Três meses na defensiva

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“Foi a exatos três meses, em 25 de maio, que a revista Veja fez a primeira de uma série de denúncias contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL): ele teria recorrido a um lobista da Mendes Jr., Cláudio Gontijo, para pagar despesas da jornalista Mônica Veloso, com quem ele tem uma filha de 3 anos, fora do casamento. Desde então, o senador nada mais fez do que defender-se, dessa e de várias outras denúncias que acabaram com seu prestígio no Congresso.

Renan alegou que havia pago as despesas com seus próprios rendimentos, mas uma reportagem da TV Globo comprovou que a venda de gado, informada por ele, era mentira. A PF constatou, também, que as notas eram frias. Em seguida, a venda de uma pequena fábrica de tubaína da qual ele era sócio, por R$ 27 milhões, despertou a suspeita de que a Cervejaria Schincariol teria aceitado pagar esse valor em troca de ajuda na negociação de dívidas com o INSS e a Receita Federal.

No Senado, Renan tentou controlar a Comissão de Ética, mas a oposição exigiu sua saída do cargo. Ele fincou pé e resistiu. Uma terceira denúncia, da Veja, revelava que ele comprou, sem declarar à Receita, um jornal e duas rádios em Alagoas, em sociedade com o ex-deputado João Lyra. No último dia 7, o STF pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal do senador. (Agência Estado)

OPINIÃO: Não é mais possível esconder ou omitir a condenação às manobras diversivas de Lula da Silva e do PT-governo para livrar a cara de Renan, escondendo as manobras fraudulentas, mentiras e aceitando passivamente (por comprometimento, talvez) o jogo de chantagens dele para escapar da punição que merece. Para condenar Renan não se fazem necessárias provas; ele tem a consciência dos seus crimes. O ruim em tudo isso é que o lulismo-petismo exerce seu poder de coações e constrangimentos para conquistar votos na Comissão de Ética e no Plenário para salvar o parceiro de Lula. E o pior é que o próprio Presidente conchava em paralelo a ocupação da cadeira da presidência do Congresso para ouro parceiro, cordato e cúmplice como Renan. MIRANDA SÁ

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