Versão oficial da crise no controle dos vôos comerciais
Para os controladores a formação dos seus substitutos é deficiente porque o curso mantido pela Aeronáutica foi interrompido quando o PT-governo resolveu que os alunos estavam prontos para operar no Cindacta-1. E os profissionais afastados acham que o curso de 45 horas é arriscado, porque põe em atividade pessoas inexperientes. A decisão da ocupação no centro de controle pelos novos controladores saiu da portaria do brigadeiro José Roberto Machado e Silva, chefe do sub-departamento de operações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo.
O Comando da Aeronáutica reduziu pela metade do tempo o treinamento exigido para os novos controladores exercerem as funções específicas no tráfego aéreo, o treinamento tinha carga horária de 95 horas, conforme regra adotada há 13 anos pela FAB e agora foi abreviada para 45 horas. Oficialmente a Aeronáutica acha que houve tempo suficiente para capacitar o pessoal, mas há entre a oficialidade quem admita risco no aproveitamento dos novos operadores.
Os controladores assistentes têm como função determinar mudanças de altitude de vôo aos pilotos, estágio obrigatório para todos os profissionais do centro de controle antes de se tornarem controladores-radar. O brigadeiro Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, confia que as medidas tomadas para cumprir às determinações do presidente Lula da Silva, estão obtendo o resultado esperado e afasta os temores de risco no tráfego aéreo civil.
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