“OITENTÕES”, PASSADO E PRESENTE
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
Foi postado do Twitter: “…E os oitentões como eu são mais felizes, lembram o Governo JK, quando o negócio mais próspero era uma oficina de fazer placas de “PROCURA-SE”, não bandidos, mas trabalhadores nos quatro cantos do Brasil. Um quinquênio de prosperidade, desenvolvimento e justiça social”.
Eu, noventão, vivi esta época, e votei na chapa JJ, de JK e Jango. Vinha de uma infância e pré-adolescência sob Getúlio Vargas e gostava da aliança que a inteligência dele criou: O Partido Social Democrático – PSD _, e o Partido Trabalhista Brasileiro – PTB -, cada qual assumindo uma fração política da nacionalidade.
Centro Direita e Centro Esquerda formando um todo ideológico pelo desenvolvimento econômico do País sofrendo apenas a resistência de meia dúzia de três ou quatro oficiais lacerdistas da Aeronáutica que se rebelaram, e foram anistiados benignamente por JK.
Naquele período histórico, como eram respeitados pela cultura jurídica, os magistrados brasileiros! Como eram estudiosos os oficiais de Estado Maior das Forças Armadas! Como eram independentes as organizações de trabalhadores e estudantis, ativas e patrióticas.
O somatório de tudo isto produziu uma intelectualidade brilhante na arquitetura, no cinema, na literatura, na música, no paisagismo e na pintura; e, como não poderia deixar de ser, um empresariado consciente defendendo o desenvolvimento econômico paralelo da Agricultura e da Indústria e a necessidade de se expandir para o Exterior
É triste constatar o lixo cultural, econômico, social e político que temos hoje no Brasil! Um esgoto de mediocridade, desembocando no lamaçal de personalidades inúteis e políticos corruptos, corrompíveis e corruptores.
Oitenta anos atrás, alisando os bancos ginasianos ouvi do meu professor de História, Wilson Pinto, uma aula sobre o filósofo e diplomata inglês Francis Bacon, criador e defensor do método indutivo na pesquisa científica.
Bacon defendeu a tese de que só pela experiência se adquire a cognição baseada no raciocínio; e, como intelectual honesto, embora sendo súdito de sua majestade britânica, se correspondia com Napoleão Bonaparte. Numa de suas cartas definiu o conceito de egoísta, disse que “é a pessoa que incendiaria a casa do vizinho para lhes fritassem um ovo” ….
Certamente os empedernidos egoístas que ocupam dos andares de cima dos poderes republicanos no Brasil pensam desta maneira. Ao lado do egocentrismo que domina o STF, assistimos a covardia personalista de Bolsonaro terceirizando sua delinquência no caso das joias sauditas; e, do outro lado, a insanidade de Lula divertindo-se em viagem internacional com a companheira das visitas intimas, enquanto nossos irmãos do Sul sofriam castigados por uma catástrofe climatérica.
Assim vivemos a estúpida polarização eleitoral no Brasil graças ao “eusismo” deste dois, e o apoio fanatizado de cultuadores de suas personalidades, um quadro infeliz que nos traz Blaise Pascal, um racionalista que buscou compreender a razão humana, condenando o “moi”, eu, é le mot haïssable”, uma palavra odienta.
Quem estuda História sabe que é pelo doentio egoísmo dos polarizadores que lhes faz correr para o totalitarismo, invejando na democracia os ditadores, ou dos antigos imperadores tipo Xerxes – o persa -, que alertado sobre a ameaça que do seu navio afundar por excesso de peso, ordenou aos cortesãos que se atirassem n’água para salvá-lo; e eles o fizeram.
SONHOS, SONHOS, E MAIS SONHOS
MIRANDA SÁ (mirandasa@uol.com.br)
Por mais absurda que seja uma ideia, sempre tem um seguidor. Para ridicularizar os princípios conservadores da Direita, alguns trumpistas e sua versão nacional, bolsonaristas, defendem a louca teoria da Terra plana. E conquistam seguidores.
Na antiga Roma, Cícero escreveu que nada existe de tão extravagante que não tenha encontrado um filósofo para teorizá-la. Isto constamos, passados mais de 2.000 anos, ao ver intelectuais, curvando-se às mentiras de Lula da Silva, defendendo a tese de que o impeachment de Dilma “foi um golpe”. Bem concluiu Michel Temer: – “Se foi golpe, foi um golpe de sorte’.
