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Opinião

 

Tragédia é evitável, mas está abaixo do poder dos interesses: Já falam nos bilhões de prejuízo. Mas o que representam diante da casa perdida por uma família? O custo da orfandade de uma criança cabe nas cifras dos governantes? Os desatinos da natureza se repetem. Grande parte seria evitável. Mas estão abaixo do poder dos interesses – eleitorais, comissionais, negociais.

 

Janio de Freitas, jornalista

Poesia

O Estrangeiro

 

Diga, homem enigmático, de quem gosta mais? De seu pai, de sua mãe, de sua irmã ou de seu irmão?

– Não tenho pai, nem mãe, nem irmã, nem irmão.

– Amigos?

– Você usa de palavras cujo sentido até aqui desconheço.

– Pátria?                   

– Ignoro a que latitude se situa.

– Beleza?

– Deusa e imortal, de bom grado a amaria.

– O ouro?

– Odeio-o como você odeia a Deus.

– Mas que gosta então, estrangeiro extraordinário?

– Das nuvens… as nuvens que passam… lá longe… lá longe… as maravilhosas nuvens!

 

Baudelaire

 

O Poeta

 Charles Baudelaire é considerado freqüentemente um dos maiores poetas do Século XIX, influenciando a poesia internacional de tendência simbolista. De seu estilo de vida originaram-se na França os chamados poetas “malditos”. Um revolucionário em seu próprio tempo.

 

Hoje ele ainda é conhecido, não somente como poeta, mas também como crítico literário. Raramente houve alguém tão radical e ao mesmo tempo tão brilhante. Mal compreendido por seus contemporâneos, apesar de elogiado por Victor Hugo, Teóphile Gautier, Gustave Flaubert e Théodore de Banville, a poesia de Baudelaire está marcada pela contradição.

 

Revela, de um lado, o herdeiro do romantismo negro de Edgar Allan Poe e Gérard de Nerval, e de outro o poeta crítico que se opôs aos excessos sentimentais e retóricos do romantismo francês.

Mozart: Violino e Viola – Vengerov e Bashmet (part 1)

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Em 1997, Vengerov recebeu o Prémio Edison para a categoria de Melhor Gravação de Concerto, atribuído à sua gravação dos Segundos Concertos de Chostakovitch e Prokofiev. Gravou ainda o Concerto para Violino e Orquestra de Brahms, com Daniel Barenboim e a Orquestra Sinfónica de Chicago, o qual foi lançado no mercado em 1999 com o aplauso da crítica.

 

 Em 1997, Maxim Vengerov foi nomeado representante da UNICEF na área da música, o que lhe permitiu divulgar a sua arte junto das crianças de todo o mundo e contribuir para a angariação de fundos para programas de apoio. Maxim Vengerov toca no extraordinário violino Ex-Kreutzer , construído por Antonio Stradivarius em Cremona (c.1723).

 

Desde Dezembro de 2002, Yuri Bashmet é Maestro Principal da Orquestra Sinfónica da Nova Rússia, tendo dado numerosos concertos em Moscou e realizado digressões na Rússia, em França, Itália e Reino Unido.

 

Como maestro e solista, apresentou-se com a Filarmônica de Dresden, a Orquestra de Granada, a Filarmônica de Tóquio, a Sinfônica Giuseppe Verdi de Milão, a Camerata Salzburg, a Filarmônica Real de Liverpool, a Orquestra de Câmara de Saint Paul e a Orquestra do «Maggio Musicale» de Florença.

 

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Billie Holiday, My Man

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Billie Holiday foi uma das mais comoventes cantoras de jazz de sua época. Com uma voz etérea, flexível e levemente rouca. Sua dicção, seu fraseado, a sensualidade à flor da voz, expressando incrível profundidade de emoção.

Saiba mais aqui sobre Billie Holiday

chargeonline.com.br/Alecrim

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Poesia

A carícia perdida

 

Sai-me dos dedos a carícia sem causa,

Sai-me dos dedos… No vento, ao passar,

A carícia que vaga sem destino nem fim,

A carícia perdida, quem a recolherá?

Posso amar esta noite com piedade infinita,

Posso amar ao primeiro que conseguir chegar.

Ninguém chega. Estão sós os floridos caminhos.

