SONHO MEU
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Vai mostrar esta saudade, sonho meu/ Com a sua liberdade, sonho meu” (Dona Ivone Lara)
O meu sonho não alcançará os 600.000 anos que a História da Humanidade registra com as andanças do ser humano já dotado de inteligência. Apenas passa pelas lições de Maquiavel e o famoso discurso de Martin Luther King.
Desejo este sonho para suceder ao terrível pesadelo que me atormenta e que aflige e que revolta milhões de brasileiros sofridos ao ver a nossa Pátria refém de quadrilhas políticas infiltradas nos três poderes da República. Esta sensação de angústia oprime a Nação inteira.
Embora acordados, vivemos um pesadelo que sobretudo nos humilha por ver o País sem lideranças patrióticas, sem ordem, espoliada por grupos desonestos, enfrentando toda sorte de calamidades sociais.
Além de todos esses males, estamos na mesma situação em que Maquiavel, dando conselho ao duque Francesco Sforza, governante de Milão, lembra que “ao estar desarmado se obriga a ser submisso, e isso é uma das infâmias de que um príncipe se deve resguardar”.
Ora, bastamos substituir “príncipe” por “cidadão” para mostrar a nossa realidade de brasileiros submissos a pessoas que gozam de foro privilegiado, que andam com guarda-costas e carro blindado, e suspeitosamente pregam com lindos argumentos o desarmamento da cidadania.
Pulando do século 15, da Itália dos Príncipes, para a atualidade, completamos a descrição no pesadelo que se abateu sobre nós, com Martin Luther King, que discursou: “Eu tenho um sonho que um dia essa nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: “Consideramos essas verdades como auto evidentes que todos os homens são criados iguais”.
Passaram 54 anos que o grande líder norte-americano se referiu ao seu País como nós queremos aludir ao nosso, onde é insuportável ver a Constituição rasgada por pessoas e corporações que se consideram “mais iguais do que os outros”.
No Brasil, os governantes, parlamentares e magistrados são figuras monstruosas no meu pesadelo. A sua conformação assombrosa aterroriza. Sua presença é repugnante, mas as suas ações, porém, mais do que assustam, me revoltam.
Vejo um Presidente da República gastar bilhões do Erário para escapar de um processo onde é acusado e se diz inocente. Ora, se é inocente, por que evita ser julgado? Ao seu lado, deputados mercenários, traindo o compromisso com seu eleitorado trabalham a soldo pelo próprio interesse.
E há os juízes, fechando o firo no jogo corrupto dos três poderes. É inimaginável vermos muitas sentenças com corruptos, assaltantes do dinheiro público, gozando de liberdade graças a filigranas jurídicas e, pelas mesmas escamoteações, tendo o bloqueio dos seus bens liberado.
No sonho meu, com a liberdade inspirada por dona Ivone Lara, obrigo-me a livrar as caras de alguns governantes, parlamentares e juízes. Seria errado generalizar a feiura ética e moral dos figurantes que protagonizam a farsa da infeliz República Brasileira.
Como não citei nomes dos monstrengos do meu pesadelo, também não menciono as suas (raras) exceções que enfeitarão o sonho que espero sonhar em breve…
NANISMO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Se o governo comprar um circo, o anão começa a crescer” (Delfim Netto)
Homens e mulheres que desejam o bem da humanidade vibram com o progresso da ciência e o desenvolvimento da nanotecnologia para o domínio da natureza e o bem-estar dos povos, eliminando a fome da face da Terra.
Este “nanismo” está presente na manipulação de átomos e moléculas, que permitem produzir minúsculos componentes auxiliares das pesquisas, facilitando descobertas industriais. E é bem-vindo.
O “nanismo”, entretanto, não está somente na escala nanométrica aplicada à produção de circuitos e dispositivos eletrônicos. Chega ao ser humano como um transtorno físico caracterizado pela deficiência de crescimento nos indivíduos.
Por carência nutricional, especialmente de proteínas e calorias, registram-se casos de pessoas cuja altura é muito menor do que a média dos demais membros na mesma população. Esta situação incide principalmente nos países subdesenvolvidos.