Do outro lado da moeda falsa da polarização, a empresa Bolsonaro & Filhos, ofuscada pelo brilho diamantino das joias árabes, se aproveita para lançar no comércio das ilusões a marca Mijoia, uma experiência adquirida no mercado negro.
Esta encenação macabra dos dois extremistas nos leva a sonhar pelo fim deste cenário tenebroso da política nacional. E, em referência a sonhos, lembro que Freud, profundo conhecedor do onirismo, escreveu que quando as pessoas sonham, interiorizam na mente a realidade que vivem no cotidiano.
Curvando-me à sapiência do pioneiro da Psicanálise, reconheço que materializei minha vontade de libertar o Brasil do jogo maléfico dos extremismos, revoltado com a avalanche de mentiras que leva parar o Brasil ao acostamento na estrada do futuro.
Os autênticos patriotas desejam e sabem como é difícil enfrentar a carga propagandista midiática defendendo a polarização eleitoral entre “eles”, como uma coisa inevitável; e que é impossível varrer para debaixo do tapete da História os protagonistas trapaceiros.
Reconheço que é, sem dúvida, uma tarefa espinhosa livrarmo-nos dos ministros togados do STF com suas sentenças corporativas e, pior ainda, suspeitosamente monocráticas; será dureza higienizar e pulverizar com DDT o parlamento, livrando-o dos picaretas que o infestam; e, mais difícil ainda impichar o ex-presidiário corrupto que chefiando o Executivo, ignora a existência do Tribunal de Haia!
Assim, para ajudar o País a alcançar o sonho radioso da ordem, progresso e justiça social, raciocinamos diferente do príncipe demente Hamlet, que no dilema do ser ou não ser, exprimiu: – “Morrer — dormir; dormir, talvez sonhar — eis o problema: pois os sonhos que vierem nesse sono de morte, uma vez livres deste invólucro mortal, fazem cismar”.
Ao contrário do herói de Shakespeare, nós queremos viver e não cismar! E viver muito para realizar o nosso sonho. Esta luta exige uma vida perseverante, para ir às ruas com uma lanterna na mão à procura de um brasileiro que liberte o Brasil dos extremismos.
Citando a lanterna de Diógenes, vem à memória uma história da antiga Grécia que li muitos anos atrás, conta que Sócrates descansando à beira de um lago, adormeceu, e sonhou que um cisne nadou ao seu encontro e se aninhou nos seus braços; repousou, e depois alçou voo para o céu.
Na manhã seguinte, o Filósofo se perguntava sobre qual seria o significado do seu sonho. Eis que bate à sua porta um jovem, pedindo-lhe que o aceite como seu discípulo. Era um rapaz bonito, alegre e desembaraçado que entusiasmou Sócrates. levando-o a refletir: – “Eis o cisne com quem sonhei! O futuro aluno era Platão.
Como vimos, ninguém deve desprezar os sonhos, porque o que sonhamos é o que desejamos, e o Brasil deseja ardentemente que apareça um político honesto para salvar a nossa Pátria.
FEMINISMO & ANTIFEMINISMO
MIRANDA SÁ (mirandasa@uol.com.br)
Independente de um lado ou do outro no confronto entre o feminismo e o antifeminismo, em homenagem à minha falecida mãe, que pranteio sempre, lembro uma poética expressão de Ruy Barbosa: “A mulher é a síntese de todas as perfeições”.
Dona Anília, minha mãe, teve uma personalidade combativa em defesa dos direitos humanos e o equilíbrio cristão do seu lado humanista; a solidariedade e a caridade alicerçavam a sua religião.
Eu morava em Natal e recebi a visita de um primo, Ivan, já falecido, que me alertou para que ela corria risco, pois saía para fazer compras na Rua do Catete levando o dinheiro na mão.
Na primeira oportunidade em que vim ao Rio procurei um contemporâneo de infância que havia se tornado um perigoso marginal no bairro. Falei com ele sobre o problema e recebi como resposta uma bomba: – “Se alguém, seja lá quem for, tocar em D. Anília, morre!”.
Graças a esta imagem deixada pela minha mãe, não ligo para as profissionais do feminismo, ocupando com poses teatrais a telinha da tevê por dois minutos de fama; também estou me lixando para a estupidez machista, estéril e injusta.
Proclamo os direitos femininos de participação social e, principalmente, como profissionais no mercado do trabalho. Não admito que a mulher se julgue inferior ao homem, e muito menos que seja tratada como tal.
