Omissão criminosa

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“É estarrecida que a sociedade brasileira agora fica sabendo que a tragédia de Congonhas teve conotações de verdadeiro crime, decorrente de algo ainda muito pior do que a incompetência técnica de entidades públicas, preenchidas pela via do fisiologismo político – como a princípio se supunha. Muito pior porque agora se sabe da negligência, da omissão e da irresponsabilidade de agentes dessas entidades, que tiveram em mãos todas as informações técnicas sobre a total probabilidade de ocorrência daquela tragédia, mas permitiram que prevalecessem os interesses gananciosos de companhias aéreas, dispostas que estavam a realizar os maiores lucros a qualquer custo, notadamente ao da segurança dos usuários.

Documento revelado quinta-feira última (23) na CPI do Apagão Aéreo da Câmara dos Deputados – distribuído pela diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, durante o depoimento de mais de sete horas em que se defendia da acusação de ter entregue à Justiça um documento sem validade em favor da liberação da pista de Congonhas – faz a prova incontestável de que tanto a Anac quanto a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) tinham a noção exata do perigo que significava pousar em Congonhas. Editorial do Estadão

OPINIÃO: Este texto bate na ferida. Para acrescentar algo, apenas a lembrança – do que não se deve esquecer jamais – que toda tchurma da Anac foi colocada ali pela política de aparelhamento do PT-governo. Dona Denise, que borboleteou nos ninhos tucanos, foi indicada por Zé Dirceu, o mesmo que botou Waldomiro Diniz na Casa Civil, e elegeu Genoino, Delúbio e Silvinho Land-Hover para a direção nacional do PT-partido. Que houve crime, houve; que há impunidade há. E o pior é que em nome da democracia teremos que agüentar esses irresponsáveis até 2010! MIRANDA SÁ

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