O julgamento do mensalão

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“Momento mais acirrado até aqui no julgamento preliminar do mensalão, a análise da abertura de processo contra o ex-ministro Luiz Gushiken por peculato – receber vantagem indevida em função de cargo público – quase “rachou” o STF. Ao defender seu voto, o relator Joaquim Barbosa chegou a dizer que “não teria dúvida nenhuma em absolver o ex-ministro” se o plenário estivesse julgando naquele momento a própria ação penal – e não só a abertura do processo contra o ex-chefe da Secretaria de Comunicação de Governo. “É preciso investigar, podem surgir novos elementos no curso da ação penal”, insistiu. Voto vencido, o ministro Eros Grau chegou a chamar a acusação do Ministério Público contra Gushiken de “mera ilação”. “E a CPI não é precedente para nós”, disse Eros Grau depois de o ministro Cezar Peluso ter defendido a abertura do processo sob o argumento de que a CPI dos Correios, com base nas mesmas provas, pediu o indiciamento de Gushiken”.

Marta Salomon, jornalista

OPINIÃO: A cada revelação de voto, os meritíssimos ministros do STF vão se humanizando aos nossos olhos. Eu só gostaria que essa humanização fosse civilizatória, isto é, que respeitasse o pacto social, aplicando a justiça boa e perfeita. Quanto aos advogados de defesa, fico aplaudindo nossos gloriosos chargistas que, sem individualizar, desmoralizam a cultura bacharelesca do jogo de palavras, a distorção dos conceitos processuais, as mentiras capciosas e a protelação ardilosa. Fatos novos e inesperados mudaram os rumos previamente traçados e racharam a alta corte de justiça. Até agora parece que favorece o anseio nacional de ver os culpados não escaparem impunes do STF. MIRANDA SÁ

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