Artigo
OPINIÃO
DESGRAÇADA PROPAGANDA
Substituindo um colega que viajou para atender interesses familiares, ministrei aulas de Jornalismo Escrito numa Faculdade do Rio. Naquela ocasião, aguardando o meu horário, assisti uma aula de Publicidade e Marketing.
Peguei um trecho da exposição do professor ouvindo-o afirmar que a Propaganda é uma Ciência…. Não me convenceu, porque aprendi teórica e praticamente a técnica da Publicidade e da Propaganda e considero-as uma aplicação técnica e instintiva nascida do conhecimento da opinião pública e/ou de determinado estamento social.
Do publicitário profissional exige-se a sensibilidade criadora, capaz de improvisos em conformidade com o órgão transmissor, como também o coeficiente de comparações visando comover a audiência auditiva ou visual.
O fundamental e intransferível é visualizar o alvo desejado. Na Publicidade atende-se a um produto ou serviço, na intenção de fazê-lo conhecido e imprimir a sua demanda no mercado; enquanto na Propaganda sempre a serviço do poder, inculcar ideias fantasiosas e diversionistas para a massa popular.
É esta a diferença que encontramos e com a qual nos defrontamos. Envolve-nos de várias maneiras; no setor publicitário das emissoras de televisão, por exemplo, provoca estupefação o movimento e as cores magnetizantes; pelo rádio, a voz modulada quase hipnotizante; e nas chamadas telefônicas a insuportável repetição de convites suspeitos.
A repetição nos leva à memória do século passado lembrando-nos do uso nefasto da propaganda pelos regimes totalitários. Sempre lembrado, quando se fala de propaganda, chega-nos herr Goebbels, propagandista de Hitler que criou o famigerado princípio de que “a mentira quanto mais repetida mais se aproxima da verdade”.
Goebbels deixou a maldita herança de pensar que os fins justificam os meios. Isto chegou à realidade tecnológica que levou a velha propaganda à aposentadoria, mas manteve o que havia de ruim. Foram-se as frases magnéticas, os desenhos harmoniosos, os jingles atraentes e os slogans persuasivos. Cederam lugar à desinformação, batizada no idioma inglês de “fake News”.
De acordo com o dicionário “Oxford”, “fake News” se define como “informação falsa, dada no propósito de confundir ou induzir a erro”. E esta prática fraudulenta chegou às praias da política como um tsunami. Entre nós é uma epidemia virulenta e letal para a Democracia.
A única vantagem que as “fake news” trazem é separar o joio do trigo personalizando os agentes da mentira, mostrando-os como extremistas de direita e de esquerda. Estão perto de nós e a sua presença os condena. No último fim de semana tivemos uma carga pesada de androides bolsonaristas defendendo a corrupção reinante no governo anterior.
… E, como não poderia deixar de ser, os esquerdoides lulopetistas chorando a morte de traficantes em confronto com a polícia paulista. Se assumem como “defensores dos Direitos Humanos”, mas defendem realmente os “Direitos Humanos dos bandidos” ….
OPINIÃO
O TERCEIRO OLHO
A tradição maçônica reverencia o Olho de Hórus, a divindade egípcia da clarividência; a figuração do globo ocular é vista como um símbolo de poder e proteção.
Também, segundo o Hinduísmo – a mais antiga religião oriental –, há em meio ao feixe de fibras nervosas que compõem o cérebro, um órgão que estimula a capacidade intuitiva de pressentir o que irá a ocorrer. Chamam-no de “Terceiro Olho”.
Além do aspecto religioso e ritual, a Ciência já identificou diversos sentidos humanos além do da audição, olfato, paladar, tato e visão. Temos pesquisas psicanalistas sobre a capacidade de muitos indivíduos de possuir, por exemplo, o sentido telepático; e o espiritismo kardecista o vê no exercício da mediunidade.
Deve-se, então, admitir a existência do Terceiro Olho? Bem; isto pouco interessa às pessoas que sequer enxergam com os dois olhos o que está em volta na cegueira do fanatismo. Disto, temos o exemplo mais do que perfeito lendo ou ouvindo tuiteiros bolsonaristas e lulistas negando a deslavada corrupção dos dois.
