Arquivo do mês: maio 2008

FINANÇAS

BB e Nossa Caixa aceleram negócio

Em nova demonstração de que descarta um leilão para a venda da Nossa Caixa, São Paulo abrirá a partir de hoje os dados sigilosos da instituição para o Banco do Brasil, relata Catia Seabra. O BB já contratou uma consultoria para avaliar a Nossa Caixa e assinará hoje um termo de confidencialidade no qual se compromete a não fazer uso das informações sigilosas a que tiver acesso. A expectativa é que o acordo entre os governos federal e paulista seja fechado em três meses.

DESRESPEITO

PT-governo quer recriar a CPMF

Na semana em que a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) será novamente levada ao Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou de empresários a redução dos preços após o término do imposto. “É engraçado, não vimos os produtos reduzirem de valor com o fim da CPMF. Parece que apenas aumentou o ganho daqueles que pagavam”, afirmou Lula, na abertura do 20º Fórum Nacional, que reúne empresários, ministros e acadêmicos no Rio. Entidades do comércio e da indústria o contestaram.

MANCHETES do dia_27.mai.08

TRIBUNA DA IMPRENSA – Mantega privilegiou grandes bancos
no BNDES

ZERO HORA – Corregedor pede cassação de Paulinho

FOLHA DE SÃO PAULO – Déficit com exterior bate previsão
para o ano inteiro

CORREIO BRAZILIENSE – Máfia reutiliza caixões

GAZETA MERCANTIL – Banco médio ganha fôlego com os IPOs

O GLOBO – Remessas e importações agravam o déficit externo

ESTADO DE MINAS – Divida do brasileiro cresce 10 vezes mais
que a renda

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Desconto para 10 mil feras
na UPE.

TRIBUNA DO NORTE – TRE/RN recomenda rigor nos registros
de candidatos

DIÁRIO DE NATAL – Adolescentes degolados em Santo Antonio
do Salto da Onça

VALOR ECONÔMICO – Ofertas de ações retornam e devem ir
a R$ 8 bi até julho

O ESTADO DE SÃO PAULO – Contas externas já têm rombo de
US$ 14 bilhões

JORNAL DO BRASIL – Lula insiste na CPMF e reclama dos preços

A TARDE – Frente da Saúde é contra novo imposto

Poesia

Ode ao burguês

Eu insulto o burguês! O burguês-níquel
o burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva!
O homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas!
Os barões lampiões! Os condes Joões! Os duques zurros!
Que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangue de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora
falam o francês e tocam os “Printemps” com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosaiso êxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
Ao burguês-cinema! Ao burguês-tiburi!
Padaria Suíssa! Morte viva ao Adriano!”
— Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
— Um colar… — Conto e quinhentos!!!
Más nós morremos de fome!

“Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas!
Oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!

Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!

Fora! Fu! Fora o bom burguês!…

Mário de Andrade

O Poeta

Mário Raul de Morais Andrade (1893-1945). Poeta, contista, romancista, crítico literário, folclorista e crítico musical. Passa a maior parte de sua vida em São Paulo, cidade com a qual mantém forte ligação. Forma-se bacharel em ciências e letras em 1909. Estuda no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo em 1911.

Em 1917, passa a colaborar com críticas de arte na Folha da Manhã e em O Estado de S. Paulo, entre outros periódicos. Já com o pseudônimo de Mário Sobral, lança seu primeiro livro: Há uma Gota de Sangue em Cada Poema. É um dos responsáveis pela criação da Revista Klaxon e organização da Semana de Arte Moderna, em 1922.

Publica nesse ano Paulicéia Desvairada, considerado o primeiro livro de poemas do modernismo, no qual se encontram princípios de colagem típicos da pintura da época. Nas escadarias do Teatro Municipal, onde ocorre a Semana de 22, lê, de seu recém-lançado livro, o Prefácio Interessantíssimo, apontando pressupostos e caminhos a serem seguidos pela poesia modernista e a fundação do “desvairismo”, revelando afinidades com a chamada “escrita automática”, pregada pelo escritor francês André Breton (1896 – 1966), fundador do surrealismo.

