Artigo

COVARDIA

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Ver o bem e não o fazer é sinal de covardia” (Confúcio)

Como observador da política e até tendo participado pessoalmente dela candidatando-me a posto eletivo, creio que qualquer movimento de ideias como o que elegeu Jair Bolsonaro deve produzir resultados imediatos. Foi fruto da revolta do povo brasileiro contra o velho regime ideologizado, corrupto e incompetente.

Q autor do extraordinário “Os Miseráveis”, Victor Hugo, que foi um intelectual completo, dramaturgo, ensaísta, poeta e romancista, e na política foi ativista republicano, escreveu: “Existe uma coisa mais poderosa do que todos os exércitos do mundo, e esta coisa é uma ideia cuja hora chegou.”

Uma ideia fez uma revolução no Brasil pelos meios democráticos, elegendo Jair Bolsonaro. E, como toda revolução, exige uma raspagem geral da craca impregnada no casco do nosso navio, uma limpeza total dos tártaros fixados pela visão distorcida da questão social.

Essa porcaria assentou pela estreiteza intelectual: Políticos se deslumbraram com o socialismo teórico, e, inconsequentes, modelaram com a lama ressecada do pântano da corrupção a experiência que não deu certo aonde houve tentativas de implantar.

O PT e seus puxadinhos olhando pelo retrovisor da História, governaram o País com a ideologia obreirista dos intelectueiros da USP, a malandragem dos pelegos sindicais e o humanismo hipócrita da CNBB, batizando esta urdidura narcopopulista de “socialismo”.

Desprezando essa caricatura distorcida do stalinismo e do regime midiático de Cuba, o povo brasileiro se divorciou deles com uma reação que surpreendeu a chamada classe política, perturbou os jornalistas, desconcertou a mídia e desmentiu os institutos de pesquisa da opinião pública.

A sociedade mostrou a sua força. Ganhou as ruas e conquistou as redes sociais exigindo mudanças para purificar a decomposição econômica e os seus reflexos na política, na vida social e até na religião. Então, vale repetir, realizou-se uma ação revolucionária elegendo Jair Bolsonaro para a presidência da República.

Agora se espera a derrubada da estrutura enraizada no País, que os céticos e os pessimistas dizem que é imutável, e que os “reformadores de araque” querem apenas tirar a poeira com espanadores de penas… Mas vele a pena tentar.

Chega de pressões, discursos e entrevistas de políticos que se dizem “bolsonaristas”, mas que em vez de atacar o maquinismo antipovo e antinacional do lulopetismo para destruí-lo, querem somente emenda-lo e manter os privilégios que antes combatiam.

Não é isto o que o povo brasileiro quer. O resultado das eleições deve refletir uma reviravolta ampla, geral e irrestrita, sem concessões aos que se locupletaram e sem bandidos de estimação.

O povo considera que o lugar dos corruptos é a cadeia, sem as benesses inventadas por quem imaginou usufruí-las no futuro…  Quer criminalização do Caixa “2”; exige punição sem agraciar criminosos de colarinho branco, organizações terroristas e grupos comprometidos com países estrangeiros.

O povo deseja as reformas econômicas e políticas, sem as evasivas nem os permeios que facilitam o retorno das concepções criminosas que levaram o País à caótica situação em que se encontra.

É por isto, que ultrapassando a marca de 50 dias de governo, torcemos para que o presidente Jair Bolsonaro nos livre dos entulhos que entravam o funcionamento da administração federal, e que se lembre que o “fogo amigo” nem sempre é casualidade; muitas vezes é traiçoeiro.

Sem “recuo” – eufemismo para disfarçar covardia -, devem ser mantidas as propostas de combater o crime organizado, a corrupção no meio político, o aparelhamento na administração federal e as ONGs vampirescas que sugam verbas públicas.

O povo quer uma atenção redobrada para a necessária e urgente reforma da Previdência Social, sem ceder terreno às corporações. A Nova Previdência deve atingir a todos, doa a quem doer.

O Presidente que já enfrentou a morte, pode entender o pensamento que o grande Shakespeare pôs na boca de um dos seus personagens: “Os covardes morrem várias vezes antes da própria morte, enquanto os corajosos experimentam a morte apenas uma vez”.

 

 

FRUTO PROIBIDO

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Proibir algo é despertar o desejo” ( De Montaigne)

O meu pessoal do Twitter anda citando tanto a Bíblia que resolvi lembrar o livro do Gênesis, trazendo no início a criação da humanidade no Paraíso. No chamado de Jardim do Éden, antes de criar o homem e a mulher Deus plantou duas árvores, a “Árvore da vida” e a “Árvore da Ciência do Bem e do Mal”.