Entretanto, vê-se o ex-presidente Bolsonaro enterrado até o gogó na areia movediça das falcatruas associadas ao seu ex-ajudante de ordens, coronel Mauro Cid; também o atual presidente Lula é uma constante ameaça, pois que carrega nos ombros a carga pesada de uma condenação por corrupção e lavagem de dinheiro.
Se os cultuadores destas duas criaturas execráveis não veem o perfil negativo delas, aprendam que há na engenharia universal um mecanismo onividente. Lembra-me uma história que já contei num artigo, mas que vale a pena repetir:
“Na construção da imponente Catedral de Colônia – o monumento que mais me encantou na Europa –, um dos pedreiros foi descuidado no acabamento de uma das gárgulas, consideradas guardiães do templo. O mestre de obra chamou-lhe atenção: – “Aplique melhor o polimento”, disse.
Justificando-se, o artífice argumentou: – “Daqui do alto de 50 metros, quem notará isto?”; aí recebeu a resposta sábia do mestre pedreiro: – “Aprenda, camarada, que nós não construímos esta Catedral para aos homens, mas para Deus”.
Esta lição operária vem ao encontro da sagrada clarividência do Terceiro Olho, o maquinismo universal que imprime a História. O futuro mostrará às novas gerações a verdade negada pelas seitas fanáticas que diabolicamente polarizam a política em nosso País.
OPINIÃO
ROLANDO UM ROLEX
A escada rolante da corrupção desce do gabinete presidencial do Palácio do Planalto para o subsolo da criminalidade; passando pelos andares de baixo encontrou provas contundentes de transações realizadas pelo coronel Mauro Cid ex-assessor de Jair Bolsonaro.
Por uma coincidência daquelas que vêm do além, a CPMI dos atos golpistas de oito de janeiro encontrou entre os e-mails trocados por Cid – preso desde o mês de maio envergonhando a farda – negociando um relógio Rolex ornado com diamantes recebido pelo ex-presidente em visita aos Emirados Árabes.
Esta manobra delinquente vem se somar à falsificação dos certificados de vacina e a criminosa tentativa retirar joias avaliadas em R$16 milhões apreendidas pela Receita Federal em Guarulhos. Seriam destinadas ao casal Bolsonaro.
Embora os fanáticos seguidores da seita extremista de direita fechem os olhos por pura insanidade, este fato reforça a constatação que a Lava Jato está fazendo falta para investigar e punir os manobreiros corruptos e corruptores bolsonarista. E assim, assistiríamos a revelação a igualdade deles com a corrupção lulopetista….
Malhando na bigorna da desonestidade na metalúrgica da politicagem, “O Globo” publicou o relatório do Coaf – órgão de combate à lavagem de dinheiro – com às suspeitas transações do coronel Cid movimentando R$ 3,2 milhões em seis meses, quantia incompatível para quem recebe vencimentos de R# 26 mil mensais.
Não é mentira da mídia, nem Fake News de hackers mercenários, e muito menos será uma mentira plantada para atacar Jair Bolsonaro. É preto no branco. Casos e fatos irrefutáveis que somente a cegueira fanática da seita extremista se recusa em aceitar.
A transação fraudulenta com o Rolex de Bolsonaro comprova-se numa troca de e-mails postados e recebidos na Ajudância de Ordens da presidência da República. É, portanto, um ato oficial, sem dúvida do conhecimento do Capitão ex-presidente.
Estes documentos foram tornados públicos. Quem quiser, os encontra no Google; mas, em síntese, lê-se que Cid recebeu em 6 de junho de 2022, um e-mail em inglês de uma interlocutora. Diz: “Obrigado pelo interesse em vender seu Rolex. Tentei falar por telefone, mas não consegui”, e acrescenta: “Você pode, por favor, me dizer se tem a garantia original ou certificado deste relógio?”.
Respondendo pelo mesmo veículo virtual, o coronel Cid respondeu que não possuía o certificado do relógio, dizendo que “foi um presente recebido durante uma viagem oficial”.O presente, é o Rolex cravejado de platina e diamante, que vale no mercado US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil, em cotação atual). E nada mais é preciso acrescentar.
