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Grampo: Lula endureceu contra a imprensa

O ministro Tarso Genro (Justiça) levou a culpa, mas foi o presidente Lula quem decidiu “endurecer” contra a imprensa no projeto de lei que agrava punições para quem faz grampo ilegal de telefones, para quem “vaza” as escutas, mesmo legais, e até para quem as publica.

O projeto original continha uma ressalva isentando jornalistas de punição, mas o trecho foi suprimido. O presidente Lula bateu o martelo após ouvir a Casa Civil.

Fonte: claudiohumberto.com.br

Frase da vez_2/1

“Sou curioso em economia, mas não é de agora não.”

Presidente Lula, garantindo que está “por dentro” da economia brasileira há tempos

Zé Keti

Zé Keti (6/10/1921-14/11/1999)Sambista carioca, começou a atuar nos anos 40 na ala dos compositores da Portela. Em 1946 o grupo Vocalistas Tropicais fez a primeira gravação de um samba de sua autoria, “Tio Sam no Samba”.

Na década de 50 outros sucessos seus, como “Leviana” e “A Voz do Morro” foram incluídos no filme “Rio 40 Graus”, clássico do cinema nacional, dirigido por Nelson Pereira dos Santos.

Idealizou e participou do conjunto A Voz do Morro, que contava com Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Anescarzinho do Salgueiro, Jair do Cavaquinho, José da Cruz, Oscar Bigode e Nelson Sargento, e que gravou três discos. Em 1964, levado por Nara Leão, participou do espetáculo “Opinião” ao lado de João do Vale, no Teatro de Arena (Rio de Janeiro), que tornou conhecidas músicas suas como “Opinião” e “Diz que Fui por Aí” (com Hortênsio Rocha).

Outro enorme sucesso de sua carreira foi a marcha rancho “Máscara Negra” (com Hildebrando Matos), composta para o carnaval de 1967. Nos anos 80 viveu um período de relativo ostracismo, esquecido por intérpretes e gravadoras e morando em São Paulo.

Essa situação modificou-se nos anos 90, quando voltou a morar no Rio, a se apresentar ao lado da Velha Guarda da Portela e a ter várias músicas regravadas. Um dos tributos foi “Natural do Rio de Janeiro”, CD do cantor Zé Renato dedicado exclusivamente à obra de Zé Kéti.

Outros sucessos de Zé Kéti são “Mascarada” (com Elton Medeiros), “Malvadeza Durão”, “Nega Dina”, “Jaqueira da Portela” e “Meu Pecado”.

Panorama Econômico – Míriam Leitão comenta

O Congresso americano poderá aprovar algum projeto de socorro aos bancos desde que haja uma medida de apelo popular que tire dele a marca de ser um socorro aos banqueiros. Uma possível medida é o aumento do limite da garantia dos depósitos. Mesmo na incerteza, muita coisa se sabe. É isso que devia servir de guia ao Brasil na preparação para atravessar esse período turbulento.
Ontem, o mercado deu o salto que deu por dois motivos: tinha caído exageradamente na véspera, num momento de pânico; e se deixou embalar pela esperança de que o projeto de socorro aos bancos será aprovado. Os dois movimentos não são racionais. Cair 9% num dia e subir quase 8% no dia seguinte não faz qualquer sentido. O mercado continua alternando pânico e euforia.
O projeto de socorro pode ser aprovado, sim, mas será preciso modificá-lo. A elevação do limite do FDIC, que garante os depósitos dos correntistas em caso de falência de um banco, atenderia o que os políticos chamam de “Main Street”, o cidadão comum.

Só que é bom lembrar que o que derrubou o projeto não foi um ponto ou outro, mas a falta de liderança que organize os republicanos numa direção. Se a esperança que embalou ontem o mercado for frustrada por algum fato novo, o mercado despenca de novo.

Leia aqui na íntegra O que fazer

rucke

Fonte: chargeonline.com.br/Rucke

História – há 181 anos…

01/10/1827 – Inaugurado no Rio de Janeiro o Jornal do Comércio, o segundo mais antigo do Brasil.

Há muitos anos a palavra “Comércio” deixou de ser grafada com dois “m´s”, mas o jornal carioca que traz a expressão em seu título insiste em manter a grafia original. O motivo? A continuidade da tradição de um dos diários mais antigos do país, o Jornal do Commercio (JC).

A recusa em mudar, no entanto, restringe-se ao nome, pois, nestes 180 anos de circulação ininterrupta, o JC já passou por várias reformulações, em sua linha editorial e também no design.
Em 1827, ano de sua fundação, o periódico era praticamente o único jornal do país e, por isso, tinha conteúdo bastante “eclético”. Com a chegada de outros grandes jornais, como Jornal do Brasil, O Globo, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo, o JC teve de se reformular.

