DA VINGANÇA
MIRANDA SÁ Email: mirandasa@uol.com.br)
Chama-se Vingança qualquer ato danoso contra uma pessoa, castigando-a em desforra por lesões ou ofensa por ela praticados. A palavra tem origem no latim “vindicare“, que significa “reivindicar” ou “defender”, relacionada à “vindicta“, que significa “mostrar autoridade”; gramaticalmente em brasilês é um substantivo feminino usado para resignar uma retaliação praticada como represália.
Tomar uma vingança revela uma decisão pessoal ou coletiva para restaurar a justiça que faltou para punir legalmente alguém que causou um mal. Utiliza-se da força para castigar desgraças físicas ou morais causadas.
A Vingança tem uma presença emocional nas artes dramáticas, mergulhando nas profundezas da psique humana e nos princípios da moralidade ou repressão política. No teatro temos a digna referência com o poeta grego do século V a.C., Eurípides, e a tragédia grega “Medeia”, em que a protagonista, traída pelo marido, busca uma retribuição extrema, evidenciando a intensidade do desejo vingativo.
Na literatura, incluem-se os clássicos shakespearianos das peças Hamlet e “Otelo, o Mouro de Veneza”; e de Alexandre Dumas, o celebrado “Conde de Monte Cristo”. Um clássico no cinema, “Trono Manchado de Sangue”, de Akira Kurosawa, adapta “Macbeth” ao contexto japonês, enfatizando as consequências trágicas da ambição e da retaliação.
Também no cinema, “V” de Vingança tornou-se um clássico. É um filme de ação e suspense, trazendo a realidade virtual sobre o perigo do totalitarismo, da vigilância em massa e da perda da liberdade individual. Sob a direção de James McTeigue e produzido em 2005 por Joel Silver e pelas irmãs Wachowski, autores do roteiro, ambos possivelmente inspirados no “1984” de Orwell.
A sinopse descreve a Inglaterra sob uma ditadura impondo um sistema totalitário com táticas terroristas para reprimir qualquer manifestação opositora. Um herói solitário auto assumido como “V”, luta pela liberdade. A história é romantizada quando “V” salva da polícia secreta uma jovem chamada Evey e ela se torna sua aliada na luta pela liberdade e justiça.
No Brasil de hoje, vemos a Vingança adentrar na política brasileira com Lula da Silva, pelego da VW e informante do Dops, segundo Tuma Júnior, até hoje não desmentido, ser descondenado dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro pelos garantistas do STF.
Graças ao apoio dos democratas de Centro, temerosos de perder a liberdade ameaçada pelos golpistas Bolsonaro & Cia., elegeu-se o presidente da República. Empossado, trouxe de volta a gangue do Mensalão e do Petrolão, e com ela voltaram os corruptores das empreiteiras e os corrompidos dos sindicatos e dos movimentos sociais.
Cercado de fanáticos e mercenários, o Descondenado iniciou uma furiosa e irrefreável vingança contra a Operação Lava Jato, seus protagonistas da PF, do MPF e os juízes dos tribunais de primeira e segunda instâncias. Todas as medidas administrativas e reivindicações nacionais desceram ao segundo plano cedendo lugar às ações vingativas, translúcidas como água de esgoto. Quem ainda não observou como é transparente a água de esgoto?
Foi criada, então, uma temporada inimaginável de perseguições contra a Lava Jato, unindo lulopetismo e bolsonarismo como um eixo do mal, para vingar-se de quem mostrou à Nação a face horrenda da corrupção populista.
Assim, com este consórcio da falsa esquerda e da falsa direita formado para punir os inimigos da criminalidade, transparece claramente que a polarização que os confronta é apenas eleitoral. “Elles” agem da mesma maneira quando chegam ao poder: enquanto assaltam o Erário, tramam para subtrair as liberdades democráticas calando os reais opositores.
Estranhamente apoiado pelo sistema jurídico que domina o país, Lula atenta contra a soberania nacional ao dizer claramente que pediu a Xi Jinping um especialista em repressão das redes sociais. Esta censura, fralda de ditaduras nascituras, revolta os amantes da liberdade e impõe o desejo popular de Vingança; vingança que faz parte da obra prima de Lupicínio Rodrigues: “Vingança, vingança, vingança, aos santos clamar!”
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DOS MILAGRES
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
O filósofo David Hume argumentou que milagres são violações das leis naturais e que os testemunhos sobre eles são geralmente pouco confiáveis. Ele afirmou que é mais provável que o testemunho esteja errado do que um milagre realmente tenha ocorrido. (Volume d’ Os Pensadores, editado pela Nova Cultural em 1989).
Hume enfrentou a crítica de alguns teólogos com tímidas referências diversionistas, um deles, Eugen Drewermann, considerando-os “simbólicos” como expressão da psique humana mais do que eventos sobrenaturais…. Outro, Richard Swinburne, defende que a ocorrência dos milagres deve ser defendida pelos crentes como uma cosmovisão teísta…
O campo da religião esquematiza mais ou menos o que expressam estes pensadores da teologia sistemática (ou dogmática). Como organismos burocraticamente constituídos, o cristianismo, o judaísmo e o islamismo usam relatos de milagres como base das suas crenças.
Com isto, enfrentam a visão naturalista de Spinoza que no seu Tractatus Theologico-Politicus sustenta que tudo ocorre conforme as leis imutáveis da Natureza, e o que chamam “milagres” são eventos pontuais cuja causa desconhecemos.