OPINIÃO
Coxos e Mentirosos
Acredito que a sabedoria materna vem das estrelas que brilham no cérebro e não se aprende na escola. Vai-se descobrindo isto ao longo da vida: para escrever este texto, procurei exaustivamente uma referência que recebi entre os ensinamentos da minha mãe Anília.
Nas advertências contra a mentira, mamãe citava o ditado “é mais fácil pegar um mentiroso do eu um coxo”, adágio que não encontrei na minha vasta estante de dicionários; nem no antigo e famoso Dicionário de Provérbios de Luiz A.P. Victoria.
Como a mentira campeia no universo político brasileiro, represando e inundando os três poderes da República, pensei em observar os mentirosos a partir do pensamento poético de Afonso Romano de Sant´Anna, lúcido e objetivo: “De tanto mentir tão brava/mente constroem um país de mentira diaria/mente”.
Observo primeiramente Bolsonaro e Lula, campeões da mentira, preparados para se revisar no poder em virtude da fraudulenta polarização eleitoral cozinhada pela mídia na sopa de letrinhas dos partidos e engrossada pela baba dos fanáticos cultuadores de personalidades.
Combatendo esses dois pelegos dos sindicatos civis lulistas e da Central Única dos Fardados do bolsonarismo, defendo o Centro Democrático e por isto venho sofrendo críticas que considero coerentes porque vêm dos extremistas de direita e de esquerda.
Alegram-me estas manifestações por que comprovam a minha opção. Mostram que estou no caminho certo e se mostram pela aglomeração dos mentirosos contumazes pelo vício ou pagos com o fundo eleitoral….
Numa de suas crônicas, o jornalista e escritor ítalo argentino, Pittigrilli critica as máximas de La Rochefoucauld – acusando-o de defender verdades relativas. Diz que as verdades relativas não existem, que são, na verdade, meias-mentiras.
Por esta ótica, encontramos a mentira descarada de Lula defendendo a ditadura de Maduro na Venezuela, defendendo que o regime vigente na Venezuela é uma “democracia relativa”; e, paralelamente, vemos o desvario de Bolsonaro envolvendo seu assessor militar para facilitar para si a entrada clandestina no país de joias de avaliadas em R$ 16,5 milhões.
Vê-se assim que além de mentirosos, são corruptos. O empréstimo que o BNDES que Lula fez para a Venezuela, e até agora não pago, deve ter deixado propinas em paraíso fiscais; do mesmo jeito como as manobras furtivas e dissimuladas para pegar os diamantes de Michelle retratam um interesse individual de Bolsonaro.
A falta de patriotismo dos dois, revelada pelo desamor à verdade, leva-me querer tirar essas figuras ignóbeis da vida pública. Pensando em apelar para a Justiça? Que nada, infelizmente não estamos na Escócia e muito menos nos anos de 1005….
Lá, a História registra que quando Mascolm 3º subiu ao trono, um cidadão pelo direito consagrado apresentou-lhe o pedido de uma patente; o rei pegou o ofício e rasgou-o. O requerente apelou ao Parlamento que, por grande maioria, ordenou que Malcolm, sentado no trono e perante a corte, cosesse com agulha e linha o pergaminho. E a Justiça foi feita.
Aqui não temos parlamentares como haviam antigamente na Escócia…. No nosso Congresso Nacional os coxos, além de minoritários, perdem a corrida para os outros….
OPINIÃO
Paralelismo Extremista
Relembrando o último comentário sobre os extremismos que polarizam no Brasil, e dos aperreios juvenis com o estudo da Matemática, volto a trazer as duas coisas analisando o paralelismo existente entre o bolsonarismo e o lulismo.
Vale para o que aprendi no colégio ouvido de um professor de História sobre a antiga Grécia; ele nos contou que no tempo de Euclides havia uma escola filosófica que expôs no seu frontispício a frase: “Quem não souber Geometria não entre por esta porta”.
Talvez seja em função do conhecimento geométrico que os gregos ouviram Eratóstenes ensinar que a Terra é redonda e que a sua circunferência media 40.000 km; coisa que desconhecida mais de um milênio e meio depois pelos “doutores da Igreja” na Idade Média.