Ainda na década de 1920, publica marcos do movimento em todas as formas de verso e prosa: a poesia experimental de Losango Cáqui, o uso do folclore nos poemas de Clã do Jabuti, os contos de Primeiro Andar, o ensaio A Escrava que Não É Isaura (em que aprofunda os pressupostos do Prefácio Interessantíssimo) e os romances Amar, Verbo Intransitivo e Macunaíma, o Herói sem Nenhum Caráter.

Macunaíma, traduzido para vários idiomas, conjuga o conhecimento do folclore nacional, o tratamento literário requintado e abordagens psicanalíticas dos mitos. Em 1927, realiza sua primeira viagem etnográfica à Amazônia, pesquisando e recolhendo manifestações de cultura popular.

Nos anos 1930, dirige o Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, funda a Discoteca Pública e promove o 1º Congresso de Língua Nacional Cantada, além de dar grande impulso à Revista do Arquivo Municipal. Entre 1938 e 1940, reside no Rio de Janeiro e leciona estética na Universidade do Distrito Federal, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Uerj.

Frente Parlamentar da Saúde é contra nova CPMF

Rafael Guerra (PSDB-PE) e Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente e vice-presidente da Frente Parlamentar da Saúde na Câmara dos Deputados, anunciaram há pouco que votarão contra a inclusão de uma emenda que recrie a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no projeto de lei que regulamenta a Emenda 29.

A Emenda 29 fixa valores que União, Estados e Municípios devem investir em Saúde. O projeto prevê R$ 23 bilhões a mais que o governo terá de investir no setor nos próximos quatro anos.
A nova CPMF, com alíquota menor, de 0,1% (contra 0,38% da que foi rejeitada em dezembro), seria vinculada exclusivamente para financiar o novo gasto.

Rafael Guerra defende que a criação de um novo imposto é desnecessária poque o excesso de arrecadação previsto para este ano e o anúncio de criação de um Fundo Soberano significam “sobra de caixa”.

A frente é formada por 243 deputados. Para aprovar a nova CPMF serão precisos os votos de 50% mais um dos presentes em plenário.

Leia mais em: Recriação da CPMF poderá ser votada na próxima quarta

Fonte: Noblat

Frase_2/26

“É a falta de zelo com a coisa pública que contaminou a universidade [de Brasília]. Não se gasta pouco em educação, mas se gasta brutalmente mal.”

Jefferson Péres, ex-senador da República

Georges Lacombe

Georges Lacombe - The Ages of Life

The Ages of Life (1894)

O Pintor

Georges Lacombe (1868-1916) foi um pintor e escultor francês.

Nascido em Versalhes, ele recebeu formação artística na Académie Julian a partir dos impressionistas Alfred Roll e Henri Gervex. Lá ele reuniu Emile Bernard e Paul Sérusier, em 1892, pouco tempo depois de se tornar um membro do seu grupo de artistas, Les Nabis.

Tal como muitos outros Nabi ele passou o verão de 1888-1897 na Bretanha. Ele se tornou Nabi O escultor: o escultor do grupo. Na verdade muitas fontes referem-se a ele apenas como escultor.

Georges Lacombe morreu em Alençon, Orne em 29 de junho de 1916.

George Gershwin – Summertime – Com Billy Holiday

Charge do humor tadela

Fonte: humortadela.com.br

Sampaio vai ao MP contra Dilma

Deputado Carlos Sampaio

O sub-relator da CPMI dos Cartões Corporativos, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), disse que vai protocolar uma representação no Ministério Público contra a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e 13 funcionários do órgão que estariam envolvidos na elaboração do suposto dossiê de gastos presidenciais na gestão de Fernando Henrique Cardoso. “A elaboração do dossiê não é um ato criminoso. Mas é um ato imoral, ofende o princípio da moralidade constitucional”, disse.

Fonte: claudiohumberto.com.br