A mudança fez com que o periódico se voltasse mais para a economia e, hoje, seus únicos concorrentes são o Valor Econômico e a Gazeta Mercantil, o que não deixa se ser um páreo duro de enfrentar.

“Temos nossa tradição de mercado, mas isso não é um peso para nós. Somos um jornal econômico que dá também atenção à parte jurídica e à de leilões. Somos referência nesta área de leiloaria. Mas, a divisão do mercado é uma realidade, então corremos atrás para atender sempre as exigências de nossos leitores”, disse o presidente do JC, Maurício Dinepi, em entrevista ao Portal IMPRENSA.

Atualmente, o JC tem tiragem de 35 mil exemplares, edições locais em São Paulo (SP) e Brasília (DF) e um público formado majoritariamente por profissionais do ramo econômico, jurídico e de leilões, com idade acima de 25 anos.

Sua equipe é formada por 317 funcionários, sendo que cerca de 90 são jornalistas. Entre os articulistas que já contribuíram – ou ainda contribuem – para o jornal, estão nomes famosos do passado e da atualidade, como Barão do Rio Branco, José de Alencar, Machado de Assis, Euclides da Cunha, Lima Barreto, Austregésilo de Athayde, José Sarney, Santiago Dantas e Carlos Heitor Cony.

Fonte: Portal Imprensa

CRISE DO CAPITALISMO

Conjuntura não se compara a 1929
A turbulência que atingiu os mercados na última segunda-feira ainda não se compara à Grande Depressão de 1929, avaliam especialistas, de forma consensual. No entanto, há riscos de a economia real ser afetada.

Meirelles: “Crise exige serenidade”
Em evento promovido pelo Estado, Henrique Meirelles, do Banco Central, disse que “a crise é séria”, mas que o BC a observa “com serenidade”.

Dólar tem a maior alta em 6 anos
As bolsas no Brasil e no mundo tiveram altas ontem, com exceção da Ásia. No dia, o dólar caiu 3,15% – fechando a R$ 1,904 – mas em setembro subiu 16,54%, a maior valorização mensal desde de 2002.

Financiamento fica mais caro e prazos diminuem
Dados da Anefac (associação de executivos de finanças) mostram que o juro médio para o consumidor subiu de 7,39% para 7,45% e os prazos de financiamento caíram para 24 ou 12 meses. A Anefac já vê reflexos da turbulência nos EUA.

Investidores reagem, mas prejuízos são maiores que socorro
Depois do pânico, um dia de alívio: os investidores voltaram às compras ontem em busca de ações que ficaram baratas demais. A Bovespa acompanhou o otimismo mundial e fechou em alta de 7,6%. Os prejuízos nas bolsas, no entanto, já somaram US$ 1 trilhão.

Commodities em baixa
Crise nos mercados financeiros internacionais em setembro provocou a redução das cotações médias mensais dos principais produtos agrícolas negociados pelo Brasil no exterior. Na bolsa de Chicago, os grãos recuaram às menores médias em pelo menos seis meses.

Empresas pagam caro por recursos escassos
A falta de dinheiro na praça, em meio à crise de crédito internacional, forçou as companhias brasileiras a buscar alternativas para escapar do aperto ou cancelar suas operações.A Lojas Renner, uma das maiores varejistas de vestuário do país, desistiu da emissão de debêntures que havia sido anunciada no início do mês para bancar a aquisição da Leader, do Rio.

Brasil estuda ajuda do Tesouro a exportadores
O governo deve usar recursos do Tesouro para bancar parte da alta de custo dos exportadores provocada pela crise nos EUA, relatam Valdo Cruz e Sheila D’Amorim. OBNDES também poderá reforçar suas linhas de crédito destinadas a financiar exportações.

NOTICIÁRIO

Minc admite rever lista que publicou sem ler
Diante da reação causada dentro do próprio governo pela lista que aponta assentamentos do Incra como os maiores desmatadores da Amazônia, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, admitiu que ela pode ser revista e deu prazo para o Ibama analisar recursos. Ele disse que não leu o documento antes de publicá-lo. A ex-,ministra Marina Silva chamou a divulgação de pirotecnia.

Exército dispensa recrutas por falta de verbas
O comandante do Exército, Enzo Peri, avisou que vai dispensar recrutas por falta de dinheiro. Ele cobra do governo a liberação de R$ 445 milhões, afirmando que não há dinheiro para gastos com alimentação da tropa e com a segurança das eleições, informa Ilimar Franco.