É indigesto que ainda hoje se ouça quem diga que a Terra é plana, engrossando a estupidez da auto assumida “Direita”; e que os pelegos que se dizem esquerdistas digam que é redonda de olho nas moedas pelas quais têm desmesurado amor…
Estas expressões são reconhecidas amplamente, levando-nos a crer que mais cedo ou mais tarde o povo brasileiro despertará deste pesadelo que se nos coloca frente à opção de escolher entre Bolsonaro e Lula, cuja vocação antidemocrática deveria por si só os banir da vida pública.
Está nos cadernos de Matemática…. E em suas páginas recordamos que o grande Pitágoras (cujo teorema ainda sei de cor) foi ao Egito estudar com os sacerdotes de Mênfis, admirando-se pela gigantesca construção de enormes e pesados blocos de granito.
– “Como puderam levantar esta massa de pedra”, perguntou. E teve como resposta dos adoradores de Amon que – “A força coesa tudo pode, se o espírito a dirige”.
É por uma força coesa, amparada pelo espírito patriótico e democrático dos brasileiros que pode derrotar a macabra alternativa de manter o poder entre os extremistas que se aproveitam do fanatismo e da ignorância para conquistarem o poder digladiando-se.
Sabemos que a adesão à uma terceira posição é de difícil escolha entre o lixo e os sargaços do mar de fraudes e demagogia, enfrentando as ondas de golpismo e corrupção; mas não é impossível.
Com a coesão e o espírito patriótico poderemos salvar o Brasil, levando-o ao patamar de desenvolvimento econômico, liberdade e justiça social.
OPINIÃO
OS EXTREMISMOS SE CRUZAM
As chateações que aperreavam a gente nos tempos de colégio, além dos namoricos, vinham da Matemática, principalmente da Geometria. Não esqueço o esforço que fiz para compreender as “paralelas coincidentes”.
Trazendo na cabeça que duas linhas retas coincidentes e espaçadas eram paralelas, não entendia que duas linhas retas que se cruzam em cruz fossem paralelas; e são, quando traçadas no mesmo plano sem ponto de intersecção.
Os filósofos da Antiga Grécia, geniais cultuadores da Geometria, seguiam o princípio de que “O livro da natureza está escrito na linguagem da matemática”, por isto, veio-me à cabeça que o estudo da matemática ajuda a análise política.
Observa-se no caso dos extremismos auto assumidos como “de direita” e “de esquerda que se polarizam midiaticamente no cenário eleitoral; são paralelas políticas que se cruzam encabeçadas por Bolsonaro e Lula, pelegos sindicais corporativos que entraram na política.
Se elegeram presidentes da República. Um aí está, graças à “de mãozinha jurídica” que o livrou da inelegibilidade da condenação em três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro; o outro, pelo mesmo método, está inelegível, não se sabe até quando.
O certo é que ambos atraem hordas de fanáticos cultuadores de personalidades, e parecem estar seguros de que o “engana trouxa” das suas rivalidades os manterá concorrendo e se alternando….
Esta perspectiva se deve à massa ignara do eleitorado. que me lembra o genial pensamento de Einstein, subtraído da Teoria da Relatividade: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta”.
É na estupidez humana, infinita, que se assenta a polarização em torno de duas pessoas que se elegem democraticamente e são de índole totalitária, defendendo ditaduras com semelhanças ideológicas. Um, até enaltecendo torturadores, e outro admitindo “democracias relativas”….
Os autênticos defensores da Liberdade abominam qualquer forma de autoritarismo governamental. Por isto, repugnam a aliança mercenária do Executivo com a Câmara dos Deputados sob pretexto de garantir a governabilidade.
Nisto, os dois extremismos se cruzam. A compra de parlamentares é a expressão máxima de governos corruptos, corruptores e corrompidos.
OPINIÃO
ONDE ESTÃO OS BOLSONARO?
Afastados da lareira do poder, que esquenta até gente morta, os Bolsonaro vagueiam à deriva do cenário político brasileiros. Pisaram do freio, renunciando a continuar interpretando os quatro cavaleiros do Apocalipse descritos na Bíblia de dona Michelle.
O Capitão, que arrastou os filhos para cargos eletivos pelo prestígio adquirido como líder do sindicato dos fardados, ficou inelegível somente no primeiro processo, pois vêm outros mais.
