OPINIÃO
CALOTE IGUALA BOLSONARO E LULA
Não pagar os precatórios é um calote no pagamento das dívidas da fazenda pública com agravantes próximos à criminalidade. Credite-se ao Governo Bolsonaro na atualidade esta excrescência retirada da PEC 62/2009 nascida no Governo Lula.
Registre-se que o artigo 100 desta “Emenda do Calote” entra em conflito com o princípio da dignidade da pessoa humana inserido no art. 1º, III da Constituição Federal.
Vê-se assim como se iguala nas picaretagens o poder nas mãos de extremistas, porqueo não pagamento dos precatórios traz graves consequências na vida dos credores, principalmente os idosos, privados de um direito fundamental.
Baseado em filigranas jurídicas o atraso da União vigora graças à cegueira da Justiça, o que nos leva a considerar que “o STF se tornou um guardião do Tesouro em vez de guardião da Constituição Federal”, como alegou um conhecido escritório de advocacia.
Adiados e parcelados pelo governo extremista de Bolsonaro precatórios ficaram para ser pagos este ano, 2023; mas agora já se ouve que serão novamente adiados pelo governo extremista de Lula, igualando os extremos do infinito da desumanidade.
Os créditos do INSS, principalmente, são destinados a pessoas da chamada “terceira idade”, e seu pagamento é juridicamente preferencial; se não forem pagos, expressa uma inominável injustiça.
Espero que o Governo Federal não mantenha esta injustiça. Novo adiamento, além de prejudicar grandemente o credor, aumentará os casos de transferência do crédito a herdeiros, uma loucura burocrática.
OPINIÃO
CRÍTICA A BARROSO
Mais uma decepção. A deplorável fala do ministro Luís Roberto Barroso, que era respeitado pela sua aparente formação e seriedade, só perde pela sua lamentável presença em evento de UNE que renasce com as infalíveis verbas do Governo lulo-Centrão.
Ao assumir uma posição político-partidária (ele timidamente fala que não quis dizer o que disse) para agradar uma claque organizada, pronta a aplaudir e vaiar discursos dos convidados a participar do congresso da entidade.
O que Barroso falou está gravado com todos tons e semitons: – “Nós derrotamos o bolsonarismo”. É de imaginar quem são os “nós”: Os estudantes que hibernaram durante o governo da extrema direita, ou os membros do colegiado do STF?
É inadmissível que um ministro da Suprema Corte se equipare ideologicamente aos jovens estudantes comunistas.
OPINIÃO
VÃO SE PASSAR 10 ANOS
A Reforma Tributária é importante? É. Atende os interesses do Mercado, dos governadores e dos prefeitos? Parece que sim. Entretanto, vão se passar dez anos para sua materialização, uma eternidade para quem quer consertar o país desta mintchura de impostos e taxas que azucrinam a vida cidadã.
O projeto passou na Câmara Federal com um tsunami de votos, constatando a disposição dos deputados em aprovar esta PEC, num cenário que traz três cenários à vista de todos.
Primeiro, no palco econômico traz a dúvida no seu texto se é melhor para o povo, ao anunciar a isenção de imposto para a cesta básica de consumo, medida tomada sob o aplauso dos supermercadistas, cujos interesses nem sempre coincidem com aqueles que beneficiam a nacionalidade.
Segundo, no campo político apresenta a revoltante transparência do fortalecimento da picaretagem e o índice corruptor do Governo Lula dispondo de R$ 15,1 bilhões dos contribuintes para comprar adesões de parlamentares.