Estudos sobre a ocorrência de nanismo humano ocorreram tempos atrás no Nordeste Brasileiro, mas sem qualquer comprovação científica. Mesmo assim, teses acadêmicas provocaram censos escolares nos Estados do Ceará, Paraíba e Piauí para verificação de déficit estatural.
Na administração pública, na política e na Justiça encontramos uma contradição: é o gigantismo burocrático criando escândalos de corrupção, como o que ocorreu 24 anos atrás no esquema conhecido como Anões do Orçamento. Na época, foi um “Deus nos acuda! ”. Hoje é furto de trombadinha. E lá já estava envolvido Geddel Vieira!
A referência ao nanismo também chegou à política internacional quando o Estado de Israel desmoralizou a diplomacia brasileira, então dirigida pelo “comissário” Marco Aurélio “Top-Top” Garcia dirigindo o Itamaraty “do B” fazendo tremerem nos seus túmulos o Barão do Rio Branco e Ruy Barbosa.
O Chanceler israelense indignado com o visível favoritismo do Itamaraty para grupos extremistas palestinos, desdenhando da soberania de Israel e da autodeterminação dos povos, chamou o nosso País de “anão diplomático”.
Temos, também, envergonhados, o nanismo jurídico gerador de impunidade, permitindo que cresçam e se multipliquem libertação dos corruptos que provocam a indignação nacional. A redução da Justiça aumentou com a ascensão do PT ao poder, e o consequente preenchimento das cadeiras do STF ao varejo ideológico.
Os novos “anões” foram os falsos sindicalistas, oportunistas, sem ideologia, e corruptos de índole e formação, receberam as chaves dos cofres das empresas estatais, dos fundos de pensão e dos programas ditos sociais. O Chefão ficou com os bancos públicos, particularmente o BNDES.
Esses anões da pelegagem não roubaram sós: distribuíram com seus associados as sobras do butim. Dessa maneira, arrastaram nesta divisão dos bens públicos aos parceiros ditos “de esquerda” como se viu na Petroquisa.
Fez-se igualmente no Legislativo da mesma maneira, comprando parlamentares mercenários para garantir a “governabilidade”, obedecendo à lição nanica de Fernando Henrique Cardoso, o “presidencialismo de cooptação”, adotado e ampliado pelos pigmeus petistas.
A “honestidade Fabiana”, figura anã de FHC, foi seguida por Lula e o seu fantoche Dilma Rousseff, é, infelizmente, mantido por Michel Temer, o vice que os lulopetistas elegeram ocupando hoje a presidência da República.
GÊMEOS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A sutileza do pensamento consiste em descobrir a semelhança das coisas diferentes e a diferença das coisas semelhantes” (Montesquieu)
Volto à tese que se mantém nas redes sociais sobre a identidade geminada do fascismo com o comunismo. O jornalista português José Rodrigues dos Santos levantou uma tese sobre a origem marxista do fascismo, pasmando uns e indignando outros no seio da intelectualidade europeia, muitos ainda presos às teorias econômicas de Karl Marx.
Isto me levou ao estudo a respeito dos gêmeos. Acho que não há ninguém no mundo que não conheça uma pessoa com um irmão gêmeo, uma qualidade especial de irmandade.
Diz-se “gêmeo” de filhos nascidos no mesmo parto. A palavra é originada do Latim, geminus, “dobrado, duplicado, igual”, sinônimo de “dídimo” que por sua vez vem do grego “duas vezes”.
Estrelas idênticas a olho nu representam na Astrologia o signo de Gêmeos que patrocina no mapa astral as pessoas nascidas entre os dias 21 de maio e 20 de junho.
No caso da reprodução humana há nascenças de mais de dois indivíduos tendo sido registrados, nascidos com vida, cinco irmãos; e há algo inusitado, de que gêmeos podem ser fecundados em óvulos fecundados por parceiros diferentes.
Reportando ao estudo de José Rodrigues dos Santos afirmando que socialismo e fascismo são filhos nascidos de Marx, devem ser gêmeos pois vieram à luz ao mesmo tempo, após a 1ª Guerra Mundial; mas não são idênticos.
Além de serem gêmeos bi vitelinos, desiguais, se tornaram inimigos figadais durante a Guerra Civil da Espanha, quando os nazistas defenderam o caudilho Francisco Franco contra a República defendida pelos comunistas.
