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Maria Bethânia – Viramundo (Capinan e Gil – 1965)

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Na infância sonhava em ser atriz, mas o dom para a música falou mais alto. Participou na juventude de shows semi-amadores ao lado de Tom Zé, Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Em 1963, estreou como cantora na peça Boca de ouro, de Nelson Rodrigues.

 

No ano seguinte, apresentou espetáculos como Nós por exemplo, Mora na filosofia e Nova bossa velha, velha bossa nova, junto com outros cantores e compositores iniciantes a quem lançou como compositores nacionais como Gilberto Gil e o irmão Caetano Veloso, a cantora Gal Costa, dentre outros.

 

A data oficial da estréia profissional é 13 de fevereiro de 1965, quando substituiu a cantora e violonista Nara Leão no show Opinião, pois a mesma precisou se afastar por problemas de saúde, no mesmo ano em que foi contratada pela gravadora RCA, que posteriormente transformou-se em BMG (atualmente Sony BMG).

 

Nesta época gravou o primeiro disco, lançado em junho daquele mesmo ano e estourou nas paradas com aquele que seria o primeiro grande sucesso: a canção de protesto Carcará, no repertório deste.

 

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Charge do Frank

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Opinião

É verdade: estamos assistindo ao nascimento de uma nova forma de “milícia”, que junta a toga com a pistola: há juízes de primeira instância se associando a seus “amigos” da polícia para fazer o que, sei lá, talvez considerem “justiça”. E escutas estão sendo autorizadas a três por quatro. Elas se transformaram no único meio de investigação.

 

Reinado Azevedo, jornalista e blogueiro

Charge do Amarildo

Charge do Amarildo

Besteirol politicamente correto

A “Delegacia do Negro”

 

 

 

A espécie Homo sapiens é o único ser vivo em que uma única espécie colonizou sozinha todo planeta Terra. A ciência já provou exaustivamente que não existem raças e sim diferentes características fenotípicas diferenciadas de um mesmo patrimônio genético.

 

Seriam hilárias essa posturas anticientíficas se não gerassem tantos prejuízos éticos , morais e financeiros. Um Ministério da Igualdade Racial, pelos fatos expostos , é uma bobagem, um cabide de empregos , uma proposta eleitoreira.

 

A criação de uma delegacia do negro é indefensável, uma obtusa forma de discriminação. Talvez tenhamos no futuro delegacias para políticos incompetentes, corruptos, infiéis partidários, etc, etc.

 

Editorial do Estadão

Opinião

A recaída do presidente

O presidente, em plena crise, só pensa em sua sucessão. Por isso, ele teve uma recaída, voltando a exibir os sintomas da síndrome da marolinha.

 

ESTADÃO

Poesia

A perfeição

O que me tranqüiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.

 

O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.

Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.

O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.

Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.

 

Clarice Lispector

 

A Poetisa

 

Clarice Lispector (Tchetchelnik Ucrânia 1925 – Rio de Janeiro RJ 1977) passou a infância em Recife e em 1937 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se formou em Direito. Estreou na literatura ainda muito jovem com o romance Perto do Coração Selvagem (1943), que teve calorosa acolhida da crítica e recebeu o Prêmio Graça Aranha.

 

Em 1944, recém-casada com um diplomata, viajou para Nápoles, onde serviu num hospital durante os últimos meses da Segunda Guerra. Depois de uma longa estada na Suíça e Estados Unidos, voltou a morar no Rio de Janeiro. Entre suas obras mais importantes estão as reuniões de contos A Legião Estrangeira (1964) e Laços de Família (1972) e os romances A Paixão Segundo G.H. (1964) e A Hora da Estrela (1977).

 

Clarice Lispector começou a colaborar na imprensa em 1942 e, ao longo de toda a vida, nunca se desvinculou totalmente do jornalismo. Trabalhou na Agência Nacional e nos jornais A Noite e Diário da Noite. Foi colunista do Correio da Manhã e realizou diversas entrevistas para a revista Manchete. A autora também foi cronista do Jornal do Brasil.

 

Produzidos entre 1967 e 1973, esses textos estão reunidos no volume A Descoberta do Mundo. Sobre Clarice, escreve a crítica francesa Hélène Cixous: “Se Kafka fosse mulher. Se Rilke fosse uma brasileira judia nascida na Ucrânia. Se Rimbaud tivesse sido mãe, se tivesse chegado aos cinqüenta. (…). É nessa ambiência que Clarice Lispector escreve. Lá onde respiram as obras mais exigentes, ela avança. Lá, mais à frente, onde o filósofo perde fôlego, ela continua, mais longe ainda, mais longe do que todo o saber”.