Terceiro, mostrou no campo ideológico a auspiciosa ruptura entre a direita moderada com o estúpido extremismo bolsonarista, tendo o governador paulista Tarcísio de Freitas impondo uma fragorosa derrota a Jair Bolsonaro, reduzindo a sua liderança para apenas ¹/4 na Câmara Federal
RELATIVIDADE & RELATIVISMO
Miranda Sá (Email: mirandassa@uol.com.br)
“O PT gosta de folclore. Mussolini também gostava. Hitler também gostava. Stalin também gostava. Folclore é coisa de regimes nacionalistas e totalitários. Até hoje funciona assim”. (Diogo Mainardi)
Einstein, em 1905, enunciou equivalência entre a matéria e a energia, uma equação que revolucionou a física e a astronomia. 118 anos se passaram para que o pelego Lula da Silva criasse o relativismo da Democracia, teoria fascistóide pró-ditadura que revolta os amigos de Liberdade.
Os democratas do mundo inteiro repudiam esta fala inconsequente do Presidente eleito graças a adesão dos inimigos do totalitarismo, encontrando como único ponto positivo desta fala, é se comprovar, mais uma vez, que Lula não merece confiança.
O conceito de Democracia exclui qualquer adjetivação, cujo uso em discurso político só demonstra o oportunismo incoerente de um suspeito de manter créditos bancários em países cujo regime ditatorial se corrompe.
Para defender o ditador venezuelano Nicolas Maduro, antigo sócio na falcatrua da refinaria que nunca foi instalada em Pernambuco, Lula esconde as barbaridades cometidas pelo regime instalado por Hugo Chávez, que reduziu o pais vizinho de invejável situação econômica, numa miserável situação de miséria.
Nem Lula nem seus parceiros “esquerdistas” podem apagar a História, negando as perseguições políticas como a que sofreu a oposicionista Maria Corina Machado, cassada policialmente após conquistar 50% das intenções de voto nas primárias eleitorais no país.
… E as prisões, e as torturas, e a morte de quem protesta contra um governo, cujo Legislativo e a Justiça estão aparelhadas pela pelegagem chavista. Desta maneira, não é argumento falar em “eleições” que ocorrem na Venezuela, eleições viciadas, como nos regimes hitlerista e stalinista.
Diante disto, falar em “conceito relativo da Democracia” representa além de tudo uma traição aos eleitores que repudiaram Bolsonaro no ano passado, pela defesa que fazia da mesma tese.
Eleito democraticamente a diversos postos legislativos e executivos várias vezes – e agora mais uma vez por obter um ‘jeitinho garantista” do STF, após condenação por corrupção em três instâncias judiciárias –, Lula cospe no prato que come com arrotos pútridos ditatoriais.
O P I N I Ã O –
Inexplicável
Há mais de treze meses mostra uma menina de 13 anos obrigada a se prostituir e outra, de seis anos, trabalhando num lixão para sobreviver.
Como até agora não se dispuseram a atender essas vítimas da desigualdade social não vejo razão para a campanha de doação para atender “as crianças que sofrem no Brasil”.
Fabricante de brinquedos caros pagando royalties aos americanos, devia dar parte dos seus lucros para atender seus objetivos de propaganda, ou fazer brinquedos baratos, como os chineses, para dar emprego aos pais que não conseguem manter a família.
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COINCIDÊNCIAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Uma vez acontece. Duas vezes é coincidência. Três vezes é ação inimiga” (Ian Fleming)
A vida é cheia de coincidências; mas as coincidências que encontramos nos círculos políticos são exageradas. Como verbete dicionarizado, a palavra Coincidência é um substantivo feminino vindo do latim vulgar “coincidere”, significando a condição de dois fatos ocorrerem igualmente por acaso.
Não encontramos para Coincidência um sinônimo perfeito que represente claramente sua significação, a justaposição de situações distintas em tempo e espaço. Nada tem a ver com coexistência, nem concordância, nem semelhança; o mais próximo que achei foi simultaneidade, e mesmo assim passa raspando….
Encontra-se na História Geral o caso ocorrido na 2ª Guerra com o prodígio da engenharia naval alemã, que lançado ao mar fez o almirantado inglês temer pela sua invulnerabilidade; mas a 27 de maio de 1941, por uma coincidência, uma bomba lançada pelo encouraçado inglês Prince of Wales entrou em uma das chaminés do navio alemão e explodiu a casa de máquinas.