Isto criou a ideia de que se tratam de duas doutrinas opostas, de um lado a direita nacionalista e do outro, os esquerdistas internacionalistas. Entretanto, tratou-se apenas de lados opostos num só plano.
Apesar disso, os fascistas negros e vermelhos convergiram algumas vezes, com os codinomes de comunismo e nazismo; ocorreu, por exemplo, no pacto Molotov-Ribentrop promovido por Hitler e Stálin para invasão da Polônia. Depois, no correr da História estas variantes do marxismo se dividiram politicamente.
Ambos deixaram, porém, uma herança sórdida: o “populismo”, adotado por esquerdistas intelectuais e pelegos sindicais, filhotes bastardos de Mussolini. Os dois se confundem pela adoção da arte de enganar, através de estratagemas, mentiras, fraude e até da violência para conquistar e manter-se no poder
As ilações das pessoas mais velhas, nascidas na década de 1930, deduzem historicamente esta versão, que é ignorada pelos jovens que sem a vivência e por não estudar as experiências capituladas na História.
Explica-se assim a busca desesperada dos populistas latino-americanos de estabelecer ditaduras antidemocráticas, mas “legais”. Ocorreu na Venezuela, onde implantou-se uma ditadura, que no Brasil foi almejada pelos lulopetistas. Aqui, pelo despreparo intelectual, incompetência e corrupção, perderam o bonde da História…
A ditadura populista foi abortada no Brasil pela degeneração do Partido dos Trabalhadores, cujas hierarquia e burocracia transformaram o partido numa seita para usá-la como organização criminosa. Manteve-se graças ao culto divinização de Lula, arrecadação de propinas, assaltos às empresas estatais e roubo nos fundos de pensão.
Como o nazismo foi destroçado na 2ª Guerra Mundial e o comunismo ruiu soterrado sob a queda do Muro de Berlim, a faxina promovida pela PF, MPF e juízes federais, o populismo dos pelegos lulopetistas está chegando ao seu fim….
ARTE
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“A lei suprema da arte é a representação do belo” (Leonardo da Vinci)
Segundo a Arqueologia, as primeiras manifestações de arte surgiram quando os neendertais tornaram inteligíveis seus grunhidos e desenharam cenas cotidianas nas paredes da cavernas-abrigo, entre 130 mil e 30 mil anos atrás.
Com a evolução humana chegando à Idade Antiga, a arte – como exposição da vida, da natureza e do belo – também evoluiu. O Homo sapiens construiu grandes impérios que produziram obras artísticas radiantes, como a Grande Pirâmide erguida no Egito, como túmulo do faraó Quéops, em torno de 2 560 a.C.
Como o antigo Egito, China, Fenícia, Índia, Mesopotâmia, Núbia, Pérsia e Camboja, mais antigas, a Grécia, Japão, Roma e os impérios pré-hispânicos das Américas, Asteca, Inca, Maia e Tolteca, viveram o esplendor da arte.
Nos finais do século 19 na Alemanha, em Vettersfelde, cavava-se um poço quando encontraram um peixe de ouro com cerca de 40 cm de comprimento, uma bela peça de ourivesaria atribuída à civilização cita e datada de 500 anos antes de Cristo.
As revelações arquitetônicas são impressionantes em Angkor, Babilônia, Harappa e Persépolis. O Parthenon e o Coliseu são admirados até os dias de hoje.
Povos de artistas, os japoneses brilham com as gravuras em madeira e iluminuras, e os chineses com estátuas de terracota e pictogramas em bronze e porcelana. São impressionantes as máscaras de ouro dos maias e as joias filigranadas dos incas.
A escultura da antiga Grécia é notável. O Museu do Louvre exibe sua estatuária magnífica, notadamente a Vênus de Milo, com suposta autoria atribuída ao escultor Fídias, que teve como modelo a linda Frinéa… Ainda como herança grega, temos a Afrodite de Anadiomene, pintada por Apelos.
Da chamada Antiguidade Clássica a História rodou para nos surpreender com o que a Renascença nos ofereceu: uma explosão de arte que estava restrita aos modelos religiosos da Idade Média.
