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O Congresso morreu

O senador e bispo que lidera com folga a arrancada eleitoral no Rio de Janeiro é o candidato de Lula. Lula emprestou o Exército brasileiro para proteger uma obra promovida pelo senador num morro da cidade.

Como o Brasil acha isso normal, hoje os outros senadores, os outros morros, as outras obras são, todos, uns sem-Exército.
Tanto o Brasil acha isso normal, que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o jurisconsulto mais paroquial da história, continuou dizendo por aí que a situação do Exército como capanga eleitoral de Crivella era legítima – e ninguém achou ruim.
(Vai ver o povo já aprendeu a trocar o sinal das coisas que Jobim diz serem legítimas).

Se o presidente da República pode acionar as Forças Armadas para proteger o projeto eleitoral de um membro do Congresso Nacional sem que isso inspire uma CPI, uma diligência, ou ao menos um gesto de repúdio por parte do parlamento, esse parlamento já morreu e não sabe.
Só falta chamar o bispo para dar a extrema-unção e o Exército para remover o corpo.

Fonte: Guilherme Fiúza

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