Arquivo do mês: julho 2010
Um novo sócio no clube dos campeões do mundo
Espanha confirma força vence a violenta Holanda com gol na prorrogação por 1 a 0
Até a Copa do Brasil, em 2014, o exemplo a ser seguido será o da técnica e do espírito ofensivo da seleção espanhola, que ontem conquistou seu primeiro título mundial ao derrotar a Holanda por 1 a 0, em Johanesburgo. O gol que fez da Espanha a oitava seleção no exclusivo clube dos campeões do mundo foi marcado por Iniesta, aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação. Já a Holanda abusou da violência, teve um jogador expulso e recebeu nove cartões amarelos. O nome do jogo foi o goleiro Casillas, que garantiu o resultado com duas defesas aos pés de Robben. A Copa da África do Sul termina com a segunda menor média de gols (2,26); mas a sexta melhor média de público: 49.254 torcedores por jogo.
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Eleições adiam projetos
Congresso deixa votação de medidas estratégicas para 2011
O Congresso Nacional encerrou os trabalhos do primeiro semestre sem votar nenhum projeto da chamada agenda microeconômica do governo, considerada estratégica para destravar o ambiente de negócios e dar sustentação ao crescimento. Entre os textos em tramitação, estão o que muda o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência e o que limita o aumento de gastos com pessoal nos três poderes.
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Plano oficial incentiva o fumo
Formulado pela Câmara Setorial do Tabaco, ligada ao Ministério da Agricultura, documento sugere a adoção de ações que contrariam acordo assinado pelo Brasil com medidas para reduzir e prevenir o tabagismo. O plano prevê captação de recursos para desenvolvimento do fumo e criação de linhas de crédito para o setor. Também sugere a redução de impostos na fabricação de charutos e o retorno dos maços de 10 cigarros.
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Caso Bruno: Crime pode virar briga de peritos
O legista George Sanguinetti, que atuou na investigação da morte de PC Farias, entra em cena e se oferece aos advogados do goleiro para contrapor o trabalho feito pela polícia de Minas Gerais na apuração do assassinato de Eliza Samudio. De acordo com agentes, o jogador a atraiu para a morte depois de propor um acordo para pagamento de pensão.
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Primeiras páginas_12.jul.10
O GLOBO – Eleições adiam projetos que incentivam economia
FOLHA DE SÃO PAULO – É desastrosa a reforma do Código Florestal
ESTADO DE SÃO PAULO – Plataformas em mãos estrangeiras
JORNAL DO BRASIL – Magistrados serão punidos com demissão sumária
CORREIO BRAZILIENSE – DF: Milionários de olho na Câmara Legislativa
VALOR ECONÔMICO – Empresários temem Estado de Dilma e BC de Serra
ESTADO DE MINAS – Infratores vão se livrar de meio bilhão em multas
JORNAL DO COMMERCIO – Centrais sindicais abrem as baterias contra Serra
ZERO HORA – Ibope mostra disputa acirrada ao Senado no RS
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Fernando Pessoa
Sabes quem sou? Eu não sei.
Sabes quem sou? Eu não sei.
Outrora, onde o nada foi,
Fui o vassalo e o rei.
É dupla a dor que me dói.
Duas dores eu passei.
Fui tudo que pode haver.
Ninguém me quis esmolar;
E entre o pensar e o ser
Senti a vida passar
Como um rio sem correr.
Fernando Pessoa
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Enquanto isso, no Brasil…
Principais obras da Copa ainda não saíram do papel
A Copa da África do Sul acaba hoje, e o Brasil começa a correr para deixar em condições estádios e aeroportos das 12 cidades-sede para 2014. Mas muito pouco foi feito e ainda há muito o que fazer, a um ano do primeiro evento, o sorteio para as eliminatórias em julho de 2011. Em Recife e São Paulo, por exemplo, as áreas para a construção de novos estádios não passam de matagais. No Rio, local do jogo final e, possivelmente, da abertura, as obras ainda estão em processo de licitação. A situação dos aeroportos é ainda mais grave, sendo esta a principal preocupação do presidente da CBF, Ricardo Teixeira. O terminal do Tom Jobim/Galeão está passando por mais uma maquiagem, um exemplo do embate que se arrasta há cinco anos no governo Lula, que impede a concessão dos terminais à iniciativa privada.
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Copa do Mundo
Espanha: campeã do mundo com melhor defesa e pior ataque
Fúria se iguala a França e Itália como campeãs com defesa menos vazada, mas também se torna a primeira colocada com pior ataque na história
Além do inédito título mundial e um dos artilheiros (Villa), a Espanha se despede da Copa com mais duas marcas: uma positiva e outra negativa. Com apenas dois gols sofridos, a Fúria se iguala a franceses e italianos como campeã com a defesa menos vazada. Entretanto, os espanhóis, conhecidos pelo futebol ofensivo, marcaram apenas oito gols, tornando-se o campeão com menor número de gols.
Em sete jogos na Copa de 2010, o goleiro e capitão Casillas só foi buscar a bola no fundo das redes em apenas duas oportunidades. Na estréia contra a Suíça, derrota por 1 a 0, e contra o Chile, na vitória por 2 a 1. Na fase de mata-mata, a Fúria não sofreu um gol sequer. A marca é dividida com franceses e italianos, que também chegaram ao título sofrendo apenas dois gols, em 1998 e 2006, respectivamente.