Não será fastigioso citar alguns monstros sagrados da arte renascentista, como os italianos Boticcelli, Donatello, Fra Angelico, Michelangelo, Rafael, Tintoretto, Veronese e o espetacular Leonardo da Vinci. Da Alemanha, Grünewld; da Espanha, El Greco; da França, Dubreuil e da Holanda, Bruegel.
Mais adiante, com o modernismo, tivemos os seguidores do cubismo, do impressionismo e do pós-impressionismo, que não temos espaço para enumerar, por que temos de falar sobre a arte no Brasil.
Na nossa terra, vamos do Aleijadinho a Pedro Américo e Portinari, orgulhando-nos Aldemir Martins, Antônio Bandeira, Bernardelli e Di Cavalcanti nas artes plásticas, sem esquecer as maravilhas no campo da fotografia.
Na Música vamos de Carlos Gomes a Chiquinha Gonzaga e o admirável Villa Lobos e o maravilhoso canto orfeônico, e a beleza dos grandes compositores da música popular que venero, Donga, Sinhô, Pixinguinha e Ataulfo Alves pairando sobre Noel Rosa, Ari Barroso, Braguinha, Lamartine Babo, Adoniram Barbosa, Lupicínio Rodrigues e Capiba, Luiz Gonzaga, Herivelto Martins, Wilson Batista, Geraldo Pereira e Heitor dos Prazeres, doublé de pintor…
No Teatro, sem falar dos dramaturgos, passamos de Martins Pena até Paschoal Carlos Magno, o Teatro do Estudante, o TBC e o Teatro de Arena. Ressaltamos Procópio Ferreira, Jaime Costa, Dulcina de Moraes, Odilon Azevedo, Eva Tudor e a diva Bibi Ferreira. E não podemos esquecer a dramaturgia brasileira também no cinema e na televisão brilhando com diretores premiados, grandes autores de novelas e atores e humoristas de grande valor.
Depois desta viagem nas planícies da arte, uma tristeza. Há pessoas que querem comparar (e trocar) a magnífica arte descrita por desenhos pornográficos malfeitos do Queermuseu e o toque em corpos nus de adultos por crianças na baboseira pedófila do MAM.
Este pessoal, defensor do lixo obsceno do Queermuseu e da licenciosidade do MAM, está engajado num movimento caótico como se fora “revolucionário”, reproduzindo coordenadamente a política maléfica do narcopopulismo lulopetista.
Protagonistas da mídia, que noticiam e justificam a desqualificação da arte precisam tomar conhecimento da ação do Louvre contra coisas semelhantes, e aprender com Otto Lara Resende que a “Política é a arte de enfiar a mão na merda. Os delicados pedem desculpas. Têm dor de cabeça e se retiram”.
EROTIZAÇÃO & DROGAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo” (Carl Jung)
“Somos responsáveis pelo o que fazemos e recebemos. Mas não somos responsáveis pelo que sentimos” (Wilhelm Reich)
Os psiquiatras e psicólogos especialistas em pediatria enfrentam repetidas vezes problemas de abuso sexual sofrido por crianças e adolescentes. Sabem que na maioria das vezes a vítima, graças a uma indução erótica, até colabora com isto.
A abordagem do pedófilo não é violenta; é sedutora. Usam um discurso manhoso, cheio de promessas e de exemplos gratificantes. Há um deputado federal do Rio de Janeiro que defende o relacionamento erótico e sexual entre adultos e crianças como forma de aprendizagem…
Como o parlamentar – individualmente homossexual e assumidamente político de extrema esquerda – recrudescem manifestações provocando a erotização de crianças, das peças de teatro às exposições pretensamente artísticas, promovidas pelo governo (Lei Rouanet) e grandes empresas, como os bancos Santander e Itaú.
Isto se faz sob o aplauso fácil dos “politicamente corretos”, os mesmos que uma década atrás proibiram que meninos e meninas cantassem a cantiga folclórica “Atirei o Pau no Gato” e propuseram que se banisse das bibliotecas escolares os livros infantis de Monteiro Lobato.