Agora cuidadoso, o quê não foi antes, o ex-Presidente tenta manter a liderança da Direita, visivelmente dividida em pelo menos três facções: a direita autêntica que se afasta dele se achegando à moderação; os “conservadores monarquistas de fancaria; e os “maria-vai-com-as-outras” vacilantes, ainda seguindo-o.
Dentre estes grupos, somente a direita ideológica revê consciente o quadro composto na eleição de 1918, contra a corrupção lulopetista que lhes aproximou o centro democrático.
Para o Capitão, será difícil reconquistar o apoio político dos antigos aliados depois das cretinices extremistas na pandemia, do anticomunismo fantasmagórico e da idiotia de encher o governo como militares da reserva.
O segundo na hierarquia parlamentar, Flávio, perde em qualidade comportamental e intelectual no Senado para os colegas da oposição antiPT, Eduardo Girão, Hamilton Mourão, Magno Malta, Marco Rogério e Sérgio Moro. Seu primarismo político vai obriga-lo a arrumar as malas; não será reeleito no Rio de Janeiro.
Em terceiro lugar, Eduardo, aquele que desprezou os sindicalistas fardados que o elegeram deputado federal em São Paulo liderados pelo pai, queria ser “diplomata”, indo (imaginem!) para a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos… Somente se acreditando o tal, porque era recebido por Donald Trump, o líder imperial das direitas golpistas de lá e de cá.
O quarto cavaleiro é Carlos, que ocupou uma vereança federal em Brasília durante o mandato do pai, assumindo-se como “ministro da propaganda, à lá Goebbels”, controlando uma rede de micreiros repetidores de palavras-de-ordem nem sempre do interesse nacional. Notabilizou-se no estúpido combate às vacinas na pandemia e rareia agora nas redes sociais.
Diante disto, vale perguntar: – “Qual será o futuro desta corrente que implantou no País uma “familiocracia” por quatro anos? É certo que não estão dispostos a apoiar o governador paulista Tarcísio de Freitas, direitista moderado, a quem o Capitão já começou a queimar.
Também é evidente que não manterão sob suas rédeas eleitorais os conservadores, conscientes de que foram enganados por eles; e repugnam a hipocrisia religiosa e se revoltaram com a tentativa de apropriação indébita das joias pela Primeira Dama amparada pelo marido.
O Livro do Destino tem a resposta; mas além de ser criptografado, não está à venda nas livrarias. Nem pela Amazon.
OPINIÃO
CALOTE IGUALA BOLSONARO E LULA
Não pagar os precatórios é um calote no pagamento das dívidas da fazenda pública com agravantes próximos à criminalidade. Credite-se ao Governo Bolsonaro na atualidade esta excrescência retirada da PEC 62/2009 nascida no Governo Lula.
Registre-se que o artigo 100 desta “Emenda do Calote” entra em conflito com o princípio da dignidade da pessoa humana inserido no art. 1º, III da Constituição Federal.
Vê-se assim como se iguala nas picaretagens o poder nas mãos de extremistas, porqueo não pagamento dos precatórios traz graves consequências na vida dos credores, principalmente os idosos, privados de um direito fundamental.
Baseado em filigranas jurídicas o atraso da União vigora graças à cegueira da Justiça, o que nos leva a considerar que “o STF se tornou um guardião do Tesouro em vez de guardião da Constituição Federal”, como alegou um conhecido escritório de advocacia.
Adiados e parcelados pelo governo extremista de Bolsonaro precatórios ficaram para ser pagos este ano, 2023; mas agora já se ouve que serão novamente adiados pelo governo extremista de Lula, igualando os extremos do infinito da desumanidade.
Os créditos do INSS, principalmente, são destinados a pessoas da chamada “terceira idade”, e seu pagamento é juridicamente preferencial; se não forem pagos, expressa uma inominável injustiça.
Espero que o Governo Federal não mantenha esta injustiça. Novo adiamento, além de prejudicar grandemente o credor, aumentará os casos de transferência do crédito a herdeiros, uma loucura burocrática.