O Catolicismo medieval exagerou, realçando os milagres de Jesus para dogmatizar a sua divindade; aproveitou-se dos relatos evangélicos pouco confiáveis, mas eficientes para fortalecer a fé dos seus seguidores.
Entre muitas descrições, destacamos milagres porventura praticados pelo Carpinteiro de Nazaré quando vivia entre pescadores no lago da Galileia; fazia-os em nome do “Pai”, como se referia a Deus. Para um evangelista, alimentou com eles milhares de pessoas com alguns poucos pães e peixes (Mateus 14:13-21)… E andou sobre as águas, para acalmar os discípulos em meio à tempestade (Mateus 14:22-33).
A palavra Milagre, como verbete dicionarizado, é um substantivo masculino de etimologia latina “miraculum“, que significa “prodígio, maravilha, coisa extraordinária”; e no nosso brasilês refere-se a um ato ou acontecimento fora do comum, inexplicável pelas leis naturais. Na religião, é qualquer referência de participação divina na vida humana.
Como a Ciência procura entender o mundo pesquisando ocorrências que não deixam dúvidas pela evidência concreta, esbarra na convicção de eventos inexplicáveis que são aceitos convictamente pela crença em coincidências pontuais aceitas pela fé sem ser comprovadas.
Será razoável depositar numa hipotética caixa que recolhe dúvidas, todas as questão discutíveis. Assim ouviríamos Orson Welles sabiamente alertando para a necessidade impositiva de duvidar, dizendo: – “Só os estúpidos têm uma confiança absoluta em si mesmos”.
Cedendo à teoria e apelando mais uma vez para Hume, temos dois níveis explicativos da causalidade; a precisão de uma explicação para fenômenos, e o esclarecimento para a relação entre o fato e o desejo de crer em algo sem comprovar a sua existência.
Concordo que é preciso guardar dúvidas sobre os antigos milagres praticados pelo Deus judaico-cristão, mas gostaria que se Ele os teria feito antigamente, seria razoável que viesse a fazê-los na contemporaneidade.
Isto levou-me à surpresa em saber que na PUC/RJ existe uma cadeira “Ciência da Religião”, e considero importante ver que os teólogos de hoje aceitam a Ciência como a busca para atitudes racionais conforme as leis que a Natureza oferece.
Assim, gostaria de encontrar condições objetivas para que os milagres voltassem a ocorrer; e que fossem através de um Deus cósmico, atemporal e onipresente, para nos encher de alegria fazendo um milagre com os togados do STF que se metem e falam em tudo, quando não deviam. O miraculoso os faria romperem o silêncio (que seria normal não fora a sua parlapatice) diante do roubo tsunâmico no INSS pelos pelegos lulopetistas.
Sem fugir da lógica e sem intervenção divina, eu voltaria a crer em milagres também, se a omissão da Suprema Corte perante a criminalidade fosse considerada por todos brasileiros e brasileiras.
Com esta unanimidade comprovar-se-ia dessa maneira o repúdio nacional ao terrorismo dos corruptos e corruptores instalados nos poderes republicanos….
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HABEMOS “CHANCELERA”
mirandasa@uol.com.br
Como ninguém elegeu Janja para coisa alguma ela se assumiu como “Chancelera”, uma virtual e ridícula posição governamental, inexplicavelmente aceita pelos semideuses do STF e sob aplausos da galera do “Aposentão” …
Na China, entre outras besteiras feitas, criou uma rebordosa tal que conseguiu irritar os pacientes milenários chineses, impacientando o presidente Xi Jinping e a 1ª dama chinesa Peng Liyuan, lembrando que anteriormente, diplomatas chineses haviam pedido a ausência dela nas reuniões de cúpula.
Inafastável pela submissão de Lula, durante um encontro do Marido e o Presidente, Janja pediu a palavra para criticar a rede social TikTok, uma das principais plataformas digitais da China (críticas que Trump faz nos EUA).
Recebeu de Xi Jinping uma abrupta e seca resposta: Disse esperar que o Brasil, se considerar necessário, tenha mecanismos legais para regular ou até banir a plataforma.
Segundo os correspondentes que cobrem a visita brasileira na China, este diálogo forçado pela Chancelera criou um constrangimento geral entre os anfitriões e a própria delegação brasileira.
Aqui entre nós pegou tão mal que o comentarista global, Otávio Guedes, sempre comedido em críticas a Lula, disse ao vivo e a cores na GNews que “a primeira-dama do Brasil, Janja protagoniza “climão” em encontro com Xi Jinping. “Simplesmente vontade de exibir poder. […] O brasileiro não deu poder a ela. O Brasil deu poder ao Lula.”
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DAS PROCISSÕES
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
A canção de Gilberto Gil, “Procissão”, é um clássico da MPB cuja letra por pressão e covardia do autor, foi modificada três vezes, mas não se perdeu a original que começa assim: “Olha lá vai passando a procissão/ Se arrastando que nem cobra pelo chão/ As pessoas que nela vão passando/ Acreditam nas coisas lá do céu…”
As procissões religiosas são atos de fé e devoção com raízes antigas, remontando ao longo da História manifestações multifacetadas que refletiam a cultura popular das sociedades em que ocorreram.
No antigo Egito, a festa de Opet compreendia uma grande procissão ao longo da avenida das esfinges, onde o deus Amon, sua consorte Mut e filho Khonsu, cada um sobre uma barca dourada, eram levados do templo de Karnak até Luxor.