Intolerantes com a defesa das tradições culturais e da estrutura familiar defendem as demonstrações da recém lançada igualdade de gênero e a identidade sexual múltipla, somando ao feminino e o masculino a terceirização igualitária do “neutro”, do “bivalente” e do “transgênero”…
As redes sociais registram que professores do Rio Grande do Sul levaram caravanas de estudantes do Ensino Básico para a exposição pornográfica, pedófila e zoófila do Queermuseu, promovida pelo Santander Cultural, e também a foto de uma “mãe” estimulando o filho a interagir com um homem nu no MAM.
As relações políticas do Curador do Queermuseu e da “Mãe” fotografada têm filiação partidária na esquerda lulopetista. É da fração ultra esquerdista que vêm as promoções caóticas da pornografia e do uso de drogas como avanço no seu programa “revolucionário”.
Para impor o totalitarismo, usam a tática de induzir os amigos dos animais a criticar o “atirei o pau no gato”, e enganar os antirracistas apontando aversão racial com a Tia Anastácia”, nas “Reinações de Narizinho” de Monteiro Lobato. É o “dividir para dominar”
Além de atentar contra a moral, os militantes “de esquerda” aliam-se aos narcopopulistas e incentivam o uso de drogas entre as crianças e os jovens. Enaltecem do álcool aos excitantes e alucinógenos, drogas legais facilmente encontradas nos bares e nas farmácias ou drogas ilegais que levam às chamadas “bocas-de-fumo”.
Não se importam com o futuro dos indivíduos; para os seguidores da seita lulopetista pouco interessa que ocorram sequelas psicóticas nas gerações expostas aos seus ensaios de lavagem cerebral. As sequelas físicas e psíquicas chegarão com o amadurecimento biológico e intelectual.
As cicatrizes da alma provocadas pela erotização precoce e a irrealidade estupefaciente são o preço cobrado à sociedade para a conquista do poder que, quando exercido, felizmente, cria os anticorpos políticos e sociais que o derrubará pela conscientização do sofrimento, do complexo de culpa e da revolta.
ESQUERDISMO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Meu ofício é dizer o que penso” (Voltaire)
Com a experiência de setenta anos como observador e, às vezes, como participante das lutas sociais pelo progresso dos povos e justiça social para os trabalhadores, sofro um pesar imenso pela visão equivocada dos que assumem o chamado “esquerdismo”.
Tenho pena principalmente dos jovens, alguns que me seguem no Twitter, por repetirem como papagaios as lições inconsistentes e inconsequentes de agitadores travestidos de professores, por sua vez confusos nas interpretações teóricas.
Em primeiro lugar, vejo extemporâneo seu modo de assumir a atividade política. Têm a visão distorcida da realidade. Como o mitológico Mapinguari das lendas amazônicas, parece terem apenas um olho atrás da cabeça, olhando sempre para trás…
Sonham com os desfiles dos descamisados e a tomada da Bastilha; com as tricoteiras ao pé da guilhotina, as barricadas da Comuna de Paris, as revoluções camponesas na Alemanha e o 1917 na Rússia. Traindo os ensinamentos da História, caem nas teias narcopopulistas apoiando a corrupção financeira e ideológica do lulopetismo.
Até os ditos “marxistas” distorcem a conjuntura nacional praticando uma política da contestação pela contestação, numa prática indeterminada. Miram generalizadamente qualquer sistema de governo que não seja aquele que financie as suas tresloucadas ações para conquistar votos em nome da “revolução”.
As lutas sociais estão esquecidas, exceto as que a História registra no passado. São incapazes de enxergar que a ciência e os avanços tecnológicos asseguram no alvorecer deste século 21 o domínio da natureza, favorecendo o padrão de vida da sociedade, mesmo entre os desiguais, os mais e os menos favorecidos.
Os comunistas atuais (“herdeiros legítimos da frustrada experiência na finada URSS) arrotam a “luta de classes” se esquecendo de que o assassinato dos kulaks e os milhões de contestadores mandados para a Sibéria, não extinguiram a divisão de classes na URSS onde se instalou uma nova classe dominante, a burocracia partidária.
Fotografias manipuladas, documentos rasgados, omissões de depoimentos como o famoso Relatório Kruschev, apagam da memória a triste experiência marxista-leninista escorregando para o “esquerdismo”, uma falsa ideologia que, segundo Richard Gombin, ”opera como uma inversão total de perspectiva”.