Até hoje nos círculos navais se discute este fato de um dos navios mais lendários do mundo afundar na primeira batalha naval de que participou.
Das situações que ocorrem simultaneamente podemos listar muitas delas, como a história de um milionário norte-americano que simples empregado numa granja, indo a uma barbearia ouviu do cabelereiro que tinha palhetas de ouro nos cabelos. O personagem lembrou-se que se banhava diariamente num riacho que corria num terreno devoluto e, comprovando a existência de ouro ali, foi ao órgão competente registrar o terreno como sua propriedade. E assim fez a sua fortuna.
Entretanto, o modo de pensar independente desconfia das coincidências. O grande ficcionista Ian Fleming, nosso epigrafado, disse, e é repetido por muitos, que um fato ocorre uma vez por acidente, duas vezes pode se considerar coincidência, mas na terceira vez vê-se um propósito.
Um humorista que fez sucesso no século passado, Leon Eliachar, enunciou no seu livro “Homem Ao Quadrado”, um problema brasileiríssimo: – “A pontualidade é a coincidência de duas pessoas chegarem ao encontro com o mesmo atraso”.
A pessoas livres dos dogmas religiosos e das intrincadas cadeias ideológicas que mantêm uma sincronia com a realidade, aprendem a se livrar dos chamados universos paralelos, a artificialidade mental que escraviza os fanáticos.
É esta, infelizmente, a identidade que se assentou no Brasil quando coincidentemente levou-se para a política a briga natural dos cordões azul e encarnado nas lapinhas folclóricas,,,. Antes eleitoralmente eram jogadas de compadrio com uma duração marcada; terminada a eleição tudo voltava à estaca zero.
Hoje impera como política esquizofrênica, introduzindo na sociedade malquerença entre amigos e familiares e leva tal alucinação para a vida comum, nos empregos, nas escolas e na vizinhança.
Entre todas as formas de desencontros entre as pessoas, o discurso do ódio é a pior delas; e os assemelhados extremistas de direita e esquerda fazem-no com a maior sem-cerimônia. Assistimos isto quando urdido nos porões do Planalto do Governo Bolsonaro, e estamos assistindo agora com o besteirol de Lula dizendo que o impeachment de Dilma foi um golpe.
Seria mera coincidência Bolsonaro fazer o mesmo que Hitler recomendou no “Mein Kampf”, armar seus partidários? Ou será com Lula falando de “golpe” contra a incompetente e transgressora Dilma?
Coincidentemente, o caso Bolsonaro terminou com os tiros das armas liberadas por ele saindo pela culatra do golpismo e lhe mutilando politicamente; com relação a Lula, alguém lembrou que o golpe mais recente executado no Brasil, foi com a anulação da sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro.
São estas coisas que nos alertam para o que Henry Miller repassou, curto e grosso: – “Não se esqueça: toda coincidência tem um significado!”
BURRICE
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Contra a burrice os próprios deuses lutam em vão” (Schiller)
Está se tornando intolerável o culto da personalidade dos líderes políticos das duas facções que polarizam o pronunciamento eleitoral do Brasil. Parece-me menos uma opção ideológica e mais uma demonstração da ignorância política reinante. Pura burrice.
Dicionarizada, a palavra Burrice é um substantivo feminino, um derivado regressivo do latim (bur(r)ĭc(h)us), jumento, usado desde lá como “indivíduo estúpido, pouco inteligente, teimoso”. Abrasileirado, o Burrus,a,um latino ampliou-se como “Burrice”, significando asneira, besteira, estupidez, parvoíce, tolice.
Tem uma vasta sinonímia, da qual encontrei uma preciosidade no Dicionário Popular Paraibano, de Horácio de Almeida, que registra “Burralidade”, que encontrou no versejar de um cantador: “Você conte o que souber/ Eu não lhe empato a vontade/ É tolo o homem que teima/ Com sua burralidade”.