O budismo leva os seus seguidores a dar voltas silenciosas em torno de uma Árvore Bodhi, invocando forças espirituais para apoio ou proteção. Segundo a tradição, foi sob a árvore sagrada que o primeiro ser humano alcançou a iluminação e onde Siddharta Gautama no século VI antes de Cristo, tornou-se Buda.
Os gregos e romanos as apresentavam em homenagem a Dionísio ou Baco, ao final da colheita das uvas. Do outro lado do Atlântico, os maias realizavam procissões com dança, música, e mesmo sacrifícios humanos, para comemorar diferentes períodos do calendário maia, como o ano novo e eclipses solares.
Também faziam procissões os antigos judeus, na Páscoa, em Pentecostes e na Festa do Tabernáculo. Na Torah são relatadas diversas procissões: (Êxodo 25:10-15, Josué 3:5-6;14-16, Josué 4:4-5;15-18, Josué 6:4, Números 10:33-34).
Este Velho Testamento deixou a tradição de procissões como herança para cristãos, e com o catolicismo elas se multiplicaram, eclodindo na Idade Média com a exibição de imagens e suspeitas relíquias….
Dicionarizado, o verbete Procissão é um substantivo feminino que se refere a um cortejo com pessoas caminhando na mesma orientação de crendice e de roteiro. Este desfile em diversas religiões é organizado pela burocracia sacerdotal com versificadas orações cantadas em refrão.
A etimologia da palavra é latina, “processĭo, -ōnis“, proviniente de “procedere”, no sentido verbal de “ir adiante”, “avançar”, “caminhar”, mencionando pessoas em grupo caminhando de maneira formal ou cerimonial.
Émile Durkheim, psicólogo, filósofo e sociólogo francês que emancipou a Sociologia como autônoma, argumenta que as procissões reforçam a solidariedade entre os membros de uma comunidade.
E esta observação nos leva aos desfiles políticos, marchas cívicas e cortejos religiosos; manifestações que passaram a ser exploradas eleitoralmente nas democracias ou como demonstração de apoio nos regimes totalitários.
Durante muitos anos, assistimos as Marchas de 1º de Maio, em desfiles de protesto e propostas sindicais em defesa dos trabalhadores. Muitas vezes iam às ruas enfrentando a repressão dos governos a serviço do patronato reacionário.
As conquistas do Mercado de Trabalho, lentas, graduais, mas sempre revitalizando e atendendo reivindicações, esvaziaram os slogans revolucionários, afastando os extremistas da movimentação; e a última pá de cal sobre o túmulo do anarco-sindicalismo, foi a criação fascista da pelegagem que mercenarizou os líderes de classe vendidos aos governos ou ao patronato.
Neste Ano do Senhor de 2025, o 1º de Maio trouxe o exemplo mais-do-que-perfeito da degenerescência sindical no Brasil, com os pelegos roubando os aposentados e pensionistas com ajuda governamental, uma ação criminosa que impediu a presença demagógica de Lula da Silva nos comícios esvaziados.
Em verdade, diante da enxurrada de corrupção em seu governo, o traidor da classe trabalhadora, corrompido, corrupto e corruptor nada tinha a dizer a não ser as mentiras marqueteirizadas de sempre.
Isto nos leva à realidade seguindo uma Procissão compromissada em ajudar o novo papa, Leão 14, agostiniano, que quer construir pontes para relacionar toda a gente sem distinção, em defesa da Paz; e assim vislumbra um mundo melhor.
DAS COINCIDÊNCIAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
A vida é cheia de coincidências; mas as coincidências que encontramos nos círculos políticos são exageradas. Como verbete dicionarizado, a palavra Coincidência é um substantivo feminino vindo do latim vulgar “coincidere”, significando a condição de dois fatos ocorrerem igualmente por acaso.
Não encontramos para Coincidência um sinônimo perfeito que represente claramente sua significação, a justaposição de situações distintas em tempo e espaço. Nada tem a ver com coexistência, nem concordância, nem semelhança; o mais próximo que achei foi simultaneidade, e mesmo assim passa raspando….
“Uma vez acontece. Duas vezes é coincidência. Três vezes é ação inimiga” é a definição jocosa de Ian Fleming, militar, escritor e jornalista britânico conhecido mundialmente como inventor de James Bond.
Isto está exemplificado pela História Geral no caso ocorrido na 2ª Guerra com o prodígio da engenharia naval alemã nazista que, lançado ao mar, fez o almirantado inglês temer pela sua invulnerabilidade; mas a 27 de maio de 1941, por uma coincidência, uma bomba lançada pelo encouraçado inglês Prince of Wales entrou em uma das chaminés do navio alemão e explodiu a casa de máquinas.
Até hoje nos círculos navais se discute este fato de um dos navios mais lendários do mundo afundar na primeira batalha naval de que participou.
No campo do fantástico situações que ocorrem simultaneamente temos a história de um milionário norte-americano que simples empregado numa granja, indo a uma barbearia ouviu do cabelereiro que tinha palhetas de ouro nos cabelos. Ele se lembrou que havia tomado banho num riacho que corria num terreno devoluto e foi ao órgão competente registrar o terreno como sua propriedade. Assim fez a sua fortuna explorando o ouro que havia ali em profusão.
Como piada, temos de Leon Eliachar, humorista que fez sucesso no século passado, quando o gênio não se acovardava, traz no seu livro “Homem Ao Quadrado”, um problema brasileiríssimo: – “A pontualidade é a coincidência de duas pessoas chegarem ao encontro com o mesmo atraso”. Brasileiríssimo.
