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Nelson Cavaquinho & Guillerme de Brito – A Flor e o Espinho
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Nelson Cavaquinho (29/10/1911-18/02/1986). Uma voz de aço, com rouquidão curtida em madrugadas boêmias pelo Rio de Janeiro. Temas surpreendentes, onde a Morte é personagem assídua. Nelson Cavaquinho foi um trovador moderno, espalhando sua música e poesia pela noite carioca. Suas músicas são de uma simplicidade impressionante, como somente os grandes gênios conseguem fazer, não há um verso ou nota a mais que o necessário.
Nelson Cavaquinho é o protagonista de diversas estórias já folclóricas era também capaz de no final de uma madrugada distribuir todo dinheiro ganho em um show pelos mendigos e prostitutas. Ficando até mesmo sem ter como pagar a condução de volta para casa. Vendia músicas e parcerias para sobreviver nos momentos mais difíceis. Inclusive esta é a razão de serem tão raras suas parcerias com o também mangueirense Cartola, que não gostou quando Nelson vendeu músicas que fizeram juntos.
Seu mais constante parceiro, com quem compôs diversos clássicos da música brasileira, foi Guilherme de Brito, uma pessoa com um estilo de vida completamente oposto ao boêmio Nelson. Outro que não pode ser enquadrado entre seus “parceiros de ocasião” é Alcides Caminha, mais conhecido como escritor de populares histórias em quadrinhos eróticas, nas quais assinava como Carlos Zéfiro.
Nelson Cavaquinho é um dos grandes compositores da história da música brasileira, foi gravado pelos mais importantes artistas e é reverenciado pelos músicos.
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Pós eleição

chargeonline.com.br/Jorge Braga
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Poesia
CANTIGA DE PRAIA
Estou sozinho na praia,
estou sozinho e não sei.
Que luz adormece a face
se em gritos já me afoguei?
Estou dançando na praia?
Estou dançando? Não sei.
Eu colho com as mãos da ausência
a rosa que não beijei.
Que luz chega do outro lado,
do outro rio, do outro mar?
Estou sozinho na praia…
Ó mundo, vamos dançar!
O Poeta
Dono de um lirismo místico — e, em muitos casos, francamente católico —, esse mineiro de Mariana (nascido em 1918) trabalha mais com sentimentos íntimos, momentos fugidios. É como se ele quisesse ser um repórter que tenta captar em palavras instantâneos de situações indizíveis.
Numa leitura de sua obra, pode-se perceber uma clara identificação de Guimaraens com o tcheco-alemão Rainer Maria Rilke. Um exemplo desse diapasão é o poema “Cantiga de Praia”, de 1947, transcrito acima.
Mas essa tentativa de fotografar o instante fugidio não classifica o poeta como um habitante das nuvens.
Classificado pelos estudiosos como modernista da terceira fase, Guimaraens começou a publicar livros de poesia em 1940 e continua a fazê-lo até hoje. Seu trabalho mais recente é O Tecelão do Assombro (Sette Letras, 2000).
Ah, sim: como o nome diz, o poeta é filho de Alphonsus de Guimaraens (1870-1921), um dos expoentes da poesia simbolista no Brasil.
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Caetano Veloso – Sozinho
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Gabeira, o vencedor

chargeonline.com.br/Mariano
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O voto e o eleitor

chargeonline.com.br
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Lula e a crise

charge do Sponholz
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Poesia
Canção do Amor-Perfeito
O tempo seca a beleza.
seca o amor, seca as palavras.
Deixa tudo solto, leve,
desunido para sempre
como as areias nas águas.
O tempo seca a saudade,
seca as lembranças e as lágrimas.
Deixa algum retrato, apenas,
vagando seco e vazio
como estas conchas das praias.
O tempo seca o desejo
e suas velhas batalhas.
Seca o frágil arabesco,
vestígio do musgo humano,
na densa turfa mortuária.
Esperarei pelo tempo
com suas conquistas áridas.
Esperarei que te seque,
não na terra, Amor-Perfeito,
num tempo depois das almas.
Cecília Meireles (1901-1964)
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Lula e a crise

chargeonline.com.br/Jorge Braga
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