A burrice é um atributo dado a alguém ou determinada situação, pela condição de falta de inteligência ou de bom senso; também para uma decisão equivocada de uma pessoa despreparada.
Atrevo-me a criticar os que elaboraram as perguntas do Censo 2022, qualificando o questionário como burrice. No meu caso, eu e minha mulher somos mestiços, com brancos europeus, negros africanos e indígenas; Quisemos responder “Mestiços”, mas não foi aceito; classificaram-nos como “pardos”.
Vou além. Excluíram do registro as pessoas que vivem em situação de rua. Assim, sem uma classificação censitária, temos que apelar para um duvidoso registro de uma tal de Secretaria Especial de Desenvolvimento Social, do Ministério da Cidadania do Governo Bolsonaro, que estima em 161,8 famílias inscritas no Cadastro Único da citada Secretaria.
O chamado “Povo da Rua” vai muito além dos classificados como “famílias”. Estas têm a condição dos retirantes nas grandes secas ou dos refugiados estrangeiros fugindo à guerra. Os demais, a grande maioria, são doentes, drogados ou simplesmente vagabundos.
Antes restritos às grandes cidades, já se espalham em situação de rua pelos rincões do País e a demagogia dos políticos e os que querem ganhar o céu “fazendo caridade” alimentam este cenário desabonador para qualquer sociedade.
Dados divulgados por grupos religiosos e Ongs apontam a formação de um sistema, controlado pelos traficantes de drogas, incentivando toda espécie de crimes. Então, aqueles que se preocupam com esta conjuntura procuram soluções para o problema.
Evidentemente não é com a burrice da ajuda que em vez de ajudar os doentes, multiplicam o número de drogados e vagabundos. No pensamento de muitos, os doentes precisam de assistência médica; os drogados necessitam hospitais psiquiátricos que estão sendo fechados; e, para os vagabundos, obrigá-los ao trabalho.
Na década de 1940, quando eu era pré-adolescente, já pensava em tirar a Carteira de Trabalho, porque nos governos de Getúlio e Dutra era o documento exigido nas batidas policiais, a vagabundagem era uma transgressão que deveria vigorar até hoje, mas o falso humanismo não deixa por pura burrice….
Do Pitecantropos ao Homo Sapiens, vale o que Jeová disse quando expulsou Adão do Paraíso: – “Comerás do fruto do teu trabalho, serás feliz e próspero”; mas vivemos num mundo em que somos governados por políticos e clérigos que não trabalham e comem o fruto do trabalho de outrem…
Assim nascem as “bolsas” para silenciar a massa. Não é fala de um anarquista, mas de alguém de longa vivência, que encontrou a maior burrice da História: Foi do imperador da Boêmia, Venceslau, que suspeitando da infidelidade da esposa, exigiu do confessor dela que revelasse o que ouviu no confessionário. O prelado recusou-se a revelar a confissão e foi torturado e morto por isto. Ninguém sabe quem foi Venceslau, enquanto aquele que respeitou o sigilo sacramental foi canonizado e virou santo, São João Nepomuceno.
As burrices menores ficam entre nós, como a do ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, que “perdeu” o celular, ignorando que seu conteúdo pode ser recuperado na nuvem; e as dos novos ministros de Lula, com Marina Silva dizendo no Fórum Econômico Mundial que a metade da população brasileira passa fome; e, para melhor polarizar o país, Haddad sugere “boicotar” empresas de opositores políticos….
FASCISMO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Escrevo às apalpadelas no silêncio e pelo caminho descubro partículas de verdade” (Izabel Allende)
Não me venham com chorumelas, é fascista o grupo político que adota o slogan “Deus, Pátria, Família” da Ação Integralista Brasileira, partido criado por Plínio Salgado cópia tupiniquim do Partido Nacional Fascista (Partito Nazionale Fascista), de Benito Mussolini
E o que vem a ser “Fascismo”? Pela História, é a representação política, como ditadura totalitária, de grupos políticos, econômicos e financeiros. Nasceu na Itália (1922) e teve a sua maior expressão na Alemanha como Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Surgiu também notadamente na Bulgária, Espanha, Hungria, Polônia, Portugal e Romênia.