A carícia perdida, andará… andará…

Se nos olhos te beijarem esta noite, viajante,

Se estremece os ramos um doce suspirar,

Se te aperta os dedos uma mão pequena

Que te toma e te deixa, que te engana e se vai.

Se não vês essa mão, nem essa boca que beija,

Se é o ar quem tece a ilusão de beijar,

Ah, viajante, que tens como o céu os olhos,

No vento fundida, me reconhecerás?

 

 Alfonsina Storni

Tradução de Carlos Seabra

 

 

A Poetisa

 

 

Imigrou com os seus pais para a província de San Juan na Argentina em 1896. Em 1901, muda-se para Rosario (Santa Fé), onde tem uma vida com muitas dificuldades financeiras. Trabalhou para o sustento da família como costureira, operária, atriz e professora.

 

Descobre-se portadora de câncer no seio em 1935. O suicídio de um amigo, o também escritor Horacio Quiroga, em 1937, abala-a profundamente.

 

Em 1938, três dias antes de se suicidar, envia de um hotel de Mar del Plata para um jornal, o soneto “Voy a Dormir”. Consta que suicidou-se andando para dentro do mar — o que foi poeticamente registrado na canção “Alfonsina y el mar”, gravada por Mercedes Sosa; seu corpo foi resgatado do oceano no dia 25 de outubro de 1938. Alfonsina tinha 46 anos.

Karajan – Beethoven Symphony No. 5 – Part 1

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“Eu me sinto como se estivesse entrando no paraíso quando piso numa sala de concerto.”  Assim definiu a sua arte o maestro Herbert Von Karajan , um dos mais famosos, controvertidos e talentosos regentes de todos os tempos.

Legião Urbana – Tempo Perdido

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“O céu já foi azul, mas agora é cinza / E o que era verde aqui já não existe mais.”

Renato Russo

Ministério do Lula discute a crise

Poesia

Kakemono

 

 

 

Deixa, meu fino lírio japonês

 

Que o vento ulule fora da vidraça.

 

Tens o corpo sonoro de uma taça

 

E o teu quimono

 

Que envolve tua cinta esquia e fina

 

Dá-te um ar de princesa de neblina

 

Num castelo de outono…

 

Bem vês

 

Que o vento ulula fora da vidraça

 

E a chuva passa

 

Para ver-te, meu lírio japonês…

 

 

 O Poeta

 

 

Luís da Câmara Cascudo

 

 

Câmara Cascudo foi o mais importante pesquisador sobre o folclore e os costumes populares brasileiros. Além de professor, foi escritor, jornalista, antropólogo e advogado.Foi reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e também professor do curso de Direito da mesma instituição.

 

Exerceu ainda as funções de Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, de Consultor Geral do Estado e de Presidente da Academia Norte-Riograndense de Letras. Escreveu cerca de 150 ou 160 livros. Entre as suas principais obras estão “Dicionário do folclore”, obra de referência no mundo inteiro, e “Civilização e cultura”. No campo da etnografia, publicou vários livros importantes como “Rede de Dormir”, em 1959, “História da Alimentação no Brasil”, em 1967, e “Nomes da Terra”, em 1968.

 

Publicou depois, entre outros, “Geografia dos Mitos Brasileiros”, com o qual recebeu o prêmio João Ribeiro da Academia Brasileira de Letras. Nasceu em 30 de novembro de 1898, em Natal/RN. Recebeu convites para integrar a Academia Brasileira de Letras e ser reitor da Universidade de Brasília. Este último feito pelo ex-presidente Juscelino Kubitscek. Recusou ambos os convites pois não pretendia sair de sua “aldeia” (como se referia a Natal).

Câmara Cascudo também foi Secretário de Estado de Educação e Cultura do Rio Grande do Norte. Em 1965, Câmara Cascudo escreveu uma obra definitiva, “História do Rio Grande do Norte”, coligindo pesquisa sobre sua terra natal, da qual jamais se desligou. Sua obra completa, densa e vastíssima, engloba mais de 150 volumes. O pesquisador trabalhou até seus últimos anos e foi agraciado com dezenas de honrarias e prêmios. Morreu aos 87 anos. Faleceu em 30 de julho de 1986.