As religiões judaica e cristã creem que a árvore da Ciência teve os seus frutos proibidos ao casal por Deus e que haveria punição pela infringência da proibição; a expulsão do Paraíso.

A Bíblia conta que a mulher, Eva, tentada pela serpente, desobedece a ordem divina, come do fruto, gosta, e convenceu o seu companheiro, Adão, que também o comeu.

Então, o decreto de Deus foi para valer. Na época, não havia o Grande Sinédrio dos judeus, nem o Sínodo dos bispos católicos, nem o Supremo Tribunal Federal no Brasil, para absolver os transgressores. Eles foram expulsos.

A queda da dupla primordial nos deixou como herança o “pecado original”, que criminaliza a imperfeição humana, mas é perdoado pelo catolicismo através do batismo; e o castigo divino nos impôs o trabalho e a morte: “Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás”.

Este tema religioso é muito pesquisado culturalmente e explorado na literatura, poesia e romance, na pintura clássica, na música e nas artes cênicas, cinema e teatro. Lembro o antigo filme “Fruto Proibido” de Clark Gable e Spencer Tracy (1940) e do excelente álbum de Rita Lee (1975).

A atração humana pela proibição é um fato irretorquível. A Inquisição dançava e rolava com o librorum prohibitorum – bula papal que proibia livros e, com isso, fazia uma propaganda danada deles, passados secretamente de mão em mão.

Foram proibidas obras de cientistas, filósofos, enciclopedistas ou pensadores como Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Giordano Bruno, Nicolau Maquiavel, Erasmo de Roterdão, Baruch de Espinosa, John Locke, Berkeley, Denis Diderot, Blaise Pascal, Thomas Hobbes, René Descartes, Rousseau, Montesquieu, David Hume e Immanuel Kant.

Romancistas e poetas foram interditados, entre eles, Heinrich Heine, John Milton, Alexandre Dumas (pai e filho), Voltaire, Jonathan Swift, Daniel Defoe, Vitor Hugo, Emile Zola, Stendhal, Gustave Flaubert, Anatole France, Honoré de Balzac.

A queima de livros promovida na Era Nazista promoveu Freud, Brecht, Jung, Reich e Chaplin; e a “caça às bruxas” de McCarthy nos EUA levantou a bola de escritores e roteiristas de filmes até então desconhecidos pelo grande público.

Na nossa época, também o autor Dan Brown, que por criticar a Opus Dei, teve o seu romance “O Código Da Vinci” igualmente impedido; e o besteirol de J. K. Rowling, “Harry Potter”, foi censurado sob acusação de “promover a bruxaria entre as crianças”…

Não dá para esquecer que os governos lulo-petistas influenciados pelo movimento afro-midiático proibiu nas escolas o grande autor de livros infantis Monteiro Lobato, medida que foi criticada pela grande maioria dos brasileiros.

Por isso, aflige-me o surgimento da idiotia “proibitória” numa campanha anticomunista, ao meu modo de ver, extemporânea: Outro dia, citei um belíssimo pensamento do grande poeta brasileiro Carlos Drumond de Andrade, e um tuiteiro enviou-me uma mensagem para me alertar, taxando CDA de comunista…

Vemos agora centenas de tuítes, combatendo um filme besta, financiado via Lei Rouanet por ideologia pelo governo lulopetista. Essa fita, sem propaganda, passaria despercebida sem interessar a ninguém.

Lembro Clarice Lispector dizendo que “O pecado me atrai, o que é proibido me fascina”, e assim, repetindo continuadamente a condenação, a proibição e as propostas de boicote, cria-se a atração de um tema e um personagem para os quais o povo está se lixando.

 

 

 

 

AMIGO DA ONÇA

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“O falso amigo e a sombra só nos acompanham quando o sol brilha” (Benjamin Franklin)

Uma das inesquecíveis lembranças da infância (que já vai muito longe) é a leitura da revista “O Cruzeiro”, que meu pai comprava toda semana e minha mãe paraibana, pão dura, fez uma assinatura semestral porque dava um desconto de 30% no preço.

A revista era de Assis Chateaubriand que, digam o que disserem dele, foi o jornalista mais inteligente do Brasil; e se acrescente a esta qualidade de nascença, tinha agilidade mental, oportunismo no empreendorismo, perspicácia na escolha dos auxiliares e, sobretudo – o que está faltando atualmente – vocação para o jornalismo.

“O Cruzeiro” reunia o suprassumo do profissionalismo da sua época, destacando-se na década de 1950 a dupla formada com o repórter David Nasser e o Jean Manzon. Nesse tempo impressionou-me a reportagem “Cem dias na fronteira da loucura” do paraibano José Leal, que me levou à imprensa e com quem mais tarde trabalhei orgulhosamente na Editora Abril.