Vejo na magistratura mostrarem-se mais honestas do que os homens, suscetíveis a ideologizar ou vender sentenças. Uma mulher jamais cometeria a absurdez monocrática e criminosa do “advotogado” Dias Toffoli, enlameando tribunais em defesa do corrupto Lula da Silva.
Admito que no Legislativo a participação feminina é medíocre; igualando-se à mediocridade reinante no parlamento; mas no Executivo, todas as ministras salvam-se do lamaçal fedorento que o Governo da Picaretagem exala. Não vimos, até agora, nada que as desabone.
E, por abordar o Executivo, lembro que Lula da Silva, levado à presidência da República pela insanidade mental dos Bolsonaro, entra no debate “feminismo e antifeminismo” como ele próprio é, um pelego sindical machista.
Foi com este perfil que fez a criminosa maracutaia de trocar a festejada atleta Ana Moser no Ministério dos Esportes por um picareta do Centrão, cujo currículo se resume no próprio nome, “Fuvuca”.
Vindo do Pelego, não foi surpresa; o que nos deixa chocados é ver as mulheres petistas e afins calarem-se por fanatismo sectário. As feministas petistas, ao contrário do que a História nos mostra, dos impérios da Antiguidade até hoje, não se assumem altivas e lúcidas, mas odaliscas de serralho.
Recordo uma anedota de Cleópatra e António no Antigo Egito. Houve um momento de altercação entre os dois e ele temeu ser assassinado por ela. Sempre nas refeições juntos, António levava provadores temendo a pelas iguarias servidas. Cleópatra divertia-se com isto; e preparou uma farsa incrível: Homenageou o amante com um banquete e cingiu-lhe a testa com uma tiara de flores.
Após muito vinho consumido, a Rainha propôs ao dignitário romano beberem as flores. António tirou as rosas da grinalda e mergulhou as pétalas na taça, preparando-se para bebe-las; quando a levava aos lábios, Cleópatra deteve-o e chamou um escravo, mandando-lhe tomar o vinho e o infeliz morreu caído no chão.
Cleópatra disse então: – “Ao contrário de nós, mulheres, os homens não sabem aonde o perigo realmente está.
DE NOMES E APELIDOS
No ano passado escrevi um artigo referindo-me ao jogo divinatório conhecido como “Onomatomancia”. Onze meses se passaram e um colega das redes sociais apareceu-me perguntando o que era isto.
Bem. A palavra dicionarizada é um substantivo feminino de etimologia grega, “onoma + manteia; onoma = nome; manteia = oráculo, adivinhação. É usada com a mesma grafia nas línguas latinas, no alemão e russo, diferente somente no inglês, Onomatomancy.
Trata-se de um estudo sobre o nome dado a alguém, seu significado e suas mudanças estruturais. E assim interpretar o destino que o nominado terá. Os praticantes da Onomatomancia consideram-na uma arte; e o Ocultismo vê como uma ciência que revela as influências etéreas nos nomes das pessoas.
No judaísmo, os antigos rabinos faziam remontar a Onomatomancia a Enoch, dizendo que não havia acaso na imposição do nome de um recém-nascido; esta ideia foi mais tarde desenvolvida na Grécia por Pitágoras.
Dessa maneira, os povos originários destas duas vertentes nacionais, judaica e greco-romana, acreditavam que se estabelecia o pressagio do futuro pelo batismo, e estavam convencidos que certos nomes deviam ser rejeitados, por funestos; assim como outros eram favoráveis ao roteiro de uma vida.
No “Martirológio Romano” encontramos um exemplo de nome ligado aos desígnios com o Santo Hipólito, preso e torturado durante a perseguição aos cristãos; foi espancado com açoites providos de bolas de chumbo e, condenado à morte, morreu despedaçado pelas patas dos cavalos.
Gramaticalmente, o substantivo hipólito é conhecido na zoologia como um substantivo masculino designando uma pedra amarela que se encontra na bexiga e nos intestinos do cavalo. O que vem relacionar o nome próprio do mártir aos cavalos que o mataram.
Será que dá para adivinhar o futuro dos políticos brasileiros pelos seus nomes e apelidos? Uma amiga minha, especialista na leitura do Tarô, garante que sim. No caso de Bolsonaro, por exemplo, seu sobrenome é precedido por Jair, que em hebraico
(“Yaiyr”), significa «Javé iluminará» e vê-se no fim de carreira ele quedar iluminado pelo brilho das joias que ele se apropriou do Estado Brasileiro.
