Arquivo do mês: julho 2007
Comentário (III)
Panela velha
Anunciada por Lula três dias depois da tragédia em Congonhas, a construção de um novo aeroporto em São Paulo será discretamente deixada em banho-maria. Ciente de que a empreitada terá efeito prático zero sobre a atual crise, dados os anos necessários à sua concretização, a cúpula do governo tende a priorizar a ampliação das instalações já existentes.Além de Guarulhos e Viracopos, o Planalto agora aposta na reforma da pista de Jundiaí, operada pelo governo estadual. Acha que, em cerca de 90 dias, seus 1.400 m poderiam ser convertidos em 1.700 m e, com alguns acréscimos de infra-estrutura, concentrar o tráfego de jatos de menor porte e particulares.
Renata Lo Prete, jornalista (painel@uol.com.br)
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FRASE DA VEZ_5/25
“Engenheiro, pós-graduado em Sociologia, o presidente medalhado da Agência Nacional de Aviação Civil pode não entender de aviões, mas em matéria de cavalos Milton Zuanazzi é um craque”
Cláudio Humberto, jornalista e blogueiro
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Comentário (II)
Fuga para o Nordeste
“Fugindo das vaias, o presidente Lula vai ao encontro da maioria dos analfabetos que o elegeu – para tentar tapar o sol com a peneira -, onde estão os seus eleitores, que continuam recebendo as esmolas de seu governo e podem ainda acreditar nos seus blábláblás”.
Aristides C. Andrade de São Thiago (a.cast@uol.com.br)
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Anac fuzila mortos
Vamos tomar conhecimento da opinião abalizada e experiente do excelente profissional da imprensa, Clóvis Rossi? Vamos abrir aspas para ele:
“Não sei se resolve ou não o caos aéreo (e terrestre) brasileiro a sugestão da associação internacional dos controladores de vôo de chamar os gringos para pôr ordem no que os tapuias não estão conseguindo. Mas está evidente que qualquer um com ao menos um neurônio não pode confiar nas autoridades do setor, pela catarata de incoerências e contradições em que caem, dia sim, outro também. Para começar, temos uma certa Denise Abreu, diretora da Anac, que se recusou em entrevista à Folha a “linkar” acidente com sistema aéreo, porque, segundo ela, “o acidente não tem nada a ver com o número de vôos em Congonhas”.
Aí, vem o governo que a nomeou e diz que, sim, a segurança tem a ver com o número de vôos em Congonhas, tanto que vai reduzi-los em nome da segurança mesmo ao custo de eventual aumento no preço das passagens. Depois, o presidente da Infraero, José Carlos Pereira, descobre, 200 mortos depois, que “segurança tem que vir em primeiro lugar”. E ainda insiste que não está dizendo que o aeroporto estava inseguro. Apenas que “chegou a hora de tomar medidas cautelares”. O que autoriza qualquer um que saiba ler a acreditar que, antes, não havia essa margem de cautela adicional, que é o mínimo que se pede nessa como em tantas outras matérias de que o governo (sucessivos governos, aliás) descuidaram.
Completa o quadro a criminosa irresponsabilidade da Anac ao apontar “falha humana ou de operação” no acidente, em ofício à Justiça, sem que tenha nem sequer começado a apuração das causas. É um órgão do governo, responsável pela segurança do vôo, adotando fuzilamento sumário. Pior: está fuzilando mortos. É uma covardia que, em qualquer país com um mínimo de civilização, resultaria em demissão sumária. Mas é o Brasil, primitivo.
Clóvis Rossi, jornalista (crossi@uol.com.br)
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Ação do PT-governo diante do caos aéreo
“Foram execráveis, mas jamais surpreendentes, os gestos com que o professor Marco Aurélio Garcia e o jornalista Bruno Gaspar, assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comemoraram no Palácio do Planalto a hipótese de a queda do Airbus da TAM em Congonhas ter sido causada por falha mecânica. A comemoração chula seria estúpida em qualquer ocasião. Mas foi ainda mais grave por ter ocorrido depois da morte de 200 pessoas num desastre. E porque culminou a insensatez galhofeira com que o primeiro escalão federal tratava antes o caos aéreo nacional e o descaso com que o chefe do governo lidava com o problema.
