História – há 87 anos…

Comentários desativados em História – há 87 anos…
Compartilhar

06/07/ 1921 – 50 anos da morte de Castro Alves

“Castro Alves, que foi um lírico admirável, também atuou nos movimentos nacionais, colaborando nas campanhas democráticas e, principalmente, no generoso esforço do abolicionismo. Neste momento em que se comemora o cinqüentenário de sua morte, é justo que todos se associem à homenagem piedosa, que todos devemos a um poeta maravilhoso que soube sofrer as dores nacionais e que soube batalhar pelas idéias abnegadas e pelos planos democráticos”. Jornal do Brasil

50 anos de morte de Castro Alves

Foi nos primeiros anos da juventude, ao livrar-se da austeridade do convento em que morou, que o baiano Castro Alves começou a escrever sua intensa e efêmera história. Ao invés de dedicar-se aos estudos acadêmicos, ingressa na política, mostrando sua firme veia abolicionista, ideal que habitou grande parte de sua obra. Entre um artigo e um soneto, vive a paixão de uma atriz portuguesa.

Mas, eis que subitamente, no meio do caminho da glória, um tropeço existencial.
A atriz o abandona. O poeta perde o gosto de viver, e desiste da sua obra. Para resistir ao golpe, dedica-se à caça, que por acidente o faz amputar a perna.
Sem êxito na cirurgia, é ameaçado por uma gangrena. A saúde nunca mais será a mesma. Descobre um novo amor, em tempo de escrever a última obra: Espumas Flutuantes(1870).

A eternidade de uma vida breve

Para os românticos, morrer cedo era quase uma necessidade. Iam-se na flor da idade, como se dizia. Mas não sem esgotar antes, tudo o que o mundo tivesse para lhes oferecer em alegrias e em dores, geralmente mais em dores do que em alegrias, pois o sofrimento era um elemento indispensável à realização do herói romântico. Castro Alves não escapou a esse destino.

Mas, contrariando os colegas de escola, explorou a vida em outra direção. Dedicou o máximo de suas energias às causas cívicas da época. Este é o alicerce da glória de que desfruta, em vivo contraste com sua breve existência.

Fonte: CPDOC/JB

Os comentários estão fechados.