A falsa direita de Jair enfrenta a falsa esquerda Lula na estúpida polarização eleitoral. “Lula” é o apelido dado a Luiz Inácio; e o nome “Inácio” vem da Etrúria, Egnatius, que vem a ser incendiário; pior é o apelido Lula, molusco do grupo gastrópodes, conhecido pelas toxinas que exala….
A História da Arte registra uma curiosa referência ao festejado pintor francês pós-impressionista Cézanne, cuja mãe o aninhava nos braços e dizia que ele seria um grande pintor, por se chama Paul (Paulo) como Paulo Veronese e Paulo Rubens.
E na poesia, também a França, temos Charles Pierre Baudelaire, poeta boêmio, literata e principalmente um rebelde que combateu a censura no seu tempo. Foi precursor do movimento simbolista e teve a sua principal obra “Flores do Mal”, condenada como imoral. O Poeta orgulhava-se do seu sobrenome, Baudelaire, “cimitarra” em árabe, uma arma letal que os cruzados trouxeram da Palestina.
Recolhendo a Onomatomancia como uma flor do jardim da inspiração, encontrei vários nomes de políticos corruptos e um deles vem de Canale d’Agordo, da província italiana de Beluno, referindo-se a esgoto: toffoli.
AS QUATRO FASES DA LUA
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
No Carnaval de 1962 (eu brincava participando de blocos) a cantora Ângela Maria que completaria 100 anos no último 31 de agosto, lançou a marchinha “A Lua é dos Namorados”, que fez o maior sucesso. A letra se inspirou na missão soviética Vostok 1 levada à órbita da Lua tripulada pelo cosmonauta Iuri Gagarin.
Viu-se na arte musical um exemplo de reconhecimento ao avanço científico; também nos EUA, em plena guerra fria contra a URSS, a banda The Marcels homenageou o voo de Gagarin regravando uma das mais lindas canções norte-americanas, “Blue Moon”, de Richard Rodgers e Lorenz Hart, lançada em 1934.
No Brasil, todo o Rio de Janeiro cantou “Todos eles/ Estão errados/ A lua é/ Dos namorados” e agora, 61 anos depois, assistimos saudosos em agosto ao fenômeno batizado pelos astrônomos de “Super Lua” – um momento em que o satélite fica mais próximo da Terra.
Diz o meu amigo @profeborto que eu exploro metáforas; é verdade. Na cosmografia lunar faço-o para dizer que na política brasileira, os ocupantes dos poderes republicanos vivem no “Mundo da Lua”; e não pelas músicas, nem com os astrônomos observando através do Telescópio Gigante Magalhães. É pela loucura que a picaretagem impõe ao País.
A nossa política vive uma verdadeira psicose, dominada pela fraude e a mentira, numa polarização eleitoral que se parece com as lapinhas natalinas dividindo o público entre o cordão azul e o cordão encarnado.
Assistimos o atual presidente, Lula da Silva, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, se engalfinhando, acusando-se do que fazem. Xingam-se de demagogos, populistas e corruptos, e ambos têm razão.
Também a capital da República elege uma senadora cujo único mérito é afirmar que viu Jesus sentado no galho de uma goiabeira. Este discernimento eleitoral dos brasilienses lembra-me a história do antigo fabulista turco Nasresddin Hadja, que indo pegar água num poço viu a lua se refletindo na água e resolveu pescá-la, jogando a linha da vara de pescar n’água com o maior anzol que dispunha; este se prendeu no fundo por alguma razão.
Então Nasresddin puxou tão fortemente o anzol que a linha arrebentou e ele caiu de costas. De cara para o céu, vê a lua e se emociona: – “Que Alá seja louvado!”, pensou, “levei a lua para onde ela deve estar!”
A exultação do islamita mostra que a lua é adorada pelos árabes desde antes de Maomé, que se aproveitou disto, fazendo da Lua Crescente o símbolo da sua religião, evocando a morte e a ressureição. Como se sabe, a Lua passa por quatro fases: nova, crescente, cheia e minguante, e o ocultismo vê na Lua Minguante a “Fase de Olhar para as Sombras”, sugerindo o recolhimento para a reflexão sobre a vida.
Vemos então que a realidade desencanta. Com o homem pisando na Lua, os mistérios vão-se deletando. E o pioneiro desta presença, Neil Armstrong, legou-nos uma frase antológica: “Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade”.
Este salto humano transpõe todos obstáculos da ilusão. Precisamos então refletir sobre o futuro do Brasil e decidirmos como devemos nos libertar da psicose polarizadora das falsas “Direita” e “Esquerda” que se assumem como tal para enganar os trouxas.
