O PT e o esqueleto do mensalão
“O PT chega ao 3º Congresso de sua trajetória de 27 anos com o esqueleto do mensalão guardado no armário. No início de 2006, no rastro da crise aberta depois que o “aliado” Roberto Jefferson (PTB-RJ) decidira levar a boca ao trombone, o PT decidira, em resolução escrita, submeter todos os seus mensaleiros à comissão de ética do partido. Noves fora Delúbio Soares, expulso, Silvio Pereira, desligado a pedido, ninguém foi punido.
A decisão de 2006 foi enterrada viva. Sob a presidência de Ricardo Berzoini (PT-SP), a atual direção partidária finge que ela não existe. “Essa decisão não foi implementada com o argumento de que, em 2006, ano eleitoral, seria desgastante fazer esse processo. Berzoini defendeu essa tese e teve apoio da maioria da Executiva”, diz o deputado estadual Raul Pont (PT-RS), membro do diretório nacional do partido e signatário da tese de renovação esposada por Tarso Genro.
“É um prego no sapato. Agora, com o processo chegando no Supremo, volta à tona o problema. Nossa preocupação, lá atrás, era a de não deixar esse esqueleto no armário do partido, dando discurso à oposição. Levantei o assunto em reuniões da executiva e do diretório. Mas acabei me tornando o chato de plantão. Não houve mais clima nem votos para implementar a decisão.”
Josias de Souza, jornalista e blogueiro
OPINIÃO: Chegando aos 27 anos de vida, o PT vai fazer seu 3° Congresso. Não entendi o porquê do “3°”; será que antes de aderir ao neoliberalismo não houve outra reunião da máxima instância partidária? O Josias deixa essas conjecturas pra lá e fala da grande mácula que tisnou a legenda: a corrupção promovida pelos círculos dirigentes, sob a presidência de José Genoíno – marionete movida á distância pelo então poderoso chefe da Casa Civil da Presidência da República. Os gaúchos Tarso Genro e Raul Pont dizem da boca para fora que querem passar a limpo a história escabrosa do mensalão; mas adiam sempre e convivem com este e mais outros esqueletos escondidos no armário do partido de Lula da Silva. MIRANDA SÁ
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