Na Itália, atuou como imperialista levado pelo ímpeto personalista de Mussolini, na Alemanha, pelo racismo e o conceito da “raça superior”, na Espanha, Bulgária e Finlândia com caráter militar, na Hungria e Portugal com base mística, religiosa. Nos países em que ocupou o poder houve uma disposição comum, nacionalismo extremado, racismo e anticomunismo.
Estabelecido como governo, o fascismo usou a máscara de “nacional socialismo” para disputar com os sociais-democratas e como reação aos sindicatos de trabalhadores cujos membros esquerdistas foram presos. Sob este manto, competiu com os círculos científicos, culturais e estudantis.
Assim, criou sindicatos governistas e/ou partidários, facilitando o ingresso dos membros a empregos, condenou a intelectualidade independente, artistas, escritores, teatrólogos e cineastas, que foram perseguidos “por sua cultura judaica”. Recrutou estudantes para organizações partidárias financiando-os, e impondo-lhes a ideia do sangue racial para um futuro hegemônico.
Outro ponto digno de nota era a promessa das lideranças fascistas de uma “ruptura radical com o passado”, sob um governo totalitário “de direita”; copiando o exemplo da ditadura do proletariado imposta na URSS stalinista.
As experiências históricas registradas na Alemanha e na Itália são abomináveis, com
os campos de extermínio de eslavos, ciganos e judeus; fogueiras de livros de “origem semita e marxista” e a negação da Democracia como um regime liberal, “burguês-capitalista”, sustentando-se no ateísmo e imoralidade.
Na verdade, os partidos fascistas por seus líderes, pregavam para as massas um “revolucionarismo verbal”, mas praticavam um conservadorismo obscurantista e se fortalecia pela valorizando e fomentando o aparato militar.
Dessa maneira, encontramos os discursos dos mandatários fascista e nazista; Mussolini, tinha no seu escritório uma flâmula com os dizeres: “Todos os homens são idiotas; alguns são idiotas engraçados; Deus me livre desses humoristas chatos”. E no seu longo discurso já no governo, vociferou: – “Muitos italianos ainda conservam o pensamento podre de uma Democracia; nego a estes senhores o direito de falar em liberdade”.
Quanto a Hitler, na sua doutrina exposta no “Mein Kampf” (Minha Luta), encontramos a expressão máxima do racismo: – “As causas exclusivas da decadência de antigas civilizações são a mistura de sangue e o rebaixamento do nível da raça”, e chega a uma conclusão condenável por quem tem cabeça de pensar: – “Só depois da escravização de raças inferiores será para eles ter a mesma sorte dos animais domesticados”.
Estas falas de Hitler e Mussolini citadas, são encontradas nos livros “Minha Luta”, Edição Mestre Jou, e “O Dia do Leão”, biografia de Mussolini, da Editora Nova Fronteira.
Chega à lembrança a forma de como seus fanáticos seguidores agiram para tomada do poder, a Marcha sobre Roma e a “Noite dos Cristais”, nome dado ao quebra-quebra promovido pelos nazistas deixando cacos de vidro nas ruas, das janelas estilhaçadas das sinagogas e vitrines de lojas dos que não aderiram. Depois veio a “solução final”, o massacre de opositores de judeus.
Nesta síntese da história dos fascismos italiano e alemão (que podemos classificar como clássicos) contribuímos para ajudar a combate-los nas suas cópias histriônicas e façanhudas, mas sempre danosas pelas marchas totalitárias e o terrorismo vandálico, como assistimos na tragédia de 8 de janeiro em Brasília.
