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Frase da vez_2/13

“Convencido de que Dona Marta será massacrada em SP, Lula decidiu não ir lá. Dona Marta nunca foi sua candidata preferida e prioritária, se deixou envolver, não havia outra candidatura lá”.

Hélio Fernandes, jornalista

Eleição/RJ

Sergio Cabral acentua fraqueza de Paes

 

Forçando demais a mão junto ao presidente Lula e conduzindo seu candidato para que fosse fotografado ao lado dele, em São Paulo, o governador Sergio Cabral na realidade passou um atestado púbico da fraqueza de Eduardo Paes na disputa pela Prefeitura do Rio. É flagrante isso. Não pode haver outra interpretação e certamente as próximas pesquisas do Ibope e Datafolha vão revelar. Fernando Gabeira está em ascensão.

 

Sente-se nas ruas. E se Sergio Cabral precisou ir buscar o apoio aparente de Luis Inácio da Silva é porque reconhece que, sozinho, seu candidato não tem condições de enfrentar o da coligação PV-PSDB-PPS. Precisa proteção além daquela que a máquina estatal no RJ pode proporcionar.

Pedro do Coutto, jornalista

Diálogo entre Lula e Guido

Dois problemas

Lula e Guido

Poesia

Balõezinhos

 

Na feira do arrabaldezinho

Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor:

— “O melhor divertimento para as crianças!”

Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres,

Fitando com olhos muito redondos os grandes balõezinhos muito redondos.

 

No entanto a feira burburinha.

Vão chegando as burguesinhas pobres,

E as criadas das burguesinhas ricas,

E mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.

 

Nas bancas de peixe,

Nas barraquinhas de cereais,

Junto às cestas de hortaliças

O tostão é regateado com acrimônia.

 

Os meninos pobres não vêem as ervilhas tenras,

Os tomatinhos vermelhos,

Nem as frutas,

Nem nada.

 

Sente-se bem que para eles ali na feira os balõezinhos de cor são a única mercadoria útil e verdadeiramente indispensável.

 

O vendedor infatigável apregoa:

— “O melhor divertimento para as crianças!”

E em torno do homem loquaz os menininhos pobres fazem um círculo inamovível de desejo e espanto.

Manuel Bandeira (1886-1968)

Chico Buarque – Minha História (Gesubambino)

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Na seleção de músicas para o LP Construção, em 1971, a Censura apertou o cerco ao compositor Chico Buarque. Várias canções foram ameaçadas de ficar de fora, entre elas a versão da música italiana Gesubambino, de Dalla e Pallotino.

Recriada por Chico com o título Minha história, seria vetada ”por ser incompatível com o respeito que se deve às convicções religiosas existentes no país”, como está escrito ao lado da letra enviada para a Censura, hoje constante do Arquivo Nacional.

O parecerista acreditava, com o veto, defender os valores morais da dita ”Revolução” brasileira. Minha história acabou liberada e foi lançada também em compacto simples, ficando por várias semanas entre os dez mais vendidos.

O compositor, que se tornaria conhecido pela valorização do feminino em sua obra, passa a sofrer um outro olhar por parte dos censores quando é vetada a canção Bolsa de amores.

E o texto de sua proibição voltava a mencionar a versão de Gesubambino: ”O autor parece, de uns tempos para cá, estar muito preocupado em denegrir a reputação de todas as mulheres, vide uma de suas últimas composições, Minha história, que relata a vida de um homem, filho de uma prostituta”.

Foi a partir dessa época, por causa de episódios como esse, que a Censura tornou-se um fator estrutural no procedimento de criação do compositor, como ele mesmo reconheceria em entrevistas posteriores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lula descobriu que não é ‘semideus’

Políticos do PMDB que jantaram com Lula, quarta-feira, saíram com uma nítida impressão: as derrotas do PT e dele próprio, em algumas cidades nas eleições municipais, deixaram o presidente um pouco abatido.

“A ficha caiu, ele descobriu que não é semi-deus, como o fizeram acreditar”, disse um deputado da cúpula do partido, sobre sua suposta capacidade de mudar a sorte de uma eleição apenas com seu apoio a um candidato.

 

Fonte: claudiohumberto.com.br

 

Eleições 2008 – Pergunte aos candidatos

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Grandes sucessos da Bolsa

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Poesia

Soneto

Se eu fosse Deus seria a vida um sonho,

Nossa existência um júbilo perene!

Nenhum pesar que o espírito envenene

Empanaria a luz do céu risonho!

Não haveria mais: o adeus solene,

A vingança, a maldade, o ódio medonho,

E o maior mal, que a todos anteponho,

A sede, a fome da cobiça infrene!

Eu exterminaria a enfermidade,

Todas as dores da senilidade,

E os pecados mortais seriam dez…

A criação inteira alteraria,

Porém, se eu fosse Deus, te deixaria

Exatamente a mesma que tu és!

 

 

 

 

Martins Fontes

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Edith Piaf – La Vie En Rose

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Edith Giovanna Gassion nasceu em 19 de dezembro de 1915. Reza a lenda que isso se deu em plena rua, em Paris. Sua mãe era cantora de rua e não se ocupou da criança, que cresceu criada por avós ou viajando com seu pai, um acrobata de circo. Aos oito anos, a menina já cantava durante o número de seu pai no circo e, aos nove, cantava solo.

Na adolescência, Edith se juntou a sua meia-irmã Simone Bertaut, que se revelaria uma companheira para a vida inteira, e as duas ganharam a vida cantando na rua, dormindo na rua ou em hotéis baratos. Aos dezenove anos, a cantora foi descoberta por um empresário da noite que a lançou com o nome Edith Piaf. Seu sucesso foi rápido e em pouco tempo já era a mais famosa cantora da França, sendo conhecida mundialmente.

Sua voz rouca até hoje emociona quem a ouve. Seu maior sucesso provavelmente foi La vie en rose (A vida em cor-de-rosa).

Edith Piaf morreu de câncer em 10 de outubro de 1963 aos 48 anos.