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Antonio Meneses toca Don Quixote de Richard Strauss com a Filarmônica de Berlim sob a regência de Karajan
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Os poemas sinfônicos formam a parte mais querida pelo público da obra de Strauss. A grande parte deles foi composta entre 1886 e 1898, nos anos posteriores à estadia em Meiningen. Neles Strauss mostra-se um orquestrador de enorme estatura, do calibre de um Rimsky-Korsakov, de um Ravel. Como o maestro Sir Georg Solti gostava de exagerar, “em Strauss a orquestração é tão fantástica que até quando a música é mal tocada ela soa maravilhosamente bem”.
O violoncelista Antonio Meneses, de renome internacional, tocou e toca com as orquestras e regentes famosos, desde que ganhou concursos de prestígio.
Mas a etapa mais gratificante na sua carreira, diz, é participar do Beaux Arts Trio.
Em 1977, o violoncelista brasileiro vence o Concurso Internacional de Munique e em 1982, com 24 anos, ganha o primeiro prêmio, ou seja, a medalha de ouro no renomado Concurso Tchaikovsky, em Moscou.
Desde então as portas se abrem para o músico que inicia uma intensa carreira de solista, principalmente nos primeiros anos. De maior impacto para o jovem artista é atuar com as famosas Filarmônica de Berlim – na época dirigida por Herbert von Karajan – e a Sinfônica de Londres, sob a batuta de Cláudio Abbado.
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Monsueto – Eu Quero Essa Mulher Assim Mesmo
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Monsueto (Monsueto Campos Meneses), compositor, cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 4/11/1924 e faleceu em 17/2/1973. Sambista que transitava por todas as escolas de samba sem ser diretamente vinculado a nenhuma, é o autor de sambas clássicos como “Mora na Filosofia” e “Me Deixa em Paz”.
Nascido no morro do Pinto, tocou como baterista em alguns conjuntos, inclusive no Copacabana Palace. Seu primeiro grande sucesso foi “Me Deixa em Paz” (com Airton Amorim), gravado em 1952 por Marília Batista. Em seguida outros intérpretes gravaram outras composições de sua autoria.
Atuou também em cinema e na televisão, onde interpretava o popular personagem Comandante, na TV Rio. No fim da década de 60 passou a dedicar-se mais à pintura primitivista, participando de exposições e recebendo prêmios. Em 1970 participou da gravação de “Na Tonga da Milonga do Kabuletê”, que marcou o início do êxito da dupla Toquinho/ Vinicius de Moraes.
Depois de sua morte outros cantores e compositores regravaram suas músicas, dando a Monsueto o merecido destaque. Alaíde Costa gravou “Me Deixa em Paz” no disco “Clube da Esquina”, de Milton Nascimento, Caetano Veloso gravou “Mora na Filosofia” no disco “Transa”, e muitos outros.
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Fonte: chargeonline.com.br/Mariano
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Poesia
Voz do sangue
Palpitam-me
os sons do batuque
e os ritmos melancólicos do blue
Ó negro esfarrapado do Harlem
ó dançarino de Chicago
ó negro servidor do South
Ó negro de África
negros de todo o mundo
eu junto ao vosso canto
a minha pobre voz
os meus humildes ritmos.
Eu vos acompanho
pelas emaranhadas áfricas
do nosso Rumo
Eu vos sinto
negros de todo o mundo
eu vivo a vossa Dor
meus irmãos.
Agostinho Neto
O Poeta
António Agostinho Neto (Ícolo e Bengo, 17 de Setembro de 1922 — Moscou, 10 de Setembro de 1979) Estudos primários e secundários em Angola, licenciado em Medicina pela Universidade de Lisboa. Em Portugal, sempre esteve ligado à atividade política, onde com Lúcio Lara e Orlando de Albuquerque fundou a revista Momento, em 1950. Em 1975-1976 foi-lhe atribuído o “Prêmio Lênin da Paz“.
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Astor Piazzolla e seu Quinteto Tango Nuevo – Adios Nonino
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A música Adiós Nonino, uma das mais conhecidas composições, foi feita em homenagem a seu pai, quando este estava no leito de morte, Vicente “Nonino” Piazzolla em 1959. Após vinte anos, Astor Piazzola diria “Talvez eu estivesse rodeado de anjos. Foi a mais bela melodia que escrevi e não sei se alguma vez farei melhor.”
Por muito tempo recusou escrever ou encaixar textos a sua grande obra-prima, porém, quando já em seus oitenta anos, aceitou a proposta da cantora argentina Eladia Blásquez que lhe apresentou um poema que havia escrito sob a versão musical, e ele, comovido, concordou. Eladia renunciou qualquer direito autoral, enaltecendo ainda mais a grande obra do tango.
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Time – Pink Floyd
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Tempo
As horas passam marcando os momentos
Que se vão, que formam um dia monótono
Você desperdiça e perde as horas
De uma maneira descontrolada
Perambulando num pedaço de terra
Na sua cidade natal
Esperando alguém ou algo
Que venha mostrar-lhe o caminho
Leia a tradução da música clicando aqui Time – Pink Floyd
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Poesia
PALAVRAS
Golpes
De machado que fazem soar a madeira,
e os ecos!
Ecos partem
Do centro como cavalos.
A seiva
Jorra como lágrimas, como a
água lutando
Para repor seu espelho
Sobre a rocha
Que cai e rola,
Crânio branco
Comido por ervas daninhas.
Anos depois as encontro
Na estrada —
Palavras secas e sem rumo,
Infatigável bater de cascos.
Enquanto
Do fundo do poço estrelas fixas
Governam uma vida.
Sylvia Plath
(Tradução: Ana Cristina César)
A Poetisa
Sylvia Plath (1932-1963), foi uma poetisa, romancista e contista norte-americana. Reconhecida principalmente por sua obra poética, Sylvia Plath escreveu também um romance semi-autobiográfico, “A Redoma de Vidro” (“The Bell Jar”), sob o pseudônimo Victoria Lucas, com detalhamentos do histórico de sua luta contra a depressão.
Assim como Anne Sexton, Sylvia Plath é creditada por dar continuidade ao gênero de poesia confessional, iniciado por Robert Lowell e W.D. Snodgrass.
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Yo-Yo Ma toca o prelúdio da Suite No.1 de Bach para Cello
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Yo Yo Ma (Paris 1955-) é um violoncelista francês, de pais chineses. Começou a estudar cello com quatro anos de idade. Pouco tempo depois se mudou com os pais para New York, onde deu início aos estudos na Julliard School.
Com 15 anos já alcançava atenção internacional apresentando-se com o maestro Leonard Bernstein em um evento televisionado. Com muitas obras clássicas e românticas, Yo-Yo Ma também desempenha uma grande variedade de música contemporânea e popular. Ele toca um cello Montagnana de Veneza e um Davidoff Stradivarius de 1733.
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