 

Marian McPartland – In a Mist (1974)

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Para Richard Cook, em sua Jazz Encyclopedia, Penguin Books, 2005, Marian McPartland é a primeira dama do piano jazzístico. Ela nasceu em 1918 ou 1920 (dependendo do guia que você consulte), na cidade de Windsor, no coração da Inglaterra. Tendo começado ao violino, abandona os estudos de piano na Guildhall Scholl of Music para tocar em vaudevilles e, mais tarde, para as tropas norte-americanas que estavam na Europa durante a Segunda Guerra Mundial.

 

Dotada de uma sonoridade clássica e polida, além de uma técnica apurada, Marian saiu-se bem num estilo que deve seus tributos tanto ao swing quanto ao bop, firmando-se como uma das melhores pianistas daquela escola denominada mainstream jazz. Apesar de tocar com diversos grandes músicos e criar sua própria gravadora, a Halcyon, Marian tornou-se nacionalmente conhecida em função do programa de rádio Piano Jazz, do qual era produtora e apresentadora.

 

Apesar de um breve retorno à música clássica na década de 1980, quando gravou o Concerto para Piano de Grieg, Marian nunca se afastou do jazz, seja através de shows, gravações ou programas de rádio. Por fim, vale destacar a competente compositora, com obras como In the days of our love, Twilight world, So many things, With you in my mind, entre outras.

 

Marian continua na ativa, com seus afinados 90 anos, completados nesse março de 2008. Saiba mais sobre ela  na Sociedade Para Apreciação do Jazz

Clara Nunes – O canto das três raças

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Trabalhava numa fábrica quando resolveu participar do concurso A Voz de Ouro ABC, em que foi vencedora na etapa mineira e terceiro lugar na final, em São Paulo, em 1959. A partir de então conseguiu um emprego em uma rádio de Belo Horizonte e se apresentava em casas noturnas da cidade.

 

Em 1965 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde gravou seu primeiro disco, com repertório de boleros e sambas-canções. Depois de alguns álbus ainda com gênero indefinido, firmou-se no samba nos anos 70. Em 74, seu LP vendeu cerca de 300 mil cópias, graças ao sucesso do samba “Conto de Areia” (Romildo/ Toninho).

 

Foi um recorde para a época, que rompeu com o tabu de que cantora não vendia discos e estimulou outras gravadoras que investissem em sambistas (mulheres) como Alcione, que gravou seu primeiro LP em 75 e Beth Carvalho, que transferiu-se para uma grande fábrica, a RCA, em 76.

 

Os discos que se seguiram a transformaram em uma das três rainhas do samba dos anos 80, ao lado das outras duas referidas intérpretes. Clara gravou desde sambas-enredos até composições de Caymmi e Chico Buarque. Na segunda metade da década, lançou um disco por ano, todos com grandes vendas e gravações históricas, como as de “Juízo Final” (Nelson Cavaquinho/ Élcio Soares), “Coração Leviano” (Paulinho da Viola) e “Morena de Angola” (Chico Buarque).

 

Ficou famosa também por suas canções calcadas em temas do Candomblé, sua religião, e por sua indumentária característica, sempre de branco e com colares e missangas de origem africana. Morreu prematuramente após uma cirurgia mal sucedida, causando consternação popular.

Paulinho da viola – Não sou eu quem me carrega – Acústico MTV

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Um dos mais requintados compositores de samba em atividade, letrista e instrumentista aclamado, é filho do violonista e chorão César Faria, do conjunto Época de Ouro. Cresceu no Rio de Janeiro ouvindo em casa canjas de músicos como Pixinguinha e Jacob do Bandolim, e logo aprendeu a tocar violão e cavaquinho.

 

Passou a freqüentar blocos carnavalescos e em 1962 compôs seu primeiro samba, “Pode Ser Ilusão”. No ano seguinte travou conhecimento com os sambistas da Portela, e com seu samba “Recado”, em parceria com Casquinha, passou a ser integrante da ala de compositores da escola. Em seguida conheceu Cartola, Zé Kéti e os sambistas da Mangueira, tornando-se freqüentador do bar Zicartola nos anos 60.

 

Por intermédio de Hermínio Bello de Carvalho participou do espetáculo “Rosa de Ouro”, que depois virou disco, e ainda no ano de 1965 gravou, como membro do conjunto A Voz de Morro, os LPs “Roda de Samba” vol. 1, 2 e 3. A partir daí começou a se notabilizar também como cantor, com seu timbre suave e voz doce.

 

Em 2003, Paulinho lança “Meu tempo é hoje”, a trilha sonora de do aplaudidíssimo documentário dirigido por Izabel Jaguaribe, que leva o mesmo título e conta um pouco do cotidiano e dessa grande personalidade da música brasileira. No filme a peculiar e discreta rotina do músico e seus hábitos e costumes desconhecidos do grande público mostrados de perto, assim como encontros musicais inesquecíveis com Marina Lima, Elton Medeiros, Zeca Pagodinho, Marisa Monte e a Velha Guarda da Portela.

Fonte: Clique music

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