Ditadura expulsa jornalistas para isolar Egito do mundo

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Jornalista estrangeiros integrantes de ONGs se tornaram alvo de ataques, agressões, prisões e até expulsões, numa campanha repressora do governo Mubarak para afastar as principais testemunhas do palco de confrontos e isolar o Egito da opinião pública internacional. Mais de 20 profissionais foram detidos ontem, no segundo dia de selvageria, em que mais dez pessoas morreram. Dois repórteres da estatal brasileira EBC passaram 16 horas de terror, presos com olhos vendados, num cubículo sem água e comida, até serem expulsos do país. A ONU retirou 350 funcionários. A oposição convocou grande manifestação para hoje, apelidada de Dia do Ultimato. Em entrevista a TV americana ABC, Mubarak disse ter pensado em renunciar antes de setembro, mas desistiu por temer vácuo de poder.

Argélia suspende estado de emergência após 19 anos

Pressionado pela oposição, o presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika, anunciou que o estado de emergência, em vigor desde 1992, acabara “num futuro próximo”. No Iêmen, grupos pró e contra governo foram às ruas, no maior protesto no país desde janeiro. Já o Hamas permitiu que jovens opositores ao regime egípcio protestassem em Gaza.

Governo egípcio pede diálogo, mas intensifica repressão

O governo do Egito ampliou a repressão aos opositores concentrados no Cairo em manifestações pela queda do ditador Hosni Mubarak. Jornalistas estrangeiros e membros de organizações de direitos humanos foram alvo de perseguição – as autoridades os acusam de incitar a população à revolta. A ação provocou forte repúdio do governo americano, aliado de Mubarak, que acusou o ditador de violar leis internacionais. Ao mesmo tempo, o governo egípcio acenou com concessões à oposição, inclusive o diálogo com a Irmandade Muçulmana, principal grupo adversário de Mubarak

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