A ministra do Turismo, Marta Suplicy, já se aproximara da obscenidade ao receitar o “relaxa e goza” aos passageiros angustiados com adiamentos e cancelamentos de vôos. Seu colega da Fazenda, Guido Mantega, deixara clara a falta de seriedade da administração federal quando atribuiu a crise nos aeroportos a um aumento de demanda provocado pela prosperidade na economia. E o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, cunhara o lema definitivo de sua gestão na aviação comercial brasileira ao constatar que, neste país, avião seguro só avião no solo. Se dúvidas havia quanto a isso, elas foram dirimidas, primeiro, pelo flagrante da descontração sorridente da cúpula da Infraero em São Paulo na hora da catástrofe e, depois, pelas reações oficiais nos dias posteriores ao flagrante do gesto chulo, que não foi uma manifestação privada, pois ocorreu num prédio público cuja denominação serve de metáfora para o poder máximo na República.
O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, associou-se aos colegas “aloprados”, contribuindo para a marcha geral da insensatez, ao condecorar três diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por seus préstimos à aviação nacional. Santos-Dumont, cujo aniversário foi festejado na data da entrega da medalha, teve sua memória conspurcada pelas condecorações para o militante petista Milton Zuanazzi, o presidente, a protegida de José Dirceu Denise Abreu e o aliado, do PMDB baiano, Leur Lomanto. No mesmo dia, o presidente da República prometeu à Nação dar mais força à Anac para resolver o problema, do qual a tragédia foi resultado”.
José Nêumanne, jornalista
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FRASE DA VEZ_4/25
“Primeiro, caiu o avião. Depois, caiu a cabeceira da pista de Congonhas. Por que só esse governo incompetente não cai?”
Margit Wunderliche (margitw@terra.com.br)
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Direito do passageiro
“Por muitos anos e com altíssima freqüência utilizei o transporte aéreo. Jamais, ao embarcar num avião, me passou pela cabeça que conscientemente a empresa aérea e o comandante usariam uma aeronave com parte(s) do sistema operacional desligada(s). Creio que deva ser baixada, imediatamente, norma obrigando a empresa a informar, no embarque, tal condição aos passageiros, que teriam opção de não embarcar. Neste caso a empresa seria obrigada a providenciar urgentemente alternativa de viagem e a ressarcir eventuais despesas (transporte, acomodação, alimentação, etc.) decorrentes dessa situação”.
André Miguel Osser (ressoandre@terra.com.br)
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INFORMAÇÃO
Gautama impedida de transar com Governo
“O procurador-geral solicitou ao Superior Tribunal de Justiça o processo sobre as atividades da Construtora Gautama e de seu proprietário, Zuleido Veras, para a declaração da inidoneidade. É um bom sinal. Mas, mesmo que atue com mais rigor e presteza, sua ação será inócua: a Controladoria-Geral da União já declarou a empresa inidônea, o que a impede de ter negócios com o governo federal”.
(Agência Estado)
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Comentário
“A total incompetência de nossos “intocáveis Poderes” resultou em mais um desastre aéreo ceifando dezenas de vidas e deixando outros milhares desolados. Agora falam num novo aeroporto, como se este fosse o antídoto contra a falta de governabilidade. Como se não bastasse, querem construir um trem-bala que ligaria Rio a São Paulo, a fim de minimizar o “problema”. Porém, se a incompetência novamente prevalecer, estará sendo inaugurada mais uma modalidade de tragédia coletiva em nosso país – desta vez sobre trilhos e a 360 km por hora”.
Adriano Luiz da Fonseca (driano_fonseca@bol.com.br)
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FRASE DA VEZ_3/25
“A maldição de Congonhas voltou a se manifestar. A canaleta que dá vazão às águas que São Pedro despeja sobre o aeroporto cedeu, desencadeando um deslizamento na cabeceira da pista principal”.
Josias de Souza, jornalista e blogueiro
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