“MORRA: UM JOGO CHINÊS
MIRANDA SÁ (mirandasa@uol.com.br)
No meu último comentário, escrevi sobre a mesa verde da política e o pif-paf jogado por Lula e Bolsonaro diante de torcidas fanáticas, reforçando a polarização eleitoral entre os dois. Falei dos viciados no baralho como um jogo de azar que adotam, defendem e divulgam, trunfando pela divisão nacional entre os extremismos.
Pela visão dialética, leva-nos ao Yin-Yang, colocando Bolsonaro e Lula, dois mentirosos, um de frente para o outro jogando a Morra chinesa. Lembram-se o que isto?
O jogo consiste em postar dois jogadores, cara-a-cara, escondendo a mão destra nas costas, para apresentar o punho fechado representando a “Pedra”, ou espalmando a mãos significando “Papel”, ou apresentando os dedos indicador e médio em V, como “Tesoura”.
Os resultados de cada rodada individual mostram que a tesoura ganha do papel, porque o corta; mas perde para a pedra, porque se quebra tentando cortá-la; e a pedra é derrotada pelo papel que a envolve.
A simbologia desta contenda expõe a realidade acima do discurso demagógico e populista feito pelos extremistas da falsa direita e da falsa esquerda. Diante desta situação vê-se o quanto os políticos mentem; sendo que os dois bonzos mentem desmesuradamente, cortando a verdade com a tesoura. envolvendo a ética com o papel e quebrando a vidraça da Democracia.
Psicanalistas e Psicólogos concluem que pessoas mentem para alcançar algum objetivo, mas a mentira patológica do mitômano é neurótica. Bolsonaro e Lula são exemplos de mitômanos, mentem por mentir, mesmo sem propósito.
Lula sai agora tentando impor o ludibrio para alcançar a “reparação” da impichada Dilma, cujo governo – é inegável – nadou nas raias da delinquência e da fraude. Do outro lado, os Bolsonaro – sociopatas parentais – agem com uma falsidade inaudita para esconder a corrupção no governo familiocrata que exerceram, e mostram agora sua falsidade brilhando no lusco-fusco das joias árabes….
Não é difícil ver neste palco onde os mentirosos protagonizam uma representação real, bem acima da ficção, como a que assistimos no filme “E se Fosse Verdade”, uma fantasia cinematográfica que contei outro dia. E vou repetir, resumindo:
Os artistas, Reese Witherspoon no papel de Elizabeth, Mark Ruffalo como David e Donal Logue, como Jack, vivem uma situação em que Beth, uma médica que está em coma induzida, cujo espírito aparece a David, possuidor de dons mediúnicos.
Apaixonando-se por ela, David tenta convencer o amigo Jack a salvá-la, pois teria no hospital os aparelhos de sobrevivência desligados. Jack duvida que seja verdade a existência fantasmagórica de Beth; então e David pede-lhe para fazer nas costas a representação das marcas simbólicas da Morra, papel, pedra e tesoura. Jack o faz, e Beth, atrás, dá a dica para David que acerta tudo, até uma pornomímica final e assim empolga o amigo para perseguir o final feliz….
Fora da telinha da Netflix, o jogo de Morra também entrou na polarização política mostrando como os extremistas mentem inescrupulosamente, usando a camuflagem dos camaleões mostrando-se verdes ou vermelhos para fingir fraudulentamente uma posição ideológica. Estão ainda convencendo muitos; mas, espíritos me mordam, não será para sempre!
“MORRA”, UM JOGO CHINÊS
MIRANDA Sá (mirandasa@uol.com.br)
No meu último comentário, escrevi sobre a mesa verde da política e o pif-paf jogado por Lula e Bolsonaro diante de torcidas fanáticas, reforçando a polarização eleitoral entre os dois. Falei dos viciados no baralho como um jogo de azar que adotam, defendem e divulgam, trunfando pela divisão nacional entre os extremismos.
Pela visão dialética, leva-nos ao Yin-Yang, colocando Bolsonaro e Lula, dois mentirosos, um de frente para o outro jogando a Morra chinesa. Lembram-se o que isto?
O jogo consiste em postar dois jogadores, cara-a-cara, escondendo a mão destra nas costas, para apresentar o punho fechado representando a “Pedra”, ou espalmando a mãos significando “Papel”, ou apresentando os dedos indicador e médio em V, como “Tesoura”.
