Arquivo do mês: julho 2007

EXPLICAÇÃO

Nosso BLOG entra hoje, 23;jul.07, em atraso por problemas com o provedor. Apresentamos nossas desculpas àqueles que nos honram com o acesso diário. Miranda Sá

Lula fala em “problema” no lugar de “crise”

“Sei, no entanto, e todo mundo interessado sabia, que Congonhas operava muito além dos limites já faz um tempão. Os dez meses de “apagão aéreo” eram a evidência física do que o Presidente prefere tratar como “problema”, para fugir do termo certo (crise). Por que, então, só agora o governo federal – responsável pelo setor aéreo de A a Z, é bom deixar claro – resolve agir ou anunciar que vai agir? Por que morreram 200 pessoas? Então, o acidente tem a ver com os “problemas” de Congonhas? Ninguém pode afirmar que tem. Ou que não tem. Mas o governo insinua que tem, porque, antes, sua recomendação oficial era “relaxar e gozar”. Agora, não é mais.

Tudo somado, vale a perfeita avaliação do notável jurista Walter Ceneviva em seu artigo de ontem: “O costume das companhias e das autoridades de manter descompasso com a verdade nos levou à descrença final”.

Clóvis Rossi, jornalista

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FRASE DA VEZ_12/22

“Ainda não é de viagem de avião que tenho medo. É das autoridades responsáveis pela nossa segurança aérea. Tudo indica que elas não conseguem pôr a cabeça no lugar e os pés na terra”.

Frei Beto, frade dominicano e escritor

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Comentário (IX)

“É um problema contínuo. Temos notícias de que muitos equipamentos estão se tornando obsoletos. Por isso, além das medidas emergenciais, é imprescindível que o País tenha uma Política Nacional de Aviação Civil”.

Demóstenes Torres, senador

Muro de arrimo

“É incrível que um aeroporto na dimensão de Congonhas, situado numa região densamente povoada da capital paulista, não tenha até hoje, ao seu redor, muros de contenção ou de arrimo super-reforçados, principalmente ao lado das grandes e movimentadas avenidas. Gastam-se milhões em reformas e isto é o mínimo que se poderia exigir para uma melhor segurança e movimentação das aeronaves em terra. Acordem governantes!”

João Rochael (jrochael@ibest.com br)

Informação (II)

“A cinco meses de completar 100 anos, o arquiteto Oscar Niemeyer foi sondado pelo governo de Angola para elaborar o projeto da nova capital daquele país. Niemeyer aceitou o convite. Os angolanos disseram ao arquiteto que pretendem criar do nada uma cidade de 2 milhões de habitantes, quatro vezes maior do que Brasília”.

Lauro Jardim (radaronline@abril.com.br)

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Não faltou energia no Cindacta-4, informa concessionária

A Manaus Energia, concessionária do serviço de distribuição de energia comercial em Manaus, informou neste domingo (22) que na noite de sexta-feira (20), quando ocorreu a pane no sistema do Cindacta-4, a empresa não registrou cortes no fornecimento. “Não houve falta de energia. O problema (no Cindacta-4) foi de ordem interna”, disse o diretor de Distribuição da Manaus Energia, Wenceslau Abtibol.

A falta de energia no Cindacta-4 e o não funcionamento dos geradores do centro de controle são apontados como responsáveis pela pane aérea, que suspendeu vôos internacionais e prejudicou as operações em todos os aeroportos do país. O diretor de Distribuição da Manaus Energia foi enfático ao dizer que a empresa não fez cortes no serviço, o que contradiz a versão de controladores.

Segundo os militares que trabalharam na noite de sexta-feira, por volta das 22h20 faltou energia fornecida pela Manaus Energia pela primeira vez. Às 22h50, segundo eles, a energia foi restaurada. Mas, 27 minutos depois, às 23h17 houve nova queda. Foi nesse exato momento, de acordo com os controladores que atuavam naquele plantão, que o pânico tomou conta dos militares, porque os monitores de controle aéreo apagaram, e aviões nacionais e internacionais que sobrevoavam a região Norte ficaram voado às cegas.

O Comando da Aeronáutica já instaurou sindicância para apurar os fatos. Neste domingo (22), o comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Juniti Saito, esteve no Cindacta-4 para iniciar as investigações. Ele já retornou a Brasília.

Fonte: G1/Portal de Notícias

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RICARDINHO CHEGA EM CASA APÓS CORTE DA SELEÇÃO

Após ser cortado da Seleção Brasileira de vôlei, o levantador Ricardinho chegou ao aeroporto de Maringá, no Paraná, neste domingo, e foi recebido por seus familiares que foram buscar o jogador por volta das 16h (de Brasília), após sair do Rio de Janeiro, onde disputaria os Jogos Pan-Americanos.