COINCIDÊNCIAS
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Uma vez acontece. Duas vezes é coincidência. Três vezes é ação inimiga” (Ian Fleming)
A vida é cheia de coincidências; mas as coincidências que encontramos nos círculos políticos são exageradas. Como verbete dicionarizado, a palavra Coincidência é um substantivo feminino vindo do latim vulgar “coincidere”, significando a condição de dois fatos ocorrerem igualmente por acaso.
Não encontramos para Coincidência um sinônimo perfeito que represente claramente sua significação, a justaposição de situações distintas em tempo e espaço. Nada tem a ver com coexistência, nem concordância, nem semelhança; o mais próximo que achei foi simultaneidade, e mesmo assim passa raspando….
Encontra-se na História Geral o caso ocorrido na 2ª Guerra com o prodígio da engenharia naval alemã, que lançado ao mar fez o almirantado inglês temer pela sua invulnerabilidade; mas a 27 de maio de 1941, por uma coincidência, uma bomba lançada pelo encouraçado inglês Prince of Wales entrou em uma das chaminés do navio alemão e explodiu a casa de máquinas.
Até hoje nos círculos navais se discute este fato de um dos navios mais lendários do mundo afundar na primeira batalha naval de que participou.
Das situações que ocorrem simultaneamente podemos listar muitas delas, como a história de um milionário norte-americano que simples empregado numa granja, indo a uma barbearia ouviu do cabelereiro que tinha palhetas de ouro nos cabelos. O personagem lembrou-se que se banhava diariamente num riacho que corria num terreno devoluto e, comprovando a existência de ouro ali, foi ao órgão competente registrar o terreno como sua propriedade. E assim fez a sua fortuna.
Entretanto, o modo de pensar independente desconfia das coincidências. O grande ficcionista Ian Fleming, nosso epigrafado, disse, e é repetido por muitos, que um fato ocorre uma vez por acidente, duas vezes pode se considerar coincidência, mas na terceira vez vê-se um propósito.
Um humorista que fez sucesso no século passado, Leon Eliachar, enunciou no seu livro “Homem Ao Quadrado”, um problema brasileiríssimo: – “A pontualidade é a coincidência de duas pessoas chegarem ao encontro com o mesmo atraso”.
A pessoas livres dos dogmas religiosos e das intrincadas cadeias ideológicas que mantêm uma sincronia com a realidade, aprendem a se livrar dos chamados universos paralelos, a artificialidade mental que escraviza os fanáticos.
É esta, infelizmente, a identidade que se assentou no Brasil quando coincidentemente levou-se para a política a briga natural dos cordões azul e encarnado nas lapinhas folclóricas,,,. Antes eleitoralmente eram jogadas de compadrio com uma duração marcada; terminada a eleição tudo voltava à estaca zero.
Hoje impera como política esquizofrênica, introduzindo na sociedade malquerença entre amigos e familiares e leva tal alucinação para a vida comum, nos empregos, nas escolas e na vizinhança.
Entre todas as formas de desencontros entre as pessoas, o discurso do ódio é a pior delas; e os assemelhados extremistas de direita e esquerda fazem-no com a maior sem-cerimônia. Assistimos isto quando urdido nos porões do Planalto do Governo Bolsonaro, e estamos assistindo agora com o besteirol de Lula dizendo que o impeachment de Dilma foi um golpe.
Seria mera coincidência Bolsonaro fazer o mesmo que Hitler recomendou no “Mein Kampf”, armar seus partidários? Ou será com Lula falando de “golpe” contra a incompetente e transgressora Dilma?
Coincidentemente, o caso Bolsonaro terminou com os tiros das armas liberadas por ele saindo pela culatra do golpismo e lhe mutilando politicamente; com relação a Lula, alguém lembrou que o golpe mais recente executado no Brasil, foi com a anulação da sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro.
São estas coisas que nos alertam para o que Henry Miller repassou, curto e grosso: – “Não se esqueça: toda coincidência tem um significado!”
BURRICE
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
“Contra a burrice os próprios deuses lutam em vão” (Schiller)
Está se tornando intolerável o culto da personalidade dos líderes políticos das duas facções que polarizam o pronunciamento eleitoral do Brasil. Parece-me menos uma opção ideológica e mais uma demonstração da ignorância política reinante. Pura burrice.