O modo de pensar independente desconfia das coincidências; achamos que o que é repetido por duas pessoas sobre um fato ocorre por acidente, pode se considerar coincidência, mas quando surge uma terceira versão tem, sem dúvida, um propósito.
Isto se observa sempre no infelicitado Brasil quando coincidentemente elevou-se na política uma polarização entre populistas corruptos. Neste confronto ensaiado como as disputas dos cordões azul e encarnado nas lapinhas folclóricas.
Antes, as disputas eleitorais eram jogadas de compadrio com uma duração marcada; terminada a eleição tudo voltava à estaca zero. Hoje esta política esquizofrênica, tem reflexos escandalosos como ocorre no assalto aos aposentados e pensionistas do INSS vítimas de descontos ilegais por uma gangue sindicalista.
Encontramos aí coincidências memoráveis. Vejam que os descontos do INSS atingiram 60% dos aposentados, por justaposição foram 19 cidades do Nordeste as mais atingidas; a maioria vive em áreas rurais, segundo a CGU…
Por coincidência o ministro Carlos Lupi, que havia sido demitido no Governo Dilma por denúncias de irregularidades em convênio, teve conhecimento do assalto ao bolso dos velhinhos em 2023 e somente dois anos depois diz que a demora se deveu à “burocracia” …
Também por coincidência um dos envolvidos no roubo é o irmão de Lula, Frei Chico, cujo sindicato teve um aumento de 564% em repasses do INSS nos últimos 5 anos; e ocupa duas situações: o apelido de “Frei” é porque embolsava um “terço” da arrecadação sindical; e recebeu uma ajudinha com a dispensa da biometria e agora foi poupado na lista dos acusados….
Das coincidências advocatícias, temos a imoral – para não dizer criminosa, a contratação por uma das entidades investigadas pela PF do advogado Enrique Lewandowski, filho do ministro Ricardo Lewandowski!
Há muitas outras situações e compatibilização de ocorrer ao mesmo tempo. A mais interessante é ver-se Lula não demitir Lupi, réu confesso; comenta-se que com isto se repete o caso do asilo dado à ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia condenada por lavagem de dinheiro em um caso envolvendo a construtora Odebrecht. Tanto Nadine como Lupi são arquivos vivos sabendo demais sobre o Pelegão descondenado.
Finalmente uma coincidência que serve de prova para condenar o Governo Lulopetista; vê-se o líder do governo na Câmara Federal, Lindenberg Farias e a ministra petista Gleise Hoffman postar-se com afinco contra uma CPI para investigar o crime na Previdência. É uma suspeição explícita da participação do Chefe no esquema.
Coincidir, ajustar, compatibilizar e concordar é a inútil tentativa de terceirizar o assalto dos corruptos, fugindo do envolvimento no esquema bilionário de fraudes contra aposentados do INSS…. E coincidentemente tudo sob o silêncio ensurdecedor do STF.
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DOS ABSURDOS
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
Não é de agora que nos deparamos com coisas ilógicas, despropositadas e contrárias ao bom senso. Considerações que chamamos de “Absurdos”. E está claro que nos tempos paradoxais em que vivemos o que vem de longe piorou muito….
Como verbete dicionarizado, Absurdo pode ser adjetivo e substantivo; no primeiro, o que é contrário à razão e ao bom senso; que não faz sentido; e como substantivo, algo disparatado e insensato; figurativamente, projeto fantasioso, utopia.
O Absurdo chama atenção para o que é Ilógico, Incoerente e foge às normas estabelecidas pelos costumes dos povos no mundo inteiro; e é por isto que merece ser estudado; mas, pela abrangência planetária, será de bom tom limitar as pesquisas aos absurdos ocidentais….
Mesmo assim, o campo é vasto, intervindo em todas ações humanas em sociedade; na arte, na ciência, nos costumes, na literatura, na política e na religião. Percorre na trilha da História como um burro com as cangalhas carregadas de irracionalidades. Inauditas.
Na prancheta das artes lamentamos o desaparecimento das maravilhas do mundo antigo, restando apenas a Grande Pirâmide de Gizé e a Muralha da China; a Ciência esqueceu a revolução ocidental da Medicina, guardando dela apenas a memória de Hipócrates.
O comportamento humano em sociedade também deixou que as classes dominantes omitissem os horrores da escravidão indígena e negra, que deletasse a brutalidade da Inquisição, esquecesse o brutal colonialismo europeu que oprimiu e saqueou os povos na África e na Ásia; e fantasiasse que sob a bandeira da Cruz, viu-se a conquista espanhola e portuguesa das Américas dizimando povos e destruindo as civilizações do México, Mesoamérica e Andes.
Perdura até hoje a estreita mentalidade colonialista nos poderes brasileiros. No caso a Justiça o que vemos é a leniência com o crime, principalmente com a corrupção e se vê o absurdo da facção criminosa de São Paulo, o PCC, manter um Tribunal mais ágil e mais justo, condenando à morte o bandido que sequestrou, violentou e matou uma estudante da USP.
Igualmente correndo nas pistas das incoerências e despropósitos, a religião judaico-cristã se divide entre negocistas frente a um balcão de venda dos evangelhos fraudulentos e a adoração judaico-católica dos fantásticos contos das mil-e-uma-noites sobre a origem da vida num livro “escrito” por seu deus humanizado.
