Uma oposição castrada
“Lula castrou a oposição neste país. Por isso – com raras e honrosíssimas exceções – a oposição fala fino e não tem a coragem de assumir seu papel. Seus instrumentos foram a enxurrada de medidas provisórias, que apequenaram o Legislativo numa figura decorativa, a cooptação de parlamentares em todos os partidos e a tática escusa do mensalão – de que ele “não sabia”, mas que mesmo assim funcionou.
Transformou o Brasil num deserto de estadistas e de idéias, num vazio político só preenchido pela sua descomunal ambição de erigir-se em presidente vitalício, emendando a Constituição para se candidatar novamente quantas vezes quiser. Lula acabou com a política, pois, onde não existe oposição, a política já era.
Não se trata de satanizar a pessoa do Presidente. Nada de ódio, apenas muita indignação, muita decepção e bastante cobrança. Afinal, Lula faz o seu jogo, o jogo do carisma sem liderança. Nós, que estamos em desacordo, temos de fazer o nosso jogo: menos “carisma” e mais liderança com responsabilidade!.
Gilberto de Mello Kujawski, escritor e jornalista (gmkuj@terra.com.br)
OPINIÃO: Kujawski está certo, é pena que não tenha se aprofundado mais a respeito dos oposicionistas castrados, afim de alertar os que lêem os seus artigos que é timidez (ou cumplicidade) dos parlamentares de partidos “ditos de oposição”, que os camisas pardas do PT estão nas ruas para uma nova “noite dos cristais quebrados” e prontos para pegar boquinhas em campos de concentração. As ameaças a jornalistas se multiplicam – algumas de morte como fizeram com Diogo Mainard – e tentativas de intimidação como a do fascista estrelado “anônimo” contra o editor deste Blog. O texto ameaçador e a devida resposta serão publicados hoje, 1º de outubro. MIRANDA SÁ
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