A revista cobria todo território nacional e edições em espanhol para a América Latina trazendo com perfeição editorias de cinema, culinária, esportes, humor, medicina, moda e política, como, inevitavelmente uma coluna social e crônicas nota “dez”.

As seções de humor eram impagáveis: Pif-Paf, de Millôr Fernandes, que assinava como Vão Gôgo, e Amigo da Onça, criada pelo cartunista Péricles de Andrade Maranhão, que simplificou o nome para Péricles.

É enfadonho repetir que Millôr era um gênio; e Péricles – menos filósofo e sempre andando com os pés no chão – aproveitou o dito popular “Amigo da Onça” e produzia charges impactantes. Ainda hoje se usa essa expressão para designar pessoa não confiável e que geralmente quer passar a perna noutro.

Mais direto, o amigo da onça é alguém que finge ser amigo apenas para satisfazer os seus interesses pessoais. É uma figura que convive com a gente, em todo tempo e em todos os lugares, e é bom estar sempre de olho nela.

Como a política é um ambiente que junta gente de todo tipo, de formação diversa e comportamento de toda espécie, reúne bons e maus. E para os que não prestam, é um lixão de muitos amigos da onça que lembram uma antiga marcha-frevo que cantava “Soltaram a onça, corre todo mundo…”

Tenho muita tristeza em reconhecer na cena política e escrever que na intimidade do presidente Jair Bolsonaro vê-se muitos desses tipos, por carreirismo e inconsequência; e o pior que alguns se julgam indispensáveis.

Para me referir aos jornalistas sensacionalistas, gosto da metáfora dos lobos famintos que ficam observando e aguardando as rações fornecidas pelo círculo presidencial.  Em sua maioria antipáticos às propostas de Bolsonaro, são ávidos por deixas que lhes permitam negativar fatos e pronunciamentos que o prejudicam.

Vemos assim que a mídia faz oposição alimentada pela situação…  Publica as palavras mal-empregadas, entrevistas impensadas e as tricas e futricas de bastidores, dando à minoria organizada e ruidosa da pelegagem argumentos para objetar o governo que a derrotou nas eleições.

Dessa maneira, além do besteirol que germina no canteiro presidencial, surgem crises artificiais que constrangem os apoiadores do governo. E isto se deve, vale repetir, ao despreparo e ao deslumbramento de quem alcançou, de carona, o poder.

Inegavelmente, o Presidente vem sendo salpicado pela tinta dos pichadores de um lado e do outro, embora sem carregar máculas que o comprometam. Ainda bem que temos um Ministério que não nasceu do troca-troca obsceno dos picaretas do Congresso Nacional.

Por isto e para reforçar a nossa esperança, temos no Governo, entre civis e militares, personalidades que merecem o respeito da sociedade e que desenham o futuro do Brasil com amor à Pátria.

 

IDIOTICE

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Minha mãe diz que idiota é quem faz idiotice” (Forrest Gump- O contador de histórias)

Do alto dos meus 85 anos, perto dos 86, jamais vi tanta idiotice como nesta campanha do “Lula livre”, feita por auto assumidos intelectuais, artistas do Projac, escritores de poucos leitores, jornalistas engajados politicamente, e até professores universitários… Com isto se vê o porquê do baixo nível cultural vigente e o fracasso da Educação no País.

A História mostra o culto a heróis, santos e condutores de massas serem devotados. Mas no século passado, isso descambou para a política com Mussolini e suas fanfarronadas à italiana; Hitler explorando o orgulho dos alemães ferido após a Primeira Guerra; e, Stálin, capitalizando a vitória do povo russo na guerra contra a barbárie nazista.

Nessa esteira, vieram também Mao-Tse-Tung e outros líderes fantoches da Internacional Comunista como o caricato ditador Enver Hocha, cultuado no Brasil pelo PCdoB em troca de financiamento da Albânia stalinista…

Não há explicações para essas insanidades, como também é insensato que se santifique Lula da Silva, ex-pelego da Volkswagen informante do Dops durante o regime militar, e por isso sugerido pelos obreiristas da USP e a esquerda católica ao general Golbery para ter um partido que enfrentasse o PCB e o PTB.

A idolatria de Lula é uma autêntica versão da idiotice, porque é doentio idolatrar um condenado e preso por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, aguardando outros julgamentos por crimes cometidos no exercício da presidência da República.

Só pode ser um idiota quem veste esta camisa; ou sofre de idiotia congênita ou está impregnado de enfermidade cerebral pela repetição de sessenta e duas mil mentiras no admirável mundo da pelegagem sindical.

O verbete Idiota, dicionarizado, é adjetivo e substantivo de dois gêneros, originário do grego idiōtēs, que deu no latim, idiota, indicando pessoa que demonstra falta de inteligência, de discernimento ou de bom senso.