São absurdos as fantasias da Torah (Velho Testamento), o absurdo anticientífico da criação do mundo em 6 dias (Gênesis 1), o mito da criação em conflito com a origem da vida (Gênesis 3); com pessoas vivendo centenas de anos (Matusalém 969 – Gênesis 5:27); a saída dos hebreus do Egito pela abertura do Mar Vermelho (Êxodo 14) …. E vai ao extremo com todos os animais do mundo salvos do dilúvio na arca de Noé.
Na vertente cristã do judaísmo a História registra a morte do cristianismo primitivo tornando-se uma religião imperialista, coroando como “rei dos reis” o Carpinteiro de Nazaré um homem comum, altruísta e milagreiro que andava com pescadores, empregados, prostitutas e inválidos.
Sua trajetória tornou-se um dogma baseado na suspeita verdade de Mateus, Marcos, Lucas e João transcrevendo nos quatro evangelhos “oficiais” o disse-me-disse transmitido oralmente durante 100 anos. Foram aprovados nos primeiros concílios de Cartago e Niceia ao gosto da hierarquia eclesiástica da nova religião; e excluídos outros depoimentos como os evangelhos de Tomé, de Filipe, de Maria Madalena, de Judas e o Protoevangelho de Tiago.
Resultantes desses absurdos culturais, nações inteiras caíram no lamaçal do fanatismo e convivem com os disparates paradoxais da absurdez jurídica vendo-se o STF, leniente com o crime, silenciar com o asilo dado por Lula a ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia, condenada pelo Tribunal Superior Nacional do seu país por corrupção.
Quando abordamos a política – onde tudo que é insensato -, assistimos Edinho Silva um dos principais hierarcas do PT, dizer em longa entrevista que Lula deve manter o pelego Carlos Lupi no ministério, mesmo com a descoberta da gigantesca fraude no INSS; reconhece que o traidor da memória de Brizola é um dos raros políticos não petista que defende o sindicalismo de coalizão com o crime organizado.
Vê-se desta maneira que a realidade brasileira não é lógica ou racional, é contrária à razão e ao bom senso; revolta como absurdo a quem é contra a polarização eleitoral dos dois populistas corruptos, um se assumindo falsamente “de esquerda” e outro falsamente se assumindo como “de direita”.
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DA ROTINA
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
Uma das definições de Rotina que mais me agrada é vê-la como a forma organizada de viver. Há pessoas que não consideram este tipo de rotina como norma, dizendo que quem o adota tem uma vida de tédio, sem a graça do aventureirismo, a fuga dos padrões e o enfrentamento do inusitado.
É aí que encontro na sabedoria popular a resposta democrática para quem pensa diferente, seguindo o ditado: “Em cada cabeça uma sentença”; seja, que cada um interprete e assuma uma posição diante da sua realidade.
Como verbete dicionarizado, Rotina é um substantivo feminino com a etimologia de origem francesa “routine”, significando caminho sempre obedecido e usual e repetida maneira de realizar tarefas cotidianas.
Há figuradamente a definição de “conservadorismo que se opõe ao progresso”. Esta, então, é completamente descabida, como vejo nas redes sociais, principalmente nos grupos em que navego, “Tribo do Bem” e “#BrasilConsciente”, em que os participantes mantêm coerência pessoal, sempre enriquecendo os argumentos.
Confesso que neste meu convívio pouco me preocupa em cobrar posições assumidas diferente das minhas; analiso mais e melhor os protagonistas de fora, para entender o que se passa além da bolha. Desta maneira, estabeleço a rotina de analisar os fatos conforme chegam virtualmente.
Como rotina pessoal, trago o exemplo do que se passou comigo um dia desses, quando ainda convalescente da queda que sofri, fui ao Centro com a minha mulher cumprir duas obrigações intransferíveis: o cadastramento exigido a pessoas da minha idade pelo Ministério da Economia.; e, no Cartório de Títulos, confirmar um pagamento do IPTU já realizado.
Fugi à Rotina, não foi? Mas, ao voltar para casa, entreguei-me por completo ao meu dia-a-dia. Uma partida de Canastra às 11,30h e o aperitivo do almoço; almoçado, fui à sesta – a notável rotina dos mexicanos –, cochilando ao som da minha vitrolinha de cds.
Alertado pelo despertador para assistir o jogo do Arsenal contra o Real Madri, assisti um belo espetáculo que me levou ao futebol brasileiro do passado, aquele das jogadas individuais que eu adorava na juventude, nada parecido com o futebol europeu.
Lá na Europa, a atuação em campo dos profissionais obedece a estratégia dos recuos atraindo o adversário para possibilitar o contra-ataque, um esquema psicológico que vem sendo usado pelo técnico flamenguista Davi Luís e esquecido pelo time ao jogar contra o Central de Córdoba, perdendo de 2 x 1…
Após a diversão com o futebol, fui à leitura. Estou relendo o Dicionário Filosófico de Voltaire e concomitantemente folheio o curioso debate de Bertrand Russel com o padre Copleston sobre a existência de Deus.
É assim que levo a vida desde muitos anos. Domesticação, diversão e estudo, a fuga da banalidade que enxameia o noticiário televisivo, idiotizando as massas com debates ensaiados e comentários repetitivos, comprovando o que vaticinou Joseph Pulitzer ao dizer que: – “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”.
