimento da origem ilícita dos valores sacados no Banco Rural.

Antonio Lamas, irmão de Jacinto Lamas

Processado por: lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

Versão: afirmou que a acusação violou o princípio da igualdade porque outras pessoas que teriam sacado verbas não foram denunciadas.

Ayanna Tenório, dirigente do Banco Rural

Processada por: gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro
Versão: afirmou ser comum o saque de dinheiro no ramo publicitário para pagar fornecedores e que todos os empréstimos citados na denúncia foram registrados pelo Banco Central.

Bispo Rodrigues, ex-deputado federal do PL

Processado por: corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Versão: destacou que seu apoio ao governo decorria de aliança formada pelo PL e PT. Afirmou que recebeu R$ 150 mil para honrar dívidas da campanha eleitoral. Defesa alega que ele não cometeu crime de corrupção passiva nem outro ato ilícito.

Breno Fischerg, sócio na corretora Bônus-Banval

Processado por: formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Versão: Disse que foi denunciado só porque era sócio de empresa citada e que não há justa causa para denúncia.

Carlos Quaglia, dono da empresa Natimar

Processado por: formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Versão: a empresa atua com transações financeiras internacionais. Ele não apresentou defesa.

Cristiano Paz, publicitário

Processado por: corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro
Versão: rebateu acusação de peculato e desvio. Salientou que a acusação não tem base probatória e que nada ofereceu a qualquer deputado. Quanto à acusação de evasão de divisas, afirmou que a denúncia não indicou de quais contas no Brasil os recursos teriam saído.

Fonte: Portal G1

PTB: Roberto Jefferson responderá por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

O STF (Supremo Tribunal Federal) recebeu nesta segunda-feira (quarto dia do julgamento do esquema do mensalão) as denúncias contra políticos e membros dos partidos PP (Partido Progressista), ex-PL (Partido Liberal) e PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). O ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto também será processado. Até o momento, os ministros tornaram 33 dos 40 denunciados no esquema em réus do inquérito.

Adauto responderá pelo crime de corrupção ativa. Segundo o procurador Antonio Fernando de Souza, o ex-ministro tinha “pleno conhecimento do esquema de corrupção”.

Os membros do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) Roberto Jefferson (ex-deputado federal), Emerson Palmieri (ex-tesoureiro do partido) e Romeu Queiroz (ex-deputado federal) serão processados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com a denúncia da Procuradoria Geral da República, o PTB receberia do PT recursos na ordem de R$ 20 milhões em troca de apoio político ao governo, mais uma vez por intermédio das empresas do publicitário Marcos Valério.

Fonte: Uol News

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OSGEMEOS – GRAFITEIROS

Fonte: Uol Arte

COMENTÁRIO DO ARNALDO JABOR

“Até agora, o Supremo deu uma aula de seriedade democrática no julgamento do mensalão.”

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Fonte: Globo News