Dicionarizada, a palavra Burrice é um substantivo feminino, um derivado regressivo do latim (bur(r)ĭc(h)us), jumento, usado desde lá como “indivíduo estúpido, pouco inteligente, teimoso”. Abrasileirado, o Burrus,a,um latino ampliou-se como “Burrice”, significando asneira, besteira, estupidez, parvoíce, tolice.
Tem uma vasta sinonímia, da qual encontrei uma preciosidade no Dicionário Popular Paraibano, de Horácio de Almeida, que registra “Burralidade”, que encontrou no versejar de um cantador: “Você conte o que souber/ Eu não lhe empato a vontade/ É tolo o homem que teima/ Com sua burralidade”.
A burrice é um atributo dado a alguém ou determinada situação, pela condição de falta de inteligência ou de bom senso; também para uma decisão equivocada de uma pessoa despreparada.
Atrevo-me a criticar os que elaboraram as perguntas do Censo 2022, qualificando o questionário como burrice. No meu caso, eu e minha mulher somos mestiços, com brancos europeus, negros africanos e indígenas; Quisemos responder “Mestiços”, mas não foi aceito; classificaram-nos como “pardos”.
Vou além. Excluíram do registro as pessoas que vivem em situação de rua. Assim, sem uma classificação censitária, temos que apelar para um duvidoso registro de uma tal de Secretaria Especial de Desenvolvimento Social, do Ministério da Cidadania do Governo Bolsonaro, que estima em 161,8 famílias inscritas no Cadastro Único da citada Secretaria.
O chamado “Povo da Rua” vai muito além dos classificados como “famílias”. Estas têm a condição dos retirantes nas grandes secas ou dos refugiados estrangeiros fugindo à guerra. Os demais, a grande maioria, são doentes, drogados ou simplesmente vagabundos.
Antes restritos às grandes cidades, já se espalham em situação de rua pelos rincões do País e a demagogia dos políticos e os que querem ganhar o céu “fazendo caridade” alimentam este cenário desabonador para qualquer sociedade.
Dados divulgados por grupos religiosos e Ongs apontam a formação de um sistema, controlado pelos traficantes de drogas, incentivando toda espécie de crimes. Então, aqueles que se preocupam com esta conjuntura procuram soluções para o problema.
Evidentemente não é com a burrice da ajuda que em vez de ajudar os doentes, multiplicam o número de drogados e vagabundos. No pensamento de muitos, os doentes precisam de assistência médica; os drogados necessitam hospitais psiquiátricos que estão sendo fechados; e, para os vagabundos, obrigá-los ao trabalho.
Na década de 1940, quando eu era pré-adolescente, já pensava em tirar a Carteira de Trabalho, porque nos governos de Getúlio e Dutra era o documento exigido nas batidas policiais, a vagabundagem era uma transgressão que deveria vigorar até hoje, mas o falso humanismo não deixa por pura burrice….
Do Pitecantropos ao Homo Sapiens, vale o que Jeová disse quando expulsou Adão do Paraíso: – “Comerás do fruto do teu trabalho, serás feliz e próspero”; mas vivemos num mundo em que somos governados por políticos e clérigos que não trabalham e comem o fruto do trabalho de outrem…
Assim nascem as “bolsas” para silenciar a massa. Não é fala de um anarquista, mas de alguém de longa vivência, que encontrou a maior burrice da História: Foi do imperador da Boêmia, Venceslau, que suspeitando da infidelidade da esposa, exigiu do confessor dela que revelasse o que ouviu no confessionário. O prelado recusou-se a revelar a confissão e foi torturado e morto por isto. Ninguém sabe quem foi Venceslau, enquanto aquele que respeitou o sigilo sacramental foi canonizado e virou santo, São João Nepomuceno.
As burrices menores ficam entre nós, como a do ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, que “perdeu” o celular, ignorando que seu conteúdo pode ser recuperado na nuvem; e as dos novos ministros de Lula, com Marina Silva dizendo no Fórum Econômico Mundial que a metade da população brasileira passa fome; e, para melhor polarizar o país, Haddad sugere “boicotar” empresas de opositores políticos….
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