Do antigo jornalismo contestador, independente e vibrante, sobrou infelizmente um produto degenerado., que exemplificou ao silenciar contra a criminosa censura da ESPN e sem se solidarizar com os jornalistas demitidos pela denúncia que fizeram contra a CBF, um covil de bandidos com tentáculos no STF e na Presidência da República.
Enquanto isso, temos um público vil de cabeça feita pela conspiração midiática do Sistema, mantendo acesa a nojenta polarização dos dois populistas corruptos, Bolso e Lula…. E é este público que observo rotineiramente fora dos grupos que sigo no “X” e no “BS”.
Enquanto mantenho o respeito pela opinião alheia que discorda da minha, a manada garroteada pela polarização discrimina e xinga com ataques pessoais que se sobrepõem ao argumento.
Por isto, venho repetindo rotineiramente a máxima de Lao-Tsé: “Reaja inteligentemente mesmo a um tratamento não inteligente”, exaltando a educação no trato com outrem e a defesa da liberdade da expressão do pensamento. Esta foge do tédio, pela animação no confronto das ideias que desejamos “conservar” política e filosoficamente.
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DA MITOLOGIA
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Como parece estarmos de volta à exaltação da Cultura, lembrei-me do presente que o Teatro nos dá, desde a antiga Grécia, quando Eurípedes escreveu “Hipólito” (Ιππόλυτος) com um tema que se tornou clássico com a obra da Racine “Fedra”.
Na versão dos dois, temos uma tragédia ambígua descrevendo a desventura de Fedra que era esposa de Teseu e se apaixonou por Hipólito, filho ilegítimo do marido, propondo-lhe a consumação desse amor… E Hipólito recusou-lhe.
A ambiguidade da interpretação mitológica em que um aceita e outro nega, levou-me a relembrar das vésperas da fracassada conspiração golpista e o relatório do Ministério da Defesa sobre as eleições – onde jamais deveria ter se metido -, acendendo uma vela a Deus e outra ao diabo.
De um lado, assegurou a legitimidade das urnas eletrônicas “em nome da verdade” que, segundo o Boletim do Exército, é o símbolo da honradez militar; mas, do outro lado, serviu à ambição do ex-Presidente, levantando a hipótese de um tal “código secreto”.
De secreto já temos os mergulhos na impunidade, com os sigilos de cem anos do Executivo e o orçamento camuflado dos picaretas do Congresso Nacional; com o “Relatório” inventaram mais um, para satisfazer as loucuras golpistas da seita bolsonarista….
A turma adoradora dos “Deuses das Rachadinhas” deveria se preocupar em fazer oposição ao eleito, Lula da Silva, sem deixar que o próprio partido dele, o PT, se encarregue disto como sempre faz. Bastaria aproveitar-se da experiência que assistimos com Bolsonaro, que se derrotou a si mesmo, ao adotar os desvarios extremistas dos filhos.
Para combater Lula, começariam por vê-lo como o Rei da Demagogia, que governa com os malabarismos da pelegagem sindical driblando a Lei para arrancar dinheiro do contribuinte na ânsia de pagar as promessas de campanha.
… E já que comecei surfando nas ondas dos mares Egeu e Jônico que banham a Grécia, vou à figura de Midas, rei da Lídia, que entrou no disse-me-disse do folclore ocidental pela riqueza imensa e distribuição em ouro para conquistar intelectuais com uma espécie de Lei Rouanet da sua época
Por uma concessão do deus Baco, tudo em que Midas tocava virava ouro; por isto, a sua querida filha Phoebe transformou-se em estátua de ouro ao encostar nele. Imitam-no os populistas fascistóides (não importa a ideologia que adotem, sejam de direita ou esquerda) que usam a riqueza nacional para se manter no poder.
Dessa maneira vê-se a disseminação da pandemia populista latina (cuja febre tem alcançado também na Europa francos, normandos e saxões). O princípio desta política é dúbia; enfrenta o contraditório da responsabilidade fiscal com o populismo distributivo.
O populismo é um mergulho na corrupção a fim de conquistar adeptos e comprar votos pensando na futura eleição. Vale para os dois polarizadores eleitorais, Bolso e Lula, aplaudidos e acompanhados por comparsas capazes de tudo, seja nos desvios de conduta, seja no sonho fascistóide de se manter no poder.
De um lado, Bolso se inflou na política praticando o sindicalismo fardado e investindo contra o Erário; foi derrotado na tentativa de reeleição; do outro lado, seu vencedor, Lula, olha somente pelo retrovisor da História fazendo uma política que se limita em distribuir com o dinheiro público esmolas com fito eleitoral.
Ouvimos repetidamente declarações dos atuais ocupantes do poder a intenção de seguir na trilha pantanosa da irresponsabilidade fiscal como se fora a “socialização” do Erário através de bolsas e de cotas…. Contra isto, se ouve ecoando no continental território brasileiro o toque de alerta para os autênticos patriotas, mostrando a volta da corrupção e a necessidade urgente de se fazer mudanças na política e na economia.
Para enxergar a realidade e reconstruir o País, não é preciso pegar carona na permanente insatisfação dos caminhoneiros, nem os usar para bloquear estradas; basta-nos pegar metrô e ônibus, ir à feira, à farmácia ou ao supermercado, para ouvir “nos ouvidos” as reações do povão. Esta é a verdadeira contestação e a razão de gritar “fora Lula”.
Sente-se que está em curso a revolta popular refletida e atestada por várias pesquisas de opinião pública, mostrando a queda vertiginosa da popularidade de Lula da Silva e do seu governo.