A palavra tem uma sinonímia riquíssima, com cerca de 200 sinônimos onde se destacam apedeuta, bobo, cretino, energúmeno, estúpido, ignorante, imbecil, inepto e tolo. E, caindo como modelo para os lulopetistas, diz-se de quem é arrogante, pretensioso, e se considera superior aos outros. A Psiquiatria estuda clinicamente o caso como idiotia (atraso mental).

Andei trocando figurinhas com jornalistas da minha geração examinando o tratamento dado pela imprensa a um tal Comitê de Solidariedade Internacional em Defesa de Lula, que lançou a candidatura do presidiário ao Prêmio Nobel.

Esta criação de uma realidade paralela agrupa imbecis em Londres, Nova Iorque e Paris, e, para enganar os leitores, as redações impregnadas de idiotas inventam “especialistas”, “analistas”, “pessoas ligadas a…”, “comenta-se”, “fala-se nos meios” e até “carta do leitor”.

No afã de iludir, “jornalistas de araque” justificam que não citam nomes para preservar as fontes. Mentira. É pura safadeza; não precisam disto; se confiam no informante, assumam o que ouviram em off, sem criar figuras de ficção.

No campo político, não só repórteres e comentaristas, mas também o outro lado, os porta-vozes, entrevistados e expositores espontâneos na avidez dos dois minutos de fama; esses deveriam ter credibilidade e não fazerem chanchadas tipo Big Brother… A informação não é entretimento, deve refletir verdade.

A escala de valores na Comunicação exige responsabilidade e isenção. Por não cumprir este princípio, adotando a idiotice, os jornais impressos estão decaindo e fechando, e o jornalismo televisivo está desesperado. Perdem feio para as redes sociais.

 

MILAGRES

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Milagre é o espantoso que se encontra com o inacreditável”  (Millôr)

O milagre na concepção vulgar, é uma ocorrência fora do comum, imprevista e admirável, violando as leis naturais sem explicação científica. Na Metafísica, as religiões, desde as mais primitivas até as ditas superiores, monoteístas, creem em milagre como manifestação da vontade divina.

Entre os cristãos vigora a crença de que Jesus Cristo operou milagres, curando enfermos, multiplicando o pão e o vinho e até levantando um morto do túmulo. Além disso ressuscitou após a crucificação como havia dito aos seus discípulos.

Como acontecimento extraordinário, o milagre é importante para os têm fé na intervenção divina para resolver problemas. Os cristãos encontram na Bíblia (Hebreus) um incentivo para esta crença:  “A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se vê. Por ela os antigos receberam um bom testemunho de Deus” (Hb 11,1-2).

A palavra Milagre dicionarizada é um substantivo masculino originário do latim, miraculum, do verbo mirare, “maravilhar-se”. O verbete se refere também a uma manifestação teatral religiosa da Igreja Católica na Idade Média; e, nos dias atuais, bastante explorado na literatura.

O grande Voltaire, positivista, escreveu no seu Dicionário Filosófico que “a rotação de cem milhões de planetas ao redor de um milhão de sóis, a atividade da luz e a vida dos animais são milagres perpétuos”.

É interessante registrar que os brasileiros – um dos povos mais crédulos do mundo – apelam para um milagre nas situações mais distintas para conseguir um benefício, da conquista amorosa ao emprego, empréstimo, e até para seu clube ganhar uma partida de futebol…

Nos últimos tempos, ouvi preces com pedidos de auxílio até na política; e é engraçado que vários milagres têm sido realizados neste campo. Conheço muitas pessoas que fizeram promessas para ver o pelego Lula da Silva preso por corrupção e lavagem de dinheiro. E as suas súplicas foram ouvidas…

Um amigo contou-me que recorreu a São Jorge para que seu candidato à presidência, Jair Bolsonaro, cumprisse a promessa de mexer no Estatuto do Desarmamento, permitindo a posse de arma para o cidadão. E já foi acender velas na igreja do santo…

Uma senhora, minha vizinha, viúva de um diplomata que vivia horrorizada com o que o lulopetismo fez no Itamaraty, pediu a uma sobrinha umbandista para livrar o Ministério do Exterior da ideologia bolivariana. E já pagou o despacho de seis pombas brancas ao pai-de-santo.

O inspirador deste artigo, o motorista que me serve a mais de seis anos levando-me aonde não tem metrô nem ônibus, é um alagoano que odeia Renan Calheiros, e vivia prometendo soltar uma dúzia de foguetões se ele perdesse a eleição para presidente do Senado; aconteceu o espantoso e inacreditável e ele acordou a vizinhança com o foguetório ensurdecedor.

Minha irmã, espírita kardecista de um humanismo ímpar, tem rezado diariamente pedindo aos seus protetores o restabelecimento físico de Bolsonaro das facadas sofridas no ataque covarde sofrido em Juiz de Fora.