O esquerdismo como verbete não consta de nenhum dicionário do pensamento marxista, mas um vago texto no livro de Lênin “Esquerdismo, doença infantil do comunismo” diz que “designa correntes políticas que são criticadas por seu excessivo radicalismo”. Como teórico, o líder revolucionário russo só viu os ruídos das manifestações e os quebra-quebra produzidos pelos “Black Blocs” de então.
Na verdade, o esquerdismo através da História não passa de grupos desnorteados ou de revolucionários utópicos, mas, principalmente, de mercenários a serviço de um partido populista, como o PT. São os Stédiles e Boulos da vida, cuja principal atividade é conquistar espaço na mídia.
O espelho dos esquerdistas brasileiros são as caricaturais ditaduras dos Castro em Cuba e dos chavistas na Venezuela. Por isso, esses ídolos de barro foram financiados pelos governos Lula e Dilma com o dinheiro do contribuinte brasileiro, rendendo propinas para a caixa do PT.
Lamento que muitos jovens estudantes e trabalhadores bem-intencionados não enxerguem as arapucas em que caem por falta de conhecimento da História. Nada mais claro de que o esquerdismo prejudica o progresso e estimula, em lugar do pensamento livre, um fanatismo de seita.
O esquerdismo foi bem definido pelo psiquiatra Lyle Rossiter no seu livro “The Liberal Mind”, ao perguntar: “Enquanto a crença da direita é coerente até onde a teoria da evolução nos leva, em que se baseia a crença esquerdista?
MÁSCARA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Por baixo desta máscara não há só carne…Por baixo desta máscara há uma ideia Sr. Cryde. E ideias são à prova de bala! ” (V de Vingança)
Nas artes cênicas, a máscara é possivelmente o elemento mais simbólico da linguagem no teatro, mas também em cerimônias religiosas primitivas, nas festas carnavalescas e, até no uso medicinal como proteção de vírus para si ou para os outros.
Dicionarizada, “Máscara” é um substantivo feminino que designa um acessório para cobrir total ou parcial o rosto a fim de ocultar a identidade. O verbete tem origem discutível; poderá vir do latim mascus ou masca, “fantasma”, ou no árabe maskharah, “palhaço”, “homem disfarçado”.
Seu uso vem de muito longe no tempo como peça incorpórea; mas não é apenas um meio de cobrir o corpo e mais particularmente o rosto. Atualmente há um misterioso poder de transfiguração nas expressões e nos gestos do ser humano, servindo também de disfarce social e político.
Tal qualidade de transfiguração é inata à muitas pessoas. Uns fingem mais, outros fingem até sem o saber, e fingem até poeticamente, como expressa Fernando Pessoa: “O poeta é um fingidor / Finge tão completamente/ Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente”…
O ruim, porém, é que o uso da máscara como fingimento é muitas vezes antissocial. A psicologia estuda muitas formas das expressões enganosas com o fito de conquistar confiança ou simpatia. As mais comuns são a “máscara de religioso” que exibe conhecimento de textos “sagrados” sem leva-los à prática pessoal; a “máscara do forte”, de homens e mulheres que embora decaídos, não revelam fraqueza.
Na política brasileira tal qual a conhecemos fala-se comumente numa locução dirigida a um político: “deve tirar a máscara”, o quê, no sentido figurado, manda-o abandonar a dissimulação para mostrar-se como realmente é.
Entre os profissionais da política as máscaras são reconhecidas com a convivência, o noticiário sem desmentido, e algumas delas são patéticas! Não há exemplo melhor no nosso dia-a-dia do que o caso das denúncias de Tuma Júnior, no seu livro “Assassinato de Reputações”, que aponta Lula da Silva como informante da ditadura militar, que não sofreu contestação do referido…
Outros políticos de todos os partidos mostram-se mascarados de “bonzinhos”, “reformadores” e “honestos”, e se revelam travestidos de bondade, maquiados de reformadores e de aparência enganosa.