São números e percentuais que não se limitam à horda dos fanáticos apoiadores do mito frouxo e corrupto, assentados em argumentos levianos para justificar o quebra-quebra de Brasília, planejado para dar sustança a um golpe de Estado.
Aliás, a cabulice dos polarizadores Bolso e Lula limita-se a preparar-se para as próximas eleições, sem pensar no País e na Nação, mas apenas em si próprios. E nisto, sem nenhum pudor, os seus seguidores também colaboram com o estúpido fanatismo.
Nesta Mitologia viva e ululante como larva de esgoto, temos deuses nos três poderes republicanos que se aquecem na fogueira do poder desde as Capitanias Hereditárias do favoritismo, dos degredados, dos cruéis predadores de índios e dos escravocratas.
É o “Sistema”.
DAS APALPADELAS
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
Tirei da escritora chilena Izabel Allende o curioso termo “Apalpadela”, um substantivo feminino originário do verbo transitivo apalpar, significando tatear, tocar com a mão e figurativamente, sondar. O verbo é de etimologia latina palpare (palpo,as,āvi,ātum,āre), “acariciar.”
Algumas “apalpadelas” nadam nas raias da delinquência, abuso sexual, no mínimo assédio e muitos passam a mão na História estudando origens e encontrando o cheiro nauseabundo das capitanias hereditárias como herança dos conquistadores ambiciosos que criaram o Sistema que persiste até hoje.
É contra isto que fui à pesquisa do porquê o Consórcio STF-Lula deseja censurar as redes sociais apoiado nos picaretas do Congresso e nos títeres da magistratura. Curioso é que repetem as mesmas táticas, assumindo-se como democratas atentando contra o direito à livre expressão do pensamento.
Nada de Democracia; é puro fascismo. Muitos, por analfabetismo ou ignorância, não sabem o que é o fascismo, ideologia política criada na Itália pelo ex-anarquista Benito Mussolini, adotando a palavra da tradição romana do “fascio” – um feixe de varas de bétula branca amarradas por correias vermelhas – símbolo da união nacional.
Jornalista, Mussolini alertou num artigo que uma vara é quebrada facilmente; algumas dão dificuldade de parti-las e muitas juntas tornam-se impossível de quebrar. Assim pediu a união dos italianos contra o comunismo, prometendo-lhes um socialismo nacional.
Conquistando o poder (a História registra como) o fascismo estabeleceu com a máscara de “nacional socialismo” a repressão ditatorial do “Capitalismo de Estado” totalitário, perseguindo e prendendo opositores, principalmente sindicalistas, em sua maioria anarquistas, comunistas e socialistas.
Esta reação contra os sindicatos de trabalhadores eliminou os membros antifascistas e estendeu resta perseguição aos círculos acadêmicos e meios científicos, literários e artísticos, estabelecendo limites às suas atividades e correspondência.
Assim recriou os sindicatos, as academias e as associações de artistas e intelectuais, transformando-os em órgãos governamentais e partidários; entregou as direções aos colaboradores do regime. Influenciou e foi imitado por ditadores populistas latino-americanos, como Vargas, no Brasil, Perón, na Argentina, e Eleazar López Contreras na Venezuela.
Aqui, os agentes governistas foram chamados de “Pelegos”, alcunha criada para indicar os líderes sindicais atrelados a um Ministério (aqui, “do Trabalho); na Argentina com o modelo peronista, ficaram conhecidos (e ainda hoje o são) como “amarelos”.
Implantada a ditadura militar em 1964, o palco trabalhista brasileiro manteve uma estreita unidade sindical dos comunistas liderados por Luiz Carlos Prestes com os trabalhistas, sob a orientação de Leonel Brizola. Traçando a estratégia da abertura “ampla, geral e irrestrita” o general Golbery do Couto e Silva investiu contra isto.
Prevendo a redemocratização, Golbery traçou a estratégia de uma disputa sindical criando o PT contra a hegemonia da aliança de esquerda. A legenda PT (lembrando a sigla e a proposta do Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialista Alemão) foi entregue ao pelego da VW, Lula da Silva, informante do Dops paulista, segundo denunciou Romeu Tuma Júnior. Sem desmentidos.
Com o apoio do irmão metalúrgico, dissidente do PCB, s trotskistas e católicos “de esquerda”, Lula, espertíssimo, havia se tornado o centro das atenções nos meios sindicais; este êxito subiu-lhe à cabeça e sucumbiu à vertigem politiqueira, virando o astro dos intelectuais obreiristas e descontentes com o comunismo pró soviético e o trabalhismo getulista.
O forte apoio da Igreja Católica que conquistou com a esperteza da pelegagem, Lula teve a capacidade de controlar o partido, eliminando a democracia interna e expurgando os livre pensadores de esquerda.
Sob forte influência trotskista expressada por José Dirceu mostrou os seus propósitos totalitários que só não levou adiante pela ambição de enriquecer, recolhendo o butim fornecido pelas empreiteiras corruptoras, principalmente a Odebrecht criada por Emílio com o seu sobrenome.
O filho de Emílio, Noberto Odebrecht, assumiu a empresa, e temendo a ascensão de Lula, ouviu do pai o que que lhe disse Golbery sobre o Pelego: – “Emílio, o Lula não tem nada de esquerda. Ele é um bon vivant“…. E, a partir daí o Pelego surfou no pântano da corrupção.