Da minha parte, dou conhecimento de um rogo que faço aos céus: a volta de um jornalismo vocacionado, ético, generoso e que readquira o crédito no mercado de leitores sem as artimanhas do “disse uma fonte”, “falam nos bastidores”, e “afirmam os especialistas”… Se isto vier a acontecer, prometo não pedir o impeachment de Dias Tófolli…

 

 

BOI DA PECUÁRIA

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

“Oh! bendito o que semeia/ Livros, livros, à mancheia/ E manda o povo pensar…”  (Castro Alves)

A História, como as cartas do baralho cigano, não mente jamais…  É por isto que meto a cara nas teses, arquivos e pesquisas dos historiadores e estudantes, para confirmar fatos que se incorporaram à minha mente e, por não confiar na memória, vou conferir.

Uma das coisas interessantes que recentemente me ocorreu começou com a Revolução de 30 e a importância do seu comandante, Getúlio Vargas, ter representado o sonho dos movimentos tenentistas de 1922 e 1924.

No plano econômico, que me interessa para o tema que tento abordar, o Brasil se voltou para a “Recuperação da Crise de 29”, na agenda do governo de Getúlio. E a curiosidade levou-me aos efeitos advindos, como a formação do mercado nacional e na mudança do padrão de acumulação de capital no país.

A época foi marcada pela exigência de uma política de industrialização, mas chama a atenção o interesse pela agricultura, a agroindústria e a pecuária. A importância do café, principal produto de exportação, deixou de ser um problema “paulista” e passava a ser um “problema nacional”, gerando uma nova perspectiva econômica.

No intuito de criar outros estímulos para o campo, Getúlio criou a Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil – CREAI -, dando início, na prática, ao crédito público de médio e longo prazo para a produção industrial e rural. O Decreto nº 21.537 dos primeiros anos de governo, estimulou o financiamento da criação de gado. No Nordeste, ficou conhecido como “A Pecuária”.

O líder político paraibano, que foi governador, deputado e senador, Argemiro de Figueiredo, me contou que o empréstimo através do Banco do Brasil era concedido após os fiscais do banco verificarem a existência de um rebanho de 60 cabeças de gado na propriedade.

Argemiro revelou-me uma piada da época que correu entre os pecuaristas. Havia um rebanho que ia de fazenda em fazenda antecedendo a visita da fiscalização; os fiscais faziam vista grossa, mas um dia um deles, novo na atividade e íntegro, reconheceu um animal que já vira anteriormente em duas fazendas… – “Olhem o Boi Lucas novamente! ” – E notificou a fraude.

Esta malandragem dos sertanejos sabidos campeou (literalmente) nos Anos de Getúlio em todo território nacional, e se estendeu por muito tempo. Agora, por uma ocorrência de que tomei conhecimento a pouco, está de volta.

Um tuiteiro revelou que uma jovem amiga dele desmarcou um encontro no fim de semana por que iria trabalhar na mudança de uma biblioteca, feita eventualmente para a faculdade onde trabalha.

Mudar uma biblioteca? Perguntou o interlocutor. Ela então explicou que a medida se devia ao vazamento do MEC de que haveria na próxima semana uma inspeção nas instalações da escola e, como lá não há biblioteca, levam livros de uma para outra para enganar os fiscais.

Nos dias de hoje a coleção de livros e documentos se iguala à manada de gado vacum dos tempos longínquos da Pecuária… Só espero que um fiscal honesto encontre um livro e reconheça a capa, e obrigue as faculdades a cumprir a lei que determina a manutenção de uma biblioteca.

O professor Mário Paternostro lamenta, pessimista, que “chegará o dia aqui em nosso país que quem for pego lendo um livro, será preso por tentar evoluir seu intelecto” e conclama para a luta de preservação do livro, lembrando o poeta Castro Alves, nosso epigrafado: ““Livro caindo n’alma/ É germe — que faz a palma, / É chuva — que faz o mar”

 

DETALHES

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Eu sei que esses detalhes vão sumir/ Na longa estrada/ Do tempo…” (Roberto Carlos)

É inegável que a governança no Brasil está recomeçando. Alguns pequenos detalhes negativos não comprometem as medidas até agora tomadas pelo presidente Jair Bolsonaro, cumprindo expressamente as promessas de campanha.

Não votei pela personalidade do Presidente, mas dei-lhe um voto de confiança pela libertação da Nação do jugo imposto pelo narcopopulismo; e, como milhões de simpatizantes que votaram nele, sem ler na cartilha dos extremismos.

A identidade dos que pensaram e pensam no futuro do Brasil tem uma marca: o repúdio aos desgraçados anos de poder lulopetista, onde reinaram a inaptidão, o oportunismo, a inconsequência e a corrupção.