Existem milhares desses fingidores na pirâmide da atividade política, da Presidência da República no ápice, descendo pelos ministros, senadores, deputados federais ou estaduais e prefeitos e vereadores dos mais longínquos municípios. Mostram-se defensores ou opositores ao poder constituído, otimistas ou insatisfeitos com a realidade, tudo para manter o status quo.
Na Justiça, é banal a “máscara do justiceiro” de magistrados que vendem sentenças e com elas a consciência. Muitos juízes aparentam uma postura que não corresponde à garantia dos direitos à punição dos crimes.
Ao lado dos proxenetas e eunucos da Política e da Justiça, existem, sem dúvida, honrosas exceções; temos políticos sérios, patriotas e bem-intencionados, e distribuidores da Justiça de excepcional espírito público, com saber, independência e equanimidade.
Infelizmente temos que admitir, penosamente, que a grande maioria dos homens públicos (não se pode usar “mulheres públicas” neste caso) podiam ser personagens de cinema, não no filme “V de Vingança”, que é contra o totalitarismo e a corrupção governamental; mas daquele filme de Chuck Russell, “O Máskara”, que traz Jim Carrey com a máscara de Loki, o deus escandinavo de pele verde que realiza loucuras desonestas e violentas.
Nos quadrinhos, os super-heróis também colocam máscaras e se transformam naquilo que não são na frente dos outros; esses são imitados na vida real como os “heróis petistas da corrupção”. No gibi de Lula-Loki e dos seus quadrilheiros, entretanto, sua aparência não é verde, mas vermelha…
EDUCAÇÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“É melhor não ser educado do que ser educado pelos seus governantes'” (Thomas Hodgskin)
“A nossa educação histórica deve ser orientada pela nossa experiência política. Não devemos nos irritar com os miseráveis resultados da direção da coisa pública se não estivermos resolvidos a cuidar de uma melhor educação política”. Este é o pensamento dos que defendem uma escola politizada. Mas foi escrito por Adolf Hitler, no seu livro “Mein Kampf”.
Aquela professora petista que teve o desplante de dizer que as crianças “não pertencem aos pais, mas ao Estado”, acompanha, sem dúvida, orientação nazista, assim como vários parlamentares lulopetistas têm o mesmo ponto de vista.
O pior é que estas fanáticas e histéricas paixões pelo Estado Onipotente representam um atentado à individualidade, ao direito à privacidade e à liberdade de escolha, consagrados à pessoa humana.
Adotado como uma forma narcopopulista do bolivarianismo tupiniquim, entra naquele acúmulo de erros, decisões descabidas e maus programas que a autodenominada “esquerda” brasileira vem cometendo ao longo dos anos.
Embora não tenhamos uma Constituição dos nossos sonhos, enxuta e objetiva, capaz de atender os anseios sociais da administração pública, encontramos regulados nela a garantia dos direitos fundamentais dos cidadãos.
Para vivermos numa Democracia, precisa-se respeitar esses direitos fundamentais da cidadania, o direito à vida, à intimidade, à igualdade, à segurança e à liberdade, inseridos no art. 5° da Constituição em vigor.
Constatamos, infelizmente, que o espírito de justiça social é alvo dos partidos totalitários e os aprendizes de ditador. Não é por acaso que os que combatem uma escola livre de partidarismo são os mesmos que defendem as ditaduras como Cuba e Venezuela.
Essa gente segue consciente ou inconscientemente os ensinamentos hitleristas, como o que foi expresso no “Mein Kampf” por Hitler – “A educação deve ser orientada de tal maneira que um jovem, ao deixar a escola, não seja um pacifista democrata ou coisa que o valha”.
Isto não é o que a humanidade aspira, e muito menos os brasileiros amantes da liberdade. Vem da cultura grega uma lição que o grande filósofo Sêneca nos deixou como herança: “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”.
Diante disso, cabe-nos reagir para enfrentar o ressurgimento das ideias totalitárias; não é possível que uma manada de búfalos fascistas imponha o modo de educar as crianças brasileiras para fazê-las robôs do Estado ou de um partido.
Na sua sabedoria o inconteste líder dos ingleses na luta contra o nazi-fascismo, Winston Churchil, escreveu que “Os fascistas do futuro se chamarão a si mesmos de antifascistas”. E é isto o que assistimos, alertamos e damos apoio ao movimento “Escola sem Partido”.
