Arquivo da tag: Notícias
Declaração do delegado Protógenes Queiróz

Charge do Sponholz
- Notícias
- Comentários desativados em Declaração do delegado Protógenes Queiróz
- Tweet This !
Poesia
OS PALHAÇOSHeróis da gargalhada, ó nobres saltimbancos,
eu gosto de vocês,
porque amo as expansões dos grandes risos francos
e os gestos de entremez,
e prezo, sobretudo, as grandes ironias
das farsas joviais.
que em visagens cruéis, imperturbáveis, frias.
à turba arremessais!
Alegres histriões dos circos e das praças,
ah, sim, gosto de vos ver
nas grandes contorções, a rir, a dizer graças
de o povo enlouquecer,
ungidos pela luta heróica, descambada,
de giz e de carmim,
nas mímicas sem par, heróis da bofetada,
titãs do trampolim!
Correi, subi, voai num turbilhão fantástico
por entre as saudações
da turba que festeja o semideus elástico
nas grandes ascensões,
e no curso veloz, vertiginoso, aéreo,
fazei por disparar
na face trivial do mundo egoísta e sério
a gargalhada alvar!
Depois, mais perto ainda, a voltear no espaço,
pregai-lhe, se podeis,
um pontapé furtivo, ó lívidos palhaços,
luzentes como reis!
Eu rio sempre, ao ver aquela majestade,
os trágicos desdéns
com que nos divertis, cobertos de alvaiade,
a troco duns vinténs!
Mas rio ainda mais dos histriões burgueses,
cobertos de ouropéis,
que tomam neste mundo, em longos entremezes,
a sério os seus papéis.
São eles, almas vãs, consciências rebocadas,
que enfim merecem mais
o comentário atroz das rijas gargalhadas
que às vezes disparais!
Portanto, é rir, é rir, hirsutos, grandes, lestos,
nas cómicas funções,
até fazer morrer, em desmanchados gestos,
de riso as multidões!
E eu, que amo as expansões dos grandes risos francos
e os gestos de entremez,
deixai-me dizer isto, ó nobres saltimbancos:
eu gosto de vocês!
Guilherme Azevedo
O Poeta
Guilherme Avelino Chave de Azevedo (1839-1882) nasceu em Santarém e faleceu em Paris. Estudou Humanidades no liceu de Santarém, tendo fundado e dirigido o jornal O Alfageme (1871).
Fixa-se em Lisboa, onde se junta à Geração de 70, participando nas Conferências do Casino. Colaborou na Lanterna Mágica e no Álbum das Glórias, este último ilustrado com caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro.
Sendo correspondente jornalístico da Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro, parte em 1880 para Paris, onde viria a falecer. As influências poéticas sofridas vão de Lamartine a Victor Hugo, mostrando a sua poesia algumas semelhanças com a de Cesário Verde.

Guilherme de Azevedo
- Notícias
- Comentários desativados em Poesia
- Tweet This !
David Oistrakh – Concerto para violino de Tchaikovsky (1.mov.)
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=fNCeYKfAOZI]
David Oistrakh (1908-1974) foi um dos maiores e mais aclamados entre os grandes violinistas do século XX. Homem de personalidade humilde, dedicou toda a vida à música, tendo sido entre os seus contemporâneos um dos artistas russos com maior exposição em palcos internacionais, sob evidente aprovação do poder soviético que nele viu como que um embaixador das artes.
Natural de Odessa, onde começou a aprender a tocar violino e viola com apenas seis anos, mudou-se para Moscou nos anos 30 para integrar o corpo docente do conservatório. A II Guerra Mundial adiou a sua afirmação internacional. Durante os combates Oistrakh atuou frequentemente junto das tropas na linha da frente, tendo ficado célebre uma apresentação do Concerto para Violino de Tchaikovsky (uma das suas peças de referência) na baixa de Estalingrado durante um bombardeio da Luftwaffe.