Coroada pela eleição de Bolsonaro a luta que travamos não foi fácil, e, com ele ocupando o poder, mantém-se difícil; não por falta de disposição do Presidente, mas pela violenta oposição que sofre das minorias organizadas e ruidosas, ainda aparelhadas na administração pública e infiltradas em quase todos os espaços culturais do País.

Essa oposição pigmeia sofreu um choque de realidade e ficou sem argumentos para atacar o novo governo; então se prende a detalhes de somenos importância bateando cascalhos à margem de fundamentos político-ideológicos.

Além disso, enfrentamos a mídia intransigente e seletiva nos programas televisivos, com reportagens induzidas e repetidas entrevistas com atores do velho regime. Os profissionais da imprensa comprometidos, silenciaram e silenciam diante dos desmandos dos governos narcopopulistas de Lula e de Dilma.

Varreram e varrem para debaixo do tapete os escândalos denunciados por um dos mais importantes protagonistas dos fatos ocorridos, o ex-ministro Antônio Palocci, sem usar pelo menos a metade do tempo que gastam com as denúncias do Coaf na Alerj.

Por isto, é preciso não alimentar esses lobos famintos com rações dadas pelos próprios auxiliares do Governo Bolsonaro; pelo PSL, partido que o elegeu; e pelos filhos do Presidente. O Caso Queiroz, por exemplo, que envolveu Flávio, filho do Presidente, deve ser resolvido sem mi-mi-mi, e com urgência.

Vamos evitar que Bolsonaro seja vestido com o sabenito e coberto com a mitra da Inquisição, que interdita, tortura e leva à fogueira. Assistimos semanas atrás um ensaio desta cerimônia na Globo News, armado contra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

Os inquisidores, jornalistas paparicados na emissora e conhecidos do telespectador, julgaram o antigo juiz da Lava Jato com perguntas estúpidas sobre as mesmas bobagens de sempre: direita, gênero, homofobia, índios, quilombolas, racismo, tortura…

No auto-de-fé, ignoraram a formação, o discernimento, a honestidade e a simplicidade do interlocutor. Blindado pela honestidade inatacável, Moro respondeu a todos, sobre tudo, sem se abalar. E calou-os.

Pior é quando convergem, mídia e fanáticos, para tecer a rede de mentiras. Registre-se a exploração política na tragédia de Brumadinho, imperdoável, sem citar que o heroico trabalho dos bombeiros e policiais civis e militares mineiros é feito sem terem recebido o 13º salário e com os vencimentos parcelados, graças ao governo petista de Pimentel. Chamá-lo corrupto, seria redundância.

Não esquecer, por tudo isto, que a vigilância sobre o nosso Presidente deve ser diuturna e implacável. Outro dia, um tuiteiro (me perdoe por olvidar o nome) escreveu que “se tivessem investigado o Lula, como investigam o Bolsonaro, tinham encontrado até o dedo dele”.

Felizmente, os detalhes da insanidade canhota vão sumir no tempo e na memória coletiva: O que vai figurar na História do Brasil, serão as jogadas inescrupulosas de Lula e Dilma, os escândalos da Petrobras e a venda de Medidas Provisórias para usufruir propinas.

 

A GRANDE FARSA

MIRANDA SÁ (Email: mirandasas@uol.com.br)

“Toda farsa tem um fim… e toda verdade prevalece!” (Mariângela Anelli)

Cá prá nós, não precisa ser cientista político, nem aquele “especialista” tão caro à grande mídia, e muito menos ser colunista de fuxicos parlamentares, para ver a grande farsa que é o lulopetismo. Somente os intelectueiros marxistas (dos Irmãos Marx) não enxergam isto, porque não usam os óculos da “lógica dialética”.

Se essa trupe que pretende interpretar a realidade estudasse o seu ídolo, inspirador do comunismo, Karl Marx, aprenderia com um dos seus pensamentos que prognosticou o fracasso da URSS e as carpideiras de Stálin: “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

Esses poderosos “professores” da hierarquia da “pátria educadora”, frutos pecos dos governos petistas, impõem ao alunato imaturo aulas doutrinárias sem conteúdo científico e sem revelar o processo histórico que mostra a ascensão e a queda dos personagens e das organizações ideológicas através dos tempos.

Nessa escola “de esquerda”, faz-se no Brasil a lavagem cerebral que cega a juventude, fascinando-a com o brilho das utopias, tornando-a incapaz de exprimir a crítica e de analisar o que fazem no Brasil o PT e os seus puxadinhos corruptos, ativos e passivos, conspiradores contra o País.