Os resultados de cada rodada individual mostram que a tesoura ganha do papel, porque o corta; mas perde para a pedra, porque se quebra tentando cortá-la; e a pedra é derrotada pelo papel que a envolve.
A simbologia desta contenda expõe a realidade acima do discurso demagógico e populista feito pelos extremistas da falsa direita e da falsa esquerda. Diante desta situação vê-se o quanto os políticos mentem; sendo que os dois bonzos mentem desmesuradamente, cortando a verdade com a tesoura. envolvendo a ética com o papel e quebrando a vidraça da Democracia.
Psicanalistas e Psicólogos concluem que pessoas mentem para alcançar algum objetivo, mas a mentira patológica do mitômano é neurótica. Bolsonaro e Lula são exemplos de mitômanos, mentem por mentir, mesmo sem propósito.
Lula sai agora tentando impor o ludibrio para alcançar a “reparação” da impichada Dilma, cujo governo – é inegável – nadou nas raias da delinquência e da fraude. Do outro lado, os Bolsonaro – sociopatas parentais – agem com uma falsidade inaudita para esconder a corrupção no governo familiocrata que exerceram, e mostram agora sua falsidade brilhando no lusco-fusco das joias árabes….
Não é difícil ver neste palco onde os mentirosos protagonizam uma representação real, bem acima da ficção, como a que assistimos no filme “E se Fosse Verdade”, uma fantasia cinematográfica que contei outro dia. E vou repetir, resumindo:
Os artistas, Reese Witherspoon no papel de Elizabeth, Mark Ruffalo como David e Donal Logue, como Jack, vivem uma situação em que Beth, uma médica que está em coma induzida, cujo espírito aparece a David, possuidor de dons mediúnicos.
Apaixonando-se por ela, David tenta convencer o amigo Jack a salvá-la, pois teria no hospital os aparelhos de sobrevivência desligados. Jack duvida que seja verdade a existência fantasmagórica de Beth; então e David pede-lhe para fazer nas costas a representação das marcas simbólicas da Morra, papel, pedra e tesoura. Jack o faz, e Beth, atrás, dá a dica para David que acerta tudo, até uma pornomímica final e assim empolga o amigo para perseguir o final feliz….
Fora da telinha da Netflix, o jogo de Morra também entrou na polarização política mostrando como os extremistas mentem inescrupulosamente, usando a camuflagem dos camaleões mostrando-se verdes ou vermelhos para fingir fraudulentamente uma posição ideológica. Estão ainda convencendo muitos; mas, espíritos me mordam, não será para sempre!
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NO BARALHO POLÍTICO
MIRANDA SÁ (mirandasa@uol.com.br)
É possível que nas grandes decisões, os políticos do andar de cima joguem xadrez, como dizem os comentaristas televisivos; vá lá! mas na telinha não se fala como joga o “Baixo Clero” (a verdadeira qualificação da picaretagem parlamentar) que adota o baralho.
Para os picaretas é mais fácil decorar os naipes do que mover pedras na complexa estratégia enxadrista; os que compõem o Baixo Clero, apelidado de Centrão para confundir e queimar o Centro Democrático, antítese deles, picaretas parlamentares.
O Centro Democrático não se vende, nem se troca: defende a terceira opção eleitoral, independente e patriótica, contra a polarização extremista. É completamente diferente dos defensores da disputa bivalente dos auto assumidos fraudulentamente como “de direita” e “de esquerda”.
Enquanto os autênticos democratas querem um país unido, bolsonaristas e lulistas querem uma sociedade dividida em facções estúpidas e, por isto, mantêm uma guerra de desinformação sobre o mapa ideológico da política
É por causa dos polarizadores que o homem comum não é informado de que os extremismos que Bolsonaro e Lula carregam são apenas o culto à personalidade e o fascínio por símbolos, bandeiras ou cores. Não valorizam princípios éticos. Fingem brigar entre si, mas são iguais pelo avesso.
Não há dúvida que seus argumentos deles envoltos num populismo barato, enganam muita gente. Sob uma colorida demagogia, o homem comum adota, por preguiça mental, ideologias degeneradas travestidas de conservadoras ou progressistas.
Então, por ingenuidade, ignorância ou psicopatia, os eleitores engrossam a dupla fileira da bipolaridade eleitoral e olham o Brasil pelo retrovisor da História. Chegam até a enfrentar-se como fascistas hitleristas e comunistas stalinistas.