Autorizado a viajar depois da guerra, tornou-se presença regular em palcos de todo o mundo, sobretudo depois dos anos 50. Amigo pessoal de compositores como Prokofiev e Shostakovitch (este último tendo-lhe dedicado dois concertos), foi uma das figuras maiores da música russa do seu tempo.
- Notícias
- Comentários desativados em David Oistrakh – Concerto para violino de Tchaikovsky (1.mov.)
- Tweet This !
Comentário (II)
Obama e o discurso da mudança
Obama não tem nenhuma experiência administrativa. É senador há somente três anos e provavelmente nem conhece o prédio do Senado por inteiro. Ninguém tem como dizer qual é o seu plano de governo. Suas palavras são messiânicas e não têm, ao menos, um mínimo de detalhamento. Dele se conhece apenas a recorrente palavra de ordem: “É preciso mudar, acredite, você pode fazê-lo!”
Ora, Obama jamais esclareceu quais são as mudanças que vai fazer. Seu discurso é, mal comparando, como uma meia de nylon: entra fácil em qualquer pé. Mesmo assim, ele é fascinante, arrebata todas as platéias a que se dirige. Seu passado é impecável. Se por acaso fosse católico, jamais, mesmo na infância, cogitaria, num inocente desejo, de mordiscar uma hóstia. Imagine-se, então, como se teria comportado se fosse tentado por pecados mais graves.
João Mellão Neto, jornalista (j.mellao@uol.com.br)
- Notícias
- Comentários desativados em Comentário (II)
- Tweet This !
Opinião
Coisa de pele
Pode demorar, mas o arrefecimento da simpatia de Lula pela figura (descontada a mítica) de Barack Obama é uma questão de tempo. Obama é o tipo do intelectual que importuna o pragmatismo simplificado de Lula. Em termos de personalidade, é muito mais o jeitão de George Bush.
Dora Kramer, jornalista (dora.kramer@grupoestado.com.br)
- Notícias
- Comentários desativados em Opinião
- Tweet This !
Tim Maia canta “Minha Namorada” de Tom e Vinícius
Sebastião Rodrigues Maia nasceu no Rio de Janeiro RJ em 28 de Setembro de 1942. Penúltimo de 19 irmãos, aos oito anos já compunha suas primeiras musicas.
Aos 14 anos, formou seu primeiro conjunto musical, Os Tijucanos do Ritmo, no qual tocava bateria, e que durou apenas um ano.
Veja sua biografia clicando aqui
- Notícias
- Comentários desativados em Tim Maia canta “Minha Namorada” de Tom e Vinícius
- Tweet This !
Poesia
Data
Tempo de solidão e de incerteza
Tempo de medo e tempo de traição
Tempo de injustiça e de vileza
Tempo de negação
Tempo de covardia e tempo de ira
Tempo de mascarada e de mentira
Tempo de escravidão
Tempo dos coniventes sem cadastro
Tempo de silêncio e de mordaça
Tempo onde o sangue não tem rasto
Tempo da ameaça
Sophia de Mello Breyner Andresen
A Poetisa
Poetisa e contista portuguesa, nasceu no Porto, no seio de uma família aristocrática, e aí viveu até aos dez anos, altura em que se mudou para Lisboa. De origem dinamarquesa por parte do pai, a sua educação decorreu num ambiente católico e culturalmente privilegiado que influenciou a sua personalidade.
Teve uma intervenção política empenhada, opondo-se ao regime salazarista (foi co-fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos) e também, após o 25 de Abril, como deputada. Presidiu ao Centro Nacional de Cultura e à Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Escritores.
O ambiente da sua infância reflete-se em imagens e ambientes presentes na sua obra, sobretudo nos livros para crianças. Os verões passados na praia da Granja e os jardins da casa da família ressurgem em evocações do mar ou de espaços de paz e amplitude.