Quem primeiro reconheceu isto foi um dos iludidos fundadores do PT, Hélio Bicudo, jurista e ativo militante dos direitos civis, declarando que: – “O Lula se corrompeu e corrompe a sociedade brasileira como ela é hoje através da sua atuação como presidente da República”.
É esta figura sinistra que protagoniza um dos elementos da polarização eleitoral que atenta contra a Democracia; do outro lado está Bolsonaro, capitão afastado do exército por subversão, que, cercado por um grupo fascista, adota o slogan “Deus, Pátria, Família”, da Ação Integralista Brasileira, partido criado por Plínio Salgado como versão tupiniquim do Partito Nazionale Fascista, de Mussolini.
Os autênticos patriotas e defensores intransigentes das liberdades democráticas, ficamos contra estes antagonistas corruptos que desmascaramos e enfrentamos nas redes sociais às apalpadelas para despertar o povo com o combate à imunda polarização tentacular, estendida criminosamente aos três poderes republicanos.
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DO ARBÍTRIO
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
Líder da concentração de poder monárquico na Europa, o rei Luís XIV instalou o absolutismo na França e, como a vitaliciedade dos semideuses do STF, teve o mais longo reinado da História. De 1643 até à morte, em 1715.
Criou a própria alcunha de “Rei Sol”, impondo por maciça propaganda a aceitação popular da personificação caracterizada pelo absolutismo que manifestou com uma frase famosa: “O Estado sou Eu”.
Lembremos que nos primórdios da civilização, com as pessoas na dependência dos deuses, os sacerdotes foram intermediários entre o divino e o humano nos antigos impérios reconhecendo que os reis, como suprema autoridade religiosa, (ainda são na Inglaterra) foram outorgados de autoridade política.
Os historiadores concluem nos seus estudos sobre a autoridade política dos reis, pela atribuição de rei-sacerdote, como escreveu Fustel de Coulanges no seu livro “A Cidade Antiga”.
Dessa maneira, nos primórdios da civilização, ficou estabelecida a relação entre o poder, a religião e a sociedade. Contra este princípio, a História da Civilização registra que somente no século 5ª a/C a autoridade impondo obediência foi combatida pelo dialeta grego Anaxágoras, um filósofo defensor de que há uma inteligência universal que governa tudo e dá liberdade aos seres humanos para expressarem suas opiniões.
Este postulado reviveu na modernidade com o pensador francês Denis Diderot dizendo que “Nenhum homem recebeu da natureza, o direito de mandar nos outros”. Vemos então que a filosofia da Grécia antiga assumiu uma resistência que foi reconstruída no século 18, uma atitude democrática que nós, brasileiros, ainda não assumimos, mesmo com visão libertária atual.
Por ignorância ou covardia, muitos deixam de combater o arbítrio quase religioso das sentenças monocráticas do STF sob o manto fraudulento da “defesa da Democracia”, que evoca a lembrança do alerta que Martin Luther King nos legou: “Nunca se esqueça que tudo o que Hitler fez na Alemanha era legal para os juízes daquele país”.
Infelizmente isto não entra na cabeça de seguidores da ideologia distorcida do culto às personalidades políticas, cujos antolhos do fanatismo não lhes permite ver a reimplantação da censura ditatorial proposta pela Suprema Corte, como vemos nas entrevistas de alguns togados.
Voltando à resistência dos gregos antigos contra o totalitarismo, tivemos também os antigos sofistas que travaram uma guerra contra os preconceitos e a obtusidade ultrapassada do poder constituído, pregando os direitos da cidadania assegurados por uma justiça racional e não na política dos togados do STF.
A arte de raciocinar e se manifestar combatendo velhos costume pelo exercício da cidadania independente e livre, deve voltar a ser pensada, discutida e implantada, para garantir a autêntica Democracia não adjetivada como fazem os amigos de ditadores.
No nosso caso, não somos obrigados a nos submeter ao poder instituído se seus gestores não cumprem as prerrogativas constitucionais. Recentemente, assistimos a tentativa de nos levar à servidão das decisões particulares de alguns juízes auto assumidos de uma autoridade que não lhes cabe.
Lembro o atentado perpetrado contra o “X”, penalizando 21,4 milhões de usuários da rede em consequência de um choque de personalidades vaidosas do ministro Alexandre Moraes e seu presumido símile, dono da empresa, Elon Musck.
Com esta infâmia, encontramos a semelhança com Luiz XIV do meritíssimo Alexandre – de alcunha “Guardião da Democracia” – e o “Rei Sol”, na prática do arbítrio e a ascendência do poder sobre a cidadania. E o pior é que Ele não está só, tem o apoio dos demais ministros, deixando o Brasil inflacionado de luíses catorze….
Entre eles, a presença de um camaleão, Flávio Dino, que muda de cor e posição; já que se declarou branco, pardo e preto e se dizendo democrata ressuscita Stálin, ao censurar velhos livros de Direito com o argumento de trazerem homofobia; felizmente, por ignorância, ainda não investiu contra as descrições sexuais que a Bíblia traz…
Diante do arbítrio da ditadura jurisdicional que Rui Barbosa criticou, é chegada a hora de quebrar os grilhões do mando arbitrário, admitindo a premissa de Ulisses Guimarães de que “a Pátria não pode se tornar capanga de idiossincrasias pessoais” e repisando com um truísmo que merece eco: “A Nação quer mudar, a Nação deve mudar, a Nação vai mudar”.
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