Também ingênuas, ignorantes ou psicopatas, há pessoas que embaralham o populismo demagógico com socialismo e acompanham a marcha oportunista do lulopetismo; e seus adversários, igualmente obtusos, trocam o ideário conservador pelo besteirol da direita bolsonarista sem ética e sem moral.
Eis os naipes do baralho da picaretagem: examinando-os, vemos que são manuseados pelos que defendem e divulgam a cisão nacional entre os extremismos, são viciados em jogos de azar e não com as singelas cartas infantis do “Mico” ou as ingênuas bisca e sueca familiares.
O carteado de sete-e-meio do Baixo Clero é esquizofrênico. Leva o jogador à desintegração da personalidade, recriando-se à imagem e semelhança dos seus chefes, Lula e Bolsonaro, escamoteadores da verdade.
Só não vê quem não quer Bolsonaro como mercador de bens públicos e da desonra militar confrontando-se com Lula, ex-presidiário, condenado em três instância por corrupção, mas infelizmente no poder por suspeitas ações jurídicas.
Assim, jogando na mesa do destino nacional apostando no futuro, esperamos, por amor à Pátria, que a sorte nos proporcione o az, o rei, a dama, o valete e o dez, do mesmo naipe, para formar um Royal Flush. E ganhar o jogo contra a corrupção, a mentira, o nepotismo, a pelegagem corrupta dos hotéis de luxo, das joias, dos piagets e dos rolexes…
FILMES: “… E SE FOSSE VERDADE”
Assistimos no filme “E se Fosse Verdade”, dirigido Mark Waters, uma comovente, mas divertida comédia romântica, estrelada pelos premiados artistas Reese Witherspoon e Mark Ruffalo; e nos emocionamos com seu conteúdo.
O enredo trata da transmutação espiritual de uma médica que, em coma induzida tem a sua alma fora do corpo e aparece para um arquiteto possuidor de dons mediúnicos. A situação vivida entre os dois nos leva a pensar sobre a realidade da vida, influenciados pela herança cultural dos árabes que ocuparam a Península Ibérica, e nos inculcaram que o destino das pessoas está traçado do nascimento até a morte.
É o “maktub”, uma palavra camita que traduzida para o bom português significa “já estava escrito” ou “tinha que acontecer”.
Será? Quando menino, ouvi meu pai contar a história de um colega dele que viajando do Rio para Recife teve a premonição de que o avião iria cair e ele morreria. Nos tempos da Panair a viagem para o Nordeste era um pinga-pinga de capital em capital.
Assim, a aeronave aterrissou em Vitória, e o nosso personagem desembarcou indo direto para o Correio, onde escreveu um telegrama para a esposa tranquilizando-a no caso da queda do avião. Após fazer a correspondência, atravessando a rua foi atropelado e morreu.
Este fato que o meu pai garantia ser verdadeiro, nos faz acreditar no “maktub”, e, aceitável esta teoria, traz-nos a preocupação pelos sinais recebidos como presságios de futura ocorrência.
Entretanto, as sensações agourentas que tememos são minimizadas pelos antigos árabes que se precaviam dizendo que é melhor ficar sentado do que em pé, e é melhor estar deitado do que sentado; acreditavam que assim poderiam contornar os mal agouros.
A História, porém, persiste, registrando o caso do rei de Navarra que assumiu o trono francês como Henrique 4º. Conta que ele teve a intuição da própria morte se fosse ao Parlamento. Confidenciando a premonição para a mulher, Maria de Médicis, ouviu dela o pedido para que não deixasse o Palácio. Ele ficou e foi assassinado graças a uma trama da própria esposa, mandante do crime….
Foi surpresa? Na ficção está mais do que visto que a realidade é quem a produz. É de imaginar que os “Agentes do Destino” de outro filme, dirigido por George Nolfi com Matt Damon e Emily Blunt, tenham um caderninho escrito com os nomes de Bolsonaro e Lula.
Como imaginar que o brasileiro Bolsonaro, descendente de carcomamos nascidos em Anguillara, no nordeste da Itália, chegasse à presidência da República afirmando-se honesto para enganar os eleitores, e depois fazendo o que fez?
E o outro, menino nascido na localidade de Caetés, interior do Agreste Pernambucano chegasse em São Paulo e aprender a pelegagem com um tio comunista e viesse a se tornar o maior corrupto do País?
Pois bem. Maktub: Está escrito que os brasileiros despertarão contra a falsamente polarização ideológica entre estes dois picaretas, porque é inadmissível ver-se a continuação deste o cenário de filme de terror que o Brasil vive.