GLOBOESPORTE
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Copa? Que Copa?
Em 1982, (ano de Copa), tendo completado quatro de permanência no Reino Unido, uma vez que aqui cheguei para ficar em 1978 (ano de Copa), consegui no passaporte o visto que dava a permissão para quedar-me nestas bandas por tempo indeterminado, o equivalente ao Green Cardnorte-americano.
Tudo bem. Com isso, vinham também as responsabilidades que a estada indeterminada acarreta. Abramos o jogo (como uma defesa de seleção fracote): eu teria que pagar imposto de renda. Tudo bem. Eu já residira aqui pelo período 1968-1972 (1970 foi ano de Copa) e conhecia as regras do jogo (4-2-4).
No Brasil, onde eu ganhava muito bem no período entre 1972 e 1977 (1974 foi ano de Copa) sempre tive, como todas as pessoas remediadas, ricas ou bilionárias, devolução. Nunca entendi como nem porquê. Meu contador, o mesmo do jornaleco onde eu trabalhava escrevendo e editando, é que resolvia esses brasileirismos para mim. Qualquer coisa a ver com uma contribuição que eu dava semestral ou anualmente para uma organização de ceguinhos. (Um pequeno parêntese: por que será que nós temos essa tendência para agrupar invisuais em diminutivo?)
Os mesmos ceguinhos traziam, vez por outra, caixinhas de doces para os outros jornalistas (palavra ousada no caso, bem sei) que, como eu, desfrutavam das benesses dessa mesma situação. Para que envolver nesses esquemas marotos, já passados tantos anos, muitos de chumbo, outros de Copa, amigos queridos como o Ziraldo, o Jaguar, o Henfil etc. Não, não. Sejamos discretos. Em sinal de respeito, partamos, eu e você, leitor meu irmão, para outro parágrafo.
Resumindo: de posse do, para mim, valioso carimbo que me permitia aqui ficar pelo tempo que eu quisesse e não fizesse uma besteira que infringisse as leis da terra, havia a necessidade de rever, ou melhor, ver como ficava minha situação de contribuinte. Fui, recomendado por amigos locais, a um Mr. Hilton, de um escritório de contabilidade que, por motivos óbvios (não sei quais são, mas devem ser óbvios) quedará no anonimato.
A primeira coisa que Mr. Hilton me explicou é que os cegos (evitou o diminutivo) locais nem preparavam docinhos e nem poderiam me auxiliar a ficar isento de contribuição fiscal quanto mais receber devolução. Outras terras, outros modos, pensei eu, sempre dentro de meus habituais padrões de originalidade.
Mr. Hilton explicou-me, em voz macia e paciente, as regras do jogo (imposto de renda, nada a ver com Copa) da vigilância fiscal a que eu estava sujeito. Era complicado, como tudo que é estrangeiro. Entendi, no entanto, uma coisa: eu poderia optar entre registrar-me como residente ou como não-domiciliado em terras britânicas. No segundo caso, eu evitaria, e bastante, muito mesmo, o peso de minha contribuição ao fisco. Não chegava aos pés (não que ele estivessem batendo bola) do que eu lucrava com meus – sempre tive uma sensação de posse em relação a eles – invisuais brasileiros, mas era uma boa.
Mr. Hilton silenciou e deixou-me sozinho a matutar. Optei por uma novidade que a residência nestas ilhas oferecia, pois afinal eu estava começando vida nova. Optei, serei brutalmente franco, pela verdade. Sei que muitos de meus compatriotas se chocarão com minha atitude, mas eu era bem mais moço e queria deixar para trás hábitos contraídos durante um bom tempo de Brasil, meu Brasil brasileiro. Optei, dizia eu, por me declarar residente. Residente fiquei. Pagando direitinho todo meu IR, como me habituei a chamá-lo, com uma ponta de carinho e do calor humano que é só nosso.
Leio agora nas folhas que cinco pares do Reino, chamemo-los por suas devidas honrarias, qual seja, cinco lordes britânicos renunciaram às suas situações (quase) políticas, por se recusarem a se submeter às regras que regem sua situação contributária de “não-domiciliados”. Claro que moram, vivem e trabalham aqui. Podem passar uns tempinhos ou tempões viajando, que dinheiro para isso eles têm (podem inclusive ir assistir a uma final de Copa), mas no duro, no duro são, como eu, residentes. Lordes residentes e não lordes não-domiciliados.
Adeus, adeus Câmara Alta, entoaram eles em coro. Eles que insisto em nomear, já que não quedaram no anonimato e nem poderiam, mesmo que quisessem: lorde Norman Foster, um mais que consagrado arquiteto de renome mundial; lorde Bagri, indiano de nascimento e magnata da indústria siderúrgica; lady, ou dama, Dunn, da qual nada nem ninguém, ao que parece, sabe; lorde McAlpine, da construção civil; e lorde Laidlaw, um homem de negócios escocês (a Escócia não participou desta Copa).
Deram-se a si próprios, os “Five Non-Dom Lords”, como já estão sendo chamados pela mídia, cartões vermelhos como o arminho que fresca e injustamente usavam nas paragens doiradas da Câmara Alta.
Ivan Lessa, jornalista BBC/Brasil
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