ENTENDIMENTO
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“O cilício que cega o entendimento, e nega à vontade, afoga a alma e tira a vida” (Pe. Antônio Vieira)
O grande orador sacro padre Antônio Vieira, no seu Sermão de Santo Inácio, prega o que todos os brasileiros de boa vontade querem, um entendimento nacional que avalie um futuro radioso para o nosso País.
Não adianta procurar outras citações, seja dos gregos antigos Aristóteles ou Platão, ou seja dos pensadores modernos como Bertrand Russel e Schopenhauer, para mostrar a importância da união nacional para enfrentar as seitas políticas do tipo místico e o ativismo irracional.
É inútil procurar a resposta que nos faça entender a mobilização permanente das massas fanáticas, obedientes ao discurso pseudorrevolucionário do ex-capitão Bolsonaro com as promessas de criar uma nova realidade fantasiosa. Da minha parte, suponho que é esta fraude ideológica, o conduto que leva à política populista da “direita” ao berçário do fascismo.
Pior do que tudo isto foi a criação de uma frente de pastores evangélicos politiqueiros, e a atuação subversiva de oficiais da reserva remunerada, insuflados pela obsoleta doutrina anticomunista da guerra fria do seu tempo.
Assim, juntaram-se o culto da personalidade e o desejo de transferir para as Forças Armadas do poder decisório sobre o resultado das eleições presidenciais. E deu no que deu: a perturbação da ordem pública e a depredação e o saque dos poderes republicanos.
Investiga-se se houve cumplicidade, leniência ou incompetência de órgãos federais, e particularmente do governo do Distrito Federal; mas uma coisa é certa, prevaleceu nas FFAA os princípios da hierarquia e da legalidade.
Do outro lado, a sociedade civil, o governo federal eleito no ano passado, o Supremo Tribunal, as lideranças parlamentares do Congresso Nacional e os governadores estaduais, se uniram e entenderam que é preciso garantir o Estado Democrático de Direito.
Dessa maneira, vivemos o interstício entre a paz pública e o terrorismo e, encontrada a mola impulsionadora do pandemônio bolsonarista, os financiadores de agentes provocadores, é preciso puni-los exemplarmente para encerrar de uma vez por todas a agitação antidemocrática.
Daí em diante poderemos relaxar e estimular os rebanhos religiosos de maus pastores recitando o Sermão da Montanha ou lembrando-lhes Lucas 2:14 com a passagem bíblica do “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor”.
A desobediência a este preceito é pecado, como pecou aquele alucinado que estava no quebra-quebra do Congresso Nacional com uma Bíblia na mão, ou aquela senhora que declarou ter sido induzidas à participar da invasão por prédicas ouvidas no seu templo.
Quanto aos leigos, tão fanáticos quanto os auto assumidos religiosos, vamos lhes qualificar como o Marquês de Maricá descreveu: “alguns ‘patriotas’ dizem em voz alta que é doce morrer pela Pátria, mas em segredo reconhecem que é mais doce viver para ela e à custa dela”.
No meu artigo anterior, “Vandalismo”, lembrei que os indivíduos que ocuparam Brasília por um dia, pareciam estar acobertados naquela ação orquestrada com táticas de estado maior pelo governo do Distrito Federal e outros agentes públicos.
Repito, a invasão, depredação e saque dos símbolos da República Democrática, foi treinada, financiada, vazada nas redes sociais e detectada por órgãos federais de inteligência.
Para os que se revoltaram com o desatino dos inconformados com a derrota do seu candidato, lembro uma homilia natalina do papa Bento 16, recém falecido, onde ele pregou o entrelaçamento da graça e da liberdade, o entrelaçamento do apelo e da resposta, advertindo que um homem sozinho, mesmo com a maior boa vontade, nada pode fazer.
Então compartilhemos pela união pela Democracia dos brasileiros de qualquer crença religiosa, princípio político ou ideológico, numa comunhão espiritual que ponha a Pátria no caminho do futuro, pela paz, justiça social e desenvolvimento econômico.
