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Barack Obama canta “Black or White” de Michael Jackson

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Fonte: chargeonline.com.br/Jorge Braga

Poesia

ENVOI (1919)

 

Vai, livro natimudo,

E diz a ela

Que um dia me cantou essa canção de Lawes:

Houvesse em nós

Mais canção, menos temas,

Então se acabariam minhas penas,

Meus defeitos sanados em poemas

Para fazê-la eterna em minha voz

 

Diz a ela que espalha

Tais tesouros no ar,

Sem querer nada mais além de dar

Vida ao momento,

Que eu lhes ordenaria: vivam,

Quais rosas, no âmbar mágico, a compor,

Rubribordadas de ouro, só

Uma substância e cor

Desafiando o tempo.

 

Diz a ela que vai

Com a canção nos lábios

Mas não canta a canção e ignora

Quem a fez, que talvez uma outra boca

Tão bela quanto a dela

Em novas eras há de ter aos pés

Os que a adoram agora,

Quando os nossos dois pós

Com o de Waller se deponham, mudos,

No olvido que refina a todos nós,

Até que a mutação apague tudo

Salvo a Beleza, a sós.

 

Ezra Pound

 

(tradução de Augusto de Campos)

 

O Poeta

 

Poeta e crítico norte-americano (30/10/1885-1/11/1972). Desenvolve um dos principais estudos sobre literatura moderna, criando critérios para análise da poesia baseados na ciência. Nascido em Hailey, no estado de Idaho, Ezra Loomis Pound forma-se em filosofia e estuda várias línguas, além de gramática e literatura inglesas.

 

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Sarah Chang e Julian Lloyd Webber – Phantasia

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Amplamente considerado como um dos mais criativos músicos da sua geração, Julian Lloyd Webber ganhou uma bolsa para o Royal College of Music, quando tinha dezesseis anos e completou seus estudos em Genebra com o renomado violoncelista francês, Pierre Fournier.

 

As mais recentes gravações de Julian- na EMI Classics – inclui Phantasia, baseado em Fantasma da Ópera de Andrew Lloyd Webber e mostra a violinista Sarah Chang e Canções inesperadas. Apesar de sua agenda lotada, Julian encontra tempo para escrever uma coluna mensal sobre música e para os músicos no Daily Telegraph. Ele também foi convidado pelo Governo britânico para orientar o Harmony, no projeto que terá início em janeiro de 2009.

Andrés Segovia toca “Romanza” de Paganini

Andrés Segovia, violonista clássico espanhol (18/2/1894-2/6/1987). Um dois mais importantes instrumentistas do século XX, é responsável pela revalorização do violão nos concertos eruditos. Seu virtuosismo estimulou compositores contemporâneos como Alfredo Casella, Castelnuovo-Tedesco, Joaquín Turina e Heitor Villa-Lobos a criar obras especialmente para o instrumento.

 

Nascido na cidade de Linares, Andaluzia, Andrés Segovia estuda piano e violoncelo desde a infância, mas logo se interessa pelo violão, apesar do desprezo com o qual o instrumento era visto na época. As dificuldades para encontrar professores obrigam-no a desenvolver técnica própria, de maneira autodidata e intuitiva.

 

Em 1909 apresenta-se em público pela primeira vez, em Granada, e viaja em seguida pela Espanha e pela América Latina. Já consagrado nesses locais, estréia profissionalmente em Paris, em 1924. Durante sua carreira, amplia o repertório e as possibilidades expressivas do violão, mediante a transcrição para este instrumento de mais de 150 peças de compositores barrocos – em especial Bach, Couperin e Lameau –, escritas originalmente para alaúde, guitarra espanhola e cravo.

Comentário (III)

Exemplar

 

O presidente Lula reclamou mais uma vez da imprensa; não errou de todo, mas o equívoco foi tamanho que acabou anulando o acerto. O Presidente reclamou que, quando inaugurou a usina de Tucuruí, a imprensa deu destaque ao papel de bala e ignorou a obra em si. Lula está certo sobre a opção preferencial pela notícia pitoresca em detrimento de fatos substantivos.

 

Isso ocorre porque uma é auto-explicativa e os outros dão tratos ao raciocínio. Mas o Presidente escorregou na infelicidade do exemplo.

O gesto do papel de bala jogado disfarçadamente ao chão não é menor. Simboliza aquelas pequenas transgressões que, juntas, sustentam a cultura da impunidade como valor com o qual se deve conviver e não ao qual seja necessário combater.

 

Segundo Lula, em “nenhum país do mundo” isso seria destaque. De fato. Porque em país civilizado dificilmente presidente da República joga lixo na rua e ainda acha que está coberto de razão.

 

Dora Kramer, jornalista (dora.kramer@grupoestado.com.br)

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Geraldo Azevedo – Dona da Minha Cabeça

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Poesia

 

 HINO À DOR

 

 

 

Dor, saúde dos seres que se fanam,

 

Riqueza da alma, psíquico tesouro,

 

Alegria das glândulas do choro

 

De onde todas as lágrimas emanam…

 

 

 

És suprema! Os meus átomos se ufanam

 

De pertencer-te, oh! Dor, ancoradouro

 

Dos desgraçados, sol do cérebro, ouro

 

De que as próprias desgraças se engalanam!

 

 

 

Sou teu amante! Ardo em teu corpo abstracto.

 

Com os corpúsculos mágicos do tacto

 

Prendo a orquestra de chamas que executas…

 

 

 

E, assim, sem convulsão que me alvoroce,

 

Minha maior ventura é estar de posse

 

De tuas claridades absolutas!

 

 

Augusto dos Anjos

O Poeta

 

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no engenho “Pau d’Arco”, em Paraíba do Norte, a 20 de abril de 1884, e morreu em Leopoldina (Minas Gerais) a 12 de novembro de 1914. Em 1907, bacharelou-se em Letras, na Faculdade do Recife, e, três anos depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde exerceu durante algum tempo o magistério.

 

Do Rio, transferiu-se para Leopoldina, por ter sido nomeado para o cargo de diretor de um grupo escolar. Morreu nessa cidade, com pouco mais de trinta anos.

 

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