A tendência para o roubo, lhes fez até se apropriar do rótulo “de esquerda” – um saque histórico de uma posição política que não atende ao oportunismo e muito menos uma defesa de princípios. Acomodam-se nas teorias das viúvas de Stálin e a ideologia da pelegagem sindical.

Uma simples análise política vê-los agitando os perdedores de boquinhas governamentais e os analfabetos políticos que emprenham pelo ouvido, para uma “resistência” de enfrentamento com o governo Bolsonaro, que ainda não teve tempo de esquentar o assento das cadeiras ministeriais.

Esta posição incoerente leva-os a uma campanha eleitoral continuada sem assumir a derrota sofrida nas urnas. E, esfaqueando a Democracia, pensaram idiotamente em sabotar a posse do Presidente eleito, afrontando à Democracia e os 54 milhões de eleitores que votaram em Bolsonaro.

Li outro dia uma entrevista do professor Roberto Mangabeira Unger que, se concorde ou não com as posições políticas que ele assume, merece respeito pela cultura. Entre as declarações, fez duras críticas ao PT e considerou a eleição de Bolsonaro como uma resposta à política equivocada, à incompetência administrativa e à corrupção dos governos petistas.

Fazendo um prognóstico sobre o novo governo, Mangabeira disse: “Me parece promissor, e falo como opositor, a ideia de impor o capitalismo aos capitalistas, isto é uma condição preliminar. Daí vem a radicalização da concorrência, quebra dos cartéis, e a destruição dos favores dados aos graúdos pelos bancos públicos”.

O Professor, estudando as propostas do ministro da Economia, Paulo Guedes, considera-as progressistas: “Trazem aquela força que encarna de forma mais vigorosa a causa da energia, da construção, do dinamismo, da criação”.

Este homem culto, auto assumido como oposicionista, difere bastante dos farsantes lulopetistas. Não é uma estouvada Gleise Hoffmann, nem o corrupto Capitão Cuecão cearense, tampouco o pelego analfabeto Paulo Pimenta.

Mangabeira promete fazer oposição com vistas às necessidades nacionais, que será um importante estímulo para o bom funcionamento do governo, porque nenhum governo é infalível.

O Governo Bolsonaro, eleito democraticamente com promessas de realizar uma reviravolta no País, começa do zero numa conjuntura que reflete desonestidade programática “da esquerda” e, em última análise, o retardamento narcopopulista.

Não é fácil combater o fraudulento humanismo da distribuição de esmolas e favores, do logro da inclusão social por cotas seletivas, e da fragmentação nacional pelo confronto racial, religioso e até ancestral.

O anteprojeto político que Bolsonaro traz, contém traços de improviso e timidez, e até um pouco de amadorismo, é verdade, mas nada que comprometa a proposta liberal e progressista na Economia e na aplicação da Justiça.

O que está em jogo é o futuro do Brasil.  Com a derrota da grande farsa lulopetista, a Nação Brasileira mostrou querer a assepsia dos poderes republicanos, uma economia de mercado, soberania nacional e o respeito ao Estado de Direito.

LIBERDADE

MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br

“Se a liberdade significa alguma coisa, é, sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir” (George Orwell)

No seu livro “Federalismo, Socialismo e Antiteologismo”, Mikhail Bakunin, expondo o seu conceito de liberdade lembrou o conto infantil da mulher do Barba Azul, que tinha todo luxo e riquezas no palácio onde podia entrar em todos os cômodos, com o direito de usufruir de comidas, diversões, joias e vestidos, mas foi proibida pelo marido de entrar num determinado quarto.

“Um dia, aconselhada pela irmã, pegou a chave do aposento e o abriu, assustando-se ao ver o chão ensanguentado e os cadáveres de outras esposas do Barba Azul ali pendurados, e fugiu. O marido descobriu a desobediência e foi matá-la, mas ela foi salva pelos irmãos das outras mulheres que planejaram uma vingança”.

Assim, Bakunin defende a tese de que a decisão em abrir a porta foi racional e necessária, porque a proibição violava um direito à liberdade. Anarquista, ele usou a metáfora para combater o Estado, que acusava de tolher a liberdade das pessoas.

Mais tarde, a Revolução Francesa proclamou o direito dos povos à Liberdade na própria consigna “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, que inspirou a Constituição Norte-Americana e a instituiu como princípio para a humanidade.

Entretanto, a História da Civilização registra que a luta pela liberdade continua sendo uma constante no mundo, e que ainda assistimos a revoltas populares contra os regimes obscurantistas na África e na Ásia, e nas ditaduras caricaturais na América Latina.

No século passado convivemos com campos de concentração, confinamentos e deportações, nos países ocupados pelo nazi-fascismo e o stalinismo, indignando o sentimento humanista do após guerra; mas deixaram herdeiros fanáticos que defendem aqueles regimes maléficos.