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Artigo de Miranda Sá para o semanário “O Metropolitano”

O PAN, os bilhões e as vaias para Lula

Os cariocas esbanjaram alegria na abertura solene dos Jogos Pan-Americanos, e cantaram com ardor patriótico o hino nacional puxado pela veterana Elza Soares. Poetas e trovadores correram para rogar à brasileiríssima sétima maravilha do mundo contemporâneo, o Cristo Redentor, as alvíssaras para que ganhemos muitas medalhas e ultrapassemos o Canadá no ranking das disputas esportivas deste lado do Atlântico.

Tudo isto forrou a chegada dos irmãos do Norte, do Sul e do Caribe, com a alcatifa panorâmica e colorida da tropicalidade iluminada que o Rio de Janeiro oferece aos seus visitantes. Mas os governantes deste País varreram para debaixo deste tapete a prestação de contas do investimento para a preparação dos Jogos que suspeitosamente passou de R$ 388 milhões para nada mais, nada menos, do que R$ 3,5 bilhões! Este gasto admirável foi arrancado do bolso do contribuinte que talvez preferisse vê-lo aplicado em coisas mais úteis, como escolas e hospitais, deixando o espetáculo por conta das pessoas e empresas que faturam com ele.

Além disso, parece que as verbas não foram bem aplicadas. Às vésperas dos Jogos, os responsáveis pela organização viveram a grande tensão de ver que o terreno da Vila do Pan, onde os atletas ficariam hospedados, cedeu, abrindo crateras no solo. Parte do entulho foi parar na garagem de um dos prédios e assim temeu-se por um abalo nos alicerces dos alojamentos, o que seria uma tragédia, pois não haveria como remanejar os competidores para outro local. Uma perícia constatou que não houve abalo nas estruturas das edificações.

Isto representou uma pequena parte das obras, algumas das quais ficaram inconclusas. Mas como não adianta chorar o leite derramado, apenas lamentar a perda e tomar medidas para que não aconteça de novo, a desconfiança e a crítica cederam lugar a algo bom: o castigo que o povo carioca aplicou em Lula da Silva, que apesar da alta popularidade nas pesquisas, foi vaiado tantas vezes quantas apareceu no telão ou teve o seu nome citado por algum orador. Os jornais falaram em quatro, cinco e seis vezes em que os apupos estrondaram no ar. Diante disso, o Presidente não conseguiu cumprir a agenda protocolar de anunciar oficialmente a abertura dos jogos.

Logo na primeira vaia, alguns cretinos tentaram explicá-las com sordidez. Conhecido bajulador da TV-Globo disse que a apupada devia-se ao atraso de 15 minutos para o início da festa; mas veio a segunda, a terceira, etc. Sem mais o que dizer para evitar que os brasileiros tomassem conhecimento de que o povo mais politizado do país, arranhara o “teflon” que livra o Presidente das safadezas dos seus companheiros, parentes e amigos, alguém citou Nelson Rodrigues, quando disse que “o Maracanã vaia até minuto de silêncio”.

Ora, o Maracanã referido foi o estádio do futebol, das brigas de torcida, do exibicionismo fanático dos torcedores. Àquele de sábado passado era outro, sem nada ter a ver com a simbologia do jornalista, escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues. O que assistiu a abertura do PAN mostrou outro público. Quem estava lá pagou um ingresso relativamente caro, para quem tem um rendimento acima dos três salários mínimos, portanto, dos cariocas da classe média baixa para as mais elevadas, e são essas pessoas que fazem a opinião pública do Rio de Janeiro. Tanto que a assobiada foi restrita, tímida para a delegação argentina; mais forte para os norte-americanos e uníssona, e ensurdecedora, para Lula da Silva e a sexóloga-ministra Marta Suplicy.

Ao contrário dos escribas e fariseus hipócritas, prefiro analisar o motivo da assuada. Tem a ver, sim, com o dinheiro mal aplicado, a gastança de pessoas sem crédito, a explosão dos escândalos da Petrobras que muito têm a ver com o Rio e, na minha opinião pessoal e intransferível, a obscena aliança de Lula com Renan Calheiros, atrelando 25 anos de discurso do PT pela ética à República das Alagoas. O Rio vaiou Lula da Silva, o alter ego do cínico e corrupto presidente do Senado Federal que lá não ficará muito tempo se a vaia dos cariocas for abençoada pelo seu patrono, o Cristo Redentor.

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Comentário (VIII)

“Demonstrou insensibilidade, inconseqüência e incompetência a atitude do assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, fazendo gestos obscenos ao ver na televisão a notícia de que o Airbus da TAM acidentado q em Congonhas poderia ter problemas técnicos. Lula não demitiu Marta quando ela fez aquela declaração chula e elitista. O resultado está aí. Esse absurdo retrata a sensação de impunidade do governo”.

Heloísa Helena, professora, presidente do PSOL

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