A sua atividade literária (e política) pautou-se sempre pelas ideias de justiça, liberdade e integridade moral. A depuração, o equilíbrio e a limpidez da linguagem poética, a presença constante da Natureza, a atenção permanente aos problemas e à tragicidade da vida humana são reflexo de uma formação clássica, com leituras, por exemplo, de Homero, durante a juventude.
A sua obra literária encontra-se parcialmente traduzida na França, Itália e nos Estados Unidos da América. Em 1994 recebeu o Prémio Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores e, no ano seguinte, o Prémio Petrarca, da Associação de Editores Italianos. O seu valor, como poetisa e figura da cultura portuguesa, foi também reconhecido através da atribuição do Prémio Camões, em 1999.
- Notícias
- Comentários desativados em Poesia
- Tweet This !
Itzhak Perlman toca “A Lista de Schindler”
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=1qLePhm-xGs]
Itzhak Perlman nasceu em Tel Aviv – Israel no ano de 1945. Com seus 13 anos de idade, tocando violino, venceu um concurso de talentos, o que tornou possível viajar para os Estados Unidos, onde apareceu no mais concorrido programa da televisão norte-americana da época: o Ed Sullivan Show.
Logo em seguida começou a estudar na famosa Escola Juilliard, de New York, e em 1964 venceu um difícil concurso de jovens músicos, conhecido como Competição Leventritt, o que deixou muito evidente seu excepcional talento e abriu caminho para tocar como solista em orquestras as mais variadas.
Ressalte-se, no entanto, que com 4 anos de idade o pequeno Itzhak contraiu poliomielite, o que afetou suas pernas para sempre. Devido à sua deficiência
física, como solista, ele participa de concertos sentado e caminha com o auxílio de muletas. Além disso, tem sido muito conhecido como defensor dos direitos das pessoas com deficiência, colaborando na promoção de leis que facilitem o acesso delas a meios de transporte e a edifícios de um modo geral.
- Notícias
- Comentários desativados em Itzhak Perlman toca “A Lista de Schindler”
- Tweet This !
Nara Leão canta “Maria Joana”
Nascida no Espírito Santo, mudou-se para o Rio de Janeiro aos dois anos de idade. Oriunda de uma família de classe média começou a ter aulas de violão na adolescência com Solon Ayala e Patrício Teixeira. Em seu apartamento em Copacabana aconteciam reuniões de música onde, segundo alguns críticos, nasceu a bossa nova.

Nara Leão foi diretamente responsável pelo surgimento da estrela Bethânia e pelo resgate de autores como João do Vale e Zé Kéti. Foi a intérprete de “A Banda”, de Chico Buarque, que dividiu o primeiro prêmio do Festival da TV Record de 1966 com “Disparada” defendida por Jair Rodrigues. Dois anos depois integrou o movimento tropicalista, participando do emblemático disco “Tropicália ou Panis et Circensis”. Nos anos seguintes passou uma temporada na França, onde reatou laços com a bossa nova, gravando dois LPs dedicados a esse repertório. Participou de vários shows sozinha e ao lado de outros artistas, gravando até mesmo no Japão. Cantora com visão de produtora.
Nara lançou vários compositores e inúmeras músicas ganharam fama em sua voz como “Pedro Pedreiro”, “Olê Olá” (ambas de Chico Buarque), “Maria Moita” (Carlos Lyra/ Vinicius), “Corisco” (Sergio Ricardo/ Glauber Rocha), “Esse Mundo É Meu” (Sergio Ricardo), “Maria Joana”, “Pede Passagem” (Sidney Miller), “Recado” (Casquinha/ Paulinho da Viola), “Coisas do Mundo, Minha Nega” (Paulinho da Viola), “João e Maria” (Sivuca/ Chico Buarque), “Com Açúcar, com Afeto” (Chico Buarque), “Apanhei-te Cavaquinho” (Ernesto Nazareth/ Nara Leão), além de praticamente todos os clássicos da bossa nova.
- Notícias
- Comentários desativados em Nara Leão canta “Maria Joana”
- Tweet This !


Comentários Recentes