A REPORTAGEM ETERNA
MIRANDA SÁ (mirandasa@uol.com.br)
Calculam os antropólogos que foi mais ou menos a 25 mil anos a.C. que bandos de caçadores e coletores humanos se fixaram à terra, e transformaram as reuniões em torno das fogueiras que eram circunstanciais num ritual constante e permanente. O que se tagarelava noturnamente aquentando-se ao fogo eram reportagens sobre caçadas e fantasias nascidas da escuridão e dos sonhos. Eram reportagens.
Vivia-se no Período Neolítico – a Idade da Pedra Polida -, e a narrativa dos anciãos e anciãs enumerando experiências vividas ou transmitindo mitologias ancestrais eram dirigidas aos indivíduos solteiros e aos pré-adolescentes (Darcy Ribeiro estranhou que os idosos e casados não participavam dessas reuniões numa tribo estudada por ele).
O costume mudou com o processo histórico da civilização que vem dos impérios antigos, as repúblicas gregas e romanas até hoje, mantendo a divulgação por escrito das reportagens, pelos petróglifos, tijolos cuneiformes, escritas hieroglíficas e livros em forma de pergaminhos.
Com o surgimento da imprensa, o jornal assumiu também a categoria de fogueira, aglomerando à sua volta leitores ávidos por novidades e curiosidades. Esta fogueira se estendeu para o rádio e à televisão, que reúnem grandes audiências para ouvi-las e vê-as “ao vivo”.
Infelizmente a reportagem escrita ficou na saudade. Recordo duas espetaculares delas, publicadas n’ O Cruzeiro: “100 dias na Fronteira da Loucura”, de José Leal e “Falta Alguém em Nuremberg” de Davi Nasser. Recordo também a excelência da reportagem policial que nos traz a história do meu amigo, Octávio Ribeiro, que brilhou nas páginas da Última Hora.
Uma das tiradas deste repórter é antológica. O fundador da UH, Samuel Wainer, que levou o noticiário de polícia para a capa do jornal, reclamou um dia que a reportagem se tornara rotineira, dizendo ironicamente que se resumira à queda de bêbedos. Eis que Octávio, concordando com o chefe e tomado de brios, pediu ao editor carta branca para agir.
Com transporte, verba e um fotógrafo (que esqueço o nome) à escolha, foi a uma colônia de pescadores que ficava na Maré, defronte à Ilha do Governador. Dirigiu-se a uma birosca, pôs uma Praianinha na mesa e convidou quem estava lá para beber. Antes de pedirem a terceira garrafa. perguntou aos presentes se era verdade que havia aparecido uma criatura assustadora na Baía.
Um dos presentes lembrou que um velho pescador havia comentado isto. Octávio mandou um rapaz chama-lo e travou com ele perguntas pertinentes ao aparecimento do bicho, e com os dados obtidos escreveu a sua reportagem. No dia seguinte, a Última Hora estampou em letras garrafais: “HÁ UM MONSTRO NA BAÍA DA GUANABARA!”
É inesquecível também a Realidade, da Editora Abril, sob a direção de Milton Coelho da Graça, falecido em 2021; orgulho-me de haver participado da Realidade Amazônia e Realidade Meio Ambiente, que proporcionaram à equipe dois Prêmios Esso de Jornalismo.
Na radiofonia restou apenas pobres reportagens esportivas, que as emissoras de tevê imitam e desenvolvem-nas visualmente. Mas, tristemente ficam limitadas ao tititi de comentaristas repetidores de frases feitas como vem ocorrendo na política.
Jornal, revista, rádio e televisão só nos acrescentam cultura através do jornalismo científico; fora disto, só o ramerrão partidário e mercenário da política polarizada; trouxe, ao pé da fogueira, somente louvaminhas aos que ocupam o poder.
Para gáudio de quem deseja se informar, temos agora a fogueira tecnológica da Internet vivendo um estágio superior da reportagem. Nas redes sociais revive a reportagem investigativa, crítica e denúncias dos malfeitos do “andar de cima”, voltando ao princípio decantado por Millôr de que “jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”..
Triste, porém, é que as redes montam armadilhas criadas pelo extremismo ideológico para divulgar notícias falsas traduzidas do inglês fake news. Assim, a fraude política campeia com um único objetivo: manter o troca-troca do bolsonarismo e com lulopetismo e vice-versa.
Assim se cola os extremistas à polarização, com o superbonder da falsidade ideológica. É hora de recuperarmos virtualmente a boa reportagem para cortar as amarras do sistema mercenário da Comunicação.
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