(Mein Kampf, 8ª edição em língua portuguesa “Minha Luta” da Editora Mestre Jou, 1962)
DELAÇÃO
MIRANDA SÁ (E-mail: miradndasa@uol.com.br)
“O trapezista morre quando pensa que voa” (Mário Henrique Simonsen)
Muito em moda, nas páginas dos jornais e conversação cotidiana, a palavra “delação” é um substantivo feminino com etimologia latina “delatione”, que define a ação de delatar, denunciar um crime cometido por alguém ou por si mesmo; revelação de um crime, delito ou ação ilegal.
Tem uma imensa sinonímia, na linguagem coloquial ou em “juridiquês”, como arguição, criminação, acusação, denunciação, denúncia, querela. Como denúncia, é a revelação intencional de crime, ou de qualquer comportamento errado, exposição ou divulgação de algo oculto ou ignorado.
Seu agente é o delator, do latim delator, “delatus”, particípio passado de DEFFERRE, “levar de um lado a outro”. O delator era visto não muito antigamente como um indivíduo abjeto, indigno de ser aceito pela sociedade.
Delator era o “dedo-duro” gíria que originou os verbos “dedar” e “dedurar”, já dicionarizados; aparecendo também como “dedão”, dedurador, “mandrake” “alcagueta” e “X-9”.
No combate ao crime, surgiu em vários direitos nacionais o instituo da colaboração premiada. Na legislação brasileira é um benefício legal concedido ao réu que numa ação penal aceite colaborar na investigação criminal ou entregar seus parceiros; e no Brasil, na expressão popular, o colaborador passou a ser o delator…
Dezenas de delações premiadas foram obtidas pelo MPF na Operação Lava Jato. Ex-diretores da Petrobras, doleiros, agentes de personalidades e partidos políticos, enfim, com uma verdadeira multidão, o instituto tem ajudado efetivamente a faxina para limpar o Brasil da corrupção.
Nesse cenário, uma bomba de milhares de megatons estourou a 18 de maio deste ano com os áudios divulgados com uma conversa de Joesley Batista, dono da JBS – um dos maiores frigoríficos do mundo e o presidente Michel Temer.
O empresário diz que por ordem do Presidente estaria pagando “mesada” a Eduardo Cunha e a Lúcio Funaro para que eles ficassem calados. Com isto, procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aceitou a denúncia reconhecendo o delito, fez um acordo espalhafatoso com o delator, e acusou Temer.
O acordo provocou discussões nos meios jurídicos e na opinião pública. Suspeitou-se da autenticidade das gravações e a Câmara inocentou Temer. Mesmo assim, pairou no ar nova denúncia que provocou acerba rixa entre o Presidente e o Procurador.
Agora estourou outra bomba com o anúncio de uma investigação para apurar indícios de omissão das delações de Joesley e executivos da JBF com práticas desonestas no acordo firmado pela Procuradoria.
Como resultado desta investigação, poderão ser cancelados benefícios dados a Joesley e de outros delatores no acordo de Janot, nunca digerido bem pelos brasileiros. Numa entrevista coletiva convocada por Janot, ele anunciou denúncias de que o promotor Marcelo Miller, seu auxiliar, colaborou com a JBS dentro do MPF.
Segundo os diálogos no novo áudio, Marcelo Miller instruiu Joesley Batista e Ricardo Saud para obterem um bom acordo de delação. Com a mesma pressa com que Janot instaurou o inquérito contra Temer, um dia após o pronunciamento dele foi instalada na Câmara uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).
Esta CPMI pode colocar em risco a delação chancelada pelo Procurador Geral da República, e assim arrestará os benefícios exagerados dados por ele a Joesley Batista e seus comparsas.
Dessa maneira, a delação e os delatores adquirem os epítetos que a colaboração premiada minimizou. Com a sua alcaguetagem não passarão de ser reles dedos-duros, “dedões”, mandrakes” e “X-9”… E corrupto Geddel com seu apê cheio de dinheiro? Só levando na galhofa: É o “Tio Patinhas da Corrupção”!
How To Write An Outline For My Educational Talk
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