São justamente os indivíduos que por influência externa, ingenuidade ou psicopatia sadomasoquista, atuam entre nós. E não causam surpresa pela banalidade com que o PT lança uma nota oficial em defesa da ditadura Maduro, que massacra o povo venezuelano.

Tal posicionamento não recebe sequer o apoio de 10% dos brasileiros; nem mesmo de algumas tendências auto assumidas como “de esquerda”. Só os descerebrados cultuadores do corrupto Lula da Silva e as viúvas do fascismo e do stalinismo assinam embaixo.

Somente pelo êxodo dos venezuelanos, é impossível aceitar o que ocorre na Venezuela, país que foi o mais rico da América do Sul; só há uma explicação lógica: os lulopetistas apoiam o ditador Maduro para preservar com ele as propinas que a Odebrecht pagou pelos empréstimos do BNDES.

Trata-se de uma dedução simples, porque aonde tem petista tem corrupção. Trata-se de uma organização criminosa que usa a sigla de partido político. Basta lembrar a prisão do filho do ditador da Guiné Equatorial, amigo de Lula, trazendo valores não declarados em dinheiro e joias durante a campanha eleitoral, levantando suspeitas inarredáveis.

O pior é que não se trata apenas da corrupção, mas a negação da Democracia pela convivência com ditaduras, mostrando-se inimigos da Liberdade. Querem provas? Fica provado com a ida da tresloucada Gleise Hoffmann, presidente do PT, para a posse ilegítima do ditador Maduro, algoz do povo venezuelano.

 

CAIXA PRETA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

“Não há nada em que paire tanta sedução e maldição como num segredo”.(Soren Kierkgaard)

Não sei qual foi o branquelo preconceituoso, misógino e racista, que batizou de “caixa preta” o estojo que revela segredos de desastres, indecifráveis a olho nu. O nome foi usado inicialmente para o sistema de registro de voz e ruídos nos aviões e agora também em ônibus e locomotivas no Japão e nos Estados Unidos.

A expressão “caixa preta” é contraditória, porque a caixa é cor-de-laranja com tiras fosforescentes refletindo luz para ser facilmente vista no escuro… É um equipamento com uma inscrição eletrônica de tempo, fundamental para colimar ou superpor os eventos de voz com eventos de performance.

O escritor israelense Amós Oz foi quem amplificou a expressão além das gravações de informes, sons confusos e gritos de horror no seu romance “Caixa Preta”. A expressão é também usada na Internet como teste de software para verificar dados; e, no Teatro, para um espaço cênico básico retangular com os lados pretos.

Na política e na mídia encontramos uma inflação de referências à caixa preta no mundo inteiro e no Brasil é presença obrigatória nas denúncias feitas ao BNDES quando atuava nos tempos de Lula e do seu fantoche.

Na campanha de Jair Bolsonaro, eleito presidente da República, ele prometeu que ao assumir o poder abriria a caixa-preta do BNDES e “revelar ao povo brasileiro o que foi feito com seu dinheiro nos últimos anos”.

O BNDES, apesar das mudanças ocorridas no Governo Temer, ainda mantém muitos dados em segredo, alegando “proteção ao sigilo bancário” e “operações secretas”, como o empréstimo para o Porto de Mariel em Cuba, operação realizada no segundo mandato de Dilma.

É por isso fundamental que se revele os segredos e se acabe com os sigilos para mostrar principalmente aos nordestinos, o que a sua Região perdeu (ou deixou de ganhar) se fossem financiadas na região as obras da Odebrecht no Exterior e as propinas reservadas para os hierarcas do PT.

A nova direção do BNDES, recém assumida, deve enfrentar a sua burocracia que no Governo Temer se recusou a fornecer informações, como a divulgação da lista de devedores e os empréstimos bilionários concedidos a juros camaradas para “amigos do lulopetismo”.

O presidente do BNDES, Joaquim Levy, indicado por Paulo Guedes e aprovado por Bolsonaro, recebeu a recomendação de que deve abrir a “caixa-preta”, ou pedir o boné…  Ele tem uma larga experiência no serviço público. Foi economista-chefe do Ministério do Planejamento no Governo FHC, secretário do Tesouro no Governo Lula e ministro da Fazenda no Governo Dilma. Não é um inocente, nem incapaz de atender o Presidente.

É isto o que querem os 54 milhões de eleitores do Bolsonaro: ver a real interpretação do termo “caixa preta”, como uma botija que esconde o produto de um roubo. Esperam que seja divulgado o que realmente ocorreu no reinado lulopetista da corrupção.

… E os 54 milhões exigem mais: se for comprovado o crime, como se desconfia, que os responsáveis sejam julgados, presos, e devolvam aos cofres públicos o que de lá foi subtraído.