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Vereador Brutinho de Paula canta: “Absoluta”

 

 

CLIQUE

Comentário (I)

Vladimir Palmeira, que teve história quando voltou do exílio, perdeu todas as eleições. A única em que aparecia como vencedor era para governador, há mais de 10 anos. Foi vetado por Dirceu e Lula, quase inexplicavelmente, mas por ciúme e inveja.

Agora, fisicamente engordou uma barbaridade. Política e eleitoralmente emagreceu para sempre. E ainda arruína a si mesmo abandonando o amigo Gabeira e “elogiando” a história de Paes. Vladimir estudou pouco, não sabe o que é história.

 

Hélio Fernandes, jornalista

 

Frase da vez_1/10

“Presidente nunca definiu eleição municipal nem teve sua sucessão definida por ela”.

 

Maria Cristina Fernandes, jornalista

Congresso

R$ 34,5 milhões para não trabalhar 58 dias

Os presidentes da Câmara e do Senado foram surpreendidos por uma rebelião de parlamentares que decretaram recesso das atividades legislativas até o fim das eleições, apesar de o segundo turno ser realizado em apenas 11 Estados, e não em todo o país. O pagamento de salários nesses 16 dias representará ao Tesouro um gasto de R$ 5 milhões. Deputados e senadores já haviam se ausentado do Congresso por 42 dias, sob o pretexto de participar do primeiro turno da disputa municipal. Receberam, no período, R$ 29,5 milhões.

Poesia

O CLUBE DOS TROVADORES POTIGUARES surgiu em dezembro de 1964, na grandiosa metrópole de São Paulo, numa reunião promovida pela Gazeta Esportiva e coordenada pelo poeta e trovador Paulo Bonfim, grande entusiasta da trova brasileira. E o desportista Luiz, após ouvir calorosas declamações de trovas, foi incitado a criar um grêmio de trovadores norte-rio-grandenses, mesmo sem ser trovador.
Assim, na noite do dia 12 de novembro de 1965, nasceu o que, em 11 de fevereiro de 1967, passou a ser chamado de ACADEMIA DE TROVAS DO RIO GRANDE DO NORTE. Portanto o imensurável Luiz cumpriu a dificílima tarefa de reunir intelectuais, compromissados com a feitura da trova – da poesia metrificada, rimada e elaborada.
Hoje, passados mais de 30 anos, superando obstáculos naturais à intelectualidade, a ACADEMIA DE TROVAS DO RIO GRANDE DO NORTE é motivo de orgulho para quem vive na terra do petróleo, do sal, do algodão e dos suspiros da natureza. Seus acadêmicos brilham em livros, revistas e jornais vislumbrados pelos olhos do Brasil.
Grandes presidentes proclamaram o nome da instituição e subiram, com ela, os degraus da glória. É o caso do primeiro presidente Luiz de Carvalho Rabelo, importante intelectual brasileiro que dedicou os grandes momentos da vida à poesia; sendo mestre da métrica, do verso livre e da rima. Assim escreveu Rabelo, embalado pelas musas:

 

 

O mártir da Galiléia

esta verdade traduz:

Não morre nunca uma idéia,

mesmo pregada na cruz!

 

Tem sentido alto e profundo

este provérbio que diz:

que não é pobre o mundo,

quem, sendo pobre, é feliz.

 

Mesmo sem ver-te Jesus,

minha fé em ti persiste:

– O cego não vê a luz,

mas sabe que a luz existe…

 

 

 

John Lennon – Jealous Guy

IMAGENS DE JOHN

 

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=6lLs2dC9NaE]

As providências de Lula

Fonte: chargeonline.com.br/Pater

Reflexão

Descolamento não “colou”

 

Embora muitos analistas tenham dito que o Brasil estava descolado da crise, o agravamento da situação acabou igualando o recuo da BM&FBovespa com o das demais bolsas mundiais.

 

 (INVESTNEWS.COM.BR)

Poesia

 

Eu não sou eu nem o outro

QUASE

Um pouco mais de sol — eu era brasa.
Um pouco mais de azul — eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém…

Assombro ou paz? Em vão… Tudo esvaído
Num baixo mar enganador d’espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho — ó dor! — quase vivido…

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim — quase a expansão…
Mas na minh’alma tudo se derrama…
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo… e tudo errou…
— Ai a dor de ser-quase, dor sem fim… —
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou…


Momentos de alma que desbaratei…
Templos aonde nunca pus um altar…
Rios que perdi sem os levar ao mar…
Ânsias que foram mas que não fixei…

Se me vagueio, encontro só indícios…
Ogivas para o sol — vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios…

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí…
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi…

Um pouco mais de sol — e fora brasa,
Um pouco mais de azul — e fora além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém…

Mário de Sá Carneiro 
(Paris, 13 de maio de 1913)

 

Horowitz em Londres toca Schumann – Kinderszenen

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=EvMfZsq2hls]

 

“(…) existem momentos onde eu rebento música. Mas, antes que me esqueça, deixa-me dizer-te que compus outra coisa. Talvez seja um eco do que me disseste uma vez, que ‘por vezes te parecesse uma criança’.

Por isso, fiquei subitamente cheio de inspiração e escrevi uma trintena de pequenas peças donde extrai doze e chamei-lhes ‘Cenas de Infância’.”

Carta de Schumann a Clara, in Michel Schneider, Musiques de Nuit, Edition Odile Jacob, Paris 2001