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VÂNDALOS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“O discurso do contra, é eficaz no barulho e no vandalismo” (Nino Carneiro)
Após os criminosos eventos terroristas na capital da República, com depredação e saques do patrimônio público, vê-se uma segunda contribuição da extrema direita para consolidar o poder do seu adversário empossado na presidência da República. Da primeira vez, elegeram Lula graças ao extremismo para fascista e a política necrófila do negativismo na pandemia do ex-capitão Bolsonaro.
O crime perpetrado também calou os liberais do Centro e da Centro-esquerda que iniciavam uma oposição democrática e vigilante ao novo governo, pela lembrança das administrações anteriores corruptas.
As ações da direita extremista, inconformada com a derrota eleitoral sofrida pelos próprios erros, fracassaram graças a uma poderosa unidade nacional em defesa do Estado de Direito, na certeza de que os tresloucados agiram supostamente orientados por agentes estrangeiros importados do trumpismo norte-americano com a intenção de derrubar o governo legítimo.
A mídia os chama de vândalos. O que é um vândalo? A palavra dicionarizada é um substantivo masculino, originário da antiga língua alemã “wandeln”, que chegou ao latim como “vandalus(la)”, designando o indivíduo dos vândalos.
Os vândalos eram tribos germânicas do Norte que se unificaram para resistir às invasões romanas e, fortalecidos, moveram guerras na Europa, ocupando e devastando a região ibérica de Alandalus. Da Península Ibérica atravessaram o Mediterrâneo e atacaram a África do Norte estabelecendo-se em Cartago, cidade fenícia ocupada pelos romanos na segunda Guerra Púnica.
Chamados de bárbaros, os vândalos invadiram e saquearam Roma no ano de 455, onde depredaram parte da cidade antiga, demolindo monumentos e destruindo inúmeras obras de arte e livros. Ficou marcada a sua característica de devastar as nações invadidas, destruindo, incendiando e dilapidando bens públicos, coisas belas, valiosas e históricas.
Os indivíduos que se apoderaram de Brasília por um dia, acumpliciados com o governo do Distrito Federal e agentes públicos, travestiram-se de vândalos antigos e realizaram um violento ataque aos poderes republicanos, degradando as sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto.
Com esta ação habilmente orquestrada com táticas de estado maior, deixaram a memória da depredação e do saque do patrimônio público. A invasão aos símbolos da Democracia brasileira, foi treinada, financiada, vazada nas redes sociais e detectada por órgãos federais de inteligência.
Foi, porém, subestimada pelo Governo Lula; sem assessoramento, o ministro da Justiça Flávio Dino aceitou como verdadeiras as informações do governo do Distrito Federal; mas para vitória da Democracia, o golpe fez o inverso do que planejado; em vez de tomar o poder, fortaleceu o presidente Lula da Silva.
O impacto da barbárie praticada teve a sua força e violência provocando uma reação vigorosa dos integrantes dos três poderes republicanos com um maciço apoio dos defensores da Democracia de todos os matizes políticos e ideológicos.
As exceções ficaram restritas aos filhos de Bolsonaro, aos militares da reserva que perderam as boquinhas e à horda de fanáticos amedrontados pelo fantasma do comunismo, pesadelo que só existe nas cabeças tolas, como previu o próprio Marx n’ O Capital.
Esqueci o autor de um juízo e que volta agora pelas cenas destrutivas de Brasília. É mais ou menos assim: “Um vândalo é pior do que um ladrão, o ladrão rouba alguém e deve ser condenado pelo que fez; o vândalo saqueia e destrói o patrimônio de uma comunidade, e é abominável”.
Para os que têm dúvida, o que é muito salutar, peço que abram as cabeças para receber a aragem da realidade; e admitam que o que ocorreu é imperdoável. Serviu apenas para fortalecer um governo que merece pela experiência anterior uma ampla e permanente vigilância oposicionista.
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