Brasil já faz célula-tronco de embrião
Cientistas da UFRJ e da USP anunciaram ontem a criação da primeira linhagem nacional de células-tronco de embriões humanos. Com isso, o país ganha autonomia para desenvolver terapias contra doenças como mal de Parkinson, câncer e lesões na coluna.

Lista que cita Incra como desmatador abre crise
O presidente Lula mandou auditar as multas ao Incra por desmatamento. O Ministério do Meio Ambiente listara o órgão como o maior desmatador do País, abrindo crise com a pasta de Desenvolvimento Agrário.

Relatório aponta fraude em fundos de 3 Estados e 112 municípios
Relatório do Ministério da Previdência e do BC aponta operações financeiras suspeitas em fundos de pensões de 3 Estados e 112 prefeituras, informa a repórter Sônia Filgueiras. O total de prejuízos é estimado em quase R$ 200 milhões.

Internet está deixando de ser “terra sem lei”, diz estudo
As decisões judiciais envolvendo a internet no Brasil saltaram de 400 para 17 mil de 2002 a 2008, diz estudo de Renato Opice Blum, especialista em direito na web. Para ele, a rede está deixando de ser “terra sem lei”.

TCU suspende 48 obras irregulares
O Tribunal de Contas da União recomendou a paralisação de 48 obras por apresentarem indícios de irregularidades graves. Estão incluídas 13 obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), como a usina nuclear de Angra 3, a ferrovia Norte-Sul e o Rodoanel paulista.

Brasil-Venezuela terão petrolífera
O Brasil e a Venezuela firmaram, ontem, em Manaus, sete acordos de cooperação, a exemplo de uma petrolífera binacional (60% da Petrobras). Os dois países construirão também uma siderúrgica para produzir 1 milhão de toneladas de aço por ano.

Esquema polêmico em torno das pesquisas eleitorais
Candidato a prefeito do Rio, o senador Marcelo Crivella (PRB) anunciou que vai apresentar projeto no Congresso para obrigar a mídia a divulgar todas as pesquisas de intenção de voto registradas no Tribunal Regional Eleitoral, a despeito de quem as encomendou.

Judiciário age contra exploração infantil
Conselho Nacional de Justiça monta comitê para auxiliar o GDF no combate à prostituição de crianças. Vara da Infância vai funcionar no prédio do Touring.

Bancários e professores prejudicam brasiliense
Paralisações atingem mais de 70% das agências e deixam 500 mil alunos sem aula na rede pública.GDF propõe reajuste de 9,9% a profissionais da educação.

Planejamento tributário
A valorização do dólar em relação ao real abre oportunidade para subsidiárias brasileiras de grupos internacionais liquidarem empréstimos estrangeiros intercompanhias sem pagar Imposto de Renda nem CSLL.

Aneel propõe corte de subsídios
A Aneel propõe reduzir em R$ 1 bilhão — quase um terço — os subsídios destinados ao Norte do País para a geração de térmicas. O corte, se aprovado, reduzirá a conta de luz dos demais consumidores brasileiros.

Recife: Servidor da Saúde encerra a greve
Em acordo mediado pelo Ministério Público do Trabalho, funcionários prometem trégua por 60 dias. E o Estado, por sua vez, garante que vai detalhar, em um mês, qual o patrimônio da Fundação que comandará os hospitais públicos

CRÉDITO

Agora, bancos negam crédito a agricultores

Os bancos internacionais fecharam as portas para a elite da agricultura brasileira. Grandes produtores foram buscar dinheiro pré-aprovado e voltaram de mãos vazias ou com apenas parte do recurso. “Um terço da minha lavoura é financiada por esses bancos há cinco safras. Agora, o crédito foi negado”, lamenta Walter Horita, que cultiva soja e algodão na Bahia. Segundo ele, o mesmo aconteceu com outros agricultores, que tentam negociar de última hora com fornecedores de insumo.

REPÚBLICA DA ESMOLA

Candidatos do NE copiam o Bolsa Família

A popularidade do Bolsa Família dá origem nestas eleições a versões municipais do programa federal. No Nordeste, que abriga quase metade das famílias contempladas com a ajuda de Brasília, proliferam promessas de transferências de renda. As propostas – que prevêem de depósitos mensais a partir de R$ 100 a parcela única de até R$ 2 mil – são as mais variadas.

Há o Bolsa Saúde, para comprar remédios; o Bolsa Aprendiz, para quem faz cursos profissionalizantes; o Bolsa Cotista, para os universitários; e até o Retorna para Casa, para famílias que acolham parentes menores de idade que estejam em abrigos públicos. A diversidade de propostas é acompanhada pela pluralidade partidária.