Um “triunvirato” vai relatar o processo de Renan

Comentários desativados em Um “triunvirato” vai relatar o processo de Renan
Compartilhar

Uma das derrotas impostas ao presidente do Senado no dia de ontem, foi a decisão do Conselho de Ética indicando três senadores, um do PMDB, um do PT e um da Oposição, para relatar conjuntamente o processo contra o Renan. Na direção do Conselho, o senador Leomar Quintanilha reverteu as expectativas da imprensa e dos próprios conselheiros, decidindo contra a anulação dos atos anteriores, a formação do triunvirato e a convocação de uma reunião para as 15h00 de hoje (4/jun).

Os tucanos se apressaram a indicar seu representante, que será o senador Demóstenes Torres, e a base governista está avaliando a confirmação do senador Renato Casagrande, agora na relatoria coletiva. O PMDB está ainda indeciso; esfarinhado – como vê a jornalista Eliane Catanhede – resta-lhe apenas dois defensores integrais de Renan, Almeida Lima e Valdir Raupp, que pleiteiam a indicação.

Na reunião plenária de ontem, o Senado assistiu uma flagrante perda de autoridade de Renan, que apesar de afirmar com arrogância que não “arredaria pé da presidência” não conseguiu baixar a ordem-do-dia como queria, para mostrar que a legislatura segue normal. Contradizendo-o, oradores de diversos partidos foram à tribuna falar sobre a crise, o desgaste da Casa e sugerir seu afastamento da presidência. Outros avançaram mais: o líder do DEM, senador José Agripino disse, enfático, que “A rua já o condenou e o que passa para as ruas é que as investigações estão sendo pilotadas pelo presidente investigado”, e completou: “A instituição está sub-judice”. “Estamos caminhando para um clima de desordem”, resumiu o senador Sérgio Guerra. Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos, Demóstenes Torres, Eduardo Suplicy e Renato Casagrande, fizeram coro constrangendo Renan e os gatos pingados que ainda tentaram defendê-lo.

Os comentários estão fechados.